Himawari
3 Extra
Notas iniciais
Boa leitura ♥
- Ai, droga! — todo estabanado, Kise tropeçou nos próprios pés enquanto corria. Estava atrasado e não imaginava que tinha passado tanto assim do horário. Chegou o mais rápido possível no aeroporto e procurava pelo rapaz todo ansioso. Pessoas, pessoas e pessoas passaram por ele, mas nenhuma era quem ele esperava. Conferiu novamente e sim, ele já havia chegado e há muito tempo, inclusive. Torceu os lábios e começou a andar pelo lugar. Estava de óculos escuros e uma touca de laterais longas que cobriam-lhe os fios dourados para não ser reconhecido, ao menos, tão facilmente. Rodou por um bom tempo o lugar com o celular na orelha indignado por ele nunca aprender pra quê diabos servia a merda daquele aparelho... Até que, o cochichar de certas pessoas que passavam por ele o fez se atentar.
… Ah, fala sério...!
Andou cauteloso por entre os bancos de espera e seus ouvidos foram agraciados com aquela “voz” tão conhecida... Seguiu o som e é... Lá estava Daiki... Jogado na cadeira, com a cabeça caída para trás, braços abertos, boca aberta e roncando horrores. Suspirou. Tanto tempo sem se verem e é essa visão do inferno que o recebia nostalgicamente. Riu. Aos seus olhos, mesmo aquilo, continuava encantador. Aproximou-se do rapaz e curvou-se um mínimo sobre ele levantando seus próprios óculos. É. Realmente era ele. Os olhos desviaram para o lado e uma revista esportiva estava sobre a mesa próxima.
“Aomine Daiki, surpreende novamente.”, era a manchete.
Pegou a revista em mãos e sentou-se ao seu lado lendo a matéria.
- Mas é muito exibido mesmo... - riu de lado, perdido nas letras e imagens. Havia comprado um exemplar daquela revista no dia anterior, mas ainda não a tinha lido. Estava bêbado de sono e simplesmente não conseguiu. A única coisa que fez, foi sorrir com a imagem de seu namorado e dormir feliz. Awnt. O tempo foi passando e...
- Se apaixonou novamente? — a voz grossa e próxima aos seus ouvidos, só fizeram-lhe o favor de comprovar aquilo que já sabia.
- Desculpe. Meu coração já tem dono. — tirou os óculos encarando o rapaz. Daiki o fitou em silêncio até a curiosidade de Kise se fazer audível. — O que foi?
Aomine acordou com aquele tremelique bizarro que a gente sente do nada de tipo quase cair, mas foi MUITO sutil, entretanto, o suficiente para que acordasse e percebesse que não estava mais sozinho. Havia comprado a revista na banca enquanto esperava sua carona e óbvio que era pra dar para o loiro. Afinal, ele tem uma estante SÓ para as revistas que Ryouta saía. Nada mais justo, oras. E ver aquele rosto tão belo, sorrindo bobamente lendo sua revista, derretia totalmente suas emoções... Que, até parece que ele falaria para o outro.
- Que negócio horrível é esse na sua cabeça? — indagou levantando a aba do mesmo, aproximando-se.
Kise franziu o cenho, mas riu afastando o rapaz e levantando-se. — Ao contrário de você, dependo única e exclusivamente da minha imagem para sobreviver. Imagine o que as pessoas pensariam se me vissem vindo te buscar**, — levantou a revista — “Orgulho do Japão”. — zombou.
Daiki riu da mesma maneira que o modelo olhando-o de cima abaixo e levantou-se pegando suas coisas. — Iam pensar que você é muito sortudo por ainda manter contato com um atleta tão foda como eu. — sorriu sacana o seguindo.
Kise comprimiu os olhos e suspirou. Abriu um sorriso debochado e tirou a touca, bagunçando seus louros fios, ajeitando-os adequadamente. Abriu os braços e o abraçou rapidamente. — Aominecchi, okaeri! Como foi a viagem? Tudo bem? — começou um imenso interrogatório enquanto o guiava pelo ombro pelo caminho e óbvio que, por mais insignificante que fosse duas pessoas aleatórias num aeroporto, os olhares se atentaram para aqueles rapazes enormes e principalmente para aquela cabeça loira que sorria sem se importar com muita coisa, chamando a atenção como de praxe só por andar.
