Notas iniciais
E ai galera! Voltei e já peço desculpas pela demora tava com a vida movimentada no trabalho. Queria avisar que esses capítulos sobre a aventura da pedra filosofal foi baseado no filme "Assim na terra como no inferno". Claro que foi BASEADO, e assim como tem muita coisa parecida, eu mudei bastante coisa também. Espero que gostem. Esse é o último dia da aventura dos Mills-Swan ou Swan-Mills sobre a pedra filosofal.

—Emma-

[PLAY] Female Robbery— The Neighbourhood.

—Você trate de nos manter vivos, Emma Swan. — Regina gritou em meio a todo o barulho de pedras desabando. — Ou eu volto do inferno para te arrebentar.

A morena estava abraçada ao seu filho, enquanto toda a cripta tremia. Algumas pedras caiam e o barulho de desabamento era alto. Por um momento, realmente achei que iríamos morrer, mas instantaneamente o barulho e os tremores pararam. O som estridente do toque do celular de Regina ecoou.

—Como isso é possível? Os celulares nãos estavam pegando aqui embaixo. — August perguntou, pegando seu aparelho para olhar. — Sem sinal!

Todos nós fizemos o mesmo, e conferimos os celulares mas nenhum sinal. Apenas o de Regina tocava e na tela aparecia um número desconhecido, sem qualquer código de área reconhecível.

—Atende! — Disse ansiosa.

Com a expressão amedrontada, ela deu um toque na tela e pôs o celular no ouvido.

—Alô? — Relutou.

Seu corpo começou a tremer e seus olhos a desmancharem em lágrimas.

—Regina? Quem é? — Corri para o seu lado, preocupada.

—Daniel! Daniel, você morreu... eu vi seu corpo. — Os soluços a engasgavam.

Seu corpo foi perdendo as forças, e eu já estava lá para segurá-la quando seu corpo caiu.

—Quem é Daniel?

—O pai de Henry, que morreu há anos.

Os tremores na cripta retornaram, dessa vez mais fracos. Uma enorme pedra rolou para o lado, nos dando passagem para uma sala iluminada por velas.

—Vai na frente, August. Vou tentar acordar ela. — Coloquei-a com cuidado, deitada no chão enquanto procurava em minha mochila, uma garrafinha de água e algo salgado.

Henry agachou ao meu lado, ainda assustado com tudo. Realmente, foi uma péssima ideia o levar para toda essa loucura. Minha ideia de viver uma aventura em família estava desabando.

Abri a boca da morena, com cuidado, e derramei um pouco de água. Molhei uma camisa minha que encontrei na mochila, e passei em seu rosto. Aos poucos ela foi voltando, ainda desnorteada.

—Emma? — O castanho encontrou meus olhos e pude enxergar o alívio dela.

—Ei... você me assustou.

—Era o Daniel. Eu o ouvi, Emma. — Ela tentou levantar, mas eu a estabilizei. — Ele me pedia ajuda e...

—Regina, esquece isso. — Pedi com carinho. — Aqui embaixo, as coisas ficam meio loucas. Nós estamos aqui há muito tempo, e tudo começa a não fazer mais sentido.

—Emma, você precisa ver isso! — August chamou.

Ajudei Regina a levantar, checando mais algumas vezes se ela estava se sentindo bem mesmo, e fomos de encontro aos outros. No centro, haviam dois corpos sobre um altar de pedra.

—São... — Tentei falar algo, mas estava chocada demais.

—Sim! São Nicolas e Perenelle Flamel. — August estava empolgado.

Regina e Henry permaneciam quietos num canto, mas pela expressão da morena, a visão não a estava agradando.

—Mas como eles não apodreceram? Parecem ter acabado de morrer, quando na verdade esses corpos devem ter mais de 400 anos!

Era algo impressionante. A forma que os corpos estavam conservados e não parecia ter sido usado nenhum tipo de química.

—Será que foi a pedra filosofal? — Henry perguntou.

—Eu não sei, Henry. Pode ser...

Vi que no canto da parede dos fundos, havia um buraco coberto por água e uma pequena fresta no fundo, por onde passava uma luz mais intensa.

—Tem uma passagem aqui. — Comentei.

—É só uma lasca na parede. — August notou que eu já estava enfiando minhas mãos dentro do buraco e retirando as pedras. — Emma, você pode se afogar se mergulhar ai.

Tirei todas as pedras e entrei no buraco.

