Hikikomori?

35 Não vou esquecer


Parte 1

A criança estava no escritório junto com Marcus e Darkness. Ele se dizia ser Devil, o causador de tudo. Apesar de esta de frente contra dois guerreiros de alto nível, ele não mostrava hesitação em suas palavras. Por mais que eles quisessem negar tudo o que ele já havia dito, era impossível. Já havia acontecido muitas coisas que acusavam Devil, mas, apesar disso, não havia prova concreta do ocorrido.

Marcus era um dos generais do império. Darkness abandonou seu posto de general, mas seu poder continuava o mesmo. Com a saída de Darkness o número de generais se tornou par, 8 generais. Contudo, ele havia criado seu próprio plano para abater seus inimigos e, com a ajuda de Marcus, um dos generais seu poder havia aumentado.

A dúvida maior naquele momento era o que ele queria ali, o que ele queria contar para Marcus e Darkness.

Darkness segurava sua foice em posição defesa. Marcus segurava sua espada com as duas mãos firme preparando para um ataque.

"A derrota de vocês já foi declarada no momento que vocês se oporem a mim e ao império. Nesse momento, eu tenho total controle dentro e fora, de tudo o que acontece. Nesse jogo eu sou o rei comandando as peças para a vitória. No fim eu conseguirei o que tanto busco, vocês iram se arrepender te ter me enfrentado. Hahahaha "Devil foi erguendo sua mão, nesse momento, podendo ter sido involuntário ou não, na sombra que cobria seu rosto, olhos vermelhos Scarlett igual a de um demônio apareceram.

"Maldito!" Marcus salta para um ataque com sua espada, ele queria mata-lo, queria corta-lo ao meio.

“..?”

Darkness arregalou seus olhos.

Como se não tivesse nenhuns ossos o ataque de Marcus cortou Devil ao meio. Lentamente o corpo ia se separando de sua outra metade, sem nenhum pingo de sangue sequer. Enquanto o corpo separava-se, desintegrava-se começando da sua parte inferior. As últimas palavras de Devil ressoou pelo o escritório marcando sua ida, os dois que ficaram ali ficaram perplexo ao ouvir o que foi dito.

*Atualmente.

[Dresden-23h00m]

JA estávamos esperando ja algumas horas. A sacerdotisa sentada de baixa de uma grande árvores apenas esperava, enquanto eu ja estava ficando nervoso cada vez mais.

“Infiltrado na cidade esta o aluno de Marcus, Arcer. Ele esta se passando por um prisioneiro enquanto nos passa informação de tudo que acontece lá dentro. O que ele descobriu é o que nos trouxe aqui.”

O que ele descobriu?

“O que ele descobriu? O que faz ser tão importante?” Por algum motivo cada pelo do meu corpo ficou de pé.

“Algo banal que não é digno de misericórdia. ” Ela fechou seus punhos.

Sobre a torre de observação, Yoko percebia o sinal que tanto esperava. Algum objeto que emitia luz, código Morse, avisava que a tudo ia de acordo com os planos.

“Por aqui.” A voz vinda ao longe foi ouvida.

Alguém veio no busca.

Começamos a caminhar na direção voz até chegarmos um pouco ao leste da cidade.

Um soldado nos esperava, preparei para lutar, mas ele não parecia um inimigo. Nós estávamos em um pouco cego da torre. Ele deu algo para a sacerdotisa e ela esmagou com uma das mãos, e logo chegou ate a mim. Eu estendo as mãos para receber aquilo, do tamanho de uma bolinha de gude com uma cor vermelha fiz o mesmo que a sacerdotisa.

“Vamos!” A sacerdotisa falou.

A sacerdotisa atravessou o muro metálico, conclui que aquilo era o poder da bolinha de gude. Logo em seguida, eu acompanho. Estávamos do outro lado, um arrepio na espinha dominou todo o meu corpo.

“Por aqui, não podemos ser visto.”

Por sorte não tinha iluminação elétrica igual alguns lugares que fomos no passado, as barracas podia ser vista não importando em que direção eu olhasse. Olhando mais ao centro, a uns quatros quilômetros onde estávamos uma torre gigantesca saindo fumaça pela chaminé se destacava. Não havia ninguém onde estávamos, aparentemente tudo foi planejado ate esse ponto. Yoko mostrava saber para onde estava indo. Depois de corremos por 5 minutos, um forte odor de carne podre me dava náusea. Quando mais nós se aproximava do centro, mais o odor ficava mais forte.

Depois eu percebe.

Eu percebe o qual errado eu estava.

Tudo estava quieto demais para ser tudo parte dos planos. Aos poucos fui percebe que as barracas já não havia ninguém morando nela. enquanto eu seguia a sacerdotisa para algum local, eu escutei um pedido de socorro vindo de uma das barracas. Eu paro de seguir em frente eu vou me aproximando lentamente. Já estava chegando ao meu limite por aguentar aquele cheiro. chegando na barraca, lentamente olho para quem estava dentro. A ardência nos meus olhos, o embrulho no meu estômago, e o que eu vi me fizeram vomitar.

Não consegui olhar mais de 6 segundos, apenas vomitei. Seus olhos, seu nariz, eu não conseguia descrever aquilo. Aquilo era humano ou um não humano? Fiquei de joelhos enquanto colocava tudo pra fora, mesmo escutando pedidos de ajuda vindo daquela barraca, eu não tinha estômago para olhar lá dentro mais uma vez.

Eu pensava que estava preparado para tudo. Pensei que aguentaria tudo que estava por vim pela frente, mas... eu... Estava errado. Eu passei a entender o qual cruel o mundo pode ser. Não importa o que você já viu, você poderá ver coisas piores.

Não era questão de ser dois contratantes. A verdadeira questão era que um não pode viver sem o outro, assim formando a trindade.

Benevolência.

malevolência.

A trindade.

A malevolência me permitia matar sem hesitar.

A benevolência me consolava inconscientemente tirando o peso das minhas costas. Enquanto eu tivesse a benevolência, eu não me perderia, não me julgaria. Ela levaria todos os meus pecados por mim.

Eu era o recipiente para a benevolência e a malevolência. Se não fosse por eles, eu não teria chegado tão longe, não teria ficado tão forte. A trindade é o conjunto da benevolência, malevolência e eu. Quem me guiou em Hosfort foi a bondade, quem agiu foi a maldade.

Mas..

Enquanto estou aqui de joelho tentando esquecer o que vi, o meu brasão queima intensamente em resposta daquilo.

Eles não sentiam pena de mim.

Eles não sentiam rancor de mim.

Eles não estavam com raiva de mim.

Eles não sentiam ódio de mim.

No fundo eu queria a mesma coisa que eles.

A trindade estava unido em um só sentimento.

“Precisamos destruir esse local para algo como aquilo nunca volte a acontecer.”

Não vou esquecer aquilo que vi.

Vou ter pesadelo por não poder fazer nada para ajuda-la.

Mas, eu quero que ela saiba que aquilo será a ultima vez que acontecera algo como aquilo.

Notas finais
Muito obrigado para vocês que chegaram ate aqui.