- Tsc. — Aomine havia esquecido disso. Claro que tinha que ser lembrado de quem ele era e voltava a sentir a aura mulherence (?) pelo caminho o queimando vivo. Havia realmente se esquecido de como era aquele país e principalmente, como a fama daquele ali havia crescido nos últimos anos, ainda mais por ter começado a atuar. Duas meninas se aproximaram e pediram tímidas pelo autógrafo de Kise... E logo, um grupo – para Daiki – enorme de mulheres, o afastava de seu namorado. — Você me paga, Kise-Bich. — sibilou mudo, entre dentes para Kise que riu e voltou a dar atenção às fãs.
Aomine revirou os olhos e encostou-se na parede qual ainda mantinha Kise dentro de seu campo de visão. O via por fotos, revistas e pela internet, mas de fato, mais velho, ele havia ficado ainda mais atraente. Lambeu os beiços imaginando de quantas formas diferentes saborearia aquele corpo à noite e sentiu algo batendo em seu pé. Olhou para baixo e... Era uma bola de basquete.
- Aomine Senshu...! — um guri pequenino de seus lá cinco anos de idade, boquiaberto, o olhava incrédulo.
Daiki surpreendeu-se momentaneamente, mas sorriu simples. — Gosta de Basquete? — indagou abaixando-se e igualando suas alturas.
O menino balançou a cabeça fortemente e abriu a boca ainda mais maravilhado. Daiki tinha fãs, afinal (dur). E uma graça de fã, aliás. Aomine riu da expressão do menino e pegou a bola do guri. Fez algumas manobras e coisas do gênero que fazia os olhos de toda criança brilhar e...
- Aominecchi, kakkoii...! — o loiro, agachado ao lado do guri, com os olhos brilhando igualmente.
Daiki franziu o cenho parando o que fazia e fitou aquela aglomeração que o cercava agora. Pigarreou e devolveu a bola para o menino.
- Ei, ei! — Kise se levantou pegando a bola de volta e tirando uma caneta do bolso. — Não vai querer um autógrafo? — indagou com um sorriso para o menino que sorriu ainda mais encantado balançando a cabeça fortemente num sim interminável.
Aomine riu de lado e pegou a caneta e a bola. — Seu nome?
- Ryouta! — um berro do além.
- Ha? — os dois rapazes estranharam e olharam a mulher que chegou ali correndo.
- Não fuja dessa maneira, menino! — repreendeu o garoto e pediu desculpas aos dois, demorando um pouco para reconhecê-los. — Nossa! Kise Ryou! — apontou para o loiro. — Aomine Daiki! — apontou para o outro assustada. — Filho! Tire uma foto com eles! — empolgou-se a mulher. — Vocês não sabem como ele é fã de vocês! Ele assiste a tudo que vocês saem! Me faz parar de preparar o jantar para ele poder ver quando Aomine-san joga e quando Kise-san está na novela ou em algum comercial... — tagarelava procurando a câmera na bolsa.
- De nós? — uníssono, indagaram olhando os dois para o guri.
Parecia impossível, mas os olhos dele estavam gigantes e extremamente brilhantes. O casal se entreolhou e riu logo se abaixando.
- Quer dizer que você é meu fã, também? — Kise indagou bagunçando o cabelo do menino.
- Hai’ssu! — respondeu contente fazendo o riso escapar da boca de Aomine e Kise beliscar o namorado discreta e dolorosamente.
O loiro pegou bruscamente a bola das mãos de Daiki, logo sorrindo para o menino. — Posso assinar aqui, também? — indagou
- Claro que sim! — berrou o pequeno. — Eu tenho seus vídeos de quando estava na escola! — comentou empolgando-se. — Quando você pegou a bola e fez assim, e depois shvusht, e correu e então... — criança de cinco anos correndo e gesticulando e imitando e fazendo barulhos estranhos com os lábios sonorizando todos seus movimentos e viajando num mundo paralelo.
Os dois se levantaram e ficaram apenas acompanhando o garoto com um sorriso terno nos lábios. Embora crianças não fosse o forte de nenhum deles, não podiam deixar de achar aquilo adorável. Logo a mãe repreendia o menino novamente e finalmente conseguiam a tão sonhada e inesperada foto... E óbvio que, o casal teve que ficar ao menos mais umas três horas ali até que conseguissem dispersar aquelas pessoas que se aproveitaram da situação, afinal, eles não fariam diferença entre elas, não é mesmo? Se tiraram foto com o guri, poderiam tirar com todo o resto também.
Aiai, dó de celebridades.
