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34 Half of my heart is in Havana - Part I


Notas iniciais
Voltei e como vocês puderam notar, Havana ganhou a votação. Massss como tivemos muitos votos na Itália, quem sabe eu faça um agrado num capítulo futuro, huh? Vamos ao que interessa! Esse capítulo ficou enorme, então tive que dividir em dois. Espero que gostem, pois escrevi com muito amor e carinho ouvindo a fada cubana ♥

—Regina-

Nova Iorque – 2 mesesdepois.

Desde que voltamos da França, Emma tentou desviar de qualquer assunto que envolvesse o casamento. E confesso que havia ficado empolgada e emocionada, mesmo que o pedido não tenha sido o mais romântico que eu havia recebido. Era a Emma, e ela não era lá muito boa com romantismo. Mas ela havia ficado bem esquiva do assunto e sequer comentava sobre o pedido com qualquer um a nossa volta.

Aquilo me assustava.

E se a antiga Emma, que fugia dos compromissos tivesseretornado?

Eram duas da tarde de um sábado, e eu estava no nosso homeoffice, em meu apartamento, revisando as matérias e montando a diagramação para a próxima edição da revista. Após a edição em que a matéria central sobre a Pedra Filosofal, que havia sido publicada online, nossa edição estourou. Foram milhares de assinaturas no site e compras da edição digital da Once Upon A Time. Estávamos montando a terceira edição, que falaria sobre a importância da mulher em diferentes culturas pelo mundo, onde Emma propôs-se a viajar sozinha para fotografar as mulheres das culturas de diversos paises do mundo.

Sempre que podia, Emma mandava alguma mensagem e uma foto de onde estava, dizendo estar com saudades e que queria que eu estivesse com ela. Ela e Henry voltaram com o costume das cartas, e toda semana que ela viajava, recebíamos uma carta dela narrando sobre o lugar em que estava. Henry, mal conseguia se controlar de tanta felicidade.

Zelena estava cada vez mais conhecida e temida dentro da Vogue. E Ruby havia se tornado uma mãezona, que passava praticamente vinte e quatro horas por dia com Maya. Acabamos a chamando para trabalhar conosco na revista, já que a permitiria trabalhar de casa e não a impediria de ficar com a filha.

Tudo corria bem.

Menos o casamento. Esse, nem sequer havia saído do lugar!

—Mãe? — Henry tirou-me dos devaneios. — Vou sair com a Jacinda.

Jacinda era a nova namorada de Henry. Ainda me assustava muito, ver meu filho crescendo tão rápido, mas eu estava me acostumando.

—O pai dela vai acompanhar vocês? — Ele acenou positivamente. — Tudo bem, cuidado meu amor. E não se esqueça de pedir a ele que me ligue avisando que estão mesmo com ele.

O garoto veio ate mim resmungando pela minha desconfiança, e depositou um beijo em meu rosto.

Passei um bom tempo com o olhar vago e o pensamento no nada, quando um barulho de chave na porta me despertou.

—Henry, querido? — Levantei e fui até a sala. — Esqueceu alguma coisa?

A porta abriu, revelando uma Emma sorridente e completamente encardida e queimada de sol.

—Ei amor! Achei que fosse voltar em duas semanas. — A abracei com força, depositando um beijo em seus lábios.

—Eu ia, mas consegui resolver tudo antes. — Seus braços prendiam em minha cintura, como se eu fosse fugir dela a qualquer momento. — Senti muita falta de você e de Henry. — Fez bico.

—Ele acabou de sair para o cinema com a namoradinha. — Ela riu e revirou os olhos com meu tom. — E como foi a viagem? Conseguiu histórias e fotos legais? — Perguntei animada.

—Sempre! Acredita que a sociedade pré-colombiana acreditava que o Sol, era o masculino e a Lua, era o feminino. E os ciclos naturais de plantação, colheita e maré são regidos pela Lua, ou seja, baseados no ciclo menstrual feminino. Eles chamam de Sagrado ciclo lunar feminino.

—Sério? — Notei a empolgação da loira e a estimulei.