—Eu vou mergulhar. — Amarrei uma corda na cintura e pedi para August e Papilon segurarem. — Se eu demorar mais do que 5 minutos lá embaixo sem resposta, me puxem. Esse é o tempo máximo que eu aguento segurando o ar.

Sem esperar, mergulhei. Estava muito escuro e a água estava turva. Consegui ouvir os outros gritando para que eu voltasse, mas estava muito abafado para entender exatamente o que discutiam na superfície. Nadei lentamente para o outro lado, me guiando pelo tato, e não demorou até chegar a superfície novamente. Tossi um bocado e consegui ouvir as vozes abafadas do outro lado.

—Eu consegui! Não é distante, podem vir! — Gritei, enquanto analisava a sala.

Era a câmara secreta onde a pedra estava escondida. Havia um tipo de cela trancada, com vários itens em ouro dentro dela. Deveria ter bilhões ou até trilhões de dólares em ouro, ali.

—Conseguimos... — Murmurei para mim mesma.

O primeiro a aparecer na superfície do buraco foi Papilon, que ficou chocado com o que viu. Seguido dele, veio August, Henry, Regina e Raul.

—Achamos Regina! — Ela pulou no meu colo animada e me beijou com orgulho.

—Conseguimos, meu amor. — Gargalhou. — Uma ótima história para a revista.

—Onde está a pedra? — August.

Olhei em volta e vi um tipo de pintura na pedra, em uma das paredes.

—"A luz mais cintilante num dia sombrio..." — Repeti os escritos da pedra sepulcral. — Pensa bem. — Pedi ao homem, apontando para os desenhos na parede.

—"A luz mais cintilante..." — Concordei com a cabeça. — O sol...

—Isso! No antigo Egito, diziam que o deus da Terra e a deusa do Céu, eram apaixonados, mas quando tiveram o primeiro filho, O Sol, o deus da Terra teve tanto ciúmes do amor deles que os separou para que só pudessem se tocar pelas palmas de suas mãos... — Apontei para as mãos pintadas na parede. — E as solas de seus pés. — Apontei para os pés, também pintados.

—Toda manhã, a deusa do Céu paria o Sol e todas as noites, o engolia de volta. — Continuei apontando pelo caminho que o Sol faria, parando em uma pedra azul marinho cravada na parede.

—Ela parece tão normal... — Regina se aproximou, e tocou a pedra. — Como vamos tirá-la?

Peguei um canivete na mochila e encaixei na lateral da pedra, no encontro dela com a parede. Dei umas batidinhas, e a pedra soltou. Observei que os franceses estavam enlouquecidos catando as peças em ouro e guardando nas mochilas.

—Que melhor lugar para esconder a pedra mais valiosa, do que perto de um tesouro reluzente? — Comentei. — Espera... PAREM! É UMA ARMADILHA!

O teto começou a tremer e a desabar em pedaços. Puxei Henry e Regina para um canto e fiz um casulo ao redor deles com meu corpo. O estrondo alto indicou que o teto inteiro havia desabado. Senti pedaços enormes de rochas chocarem contra minhas costas, de forma dolorosa. O zunido em meus ouvidos estava alto, como se meus tímpanos tivessem sido estourados, e senti o líquido quente escorrer por eles.

—Emma. — Ouvi August gritar, mas o som era abafado. — Vocês estão bem?

—August, não posso ouvir direito... — Sai de cima de Regina e Henry e os analisei dos pés à cabeça. — Estão bem?

Ambos concordaram e senti as mãos frias da morena tocarem meu rosto, de ambos os lados. Ela também parecia me analisar. Sua mão direita arrastou-se pela fresta do meu ouvido, limpando o rastro do líquido vermelho.

—Eu juro que estou bem. — Confirmei, quando vi seus olhos assustados me fitarem. — Logo vai melhorar...

Arrastei-me por cima dos escombros e fui até meu amigo, que tinha a perna ferida.

—Está doendo, amigo? — Ele assentiu positivamente. — Onde estão as mochilas?

—Soterradas. — Ele falava com dificuldade, pela dor. — Não temos mais nada para aliviar o ferimento, Emma.

Papilon e Raul saíram do meio dos escombros tossindo muito, e com alguns ferimentos no rosto e cabeça.

Peguei a pedra que estava em meu bolso. Será que funcionaria?

—August, preste atenção. — Peguei meu canivete no bolso. — Isso pode doer, mas vai ser rápido, eu prometo.