Cinco horas depois (três horas de Pop Star e duas de estrada), quando finalmente chegavam à casa do loiro, Aomine se jogava no sofá da sala e estalos até de suas orelhas, Ryouta conseguia ouvir. — Como você aguenta esse tipo de coisa? Se não fosse aquele fedelho e obviamente VOCÊ, eu já teria mandado todo mundo praquele lugar. — levemente — cahan — irritado, Daiki resmungou grunhindo jogando a cabeça para trás, realmente, todo largado no sofá. E olhem que amor, mesmo muito irritado, ele ainda pensou na reputação que o loiro precisa manter.
- Como você é mole, Aominecchi. — comentou divertido, de costas, executando seu ritual de tirar tudo que colocava pra andar na rua sobre o móvel próprio para isso perto de sua porta. Pouco tempo depois, estranhando o silêncio do outro lado, virou-se para o rapaz assim que terminou e Aomine o fitava sem expressão alguma. — O que foi? — indagou receoso.
- Você está velh... — e bem no meio de sua testa, um sapato o acertou em cheio.
Irritado, Kise apenas bateu os pés e foi para o quarto. Como depois de tanto tempo, aquele ali tinha a coragem de dizer isso. Ainda mais, sendo uma das questões que mais vem o incomodando ultimamente. Aquele ali realmente tinha o dom de pisar bem no meio de sua ferida... Nossa, que exagero. Suspirou pesadamente, mas sorriu de qualquer maneira. Mesmo assim, sentia falta daquilo.
- Ki-se...! — Aomine o chamou entre a porta e o loiro se arrepiou parando de remexer qualquer coisa que não interessava sobre sua cama. Estava de costas para ele e o ignorou. — Ki-se... — calmamente, Daiki foi entrando no cômodo e Kise engoliu seco. A mão do maior deslizou pela cintura do modelo e seus dedos se cruzaram apertando e trazendo Kise para mais perto de si, fazendo também, os olhos dourados se arregalarem e virarem-se bruscamente para ele.
- Mas já?! — incrédulo, sobre o grande volume que roçava contra seu quadril.
- Você tem noção do quão gostoso você é pessoalmente? — a língua resvalou pelo pescoço alvo e os dentes arranharam a carne arrancando leves suspiros.
- Você acabou de dizer que eu estou velho! — retrucou tentando manter-se firme e ir contra seu próprio corpo que se contorcia com as investidas de Aomine.
- Alguns anos se passaram, é óbvio que você está mais velho. — verbalizou o evidente. — O que não significa que você deixou de ser uma delícia. — os dedos apertaram fortes no quadril do loiro o prensando ainda mais contra si. — Eu passei três anos tendo que me conter só com as suas fotos. Você acha mesmo que eu voltaria aqui e nós iríamos sentar, conversar e dormir? — incredulidade contagiosa.
Ok. Vamos esclarecer as coisas. Quinze anos se passaram e óbvio que se viram nesse meio tempo, contudo, devido à turbulenta agenda de ambos, não se viram pessoalmente nos últimos três anos. E sim. Claro que o trabalho deles é levado a sério, oras! E exatamente por isso, aguentaram firme e fielmente. O que na visão de ambos, significava MUITO. O relacionamento deles sempre teve o índice sexual elevadíssimo e sinceramente, embora nenhum viesse a comentar isso com o outro, era um quesito preocupante de extrema importância na separação carnal deles. Como saciariam isso? Bem, por mais fantasioso que possa parecer, aquilo que tinha ali entre eles, realmente era algo forte. Passaram por coisas demais juntos e separados para perderem tudo isso por uma necessidade sexual nem tão necessária assim. Ansiavam pelo tempo acelerar seu caminhar e enfim poderem se tocar novamente. O amor é uma graça, mesmo.
O riso escapou dos lábios do modelo que se virou dentro dos braços do outro, abraçando-o pelo pescoço. — Okaerinasai, Aominecchi. — sorriu bobo e antes que Daiki fizesse algo, Ryouta mordiscou seu próprio lábio com um olhar pra lá de sexy, o fitando de baixo à cima. Aomine riu de lado e apenas se jogou na cama junto com ele.
- Tadaima. — sorriu simples e seus lábios se uniram.