Por fim, Emma acabou por contar tudo o que havia descoberto com os países matriarcais, sobre os países pelos quais havia passado e sobre como tinha conseguido ótimas fotos.

—Amor, preciso que você faça algo por mim. — Pediu com o tom de voz sério. — Surgiu uma história nova, em um país, para usarmos na revista... só que eu não conseguirei ir até lá, pois tenho uns assuntos de família para resolver.

—Que país seria esse? — Cruzei os braçoas e fechei a cara, já não gostando de onde iria chegar aquele assunto.

—Cuba. Pensei que você poderia ir no meu lugar... — Deu um sorriso sem graça. — Até conversei com Zelena, e ela me contou que estará de férias essa semana, e adoraria ir com você.

Estranhei que ela estivesse jogando esse trabalho para mim, já que ela amava viajar e por si so capturar tais momentos.

—Emma, eu não sei fotografar, não entendo nada de fotografia.

—Leve Henry com você! Ele adora ser incluído nessas coisas...

—Emma, não sei se é uma boa ideia...

—Mas amor, é só uma história, sem perigo algum. Eu prometo que não há nada arriscado. — Dei-me por vencida.

—Ok, Emma. Eu vou! — Ela sorriu e me agradeceucom um beijo carinhoso.

—Então se apresse, seu voo sai às... — Olhou o relógio. — Sai em quatro horas. Zelena já deve estar te esperando com Henry. E eu preciso que você entregue algo a sua irmã por mim.

A loira foi até onde havia jogado suas malas, e pegou uma caixa grande e muito bem lacrada.

—Diga a ela que está do jeitinho que ela pediu. — Colocou a caixa leve em minhas mãos. — Preciso de um banho... — Saiu caminhando em direção ao quarto, me deixando mais confusa do que nunca.

Sacudi a caixa, mas nada consegui ouvir. Tentei abrir alguma frente para olhar o que havia dentro, mas um grito vindo do banheiro do quarto me assustou.

—NÃO TENTE OLHAR, SEJA MAIS EDUCADA COM A ENCOMENDA DE SUA IRMÃ. — Bufei de raiva.

Fui até o quarto à passos pesados e muita birra.

—Não é justo você e minha irmã ficarem de segredinhos... — Invadi o banheiro, resmungando.

—Regina, amor... — A mulher colocou a cabeça para fora do box. — Isso que você está fazendo é inapropriado, eu estou no banho. É o meu momento!

—Então me diz o que tem na caixa, e eu saio. — Cruzei os braços com raiva.

—Amor, eu não sei! — Sua voz ecoava pelo banheiro, misturada ao barulho da água caindo. — Zelena apenas fez essa encomenda e não pode ir buscar, como eu iria passar por perto, ela pediu que eu buscasse. Satisfeita? Agora vá arrumar suas malas.

Dei as costas e sai, mesmo que ainda achando tudo muito estranho. Entrei no closet para começar a separar minhas roupas, para a viagem, mas não fazia ideia do que levar. Talvez roupas confortáveis? O que eu teria que fazer por lá?

—Leve poucas roupas, amor. — Emma disse, como se lesse meus pensamentos. — Você irá passar apenas três dias por lá.

—E que tipo de roupas eu devo levar?

—É Cuba, babe. Solte seu lado latino! Cuba, num era o país de seu pai?

Sorri, começando a escolher as roupas e jogá-las na cama. Poderia ser legal, conhecer a cidade natal de meu pai.

[...]

Ciudad de La Habana – Cuba.

Zelena estava super empolgada. Chegamos em Havana pela noite, e mesmo assim a cidade parecia muito agitada. Muitos bares e restaurantes abertos, as vozes se misturando ao Jazz latino que tocava pelas vielas. Cubanas e cubanos dançando pelas mesas dos bares, com muito festejo. Era uma energia completamente contagiante e diferente.

Estávamos no Hotel Saratoga, e minha irmã tentava me convencer a ir até algum dos bares curtir a noite. Estávamos em old Havana, por isso os prédios eram todos muito antigos, o que a tornava mais encantadora, e nosso hotel seguia o mesmo estilo de construção.

