Hinan

12 Chamem o Senpai


Notas iniciais
Galera o cap de hoje ta divino! Um mix de ação romance e o humor que a dupla Jack e Andy não deixa a desejar kkk espero que gostem (^-^)/

− eu tenho duas notícias pra te dar.... Uma boa e a outra não tão boa.

Raque dizia enquanto encarava Butcher.

− fale a boa primeiro.

Butcher respondeu um tanto apreensivo.

− bem... eu consegui reprimir os efeitos do feitiço antes que lhe causassem danos irreversíveis. Ela absorveu todos os seus poderes, mas eu consegui restaurar grande parte deles.

− sério?! Que maravilha! Raque você é incrível.

Butcher exclamava aliviado. Desviando os olhos para uma direção qualquer, Raque continuou.

− mas temos a má noticia...

− qual é Raque? Nada me desanimaria depois de saber que meus poderes estão de volta!

− esse é o problema...

− como assim?

− eu os restaurei... mas ela também usou um feitiço de bloqueio, o que faz com que você não possa usá-los por um tempo.

− O QUE? QUE TIPO DE MAGA É VOCÊ?

Butcher gritava irritado.

− DO TIPO QUE TEM 16 ANOS E ESTÁ EM FASE DE TREINAMENTO!

Levantando se rapidamente da maca na qual estava sentado, Butcher andava de um lado para o outro.

− eu não acredito nisso! Eu definitivamente, não acredito nisso!

− bom... acho que o Andy pode fazer um trabalho melhor que o meu.

− e onde aquele maldito está, que não vem aqui me ajudar?

A porta se abriu e Jon entrou.

− nós iremos até a Hinan do Norte novamente.

− eu estou fora!

Butcher dizia irritado.

− troll, quem foi o guerreiro que fez isso com você?

Butcher corou.

− guerreiro? Foi uma garotinha menor do que eu!

Raque dizia enquanto se acabava em gargalhadas.

− fica quieta Raque!

Butcher repreendia a garota, o que nada adiantou.

− foi a Lily.

Dragon, que acabara de chegar respondia a pergunta de Jon.

− Lily?

− você já se encontrou com ela na Hinan do Sul a alguns anos.

Jon parou por alguns segundos na tentativa de se lembrar.

− naaaao...

Jon dizia enquanto levava a mão até o rosto demonstrando extrema feminilidade.

− te juro.

Dragon repetia o gesto..

− isso não é engraçado!

Butcher gritava indignado.

− é sim!

Raque ria mais alto do que antes.

− mas porque vocês pretendem voltar até a Hinan do Norte?

Dragon perguntou curioso.

− pelo que parece dois soldados ficaram para trás.

− é certeza que eles estão vivos?

− não muita! Mas o Andy é experiente e um ótimo mago, acredito que ele deve ter dado um jeito!

− eu vou sozinho. Já perdemos muitos soldados, não a necessidade de iniciar uma guerra.

Dragon dizia em um tom firme.

− guerra? Esmagarei aquela cidade com apenas uma mão!

− sim senhor “ Eu Sou Demais”, não duvido de suas capacidades! O que eu quero dizer, é que agora que a Lily copiou as habilidades do Butcher, ela é uma ameaça. E além do mais você mais do que ninguém sabe da situação atual! Estamos sendo vigiados, atacados e nem ao menos sabemos para que lado revidar! Você precisa permanecer aqui para proteger o palácio central.

Ficando em silêncio por alguns segundos Jon em fim respondeu:

− isso faz sentido, mas e como fica a situação da espada? Ela realmente está naquela Hinan?

− sim quem está com ela é...

A fala de Raque foi interrompida por um olhar perfurante vindo de Dragon, um pouco assustada, a menina se silenciou.

− a espada está com um soldado da I.O.S

Dragon cuidou para que Jon não ficasse ciente de todos os fatos. Saber que a única, sobrevivente do massacre feito por ele a alguns anos, era portadora da espada até então, conhecida como a mais poderosa do universo, era algo um tanto perigoso.

− traga a espada.

− não vejo necessidade! Não precisamos dessa espada! E eles já deixaram bem claro que são capazes de protege-la sozinhos.

Encarando Dragon por um tempo, Jon então se virou e saiu.

− faça como quiser.

Com essas palavras, ele se retirou da sala.

**

− Val, aonde você está indo?

Lily se deparou com a sua amiga parada em frente o portão, observando-a por um tempo, pôde notar uma mochila em suas costas.

− o que está fazendo aqui?

− tenho uma missão de rotina daqui a alguns minutos, to esperando minha equipe chegar...

− entendo...

As duas se mantiveram em silêncio por alguns minutos.

− você não precisa fazer isso!

Lily dizia de cabeça baixa...

− já é a segunda vez Lily, não quero que Hinan sofra com uma terceira!