Raspei a lâmina do canivete na pedra, de forma que os farelos caíssem na minha mão. Segurei a perna de August e joguei os farelhos sobre a ferida, esfregando no local em seguida. O homem soltou um grito desesperado de dor, mas aos poucos foi diminuindo.

—Como... — Ele ficou sem palavras. — A dor aliviou.

Tirei as mãos do local e notei que o ferimento estava vivo mas parecia já estar coagulando.

—Como está sentindo o ferimento? — Perguntei.

—Coçando. Parece que algum remédio está agindo no local.

—São as propriedades químicas, curativas da pedra.

—Então ela é mesmo a pedra da ressureição? — Regina perguntou.

—Talvez nesse momento, em que nós não temos nada, além das propriedades químicas dela, ela seja. Caso contrário, ele poderia morrer com alguma infecção e sofrer com a dor.

—Consegue levantar, August? — Regina parecia tão preocupada quanto eu.

O homem assentiu e com a nossa ajuda, se levantou.

—Estamos presos aqui. — Henry se desesperou.

—Não é possível... deve ter alguma saída em caso de desabamento. — August comentou. — Flamel deve ter previsto isso, não?

—Não sei. — Olhei ao redor. — Podemos procurar. Todo mundo procurando uma saída!

—O que é isso? — Henry apontou para um tipo de placa de pedra esculpida.

—É uma porta alquímica... — August comentou enquanto se apoiava em Regina para se manter em pé.

—Isso é uma porta? — Regina.

—Não exatamente, mas é como uma. — Eu analisava meticulosamente. — Aqui quer dizer "assim na terra como no inferno". Acreditavam que esse é o segredo para toda a magia.

—O que tem dentro de mim, tem fora de mim. — Regina pensou alto. — Assim na terra como no céu. Sou como minhas célular, meus átomos e como Deus. Como eu acreditar que o mundo será, assim será.

—Como se você tivesse o poder... como se nós fossemos Deus. — Completei.

—Eu não entendi. — Papilon.

—Se tem uma "porta" no teto, tem no chão também. — Expliquei apontando do teto ao chão. — "Assim na terra como no inferno".

—Papilon, pega uma pedra e ajuda a Emma a tirar esses escombros do caminho. — August pediu.

—Calma aí! A gente já está no fundo das catacumbas. Não tem nada abaixo.

—Não, não pode ser o fundo. — Peguei uma pedra grande e pesada e arremessei ela com toda força, diversas vezes, no chão.

Um buraco abriu, puxando toda a água que estava acumulada no chão, como um sumidouro.

—Se aqui é o fundo, como a água está sendo puxada? — Perguntou August ao francês, com um sorriso satisfeito.

—É a saída, vamos! — Comecei a procurar a mochila que havia se salvado do desabamento e peguei as cordas que sobraram dentro dela.

Com destreza, desci pela corda, sendo seguida por Henry, Papilon e Raul.

—Consegue descer August? — Gritei.

—Consigo! Desce primeiro Regina, eu consigo me virar sozinho. — Regina obedeceu, descendo com cuidado, com august logo acima dela.

Assim que eles desceram, August analisou os escritos na parede, logo acima de um buraco por onde era a passagem.

"Deixai toda a esperança, vos que entrais."

—Segundo a mitologia, isso é o que tá escrito nos portões do inferno. — Comentei.

—Oh, eu não vou entrar ai, olhe essa passagem. — Papilon gaguejou.

—Você ainda não entendeu que é só um jogo psicológico né? — Expliquei, como se fosse óbvio. — Não tem nada de inferno.

—Emma, eu estou pouco me fodendo se é o inferno ou não. — Gritou nervoso. — Estamos indo cada vez mais fundo nessas catacumbas e eu acho quase impossível nós conseguirmos sair daqui. Até agora, você só nos levou para furada. Nós vamos morrer aqui!

—Nós não vamos morrer. Você achava mesmo que ia ser fácil chegar até um mito. Essa pedra foi considerada o Santo Graal por anos!

. -Foda-se você e sua pedra. Estão sozinhos nessa. Eu acabo aqui de seguir vocês. — Ele pegou sua mochila com raiva, do chão e ajeitou nas costas. — Vamos Raul.

Papilon e Raul continuaram ocuparam-se em reescalar a corda e voltar por todo o caminho que fizemos, nos deixando.

Encarei Regina e Henry com preocupação, e a morena parecia estar assustada também. Sua respiração estava descompassada como se ela estivesse em pânico.