—Vamos Sis, por favor! — Zelena estava praticamente pronta para curtir a noite.

—Vá você, Zelena. — Ajeitei-me na cama. — Estou cansada da viagem, e amanhã preciso ir até o endereço que a Emma me deu. Não esqueça que estou aqui à trabalho.

—O que não te impede de curtir o lugar, mana. — Mexeu uma última vez nos cabelos e foi até a porta. — Mas farei esse sacrifício e irei sem você!

—Juízo, você agora tem esposa e filha... — Ela nem esperou que eu terminasse e jogou um beijo no ar, saindo do quarto.

Fiquei pensando um pouco sobre o que eu teria que escrever sobre Cuba, e o por que de Emma fazer tanto mistério com tudo.

Falando nela...

—Oi amor. — Atendi a sua chamada de voz no skype.

—Ei babe, como foi o voo?

—Foi tranquilo, mas me cansou.

—E o que achou da cidade? Deve ser incrível.

—É linda, mesmo pela noite.

—E Zelena, gostou?

—Está super empolgada, já até saiu para um bar qualquer.

—Você deveria ter ido aproveitar com ela, amor.

—Eu prefiro descansar, e guardar energias para amanhã. Como está Henry?

Acabamos por optar que Henry ficasse em casa com Emma, pois já havia me traumatizado demais colocar meu filho em risco na nossa aventura em Paris.

—Ótimo. Saiu com Ruby e Maya para comprar vestidinhos para a prima, e quando chegou, desmaiou de cansaço.— Deu uma risadinha infantil.

—É, Ruby pode ser enérgica demais até para um adolescente. — Ouvi sua respiração cansada. — Esta na cama?

—Estou... e com muita saudade de te ter ao meu lado.

—Eu também, mas esses dias vão passar bem rápido, e logo eu vou estar ao seu lado.

—Ok, vou desligar para que você descanse. Te amo, nunca esqueça.

—Também te amo.

[...]

Acordei cedo aquela manhã, e após tomar café com Zelena, fomos até o endereço que Emma havia me dado. Confesso que estava tão ansiosa, que mal havia conseguido comer.

—Esse lugar é tão incrível, Sis. Agora entendo porque papai ficava tão nostálgico quando falava daqui. — Zelena quase saltitava ao meu lado.

—Posso ver sua empolgação. — Gargalhei. — Olha, o lugar é esse.

Era uma típica construção antiga, que se assemelhava as outras do local. Estava toda tingida de um verde azulado, bem vivo. Na varanda de cima, uma mulher varria o chão cantarolando e se mexendo no ritmo da música que cantarolava.

Buenos dias señorita. - Pronunciei muito mal o que eu lembrava de espanhol.

A mulher nos encarou e abriu um sorriso.

Buenos!

—Me llamo Regina Mills, y vine a pedido de Emma Swan. — A expressão da mulher tornou-se mais alegre.

Logo ela largou a vassoura, murmurando para si, coisas as quais eu não entendi. Logo ela sumiu pela porta, e apareceu na entrada na casa, me abraçando forte.

—Olá Regina, estou tão feliz em te conhecer finalmente. — Fiquei a encarando, confusa. — Desculpa, meu inglês, ele está péssimo. — Gargalhou antes de estender a mão para mim. — Sou Jade.

—Olá Jade. — Respondi simpática, enquanto a observava cumprimentar minha irmã. — Bom, eu não sei o que vim fazer aquí, para ser sincera. Eu não sei se a conhece, mas ela não é muito explícita sobre nada. — Ri.

—Claro que conheço sua noiva! — Noiva? Emma se referiu a mim como noiva? — Ela não muda né? Vamos, entrem!

A casa era simples, mas muito aconchegante e colorida. O cheiro de comida muito temperada vindo da cozinha, chegou a fazer meu estômago gritar: "me alimente!"

—Sintam-se à vontade. Vou buscar as coisas para começarmos, Regina. — Saiu sem me dar chance de perguntar, o que iríamos começar.

