Highschool of another world - Interativa
5 Começando o treinamento
Notas iniciais
Visão: Aluc
Depois de uma semana desde o primeiro dia de aula, em pleno final de semana mesmo, eu fui dar um role por ai e vi o Saito junto com a Fidget, ela estava segurando um saco de marshmallows e o Saito estava fazendo malabarismo com duas maças usando apenas uma mão.
Eu não tinha nada pra conversar, então só pensei em dar um oi mesmo, mas ai eu vi que, além da espada dele, tinha uma espada de madeira.
Eu chamei a tenção dos dois falando:
—eai.
O Saito e a Fidget olharam pra trás e o Saito falou:
—yo.
Ao mesmo tempo que o Saito, a Fidget disse:
—olá.
Eles pararam de se mover e me esperam, eu fiquei na frente dos dois e perguntei:
—Saito, pra que a espada de madeira?
Ele respondeu:
—é pra treinamento. Eu tomei todo o cuidado de deixar ela no mesmo peso que a minha, então a parte de dentro é ferro.
Nossa, deve ser ruim levar uma paulada de ferro.
Mas, pensando bem, eu também deveria treinar. Lá na escola os veteranos puxam muito o saco dos calouros, então acho que ficar forte vai ser bom.
Conversamos um pouco e eu continuei passeando, já a Fidget e o Saito viraram e entraram em um templo que foi abandonado.
Visão: Saito.
Assim que eu entrei no meu templo, eu vi que estava com um monte de sem tetos, como sempre.
Antes lá era um lugar todo ferrado que foi abandonado e que era frequentado por vagabundos usuários de drogas. Certo dia eu cheguei e tirei todos os usuários de drogas daqui, limpei todo o templo, até o terceiro andar e transformei aquele lugar em um abrigo temporário pra mendigos.
Eu me preocupei em arrumar tudo, então eles podem até tomar banho. Mas, pra ficar aqui, tem que ter algumas condições que eu impus: não pode usar drogas, se sujar, limpe, não roube, não estupre, não xingue os outros e não briguem. Tem mais uma coisa, cada um que mora aqui cuida das próprias coisas e protege o templo com sua vida pra ele não ser tomado por viciados de novo.
Assim que eu entrei, eu tive uma recepção calorosa com sorrisos e pessoas dizendo:
—Mestre Saito, senhora Fidget, bem vindos de volta.
Eles ficam chamando eu e a Fidget assim mesmo como forma de agradecimento.
A Fidget já falou, eu não consigo deixar ninguém no frio ou na rua, provavelmente é mais por experiência própria.
Eu entrei, fechei a porta e perguntei:
—está frio pra caramba, vocês não querem uns cobertores a mais não?
O David, que é o cara que eu pedi pra anotar as necessidades da galera respondeu:
—não, estamos bem assim, não é galera?
Ele forçou um pouco a barra na parte da “galera”, e todos responderam:
—sim, não precisamos de mais nada.
Eu subi até o quarto andar, que era um local exclusivo meu aonde eu tinha deixado coisas de treino e comecei a treinar lá.
A Fidget me ajuda muito, ela pega umas bolas de tenis e fica jogando na minha direção com força pra eu tentar acertar elas no ar.
A gente treina bastante nos dias da semana, mas treinamos mais pesado ainda nos finais de semana, que é aonde o pau quebra mesmo.
Eu fiz abdominais, flexões, pratiquei a defesa e o ataque, também pratiquei bastante na agilidade e corri pra caralho nesse tempo. Eu repeti esse processo por mais umas duas semanas até começar a data que eu estava esperando. Que na verdade não era nada mesmo, eu só estava passando a perna em vocês.
Ou será que não?
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