Higo Sai

3 Capítulo 2 - Encontros e desencontros


Higo Sai

Era um dia chuvoso e um pouco frio. Não era uma chuva forte ou um frio insuportável. Era mais como uma chuvinha fraca, mas insistente e umas brisas frias constantes. A sorveteria naquele dia só tinha 3 clientes. Um era um menininho que passara ali na volta de um cursinho e ficou com vontade de comprar um delicioso sorvete pra tomar enquanto voltava pra casa, a pesar do dia frio.

Os outros dois eram um casal. Um homem de cabelos azuis, que tomaria sorvete (principalmente de baunilha) não importa o tempo. Tomaria sorvete até no Alasca. E a outra era uma adolescente de cabelos verdes, que também tomaria sorvete no Alasca, se o de cabelos azuis estivesse lá com ela. Por isso, eles não se importavam com o tempo.

“Eu fico muito feliz por você ter me convidado para vir aqui...” dizia Miku, indo até uma mesa da sorveteria.

“Eu que fico feliz, por você ter aceitado.” Kaito colocou sua tigela de sorvete na mesa e puxou uma cadeira para Miku.

“O-obrigada...” agradeceu a jovem, corada, sentando-se e começando a tomar seu sorvete. Mesmo com o frio, sorvete ainda continuava sendo um de seus doces favoritos.

Kaito sentou-se na cadeira a frente dela. Gostava tanto de Miku. Ela era 3 anos mais nova que ele, porém o de cabelos azuis ficará hipnotizado pelo jeito doce, os olhos brilhantes e a voz encantadora que Miku tinha. Queria apenas estar sempre com ela, nunca se separar. Sem perceber, passou a fitar a garota a sua frente detidamente, fazendo-a ficar ainda mais corada.

“Algum problema?” perguntou Miku, se remexendo. Estava de certa forma incomodada com o jeito que Kaito a olhava, embora ainda assim estivesse feliz.

“Ah... não, não! Muito pelo contrario! Hahahaha!” Kaito respondeu, rindo nervoso e passando a devorar seu sorvete. Foi erguer os olhos de novo alguns segundos depois, deparando-se com Miku o observando, preocupada.

“Tem certeza que não tem nenhum problema? Pode me contar se quiser!” disse, determinada e tom triste.

“Não é isso Miku... é que... eu...” se perdeu naqueles olhos verdes, quase azuis, depois sorriu para ela. “Eu gosto de você...” Miku piscou os olhos. “Eu te amo! Por isso... er... quer ser minha namorada?” perguntou, tentando se acalmar e não ficar tão nervoso, ou melhor, diminuir o nervosismo.

A de cabelos verdes simplesmente não podia acreditar no que ouvia. Quando finalmente seu cérebro processou as palavras, se jogou nos braços de Kaito, com os olhos lacrimejando. Kaito a abraçou, colocando a mãe no topo da cabeça dela, sorrindo.

“Claro! Sim! Sim! Eu quero! Kaito-kun!” podia parecer um momento bobo aos olhos de muitos. Mas não importava. Porque era o momento bobo dos dois. E isso os deixava muito felizes.

E, finalmente, os dois se separaram, encarando-se por alguns segundos. Miku acabou por tombar um pouco a cabeça de lado e foi fechando os olhos, devagar. Kaito, ao reparar nos movimentos de sua namorada, também foi fechando os olhos e aproximando o rosto do dela, com calma.

Os lábios se tocaram pela primeira vez, transmitindo um imenso calor reconfortante aos dois. Um calor gostoso, que começava nos lábios e ia se alastrando por todo o corpo, lentamente. Porém, embora para os dois aquilo já parecesse o paraíso, não pararam ali. O beijo logo foi aprofundado, permitindo que a língua se Kaito entrasse na boca de Miku, explorando cada cantinho, enquanto Miku fazia o mesmo na boca dele.

Se separaram apenas quando o ar se fez necessário. Foram se separando devagar, ainda com os olhos fechados, até que pararam de se mover e olharam-se nos olhos, sorrindo calmamente um para o outro. Só naquele momento, Miku foi reparar que em algum momento daquele beijo, havia levado as mãos até a nuca de seu namorado. E Kaito não ficava atrás, não tinha ideia de quando suas mãos foram parar na cintura de Miku. Os dois riram baixinho, até que começaram a se separar, lentamente.