A urgência era clara e muito mais que satisfatória. As mãos passavam pesadas pelo corpo alheio e as unhas só não se cravavam fortemente arranhando aqui e ali, por serem do tipo que não as deixavam crescer. As camisetas arrancadas num piscar de olhos e as braguilhas abertas de qualquer jeito. Caminhos vermelhos surgiam pelo corpo alvo e Daiki sorria saciando pouco a pouco sua necessidade de marcar aquilo que lhe pertencia. Kise não gostava de marcas, mas estava pouco se fodendo no momento. Teria uma folga de uma semana e até lá, elas já deveriam ter sumido ou ao menos, diminuído o suficiente para serem facilmente disfarçadas. Kise mordeu dolorosamente o ombro de Daiki e sorriu num murmúrio prazeroso umedecendo o lugar com sua língua que logo deslizava pelo corpo do outro, sugou e mordiscou leve o peito definido de seu namorado e continuou seu percurso até alcançar seu quadril. Lambeu os lábios e deslizou seus dentes pela extensão viril sobre o fino tecido da boxer escura, logo se livrando, enfim, daquelas tão incômodas vestimentas que privavam seus olhos de uma das melhores maravilhas do mundo, que com muito orgulho, pertencia somente a si.
Daiki estava de quatro sobre o loiro e apenas se deliciava com a cena que seu namorado protagonizava. Adorava as iniciativas que ele tomava, e acima de tudo, como ele demonstrava o quanto seu corpo o agradava. Kise aspirou profundamente, matando a saudade daquele cheiro forte e tão excitante para ele. Era o cheiro de Daiki. De Aomine Daiki, aquele qual nunca imaginou que pudesse dedicar tanto dele por eles. Realmente, o único que conseguiria ocupar o lugar de “homem de sua vida”. Nunca havia imaginado que se apaixonaria por alguém e muito menos, por outro homem. A língua deslizou provocante e sem demoras abocanhava o grande volume que já gotejava tão desejoso quanto sua boca salivava. O toque foi prazeroso, a sugada intensa e o grunhido recebido com satisfação. Daiki ergueu o dorso ficando de joelhos sobre a cama e Kise apoiou-se em seus cotovelos. Sua cabeça se movia rapidamente e Aomine excitava-se cada vez mais. Os fios dourados eram puxados com certo cuidado pelos dedos de Daiki que acompanhava o vai e vem tão delicioso que aquela boca fazia. Kise o olhava extasiado com o deleite que se estampava em seu rosto, empenhando-se assim, em dar ainda mais prazer pelo que fazia. As mãos de Daiki se fecharam nas laterais de sua cabeça e o quadril vinha forte contra seu rosto, o que obviamente, só aumentava seu apetite sexual. Daiki o jogou para trás forçando-o a se deitar e sua boca foi certeira no pescoço do loiro. Fortes sugadas marcavam seu caminho e arroxeavam a pele clara, arrancando sorrisos e suspiros enquanto o maior tirava suas calças e sua boxer de uma só vez. A mão não se demorou em lugar algum e foi direto ao ponto que o interessava. Umedeceu os dedos rapidamente com sua própria saliva e pressionava-se contra o pequeno orifício que gradativamente se abria e o recebia com leves contrações que o convidavam a adentrar sem demoras. O segundo dedo foi introduzido e logo o terceiro já pedia por espaço. As línguas brincavam entre si e trocavam carícias matando a saudade do contato com a pele alheia. Daiki ergueu o dorso e fechou a mão no falo do loiro masturbando-o lentamente forçando mais e mais seus dedos contra ele, hipnotizado pelas reações que Kise tinha.
- A... Aomine... Chi... — gemeu entre dentes tentando manter sua lucidez no lugar. — Já... Já chega... — tentou afastar as mãos do outro, inutilmente. — Pare com isso... ! — remexia-se tentado sair daquele contato e ignorar aquela expressão divertida de seu namorado. – Pare de enrolar, porra! — paciência nunca foi seu forte.
Daiki riu de lado e retirou seus dedos do interior do modelo, lambendo-os sem tirar os olhos de Kise. Sentou-se na cama, apoiado no estrado, e sorriu chamando o loiro que, automaticamente recuou. Não importava o tempo, aquilo ainda era vergonhoso para ele. Daiki nunca o permitira sentar-se de costas para ele – salvo a exceção de quando Kise estava de quatro, porque aquilo era uma visão do paraíso que fazia o membro de Daiki dobrar de tamanho. De fato, era um sádico filho da puta, Kise não gostava daquilo pelo simples desconforto que aquele olhar febril causava em todo seu corpo. Sentia como se Daiki se multiplicasse e o olhasse de todos os ângulos possíveis e até impossíveis. Aomine não deixava um único suspiro escapar e isso o incomodava... De verdade.