—Sis, preciso ir! — A ruiva se levantou, arrumando a alça da bolsa no ombro.

—Para onde?

—Tenho algumas coisas para resolver, e preciso buscar algo que esqueci no hotel. — Ela olhou para o relógio. — Não se preocupe, você vai demorar ai. Volto em torno de duas hora! — E saiu sem me dar explicações.

Comecei a achar tudo muito estranho. Zelena com toda certeza sabia de algo.

—Voltei! — Jade voltou com duas maletas e um carrinho de suporte de cabeleireiro. — Sente-se nessa poltrona aquí.

Obedeci mesmo desconfiada.

—O que exatamente iremos fazer?

—Sua maquiagem e seu cabelo. — Respondeu, já mexendo em meus cabelos.

—Não entendi... esse era o trabalho que eu vim fazer aquí? — A mulher soltou uma gargalhada.

—Você tem uma festa hoje, pelo anoitecer. Isso que você veio fazer aquí.

—Festa? Que festa?

—A festa onde estará a pessoa importante para a matéria da revista.

Não fiquei conformada, mas resolvi ficar quieta sobre isso e relaxar.

—Onde você e Emma se conheceram?

—Eu era babá do filho dela, antes de acontecer o que aconteceu... — Disse com pesar. — Tinha ido para os Estados Unidos tentar uma vida melhor por lá, e Emma me acolheu e me ajudou.

—Você conheceu o filho dela? — Senti um aperto no peito. — Como ele era?

—Oh, Roland era uma criança linda e alegre. — Ela sorria para a lembrança. — Ela o amava tanto... Ele tinha seus olhos, sabia?

—É, eu já vi algumas fotos dele.

-Aquele pendejo do ex-marido dela destruiu um de meus maiores amores. Eu também o amava tanto, Regina... Quando aconteceu tudo, acabei voltando para minha Cuba. Senti tanta falta do calor que ela me causava. Mas como Emma foi parte de minha família, sempre mantivemos o contato. Aposto que ela nunca falou sobre mim, certo?

[Pendejo = Covarde]

—Ela não fala muito sobre essa parte da vida. Na verdade, ela não fala muito sobre parte nenhuma do passado dela.

—É o melhor. Minha menina sofreu tanto...

—Eu nem imagino o que faria se tivesse perdido meu filho. Emma te contou sobre Henry, né? — A cubana sorriu sincera.

—Contou. Quero tanto conhecê-lo!

—Ele é uma criança incrível. Os dois se dão tão bem.

—Imagino. Ela fala dele com muito amor. — Deu um sorriso de canto. — E de você também.

Ficamos conversando sobre amenidades por mais de uma hora até ela anunciar que deveríamos parar para a almoçar. A comida estava deliciosa e havia me lembrado muito meu pai. Não demoramos muito, e ela me arrastou para a bendita cadeira, e começou a maquiagem. Mais algumas horas passaram até que Zelena retornasse com a mesma caixa que Emma trouxe da viagem, alegando ser dela. Minha irmã estava arrumada de forma bem elegante, como uma cubana. Seu vestido era amarelo, com alça e muitos babados.

—Como minha irmãzinha está linda, Jade! — Bateu palminhas, animada.

—Ela é linda! Mas eu a tornei muito mais. — Sorriu, analisando seu trabalho.

—Posso ver? — Pedi.

—Ainda nao! Somente quando estiver completamente pronta. — Explicou a cubana.

—Ainda não estou?

—Ainda não, falta isso. — Minha irmã disse, entregando-me a caixa.

Peguei o objeto, e dei uma sacudida, antes de começar a desembrulhar. Dentro da caixa havia um vestido vermelho com estampa floral, um salto alto vermelho e um lenço combinando com o vestido.

—A Emma mesmo que escolheu. — Zelena explicou.

—Sabia que vocês estávam estranhas. O que é tudo isso, afinal?

—Vista! — Ignorou.