Mas ficaram de mãos dadas, enquanto comiam sorvete e conversavam. Só voltaram a se beijar quando o encontro estava no fim. Isso porque não era apenas desejo ou uma louca vontade de beijar um ao outro o que sentiam. Para os dois, o simples fato de ouvir a voz um do outro já era quase tão prazeroso quanto um beijo.

~o~

“Argh, eu simplesmente não acredito que estou aqui, servindo de cozinheiro enquanto aquele idiota dá uns amassos!!” esbravejou Akaito, enquanto terminava de servir um lamen de porco.

“Desse jeito você vai incomodar os clientes.” Resmungou Len, levemente irritado. “Deixe-o com a garota que ele gosta ao menos um pouco!”

“Aaaah, claro! Diz isso porque não sai com ninguém, Kagamine!” o tom grave da voz do de cabelos vermelhos, que ficava ainda mais grossa quando ele estava irritado, assustou alguns clientes que iam entrar na barraca, porém mudaram de ideia e foram embora.

Len suspirou, balançando negativamente a cabeça. Aquele garoto era... irritantemente bobo e infantil. Mas a voz dele dava medo! E isso assustava os clientes! Bem... era melhor que quando Taito quem ajudava. Ele nem sequer precisava abrir a boca para assustar os clientes... os irmãos de Kaito eram, no mínimo, estranhos.

Mas Len até se dava bem com Nigaito. Ele só era um pouco introvertido e tímido demais e isso o fazia ser... apagado e quase sem amigos. Mas Nigaito, com apenas 14 anos, não tinha idade pra trabalhar ainda, e Kaiko trabalhava na boate de Meiko, como dançarina, então não sobrava ninguém mais que os dois assustadores para trabalhar na barraca. Eles ficavam na barraca pela manhã e até as 19:00 horas. Depois desse horário, era só fechar.

Enquanto isso, em outra parte da cidade... mais especificamente, na boate, agora fechada de Meiko...

“Não acredito que você realmente fez isso!!” ria a morena, segurando uma garrafa de sakê, sentada em uma das mesas. Sim, literalmente, sentada na mesa.

“Pois é! Eu fiquei tão entretida provando os vários tipos de lula no restaurante, que nem reparei que era hora de gravar!” disse a de cabelos rosados, Luka, rindo alto.

“Não acredito! Hahahahahahahahahahahahaha!” Luka e Meiko, depois do show da de cabelos rosados, começaram a conversar e agora eram amigas, se davam muito bem.

“Você nem pode rir tanto, Meiko!” retrucou Ruko, rindo, sentando-se em uma cadeira ao lado da mesa. “Já saiu correndo no meio de uma reunião porque queria cerveja!”

“Isso é verdade?!” perguntou Luka, incrédula.

“Sim! A Ruko inventou uma desculpa e depois me deu uma bronca daquelas!” as três riram, até que Meiko se levantou. “O papo está ótimo, mas já são 15 pras 17 horas! Eu preciso ir me arrumar!”

A morena se despediu rapidamente e depois saiu correndo pela porta da boate, sorrindo. Havia feito, sim, uma boa amiga, e estava muito feliz com isso! Era uma boa noticia num mar de noticias ruins, não? Enquanto corria, já na saída da boate, se chocou com alguém, mas não chegou a cair, apenas deu alguns passos para trás. Abriu os olhos, inconscientemente fechados pelo choque e deparou-se com uma loira de olhos azuis, uma de suas melhores dançarinas.

“Oh, desculpe, Lily!” exclamou, sorrindo para ela. A loira esfregava o ombro, deixando a mostra uma bela pulseira de prata, com uma cruz.

“Tudo bem, Meiko-san.” respondeu a loira, se recompondo e empinando o nariz, como costumava fazer. Meiko riu.

“Bem, eu estou indo! Bom trabalho pra você!” e depois voltou a correr, sem dar tempo de Lily responder. A loira ficou observando um tempo o caminho que Meiko tomou até entrar na boate.

A morena de olhos vermelhos já estava fazendo sinal para um taxi quando se deu conta de algo. Algo importante. Aquela pulseira que Lily usava...

“Impossível...” sussurrou para si mesma e correu para dentro da boate outra vez, indo em direção a Lily e agarrando o pulso da loira.

