Hinan
9 Bom Trabalho I.O.S
Notas iniciais
− eiii você ta legal?
Uma voz ecoava ao longe. Ainda com os olhos fixos na espada Vallery respondeu:
− sim.
− uau! O que ouve aqui?
Bya dizia observando todo aquele cenário de explosão.
− eu não sei.
Olhando para a espada que Vallery segurava, Bya arregalou os olhos.
− essa é a espada sagrada.
− espada o que?
− na verdade ninguém sabe... meu pai a encontrou próximo a zona proibida. E deu o nome de espada sagrada. Não me pergunte o porquê!
Observando a mais de perto, Vallery admirava a beleza daquela espada.
− ela é tão bonita.
− sim, mas nunca a vi brilhar dessa forma.
Vallery e Bya se entreolharam.
**
− comandante Gui, a ala oeste está limpa!
Lucy dizia enquanto se aproximava do comandante.
− bom trabalho Lucy.
Pouco a pouco o restante do grupo se juntava, e por fim todos estavam lá, ou pelo menos quase todos.
− onde está a Vallery?
Gui perguntou ao grupo.
− ela se separou de mim a mais ou menos uma hora.
Lucy dizia com uma voz séria.
− Lucy! Nós precisamos nos manter juntos e em segurança, mandei que as duas ficassem juntas por que...
− COMANDANTE GUI! COMANDANTE GUI!
Hank e Joe gritavam desesperados, enquanto traziam o velho mutilado em suas costas.
− o que está acontecendo? Disse para esperarem a equipe médica lá fora junto com a vítima!
Gui dizia enquanto ajudava os soldados que pareciam estar extremamente cansados.
− A equipe médica chegou mas... mas...
− MAS O QUE? DIGA HANK!
Foi naquele momento que um rugido altíssimo fez com que todos estremecessem.
Respirando ofegante Joe tentava formar uma curta frase.
− estão todos mortos...
Os olhos de Gui arregalaram.
Foi naquele momento que parte da construção do zoológico veio a baixo. Uma densa camada de poeira surgiu.
− cof! Cof! O que está acontecendo?
Sayo perguntava tapando a boca por conta do ar pesado. Pouco a pouco era possível notar a aparição de vários Kotonarus.
− meu Deus que droga é essa?
Lucy dizia enquanto empunhava sua adaga.
− são muitos! Seremos devorados!
Sayo não escondia seu pavor.
− fiquem todos juntos!
Com voz autoritária, Gui tentava manter o controle da situação.
Mesmo ciente de que a morte era iminente, Gui sabia que precisava lutar! Não apenas por si mesmo, mas sim pela vida de todos os seus soldados.
Os monstros rodeavam o pequeno grupo, rugiam e berravam. Pareciam estar brincando com as possíveis presas.
O medo tomava conta dos soldados, alguns já estavam fazendo suas orações. Foi naquele segundo que uma luz muito forte brilhou, seguida de uma explosão gigantesca, fazendo com que todo o edifício viesse a baixo.
O círculo formado pelos soldados estava intacto, dos Kotonarus só sobravam cinzas.
Todos ficaram surpresos, olhando para a origem de toda aquela energia a equipe da I.OS pode então perceber duas garotas.
− VALLERY!
Sayo gritava ao perceber a presença da amiga.
− que droga aconteceu aqui?
Lucy perguntou.
− foi a espada!
Bya comentou ainda escondida atrás de Vallery.
− Bya?
O velho caído sussurrava no chão. Bya então procurou pela origem do chamado.
− papai?
Ela gritava correndo em direção a ele.
− suas pernas... olha o que esses malditos fizeram com você?
−bom... eu não sei como, mas no fim, tudo acabou bem! Os animais estão seguros, salvamos dois civis e a equipe está inteira! Agora vamos pra casa!
Gui dizia enquanto guardava suas armas.
**
− droga Jordy! Isso dói!
Andy gritava.
− ei pare de ser dramático! Nem bati tão forte!
A garota de cabelos negros e olhos verdes dizia enquanto arqueava uma das sobrancelhas.
− pegue leve com ele Jordy, o garoto é sensível!
Dragon dizia com um sorriso irônico no rosto.
− garoto? Ele grita como uma garotinha!