Bufei, e comecei a me vestir, com ajuda delas. Jade amarrou o lenço em meu cabelo, casando-o com o penteado. E finalmente fui liberada a me olhar no espelho.

—Veja que linda. — Jade parecia muito orgulhosa.

O vestido tinha o estilo dos vestidos cubanos que as mulheres de antigamente usavam, e tinha ficado perfeitamente ajustado ao meu corpo. Meus cabelos estavam presos pelo lenço vermelho, com algumas mechas soltas em cachos. A maquiagem que Jade havia feito, ficou leve e intensa, ao mesmo tempo. Eu estava mesmo muito linda.

—Você está linda, Sis. Se papai estivesse aquí, iria ficar tão orgulhoso. — Tocou em meus ombros descobertos. — Agora vamos, ou você irá se atrasar.

—Preciso me arrumar, e em breve encontro com vocês na festa. — Jade avisou.

Zelena e eu nos despedimos da cubana, a agradecendo por tudo. Ao sair da casa, um antigo Chevrolet Bel-Air conversível na cor azul clarinha estava parado nos esperando. O motorista, vestido desleixadamente, abriu a porta de tras com o mesmo sorriso simpático que Jade possuía.

—Gostou da nossa carona? — A mais velha perguntou, antes de entrar no carro.

—Estou é muito confusa com tudo isso... — Falei, entrando no carro.

Seguimos até o centro da Ciudad de La Habana, e o carro parou em frente a ums praça.

Plaza Vieja, chicas! - O motorista anunciou, enquanto abria a porta para nós duas.

—Vamos.

[PLAY] Havana – Camila Cabello (até o final do capítulo).

Zelena me puxou para fora do carro e me arrastou pela praça, em direção a umas das ruas ao seu entorno. Na entrada de uma rua, vi um garoto parado que parecia muito com Henry.

Espera! Era o Henry.

—Henry? — O garoto estava sorrindo.

—Oi mãe! — Ele estava vestindo uma camisa social branca, com calça social bege presa a um suspensório de couro marrom. Em sua cabeça um típico chapéu Panamá. — Conhece essa rua?

—O que é isso, aqui? Será que alguém pode me explicar? — Estava ficando irritada com a confusão toda.

—Responde mãe.

—Não...

—Essa rua é bem conhecida aqui em Havana pelos casais apaixonados. — Observei a rua enquanto escutava meu filho.

A rua era como uma pequena vila sem saída. Diversas bandeiras de Cuba penduradas nas varandas das casas e ao final, logo atrás de um tipo de restaurante ao ar livre, podia ser visto o capitólio da cidade. Era uma vista linda, confesso.

—Aqui, foi palco de uma grande história de amor. Em 1958, um pouco antes da Revolução Cubana, uma mulher norte-americana de dezoito anos, chamada Katy, mudou-se para cá com seus pais, que vieram à trabalho. Aqui, nessa rua, enquanto ocorria um dos bailes das noites de Havana, ela conheceu um músico chamado Javier. Assim que pôs os olhos nele, se encantou. — Henry ofereceu seu braço para que eu juntasse o meu ao dele, e assim começamos a andar lentamente pela viela. — Eles acabaram se envolvendo naquela noite, e por mais noites ao longo de um ano. Um dia, os pais de Katy descobriram o envolvimento dos dois e ficaram revoltados. Eles, de uma família de classe alta, jamais admitiriam que sua filha ficasse com um mero garçom cubano. Sendo assim, o pai de Katy pediu transferência de volta para os Estados Unidos, visando a separação dos dois. Katy, pediu que Javier fosse embora com ela, assim eles poderíam ficar juntos. Porém, Javier que era apaixonado pelo seu país e por sua família, resolveu desistir de Katy e ficar em Havana. A mulher, muito triste pela decisão de seu amado, voltou para seu país natal sem sequer lutar pelos dois. — Conforme íamos andando pela rua, nos aproximávamos de um pequeno prédio, que ficava na lateral da Antiga Catedral de Havana. — Logo após a Revolução cubana, Javier desolado pela perda de seu amor, resolveu ir atrás dela nos Estados Unidos. Chegando lá, ele conseguiu trabalho como músico e foi crescendo cada vez mais, mas nunca reencontrou sua amada. E nem conseguiu amar mais ninguém. Anos mais tarde, Javier retornou a Havana para viver com sua família e retornou ao lugar onde tocava quando novo. A mesma rua que havia encontrado seu primeiro e último amor. Enquanto tocava, avistou uma mulher conhecida por ele, porém muito mais amadurecida. Era sua Katy, que por ironia do destino, havia retornado para Havana à trabalho. Naquela noite, parecida com a de anos atrás, Javier e Katy se reencontraram, para nunca mais deixarem um ao outro.