… Embora, apesar dos pesares, gostava de ter toda a atenção do outro única e exclusivamente para si... É. Vai entender.
- Ki-se... — chamou-o dócil batendo de leve suas mãos em seu colo. — Vem cá...? — convidou-o sabendo bem as reações conflitantes que lhe causaria.
Ryouta engoliu seco sentindo um arrepio subir-lhe a espinha e por mais que odiasse aquilo, estava totalmente dominado. Sempre esteve. Engatinhou sobre a cama e subiu sobre Daiki apoiando os braços em seus ombros, permanecendo de joelhos, sem encostar-se a ele. — Eu não gosto dessa posição.
- Eu sei. — riu.
- Entã...! — a língua circundou lenta deixando a saliva arrepiar cada milímetro do mamilo que se estendeu por todo o corpo de Ryouta, e Daiki continuou a brincar com eles enquanto suas mãos, mais uma vez desciam e voltavam a penetrá-lo e masturbá-lo. — A...! Aomine... Chi!
- Hm? — olhou-o sem parar o que fazia e mordiscou de leve o mamilo direito. — O que foi? — como se não soubesse.
- Como se não soubesse! — retrucou puxando os fios azuis.
- Desculpe, faz tanto tempo que não nos falamos assim que nossa sincronia não está muito bem. — ironizou.
- Aominecchi... — choramingou.
- O quê? — nem se divertia.
Kise suspirou e abruptamente, afastou-se alguns centímetros de Daiki. Ainda de joelhos, mas fora das mãos do namorado, Kise o olhou friamente e fechou sua mão em seu próprio falo, forçando o líquido translúcido em excesso a sair pela ponta de seu membro lambuzando relativamente sua mão. Daiki engoliu seco e seguindo os movimentos do namorado, seu membro pulsou fortemente quando Kise lambeu sua mão o olhando fixamente e fazendo-o lamber seus dedos. Os dedos alvos brincavam dentro da boca de Daiki e sua outra mão ocupava-se em masturbar-se. O desejo transbordava dos orbes dourados e logo os dedos umedecidos com a saliva de Aomine, forçavam-se contra o canal da perdição. Masturbava-se olhando Daiki de cima abaixo, bem frente aos olhos famintos do namorado. O baixo ventre de Daiki reclamava por atenção, mas não era todo dia que ele podia desfrutar de uma visão tão erótica quanto essa. Aquele modelo gostoso, batendo uma na sua frente e devorando-o com os olhos daquele jeito? Ok. Adeus sanidade. Sem mais, Daiki esticou a mão puxando bruscamente Kise para si e o fazendo sentar sem dó. Embora aquilo tenha doído, Kise não conteve a risada que escapou mínima de seus lábios.
- Ué? Cadê sua paciência?
- Cale a boca.
Os fios dourados foram puxados e os lábios se cortaram levemente com a força do impacto. Aomine continha-se apertando a carne do namorado, esperando relativamente calmo pela permissão que só o acostumar-se do companheiro poderia lhe dar. Respirava pesado e guerreava mentalmente contra seu instinto de rasgá-lo em cinco. Kise olhava o namorado enquanto se beijavam e cada vez mais se derretia com aquele cenho franzido que não escondia o quanto estava se esforçando para manter a calma e não machucá-lo. Sentia o pulsar do membro de Daiki dentro de si que estimulava o seu próprio à mesma reação. Remexeu minimamente o quadril fazendo Daiki abrir os olhos e sorriu subindo devagar e descendo na mesma velocidade. A cabeça pendeu para trás e o ar saiu prazeroso pela garganta, não presenciando assim, o olhar encantado que Daiki ostentava em seu rosto.
Aomine encostou a cabeça no peito do loiro e respirou profundamente. Segurou o membro de Kise e passou a masturbá-lo novamente. — Naa... Kise. — disse sem levantar a cabeça.
- … Hm...? — indagou minimante, repetindo o movimento e gradativamente ritmando o sobe e desce. Por mais que estivesse relaxado e sua entrada não tivesse resistindo contra a invasão, foram três anos sem aquele volume todo dentro de si. A sentia latejar levemente, mas só de imaginar, e ver, o que e de quem aquilo pertencia que realmente extasiava todo e qualquer sentido seu.
- Quero me casar com você.