—Vai ficar tudo bem, confiem em mim. — Aproximei-me deles e os abracei, sentindo os ombros de Regina chacoalharem. Ela estava chorando.

Tomei o rosto da mulher nas mãos e a beijei, tentando demonstrar tudo o que eu sinto por ela, com o ato.

—Se nós saírmos daqui, eu quero que você aceite se casar comigo. — Os olhos da morena se arregalaram. — Caso não consigamos, eu quero que saiba que eu nunca vou me perdoar por tudo que eu fiz você passar. E que eu tenho certeza, hoje, que você é minha alma gêmea. E não pense que o encontro com a almas nos dá um “e viveram felizes para sempre”. Pois a alma gêmea é aquela com quem temos mais a aprender, e muitas vezes pode representar o maior desafio que a nossa vida pode nos apresentar. Porque a lição que a alma gêmea nos traz é, justamente, a do amor puro e verdadeiro.

Nesse momento a morena só fazia chorar e sacudir a cabeça possitivamente.

—Sim, eu caso com você, Emma. — Ela soltou uma risada gostosa em meio ao choro. — Acho que eu não esperaria menos de você. Um pedido de casamento no meio desse buraco é bem a sua cara.

Ouvimos a gargalhada de Henry e August, e uma pequena comemoração de o garoto.

—Olha, eu não queria atrapalhar esse momento, mas eu acho melhor seguirmos. — August apontou para a passagem. — Quanto mais rápido saírmos daqui, mais rápido vocês podem casar e se comer.

—AUGUST! — Regina e eu repreendemos juntas.

—Ai que nojo, tio August! — Henry fez careta. — Eu vou crescer traumatizado com vocês, misericórdia.

[...]

O caminho que fizemos após passar pelos "portões do inferno", foi tranquilo. Era como se estivessemos fazendo o caminho de volta por onde passamos anteriormente. Só tivemos que fazer o processo invertido, como se estivéssemos de ponta cabeça. E quando finalmente encontramos o ponto inicial, que seria a saída, havia um encaixe, o mesmo por onde eu havia tirado a pedra.

—O que fazemos agora? — Perguntou Henry.

—As escrições, Emma. — August apontou para a parede a nossa frente. — "Visite as profundezas da terra, por meio de retificação achará a pedra escondida."

—August... essa não é a pedra.

—Como? — Regina perguntou.

—Essa pedra é falsa.

—E qual é a pedra verdadeira? — Henry perguntou.

"Por meio de retificação achará a pedra". — Repetiu August.

—A pedra filosofal na verdade é sobre se redimir. Sobre assumir os erros e pedir perdão por eles. A redenção é o segredo para a vida eterna. — Expliquei.

—Então a pedra filosofal é uma metáfora? — Henry perguntou chocado.

—Basicamente isso. — Respondi, enquanto encaixava a "falsa pedra" no seu lugar.

Isso fez com que uma passagem fosse aberta em nossa cabeça. Uma escada vestical de ferro levava de volta a superfície. Subimos por um longo tempo até chegar a uma tampa de bueiro, a qual eu apenas arrastei para o lado e pude ver a luz da lua, banhando meu rosto.

Saí de dentro do buraco e ajudei August, Henry e Regina. Já era madrugada na principal avenida de Paris. O ar, agora leve, entrava e meus pulmões. Era como se um peso tivesse saído de cima de mim.

—Conseguimos... — Regina parecia nem estar acreditando. — Eu não acredito que passamos por isso tudo, para a porra da pedra ser falsa.

A morena se lançou para cima de mim e começou a me estapear.

—Você nos fez passar por isso atoa, sua puta! — Os tapas ficaram mais fortes.

—Calma, amor... — Segurei os braços dela. — Você não entendeu, que nós duas precisávamos passar por isso para tirar todas a culpas de cima do nosso relacionamento, e entender o que é a redenção, para seguirmos bem? — Ficamos nos encarando por um bom tempo até a morena me beijar apaixonadamente.

—Seu pedido foi sério?

—Claro que foi. Sua resposta foi séria? — Ela assentiu sorrindo. — Então nós vamos casar! '

Notas finais
AAAAAAAAAAAAA CASAR?! O que acharam? Como acham que será esse casamento, se o pedido já foi exótico? Pro pessoal que tem interesse de entrar no grupo da fic, fica aqui o link pra acessar: https://chat.whatsapp.com/BMG4hFCmiCZBzXzkae2bQ9