Sem dizer mais nenhuma palavra, Vallery saiu, impedindo que Lily usasse mais um de seus argumentos.

**

− A gente ta chegando?

− não!

Andy respondia de forma ríspida a pergunta que Jack fazia pela terceira vez nos ultimos 20 minutos.

− podíamos ir mais depressa Andy!

− você pode ir Jack, as lesões na minha perna ainda não estão cicatrizadas.

− ta bom!

Jack dizia tranquilamente.

− é claro que na medida que você for se afastando de mim, o feitiço de camuflagem se dissipa.

Andy dizia com um sorriso irônico no rosto.

− maldito, chantagista!

Jack dizia em um tom de voz baixo.

− você tinha mesmo a intenção de me deixar pra trás, né?

− você ainda tem dúvida?

− não.

Foi naquele momento que ambos foram interrompidos por um estrondo.

− que droga é essa?

Jack perguntava ao notar que toda terra tremia. Uma enorme nuvem de fumaça negra cercava o local, do meio de toda aquela escuridão, surgiu então uma criatura.

− isso é um Kotonaru?

Jack mais uma vez perguntou.

− isso me lembra alguns livros de história antiga que li.

− uau Andy, você encontrou a melhor hora pra montar o clube de leitura!

Jack ironizava, não escondendo seu desespero.

− você não entendeu Jack! Isso não é um Kotonaru, é maior, mais forte e também mais inteligente! Isso parece uma espécie de minotauro...

Erguendo os dois braços, Jack rapidamente fez com que eles se transformassem em duas grandes metralhadoras:

− kotonaru ou minotauro, vai virar peneirotauro!

− você está passando muito tempo com o Dragon...

Andy dizia enquanto observava a shikõ.

**

Andando em passos lentos, Vallery se encontrava no velho campo verde que cercava a saída de Hinan. Pensativa, ela refletia sobre tudo o que havia acontecido. Seus pensamentos vagavam até o passado...

Naquela tarde de sexta a quatro anos atrás Vallery estava deitada naquela mesma grama, ofegante, seu corpo coberto de arranhões deixavam a vista suas longas horas de treino.

Levantando-se com dificuldade, agora a jovem soldada segurava a espada com as duas mãos. Apertando bem os olhos, Vallery pode notar uma pequena inscrição na lâmina da espada, palavras em uma língua que ela não era capaz de compreender.

− mais uma semana de treinos tão intensivos e você não passa dos 17...

Uma voz masculina ecoava de trás da garota.

− Dragon!

A garota gritava enquanto corria para abraçar seu velho amigo.

− já é amanha não é mesmo?

Com um sorriso no rosto, Vallery acenou positivamente com a cabeça. Levando a mão até o seu kimono, Dragon tirou então uma espécie de embrulho mal feito. Analisando a situação do presente Vallery sorriu.

− você realmente não leva jeito com essas coisas...

Ela pegou o presente.

− Dragon, ainda é amanha!

Ela dizia um pouco sem graça.

− não sou muito paciente.

Abrindo rapidamente o embrulho, Vallery não escondia sua ansiedade.

− o que é isso?

Ela dizia enquanto analisava aquele presente nada convencional.

− é uma rosa negra.

Os olhos de Vallery brilharam.

− é tão linda... aonde você arranjou ela? Nunca vi nada parecido.

− é natural que você nunca tenha visto uma, essas rosas estão instintas a mais de 200 anos.

− e como você conseguiu essa aqui?

− ela é uma rosa cristalizada, na época em que eu morava na vila das flores tinham várias delas e...

− você morava aonde?

Vallery interrompeu a fala de Dragon. Com os olhos arregalados, Dragon se assustou com a pergunta da garota.

− não quero falar sobre isso.

Vallery o observou por um tempo em silêncio, seus olhos curiosos se atentavam em cada detalhe.

− quer comer alguma coisa?

Vallery dizia com um sorriso amigável, Dragon sorriu e ambos foram em direção a casa de Vallery.

Sentados na varanda, Vallery e Dragon conversavam sobre assuntos diversos, desde o decorrer dos treinamentos na I.O.S até sobre como o café estava ruim.Socando a cabeça de Dragon, Vallery não conseguia conter as risadas pela critica do shikõ.O silêncio reinou por alguns minutos. Observando a expressão distante de Dragon, Vallery tocou-lhe os ombros.

− você nunca me falou muito sobre o seu passado.

− o que você quer saber sobre o meu passado?

Vallery batia no queixo com o dedo indicador.

− bom, resumidamente eu nasci em um pequeno vilarejo que fica naquela direção.

Ele dizia enquanto apontava para o norte.

− como se chamavam seus pais?

− Ray e Rosalie.

− o que houve com eles?

− morreram quando eu ainda era criança.

− deve ter sido dificil pra você...

Vallery dizia se lembrando dos momentos críticos que já havia passado.