…
Instantaneamente e do jeito que estava Kise paralisou. Seus olhos se abriram e a cabeça pendeu para frente olhando incrédulo para o outro que ainda permanecia com a cabeça baixa.
- Como é que é? – e no meio da pergunta, sentiu uma leve contração dos músculos de Aomine.
Alguns segundos se passaram em silêncio.
Em absoluto silêncio.
Lentamente, Daiki circundou a cintura do modelo com seus braços e o apertou ali. — Case-se comigo, Kise.
- A-Aominecchi...? Espere... — tentou afastá-lo, mas Daiki fechou ainda mais seus braços. — A... Ao...! — Kise batia de leve no braço do rapaz, aquilo eram músculos! Óbvio que estava doendo!
Daiki o apertou ainda mais e acomodou seu queixo no peito de Ryouta, finalmente o encarando. — Case-se comigo.
Kise piscou várias vezes, tentando processar aquilo. Ele estava mesmo sendo pedido em casamento naquele momento, tipo, NAQUELE MOMENTO?! Assim, ok. Eles haviam sim, aceitado que ficariam “para sempre juntos”, anos atrás, mas daí pra um pedido de casamento?! — Você bateu a cabeça?!
- Case-se comigo. — irredutível, apertou o abraço.
- A...! Ah...! Aominecchi!! — e mais e mais os braços se apertavam deixando Kise dolorido e sem ar. Tipo, de verdade. — Give...! Give-give-give-give-give**!! — lentamente, a força diminuiu e Daiki relaxou. Beijou o corpo alvo e o deitou suave na cama.
Os orbes azuis correram pelo contorno do rosto do namorado e uma carícia terna enchia a mão de Daiki da mais encantadora forma que um ser humano poderia ter. Seus lábios tocaram sutis os de Kise e leve, beijava o rosto do rapaz. Acomodou o queixo sobre o ombro do modelo e mais doces carícias transpassavam o cuidado de Daiki com ele.
Aomine estava nervoso, apesar de tudo. Não era assim que ele queria chegar nesse assunto, mas seus sentimentos realmente estavam aflorados com o enfim reencontro deles e, ok, arrependeu-se pela precipitação, mas o que ele faria agora? Não tinha mais volt... Daiki franziu o cenho e levantou o rosto fitando o namorado. Kise estava claramente em choque, quase não piscava, mas mesmo assim, aquela lágrima que umedeceu de leve o rosto de Daiki instantes atrás, foi mais do que o suficiente para o rapaz. Gradativamente, o sorriso mais espontâneo e singelo, estampava o rosto de Daiki, e dando a torcer, pouco a pouco, a coloração avermelhada tingia o rosto alvo e Kise passava a chorar de verdade. Seus braços se agarraram ao pescoço de Aomine e a força era imensa. – Aominecchi...! Aominecchi...! – Kise o chamava incessantemente aos prantos. Nunca havia cogitado algo assim. Claro, já havia passado pela cabeça dele que não seria uma má ideia, casar-se com aquele rapaz, mas o conhecendo e imaginando sua reação, descartou rapidamente a ideia achando que ele nunca aceitaria tal proposta. Afinal, eram homens e por mais que não sofressem um preconceito muito forte – diretamente – naquele país, o casamento homoafetivo não era legalizado. Foi pego totalmente de surpresa e óbvio que não conseguiria ter uma reação muito melhor da qual teve.
Apesar de que, para Daiki, aquilo havia sido mais que o suficiente. – Eu te amo, Kise. – beijou-o e seu quadril afastou-se um mínimo voltando ao ritmo de vai e vem imposto anteriormente por Kise. O loiro estava totalmente relaxado e mesmo que sua entrada ainda reclamasse, agora ele não sentiria nada, mesmo. Daiki encostou a testa na de Kise e... – Você continua chorão. – comentou divertido de um jeito fofo.
- E de quem você acha que é a culpa?! – retrucou relativamente bravo, mas não por muito tempo, todo aquele sentimento transbordava por todos os poros de sua pela. Era algo que nunca tinha sentido na vida. Aliás, lembrava bastante o que sentiu quando descobriram que seus sentimentos eram recíprocos. Uma felicidade tão imensa e intensa que chegava a ser ilógico. A tensão já há muito superada, voltava a avassalar aquele pobre coração. Claro que queria! Claro que aceitava! Mas... – Aominecchi... – chamou-o num sussurro que foi respondido com um beijo. As bocas se separaram e Kise virou levemente o rosto. – Você tem mesmo certeza disso...?