Jordy dizia enquanto acertava um segundo soco no irmão mais novo.
− exato e você bate como um gorila.
Cerrando os punhos e demonstrando uma certa indignação pela comparação feita pelo irmão Jordy o socou no rosto fazendo que ele chocasse contra uma parede. Levantando-se rapidamente Andy a socou de volta, isso fez com que a mesma andasse alguns passos para trás.
Levantando sua mão esquerda Jordy disse algumas palavras em uma língua desconhecida fazendo com que o chão inteiro tremesse e desmontasse. As rochas retiradas do chão levitavam. Apontando o dedo indicador para Andy, jordy fez com que a rochas avançassem na direção do garoto. Fazendo alguns sinais com as mãos Andy criou uma espécie de campo de energia, impedindo assim que se ferisse.
− Andy, você vai mesmo lutar contra uma garota?
Dragon dizia observando aquela batalha “amigável”
− ela não é uma garota, é a representação feminina de satanás!
Depois de ouvir as palavras de Andy, Jordy gargalhou diabolicamente.
− amor, pegue leve com o seu irmão.
Jon dizia enquanto tocava os ombros de Jordy. Virando-se rapidamente Jordy o socou no estomago. Jon caiu de joelhos.
− droga Jordy! Você precisa parar de fazer essas coisas!
Jon dizia com uma voz um tanto agonizante.
Soprando sua enorme franja, Jordy demonstrava um certo tédio.
− droga! Com quem eu vou treinar? O Jon não luta a sério, o Andy só apanha e o Dragon é um preguiçoso!
− não preciso de treinamento.
Dragon dizia enquanto virava uma garrafa de bebida.
− não é pra você, é pra mim! Eu preciso ficar mais forte!
− hum... que legal! Mentira, não é legal! Na verdade eu não me importo.
Dragon dizia fazendo um sinal de positivo.
− hunf! Idiota.
Jordy então olhou para Jon que mantinha uma expressão assustada.
− tá com medo tá meu amor?
Jordy dizia apertando as bochechas de Jon.
− psicopata.
Andy comentou observando aquela cena.
Jon sorriu, e olhou firme para Jordy.
− eu te amo.
− eu também te amo.
Aproximando-se lentamente estavam a poucos segundos de um beijo...
− BOA RAQUE! A força do ataque está boa, agora tente acertar o alvo!
− mas eu tentei Andy sensei. É mais difícil do que parece! Cute me ajuda a treinar!
− negativo! Fique longe de mim, projeto de terrorista!
Levantando se rapidamente da cama Jon sentia sua cabeça girar, ele mal conseguia reconhecer as vozes.
− foi um sonho... apenas um sonho! Ou melhor, lembranças.
Levando a mão até os cabelos, ele tentava organizar os seus sentidos.
Ele então se pôs de pé e se direcionou até o banheiro. Colocando as mãos debaixo da torneira aberta, ele as levou até o rosto. Na tentativa de se despertar mais um pouco.
− senhor Jon!
Uma voz masculina gritava na porta do quarto.
Andando em passos lentos, quase arrastados, ele abrindo a porta e então viu Butcher.
− temos uma missão na...
− não to afim.
Jon dizia enquanto batia a porta com voracidade na cara do shikõ.
− Nael, chegou uma encomenda pra você.
− sério Jack? Deve ser o novo volume da minha revista! Como eu esperei para ver aquelas humanas com uniformes da I.O.S fazendo poses sensuais.
− pervertido.
− droga Jack não atire em mim.
Sentando novamente na cama Jon tentava controlar a frequência de sua audição.
− FIQUEM QUIETOS MALDITOS!
Jon gritou. Provavelmente ninguém podia ouvi-lo, já que estavam muito distantes. De repente ficou tudo em silêncio, ele finalmente voltou ao seu estado normal.
Olhando para a parede que continha um quadro enorme de sua amada, Jon deixou que uma lágrima escorresse em seu rosto.
− já se passaram 8 anos... mas parecem apenas algumas horas! Ainda consigo sentir o seu cheiro, e o som da sua voz. Consigo ouvir ainda os gritos de dor que você deu em seus últimos minutos de vida. Eu não queria mais ouvi-los! Eu não queria!
Fale com o autor