− eles morreram por conta de uma doença infecciosa, que alastrou toda a região da vila. Mais de 40% da população foi eliminada. Mas não foi tão ruim assim, o Kannot nos abrigou e nos criou como filhos dele.

− nos? Você teve irmãos?

− sim, dois...

Surpreendida pela resposta de Dragon, Vallery se silenciou por alguns segundos. Ela tinha medo de perguntar mais, tinha medo de fazê-lo lembrar de coisas que pudessem machucá-lo.

− Quer mais café?

Ela sorria amigavelmente. Observando Vallery por alguns segundos, Dragon não conseguia explicar o porque aquele simples sorriso trazia tanta tranquilidade para o seu coração. Mesmo socando mais forte que um gorila raivoso, aquela garota era possuidora de uma meiguice incomparável.

− nem se minha vida dependesse disso.

− seu idiota!

A garota dizia enquanto atirava os copos na cabeça do shikõ...

− não acha que está se precipitando?

O vento forte de fim de tarde naquele mesmo campo verde, fazia se repetir a mesma cena agora 4 anos mais tarde.

− como soube que eu estava aqui?

Vallery dizia com um tom de voz baixo.

− encontrei a Lily chorando na porta de sede, só depois de convence-la que ia te trazer de volta, consegui fazer com que ela fosse tranquila para sua missão.

Dragon dizia enquanto se aproximava vagarosamente de Vallery.

− a Lily deveria parar de chorar como uma uma garotinha indefesa e agir como uma guerreira de verdade.

− a garotinha de quem você está falando, conseguiu derrotar um dos mais poderosos shikõs do palácio central.

− não é uma batalha que define o nível de um guerreiro.

Deslumbrado pelo balançar frenético dos longos cabelos loiro da guerreira envolvidos pelo vento, Dragon sorriu:

− é quase como se eu estivesse diante de uma réplica feminina do Zaikki. As frases parecem até ensaiadas.

− mesmo perdendo ele muito cedo, aprendi muitas coisas com o meu pai.

Parando por alguns segundos, Dragon então começou o seu apelo:

− pare de tentar agarrar os problemas do mundo para si criança.

− é por minha causa que tudo está acontecendo...

− eles estão nos vigiando a semanas! E não temos motivos para sermos alvo deles. Pare de tentar bancar a corajosa Vallery!

− corajosa...

A voz de Vallery, antes firme e confiante, agora estava trêmula e chorosa. Ainda de costas não permitia que Dragon visse seu rosto. Aproximando-se ainda mais da guerreira, Dragon puxou-a pelo braço e a abraçou. Abraçou como se nunca mais fosse soltá-la. Presa nos braços da pessoa que mais confiava no mundo, Vallery agora não continha mais seus sentimentos, seus soluços desesperados eram ouvidos a distância.

− eu to com medo Dragon! Eu to com medo... eu não quero ficar sozinha.

Ainda com aquela frágil garota em seus braços Dragon sussurrou:

− você não está sozinha, nunca esteve e nunca estará. Mesmo que o mundo caia sobre nossas cabeças, eu serei seu refúgio.

**

− ATIRA!

Andy gritava desesperado. Jack continuava a bombardear o inimigo.

− não ta adiantando! Esse bicho parece que é feito de aço!

− Jack, distraia-o eu vou tentar entrar em contato com a Raque!

− CHAMA O SENPAI!

Jack gritava muito próxima ao ouvido de Andy.

− ta já entendi!

Andy dizia incomodado com aquela situação.

Correndo para longe de Andy, Jack gritava:

− ei chifrudo! É tão difícil acertar um alvo em movimento?

Erguendo seu tacape gigante, cravado de espinhos, o minotauro atacou Jack. Saltando para longe, em menos de um segundo a metralhadora da shikõ logo havia se tornado um canhão a laser.

− E LÁ VAI BOMBA!

A menina gritava empolgada.

− como alguém consegue se divertir com isso?

Andy perguntava a si mesmo, perplexo com a situação.

**

Ajoelhada sobre a grama do jardim shikõ, Raque colhia algumas flores para enfeitar a sala do trono. Ela sabia o quanto as flores alegravam seu velho avô, e colhia novas sempre que as antigas murchavam.Sentindo uma onda de energia se aproximar de seu corpo, Raque então se lembrou do treinamento que havia tido com Andy. Aquilo com certeza era uma tentativa de comunicação telepática. Largando as flores recém colhidas no chão, Raque agora tentava entrar em contato com a energia.

Parada por alguns segundos ela parecia ter um diálogo mental com alguém. Aparentemente com a conversa encerrada, Raque se levantou rapidamente e correu até a direção, do palácio. Driblando shikõs e atravessando corredores gigantescos, ela finalmente encontrou seu alvo:

− JON SENSEI!

Notas finais
Próximo capitulo vai pegar fogo!