“O que foi?!” gritou a dançarina, assustada, olhando o rosto pálido da chefe. “O que há de errado?!”

“Isso...” Meiko segurou a cruz da pulseira. “... quem te deu isso?!” berrou, assustando Lily e surpreendendo boa parte dos funcionários.

“M-meu namorado...” respondeu a mulher, tentando se soltar da outra. “É só um presente do meu namorado!” finalmente conseguiu se soltar e ficou apenas encarando Meiko.

“E-entendo...” a morena foi se distanciando devagar. “É uma pulseira muito bonita. Não a tire de forma alguma!”

“Meu namorado me disse a mesma coisa...” murmurou Lily, um pouco menos assustada. As duas mulheres olharam em volta, vendo que todos pararam o que faziam para olhá-las.

“Continuem trabalhando!” berrou Meiko. Todos imediatamente seguiram a ordem e a morena virou-se para ir embora, com um sorriso de irritação no rosto.

“O que será que deu nela?” perguntou Luka, quando viu que a mais nova amiga foi embora. Ruko fitou a entrada da boate por um tempo.

“Eu nem mesmo consigo imaginar...” disse, levantando-se e suspirando. “Acho melhor eu ir me aprontar!” disse, sorrindo discretamente pra Luka.

“É! Afinal, você é uma das pessoas mais importantes dessa balada.”

“Sim, é realmente incrível ser a DJ da Animaction Red... e também sócia!” comentou Ruko, para si mesma, enquanto ia em direção a sua cabine.

~o~

Todos já estavam reunidos na casa de Kiyoteru. Meiko olhava maliciosamente para o de óculos, que não entendia bem o porque de estar recebendo aquele olhar. Gakupo contava para Len e Rin que ia começar um novo quadro no jornal que ele apresentava, onde os repórteres falavam sobre lendas urbanas. Miku e Kaito estavam juntos, em uma clima tão obvio que nem foi preciso que eles dissessem para que todos soubessem que estavam namorando.

“Neeeee, vocês sabem~~?” perguntou Meiko, atraindo a atenção de todos, ainda mandando um olhar malicioso na direção de Kiyoteru. “Nosso sério e frio chefinho tem uma namorada!!!” contou feliz, batendo palmas.

Miku, Kaito e Gakupo ficaram de boa aberta, totalmente incrédulos pela noticia. Era Kiyoteru, afinal! Era difícil imaginar ele com alguém. Rin soltou uma risadinha e tentou tapar o riso com a mão. Len coçou a cabeça e deu uma leve risadinha. Bem, parecia que o clima de romance estava no ar. Kiyoteru manteve a postura séria, mas não pode evitar corar.

“Como pode pensar em algo assim em uma hora dessas, Sakine?” perguntou o moreno, ajeitando o óculos.

“Eu que te pergunto~~! Como pode pensar em namorar numa situação dessas, chefinho~~?” Kiyoteru bufou e estendeu o mapa da cidade na mesa, ignorando Meiko. “Heeeei, não fuja do assunto!”

“Não temos tempo para isso, Sakine!” esbravejou. Meiko suspirou, decepcionada. Queria brincar um pouquinho mais com Kiyoteru antes da coisa ficar séria.

~o~

Mesmo quando suas pernas passaram a protestar, Rin não parou de correr. Pelo contrario, tentava correr cada vez mais rápido. Se concentrando bem, conseguiu ver um rastro de fumaça e passou a correr mais rápido naquela direção. Quando enfim chegou, viu que os bombeiros tentavam apagar o fogo e os policiais cercavam o lugar. Se aproximou.

“Desculpe, mocinha, você não pode passar!” um policial bloqueou a passagem. Rin o encarou por um tempo.

“Só quero saber se alguma garota de cabelos verdes está ferida!” exclamou, em tom choroso. “Ela se chama Hatsune Miku! Por favor, me diga!”

“Hatsune Miku...” o policial pensou por um tempo. “Ah, sim! Foi ela que avisou sobre a explosão!”

“Onde ela está?” perguntou Rin, olhando para todos os lados.

“Não sei. Ela nos informou por telefone.” foi tudo o que o policial respondeu. Rin estalou a língua e voltou a correr, agora a procura de Miku.

