Eu saí do ônibus, com minha mochila e entrei no campus, minha mãe tinha razão, tem todo tipo de gente aqui. Tinha góticos, pessoas de cabelos coloridos como o meu, etc.

Tinha umas meninas bonitas passando por mim, fiquei um pouco intimidada, elas eram femininas, se vestiam como patricinha e ainda pareciam inteligentes. Então fui procurar o banheiro pra ver como eu estava.

Estava com um fones ouvindo " Big Girls don't cry " ( gosto de músicas profundas ) e andando devagar, aquela escola era bonita e eu queria conhecer. Mas me vem uma coisa, pra minha infelicidade, esbarrar em mim e me derrubar, era um idiota.

– Desculpa. — Ele estendeu a mão para eu levantar, mas eu não aceitei. Eu apenas levantei sozinha e dei meus primeiros passos, sem dar satisfações a ele, mas ele segurou a minha mão, como se eu tivesse deixado, francamente... Ele é abusado.

– Ei Ei Ei, me solta, ABUSADO! Eu já entendi, POR ISSO QUE EU ODEIO GAROTOS!!!! — Sinceramente, eu fui n-o-j-e-n-t-a, mas era um garoto e eu não gosto deles, eles não fazem bem.

– Eu só queria ajudar!

– Aah que bom... Eu não preciso da sua ajuda! — eu disse, sarcástica e saí andando rápido e continuei procurando o banheiro feminino.

Francamente... Quando eu coloco algo na cabeça NINGUÉM mais tira, principalmente quando eu estou ressentida.

Achei um banheiro feminino no final de um corredor e me olhei no espelho e comecei a pensar no motivo dos garotos terem me dado foras no passado. Eu estava tão bem. Eu me olhei de cima em baixo. Cabelos ruivos vinho, um gloss rosado, rimel, lápis e delineador. Estava usando uma saia preta e uma camisa rosa bebê e um colete preto e uma sandália com salto baixo rosinha bebê também.

O sinal tocou e eu fui para a sala que estava escrito no papel, na minha mochila. Sentei numa carteira e peguei um quadrinho mangá, iam me zoar talvez, mas eu nem ligava.

– Não acha que está muita velha pra ler isso, não?

– Te conheço? — Eu disse, levantando a cabeça, para olhar para o indivíduo.

– Sou Charles!

– Ah... Bom, eu sou...

– Pera, você não é a garota fria que esbarrou no Peyton?

– Talvez... Qual sua relação com ele? Ele é seu namorado? — Eu disse, tentando fazer ele ficar com raiva, mas ele apenas riu.

– Eu não sou gay, garota. — Ele manteu um sorriso no rosto que dava a entender que ele ainda queria rir, mas perou porque se não ia parecer um retardadado. Eu botei fones e continuei lendo, bloqueando ele, para ele não falar comigo de novo, seguindo o exemplo da Murao (personagem de Ao Haru Hide).

Bom dia turma!

Bom Dia. — Os alunos responderam, velhos hábitos nunca mudam. O professor sentou naquela mesa de professor e ajeitou suas coisas, logo depois levantou e começou a falar. Eu odeio estudar, na verdade, nem sei porque estou aqui.

Ah que tédio, pensei e abaixei a cabeça, como se tivesse acabada.

– Bem tente dormir, o progessor manda sair na hora.

– O que eu mais quero agora é sair desse lugar! — Eu disse. Era uma menina, tinha um cabelo fino e liso, um pouco abaixo dos ombros e era magra, com lábios finos e uma aparência fofa. — Meu nome é Alice.

– Velentiny.

– Prazer — Eu sorri e me virei e comecei a desenhar. — Eu vi você gritando com meu primo.

– Nada demais.

– Não causou uma boa impressão, mas ele te achou interessante e falou de você pra mim e pro Charles.

– O namorado dele, né? — Ela soltou uma gargalhada alta.

Posso saber a graça? — O Professor cabeludo disse, em um tom que me deu até medo, acho que se eu comtinuasse conversando com ela na aula dele ele ia me esquartejar (metaforicamente). Mas me mantive com a expressão despreocupada.

– Nada não, desculpa, eu falei besteira e ela riu foi mal.

– Então tá, da próxima você sai da sala. — Ele virou e eu pisquei para Emily, ela parecia ter medo de encrenca, então salvei ela dessa.

– Obrigada! — ela disse, baixinho. Eu apenas coloquei meu dedo na boca e fiz XxXxXxXx como aquelas bibliotecárias. Mas parecia mais uma garota sexy pedindo segredo. Porque? Foi só um jeito educado e fofo de pedir pra ela ficar quieta.

As aulas firam se passando e o sinal do intervalo tocou, eu peguei meu mangá e conectei o celular ao fone e fui saindo pela sala, até que um ser surge do meu lado e sai andando comigo, tentando acompanhar o ritmo dos meus passos.

– EI!!! — Eu apertei o botão de pausar a musica e me virei pra ela, parand de andar.

– Meu Deus, como você grita...

– Obrigada por me ajudar com o professor.

– Disponha. — Me virei sorrindo e continuei andando.

– Calma ai! Como é seu nome?

Eu sorri.

– Valentiny. — Ela arregalou os olhos e viu o mangá nas minha mãos, o que eu planejava star lendo naquele momento.

– MEU DEUS! Você lê mangá?

– Na verdade, esse é meu primeiro, eu vejo mais anime. — Aleluia!!! UM SER HUMANO QUE GOSTE DE ALGO EM COMUM COMIGO. A gente começou a conversar sobre isso e várias outras coisas. Depois de um tempo de coversa, ela resolveu fazer uma pergunta precipitada.

– Somos amigas agora, somos?

– Só vou chamar você de amiga quando tiver certeza que posso confiar com você... E eu te conheci hoje.

– Certo, desculpa.

– Não, tudo bem — Eu sorri. Não quis ser grossa, mas não vou ficar amiga de uma garota assim de cara.

– Oi Alice e... Garota que esbarrou em mim e gritou comigo.

– Oi Peyton

– Alice, vou pra cantina, já volto.

– Ela não vai com a minha cara, né? — Ele disse, rindo.

– Não vou mesmo. Vou comprar meu salgado, Alice, já volto.

– Tá.

Eu fui pra cantina, a fila estava pequena, então pedi uma esfirra de frango, mas quando fui pagar, o dinheiro tinha sumido.