Assim que Henry terminou a história, paramos na entrada do pátio interno do prédio, que estava completamente decorado com plantas tropicais em vasos e mesas com toalhas vermelhas estampadas. Pequenas gambiarras de luzes formavam teias pelas nossas cabeças, iluminando o ambiente. Mais à frente, havia um caminho entre cadeiras dispostas em fileiras lotadas de gente, até um tipo de arco de folhagens tropicais e flores vermelhas e laranjas. No fundo, um tipo de altar todo decorado com folhagens também. Uma tematica toda inspirada nas noites da antiga Havana. Olhei ao redor, diversos rostos conhecidos me olhavam sorrindo. August, Ruby, Maya, Zelena, Cora, Graham, Mary, David e até Jade já estava lá. Todos vestidos como os cubanos que curtiam os bares na noite. Na lateral do altar, havia uma pequena banda tocando uma salsa agradável.

—Espera, o que é tudo isso? — Perguntei embasbacada.

—Por que você não pergunta isso a ela? — Meu filho apontou para o altar e lá estava ela.

Emma me fitava com um sorriso bobo no rosto. Um vestido de estampa floral leve na cor amarela que ia acompanhando toda sua perfeita silhueta, até os joelhos, para ficar soltinho com babados nas pontas. Seus cabelos estavam soltos em um novo corte na altura dos ombros. Na lateral esquerda de sua cabeça, havia uma flor laranja presa ao seu cabelo. Ela estava linda demais.

E tudo isso, era exatamente o que estava parecendo.

Henry caminhou comigo até o altar, e entregou minha mão a Emma com a repreensão de que se ela fizesse algo que fosse me magoar, ele iria atrás dela. Enquanto eu só conseguia ficar hipnotizada com tudo, principalmente seus olhos num tom de verde bem clarinho como o mar. Eu iria me afogar neles.

—Eu sei que não foi nada muito clássico, nem elegante, mas eu sei que você iria querer seu pai presente nesse dia. Então pensei que como ele amava tanto esse lugar, a presença dele seria mais forte aqui. — Ao ouvir isso, lágrimas escorreram por meus olhos.

—A história que Henry contou... é a história de meus pais não é? — Emma assentiu positivamente.

—Um pouco adaptada, mas sim, foi a história deles. E agora quero escrever a nossa história aqui, no mesmo lugar que eles. Sei o quanto é importante para você.

Emma, pegou das mãos de Henry um embrulho feito com folhagem de bananeira, e desatou o nó da fita que a mantinha fechada. Ao abrir, haviam duas alianças em ouro rosê com uma pequena pedra vermelha como fogo.

—Regina Mills, te encontrar naquela praia foi a melhor coisa que me aconteceu, e hoje eu acredito no destino, graças ao nosso encontro. Por que acasos vem e vão, vão e vem, mas o meu acaso está destinado ao teu. Aceita se casar com a pessoa mais idiota e apaixonada do mundo? E eu não posso te prometer deixar de ser idiota, por que essa sou eu, mas eu posso te prometer ser idiota por você.

Notas finais
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Já imaginavam algo assim? Finalmente! Quero muitos comentários, e ai eu vou postar a continuação, de acordo com o agrado de vocês! OBS.: Quem quiser ver as fotos de referência, eu mando tudo lá pelo grupo do whatsapp -> https://chat.whatsapp.com/BMG4hFCmiCZBzXzkae2bQ9
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.