Highschool of another world - Interativa
17 Arrumamos uma viagem
Notas iniciais
Depois de correr um pouco, eu me desculpei com a Fidget e voltamos pra perto da Tomoki, então seguimos viagem até a escola.
No dia seguinte, a minha licença expirou e eu tinha que voltar pras aulas, eu cheguei lá cedo, sentei na minha carteira e esperei a sala encher. Agora que eu conhecei a Tomoki, vou ver quem é o colega de quarto dela.
Ninguém chegou a sentar do lado dela, eu achei estranho, que eu lembre, todos tínhamos uma dupla, não sobrou ninguém.
Assim que o professor entrou, meus olhos arregalaram e eu engasguei com o vento, era aquela mesma professora que me arrebentou de porrada no torneio.
A Fidget bateu nas minhas costas pra tentar me ajudar, enquanto isso, a professora falava daquele jeito bem kawaii que ela fala com os alunos:
—bem, parece que temos um probleminha aqui, a colega do quarto do Saito se mudou e infelizmente a colega de quarto da Tomoki morreu por uma bala perdida. Façam um momento de silencio.
Ficamos um momento em silencio, então a professora disse:
—bem, só me resta colocar os dois no mesmo quarto. E claro, se não quiserem, vão ter que conversar com a diretora.
Assim que a aula acabou, eu peguei outro caminho, a professora me seguiu. Chegamos em um lugar quieto e eu perguntei:
—o que você quer aqui?
Ela perdeu aquela voz kawaii quando respondeu:
—eu não preciso de responder.
Meus olhos ficaram vermelhos, mas eu não estava com raiva. Eu abri um sorriso medonho e falei:
—somos dois lados da mesma moeda, você sabe que eu sou um vampiro e eu sei qual os seus objetivos.
Ela me interrompeu falando:
—acho que não garoto, eu sei que você é um vampiro, mas você não tem provas sobre meu trabalho, você é o único que está em desvantagem.
A Fidget tinha ido conversar com o Sand, por isso não estava comigo, mas eu tinha uma carta na manga, eu puxei meu celular dizendo:
—eu não estaria tão confiante se fosse você.
Eu toquei um áudio do dia em que a professora quase me matou, do começo até o fim da luta.
Eu pausei e guardei o celular de volta, depois meus olhos voltaram a cor normal e meu sorriso de megalomaníaco foi embora, eu virei a curva e alcancei o resto da minha turma.
Eu estava começando a sentir calor, então tirei o casaco.
Antes que eu entrasse na sala, eu senti um cheiro de gás, a Tomoki estava atrás de mim, então perguntei:
—não está sentindo um cheiro de gás?
A Tomoki respondeu:
—não, por que?
Já a Fidget disse:
—agora que você falou, realmente.
Ela pegou uma caixinha de fósforos e um fosforo, depois falou:
—se tem gás vazando, só tem uma maneira de descobrir.
Eu peguei o fosforo dela e falei:
—da ultima vez que fizemos isso, nós explodimos uma fabrica lembra? Melhor prevenir dessa vez.
A Tomoki arregalou os olhos e perguntou:
—vocês explodiram uma fabrica?
Eu e a Fidget olhamos pra ela no mesmo tempo e respondemos:
—sim.
Ela continuou de olhos arregalados.
Depois daquela aula, teve o recreio, mas não tinha merenda, houve um vazamento de gás mesmo.
Sorte que eu não deixei a Fidget acender aquele fosforo.
Eu sentei em um banco, a Fidget literalmente sentou na mesa na minha frente e conversamos um pouco, a primeira coisa que me veio a cabeça foi:
—bem, acho que já está na hora de sair por ai e berrar que eu sou um vampiro.
A Fidget lembrou do ano passado e disse:
—confia tanto neles assim? No ano passado, você arrumou alguns amigos, mas quando falou pra eles que você era um vampiro, todos te abandonaram na hora.
Tinha esse ponto, mas eu respondi:
—eu sei, é por isso que eu vou apostar na confiança deles. Se me abandonarem, quer dizer que na real nem me viam como um amigo, agora se verem que está tudo bem ou que não ligam, vão ser pessoas com quem eu quero mante amizade. Já ficamos sozinhos por um ano Fid, não vamos quebrar.