Estava no alto de um prédio, quando viu algo explodindo. E este algo estava na parte da cidade que Miku fazia guarda. Teve que correr para lá.

“Hei, loirinha, espere ai!” ouviu uma voz fina a chamando. Virou-se, deparando-se com uma mulher de cabelos brancos, presos em um rabo de cavalo baixo e vestindo roupas pretas. A mulher foi até ela devagar. “Isso foi causado por uma das mascaras. Ou melhor, por um dos demônios.”

“Quem é você?!” exclamou Rin, dando alguns passos para trás. Os olhos da albina brilharam vermelhos.

“Não se preocupe, Rin-chan. Eu sou apenas a líder das mascaras.” Rin sentiu o coração falhar uma batida.

“O-o que?!” com as mãos tremulas, preparou-se para pegar a arma, mas antes que pudesse, a de cabelos brancos segurou sua mão.

“Não vai querer fazer isso. Eu apenas estou no corpo de uma humana fraca, se você matá-la, eu simplesmente troco. Não sou como as outras máscaras... e também, vai fazer isso assim, na frente da policia?” Rin não se moveu, fazendo a albina rir.

“Bem, que seja. Kagamine Rin, membro do Anti-Masked, 16 anos, faz aniversário dia 27 de dezembro, tem um irmão gêmeo, no momento está sem emprego, seu pai morreu em um acidente de carro e sua mãe não liga para vocês.” Rin ficou paralisada, sem saber o que fazer.

“Como... como você sabe disso...?” perguntou a loira, tentando se soltar de novo, sem sucesso.

“Eu sou um demônio. Não só um demônio fraco como os outros dessa cidade. Não posso te transformar por causa dessa pulseira, mas isso não impede que eu veja sua alma.”

“Me solta! Quem é você?!” perguntou, já aflita, tentando se soltar de todas as formas que podia, puxando o braço com força.

“Eu não te diria meu verdadeiro nome... mas o nome da pessoa que estou possuindo é Yowane Haku. Ela é dona de uma loja, mas é uma fracassada... a culpa por tudo o que está acontecendo é dela. Ela era tão fraca e inútil que, mesmo depois de tentar se matar 4 vezes perdia a coragem e desistia. E então eu, com pena daquela pobre criança, decidi acabar com aquele tormento. E começar um novo.”

“Você... vai me... matar?” perguntou Rin, pausadamente, com a respiração acelerada. Cerrou os punhos, nervosa.

“Não. O Anti-Masked é o que mantém o jogo divertido.” Haku riu, olhando no fundo dos olhos de Rin. “Eu gostei de você, por isso vou te dar uma dica.” Deu um beijo na bochecha da loira. “Esqueça essa menininha de cabelos verdes...” passou um dedo pelo rosto de Rin, lentamente. “E vá atrás do seu irmãozinho.”

“LEN!” nem mesmo o aperto em seu braço impediu Rin de sair correndo, dessa vez, deixando para trás uma albina com um sorriso sádico no rosto.

Notas finais
Eu modifiquei algumas coisas da história, porque fui rever o clipe de Higo Sai e só agora percebi que a Haku aparece, então fiquei cheia de inspiração e mudei totalmente um monte de coisa... um monte de spoler que eu dei pra Lirium-chan não são mais validos =P Até o final eu mudei! HAHAHAHHAHHAHHA! XD~~
Bem, espero que tenham gostado! ^^
Eu já tenho o terceiro capitulo pronto! =3~
Mas fala sério, se alguém achou a Haku OOC, é que ela tá OOC mesmo o.o Lembrando, a Haku tentou se matar e agora é só o corpo de uma demo muuito foda que eu to adorando escrever *-*
E quando eu vou postar depende de vocês leitores. Se eu receber 1 ou 2 reviews, posto daqui a uma semana, se receber 3 ou mais, posto daqui a três dias XD ou dois, se estiver de bom humor XDDDDDDDDD
Então, agradeço imensamente se você mandar um rw... e alguns leitores da fic também agradecerão (será?) u.u Se não tiver conta no nyah me manda um e-mail que eu nem ligo =x
Beeem... eu falei demais! XDDDDDDDDDDDDDDD
Por isso, antes que me empolgue de novo com meu quase monologo anormal (nota final)...
Tchau ^^/