O loiro e aquela grande capacidade dele de mudar o humor de Daiki em um segundo.
Daiki o girou num segundo o deixando de quatro e, segurando-o pela cintura, enterrou-se violentamente, fazendo-o se contrair. Kise arregalou os olhos, perplexo com a situação, mas não teve tempo de nada fazer. Aomine fechou suas mãos em seu quadril e outra estocada forte o fazia arquear-se. – Não Kise. – soltou o quadril do namorado e o puxou pelos pulsos intensificando as estocadas. – Estou há quase DUAS DÉCADAS com você e sei lá. Acho que é algo de momento. Ainda não tenho certeza de que quero oficializar a nossa união! – vociferou até então, ignorando a dor que Kise pudesse estar sentindo com isso. Mas poxa! Era pra ele acordar! Que pergunta sem cabimento era aquela?!
Kise trincou os dentes e se desvencilhou abruptamente do outro. Jogou Daiki na cama e subiu sobre ele, sentando-se rapidamente sobre seu membro, deixando-se penetrar novamente. – Sabe? Você tem um jeito bem estranho de demonstrar isso! — irritação extrema, um subir e descer rápido e violento que arrancou um gemido contido de Aomine.
- Eu?! Você acha mesmo que eu diria algo assim sem pensar em nada?! — estocada.
- É claro que sim! — estocada.
Óh, a veia da raiva mais uma vez explodindo ali na testa de Daiki!
Num impulso único e certeiro, Aomine inverteu as posições saindo de seu interior e prendendo os braços de Kise sobre sua cabeça, aproximou rapidamente o rosto do dele. – Pois está enganado. – convicto, não desviou uma única vez o olhar do outro.
Kise o encarou sem nada dizer perdendo-se em seus pensamentos. Aomine sempre foi do tipo explosivo e que agia por impulso, nada mais normal do que ele ter chegado a essa conclusão de que havia sido mais um impulso do outro e que em breve ele se arrependeria de tal coisa, todavia, Daiki não sabia mentir. Não, quando abria a boca. Coisa que com certeza, chamou e muito a atenção do loiro até acabar por se apaixonar totalmente por ele.
Ryouta desviou o olhar por um segundo e suspirou, virando-se de costas para ele, afundando sua cara na cama. – Sou ciumento.
E mais uma vez, Kise e seu dom de mudar o humor de Daiki num piscar de olhos. Um riso inaudível escapou dos lábios de Aomine. — Eu sei. – resvalou a ponta do nariz na nuca do loiro, o fazendo arrepiar-se minimamente.
- ...Vou te mandar mensagem todos os dias...
- Você já faz isso. – um beijo no ombro, um arrepio na cerviz.
- ...Sou inseguro... – sussurrou contorcendo-se com os beijos que recebia pelas costas. -... E um saco de lidar...
Dessa vez, o riso escapou audível, mas não a ponto de irritar. – Sou a única pessoa desse universo capaz de lidar com isso. – sorriu.
Kise parou um pouco e continuava a ouvir aquelas últimas palavras que martelando insistentemente em sua cabeça.
A única pessoa...
Ryouta se virou e o fitou de frente.
- Estaremos amarrados para sempre um no outro.
- Algum problema nisso? – indagou rindo e selou seus lábios no do outro. – Eu não vejo nenhum. – disse entre beijos. Kise ainda permanecia com os olhos abertos, diferentemente de Daiki, mas o correspondia bem. Não conseguia parar de pensar em quão louco isso tudo soava, mas... Ok. Ele poderia enganar todo mundo menos aquele qual o conquistara de uma maneira tão intensa e principalmente, a si mesmo. Seus olhos se fecharam, e mais uma vez, entregava-se àquele rapaz.
Sentia-se ainda totalmente inseguro... Mas querem saber? Foda-se pra sempre e de uma vez por todas.
O beijo se intensificava e as carícias voltavam a esquentar o clima entre eles. Rapidamente o ritmo era retomado e às nuvens, Kise voltava a se misturar. Seus corpos batiam forte um contra o outro e o som erótico espalhava-se pelo cômodo aumentando consideravelmente a excitação entre eles. Corpos, mentes e almas conectadas... Isso, sempre tiveram nesse momento tão íntimo, mas agora seus futuros estavam, oficialmente, ligados. Aomine abriu os olhos e todo aquele prazer que se estampava no rosto de Kise e que se propagava por sua voz, fazia com que Aomine tivesse cada vez mais certeza daquilo que, na verdade, nunca teve dúvida. Céus, todos já entenderam que ele não tinha dúvida alguma sobre isso. Internamente sorriu, e uma paz sem tamanho o preencheu por completo. Sua mente esvaziava e nada mais o preocupava. Nada além, de dar prazer, àquele qual não mais conseguia imaginar sua vida sem.