Eu ia levantar da minha mesa, mas o Aluc, o Sand, a Neko, o Frisk e a Tomoki sentaram na minha mesa primeiro, o que facilitou muito.
Eu estalei os dedos e disse:
—tem uma coisa que quero falar.
Eles estavam escutando, então fui direto ao ponto e disse:
—sou um vampiro.
O Sand já sabia, mas os outros arregalaram os olhos e abriram a boca. Ficaram chocados.
Depois de ver a reação deles, eu continuei:
—pronto, era só isso.
E agi como se nada tivesse acontecido, mas o Frisk perguntou:
—um vampiro? Mas eles não estavam extintos?
Eu respondi:
—a maioria, eu sou um dos poucos sobreviventes, e nem sou um vampiro completo, sou fundido de raposa e humano.
A Neko me fez outra pergunta:
—e como que você conseguiu nascer humano, raposa e vampiro ao mesmo tempo?
Eu respondi:
—minha mãe era uma meio humana meio raposa e meu pai um vampiro completo, foi isso.
Dessa vez era hora da Tomoki perguntar:
—e tem algum motivo em especial pra contar isso pra gente?
Eu respondi bem direto:
—não, só falei por falar mesmo.
O Aluc que fez a ultima pergunta:
—vampiros sofrem um certo preconceito, não é?
Eu respondi:
—sim.
Ele completou a pergunta dele dizendo:
—então o que você faria se nós espalharmos isso pela escola toda?
Eu respondi:
—continuaria vivendo normalmente, mesmo sem a companhia de vocês.
A Neko fez mais uma pergunta:
—somos tão fáceis de ser substituídos assim?
Eu respondi:
—não, vocês são amigos com a porcentagem de achar de 1 a mais de 8000.
A Neko perguntou outra coisa:
—então você ficaria magoado se não fossemos mais seus amigos?
Eu respondi:
—provavelmente, mas eu não iria atrás de ninguém, eu iria respeitar a decisão de cada um e continuar minha vida como se nada tivesse acontecido. E sobre companhia, eu tenho a Fidget, então acho que iria superar rápido essa coisa toda.
Eles ficaram em silencio por um tempo, o que me fez falar:
—vão continuar o quiz ou o que? Falta uns 15 segundos até o sinal bater.
Depois de 15 segundos, o sinal bateu e voltamos pra sala. Acho que o que mais me surpreendeu foi que ninguém se importou muito no final.
Assim que chegamos na sala, a professora passou distribuindo um folheto sobre uma viagem até um hotel, era interessante, lá dava pra fazer um monte de atividades diferentes, depois que a professora acabou de distribuir, ela falou:
—nós da direção estamos fazendo uma viagem pra todas as turmas, a escola está com problemas nas obras, está tudo arriscado demais pra vocês, então vão ficar lá até acabarmos as obras. Alguma pergunta?
Eu mesmo que perguntei:
—professora, você vem com a gente?
Ela respondeu tentando manter as aparências:
—sim, mas porque quer saber?
Eu respondi:
—por nada, só perguntei pra incomodar mesmo.
Ela ficou irritada, mas não demonstrou. Quer dizer, escondeu a maior parte.
No dia seguinte, era pra levar uma quantia de dinheiro pra poder pagar algumas coisas da viagem, todos da sala levaram, tudo certinho.
A Tomoki ainda estava sentada sozinha, ela ainda não se mudou pro meu quarto. Eu fiquei responsável pelos lucros, então guardei eles em um lugar aonde ninguém iria encontrar.
No final do dia, eu estava andando pela cidade junto da Fidget, mas eu estava com a cabeça muito longe, eu estava escutando uma musica, a Fidget estava sentada no meu ombro escutando também, não estávamos prestando atenção em nada.
Quando de repente, passa um flash da Run e da Ene na minha frente, eu não reagi, apenas segui como se nada tivesse acontecido, nem mudei de expressão.
Na verdade, eu já estou acostumado mesmo. Eu passei na frente do templo que antes era o lugar aonde os sem teto moravam, eu olhei pra ele, mas não parei de andar.
Passei pelo hospital aonde eu fiquei internado depois daquela luta com a professora.
Tive um flashback de todos os momentos que passei desde que entrei pra essa escola problemática, mas acho que o que me fez arregalar os olhos mesmo foi o Bell carregando um ovo do tamanho da Fidget, aquilo era um ovo de dragão do vento.
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