O dia raiou e pra variar o quarto era meramente clareado. As grossas cortinas fechadas, não permitiam a invasão indesejada daquela claridade chata e intrometida, permitindo assim, que seus protegidos despertassem em paz. Os olhos azuis se abriram preguiçosos e piscaram umas cinco vezes até despertar totalmente. Contudo, o sono ainda pesava. Bocejou espreguiçando-se e virou-se para o outro lado. Fitou-o em silêncio e nada fez além de observá-lo minuciosamente fixando o pensamento de que havia morrido e um anjo havia vindo buscá-lo.
Quinze anos se passaram num piscar de olhos. Estavam mais velhos (er). Mais maduros, mais experientes... Ainda mais decididos, ainda mais certos. Aomine levantou-se e saiu do quarto sem emitir um único ruído, voltando logo em seguida. Delicado, pegou a mão de Kise e tirou o anel prateado de seu anelar direito, trocando rapidamente por outra e voltou a deitar-se antes que seu corpo esfriasse e acabasse por acordar o loiro pelo frio contato térmico repentino. Fitou-o mais um pouco e sutil, tirou uma mecha que deslizara suave pelo rosto de Kise. Mesmo dormindo, era um belo pedaço de mau caminho. O braço subiu e o envolveu por cima, segurando firmemente no ombro na cama e o virou abruptamente, abraçando-o por trás. O rapaz acordou num susto e se remexeu todo em reflexo, mas...
- Sh... — sussurrou resvalando a ponta do nariz pelo pescoço do loiro e beijou terno ali, prendendo-o em seus braços.
Kise bocejou e apenas se deixou levar. Não havia lugar no mundo que mais o agradasse que aqueles braços. Não havia lugar no mundo que mais acalmasse duas almas, que um nos braços do outro. Aomine deslizou a mão pelo braço direito de Ryouta e sorriu satisfeito com a aliança prateada com design moderno e estilizado, trabalhado de forma sutil, dando a impressão de um fundo nas cavidades do design do anel, azul, com um pequeno diamante ao seu centro**, que brilhava de jeito peculiar no anular do loiro. Agora, sua ansiedade estava voltada para quando finalmente, pudesse colocar aquele singelo símbolo circular de eternidade, fidelidade mútua e união, naquele quarto dedo da mão esquerda cuja veia era ligada diretamente ao coração, tão precioso de tantas maneiras diferentes. Sentia-se um adolescente bobo e sonhador, mas não dava a mínima para isso. O que importava era aquela única pessoa que se encaixava tão bem em seus braços... Que se encaixava tão bem, em sua vida.
- Feliz aniversário, Kise.
Dezoito de Junho de XXXX.
(17.09.2013)
Notas finais
** no Japão eles falam guibu (give up) pra pedir pra parar, pra dizer que eles desistem, mas enfim. Não sei como se brinca assim aqui xD
** normalmente, eu não coloco essas coisas, mas meo, eu achei tão lindo esse anel DD: TENHO QUE COMPARTILHAR COM VOCÊS!!! ahahahaha http://resumododia.com/como-usar-anel-de-noivado-e-casamento.html (aliança de noivado masculina) MANO, ela é linda demais Ç^Ç
AMADOS DO MEU CORAÇÃO!!!! Muito, mas MUITO obrigada pela companhia, pelos reviews, pela paciência, pelo carinho, pelo amor!!! Ç____Ç Mais uma fic sendo encerrada e espero de verdade que tenham curtido, ao menos se divertido com esse casal que eu amo de maneira totalmente insana! DD: ahahahahah
Desculpem mais uma vez a demora para finalizá-la Ç___Ç Eventuais erros prometo voltar e corrigir ♥
Ah, e... Bem, isso vai demorar MESMO pra sair, mas comecei uma long que eu realmente só a postarei quando a terminar D: Não quero mais deixar ninguém esperando e enfim ahahaha BUT, ela é uma AoKiKasa ♥ OAIEHOIAEHOIAEH Mas é centred KiKasa porque eu AMO esse capitão! DD: ahahahah
KISsEs no kokoro e até uma próxima, meus amores! *O*
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