Hiding a Secret
18 Epílogo
Notas iniciais
Três anos depois
– Chegamos! — Stefan abriu a porta de trás do carro para mim, mesmo dentro da garagem do prédio, eu podia ouvir o barulho da chuva, que já tinha se tornado uma tempestade – Precisa de ajuda?
– Não – neguei com a cabeça – Posso fazer isso sozinha.
Me virei na direção da cadeirinha de bebê, que estava pousado ao meu lado no banco, e desafivelei o cinto para poder pegar a minha filha.
– Minha princesinha... — dei um beijo no topo da sua cabecinha, seus olhos estavam fechados e parecia totalmente alheia as preocupações do mundo ao seu redor – Stef, ela dormiu no caminho do hospital até aqui.
E isso é bom? — me perguntou, essa história de ser pai de um bebê recém-nascido ainda era muito novo para ele, consegui tirar algumas dúvidas durante os nove meses de gravidez, mas tem coisas que você só aprende na prática.
– Sim, isso é maravilhoso – afirmei – Pelo jeito ela vai ser tão calminha quanto o Adrian era quando nasceu.
Stef me ajudou a sair de dentro do veículo antes de ir até o porta-malas e retirar a bolsinha do bebê que, como quase tudo que compramos para ela, era cor de rosa. Depois disso fomos em direção ao elevador.
Fiquei ali olhando os números dos andares, que aumentavam rapidamente a medida que subíamos e fiquei pensando em como a minha vida mudou nos últimos três anos.
Stefan se mudou para o meu apartamento pouco mais de um mês depois da nossa conversa; não posso dizer que tenha sido algo fácil, tivemos que nos adaptar a rotina um do outro e Adrian teve que se adaptar a rotina do pai; claro que brigamos várias vezes, mas nada que não pudéssemos superar em poucas horas. Com seis meses morando juntos, resolvemos oficializar o nosso casamento, em Mystic Falls.
A nossa felicidade só ficou mais completa quando eu descobri que estava grávida. Stef quis fazer por mim tudo que ele não pôde fazer quando estava grávida do Adrian e me mimou o máximo que pôde nos últimos meses. Nossa pequena e doce Lilly nasceu há três dias e hoje, quando nós duas recebemos alta, pudemos trazê-la para casa.
– Chegamos! — ele abriu a porta do nosso apartamento, permitindo que eu entrasse – Bem-vinda a casa, Lilly!
Foi nesse momento que ela começou a mexer as mãozinhas, embora não tenha aberto os olhos em momento algum.
– Acho que ela está tentando dizer que gostou daqui – brinquei.
– Logo você vai se acostumar com tudo aqui – foi se aproximando de mim enquanto continuava a falar com a nossa filha – Mas já vou avisando que aqui nem sempre é assim, espere até o seu irmão esta aqui.
Foi nesse momento que Adrian apareceu na divisão entre o corredor e a sala. Assim que nos viu, ele sorriu e se aproximou.
– Finalmente vocês chegaram! — disse – Pensei que tinham desistido de voltar para casa.
– Nunca desistiríamos – Stefan falou – Acontece que a sua mãe tem a capacidade de enrolar para sair até de um hospital.
– Passei três dias lá, precisava arrumar as minhas coisas – revirei os olhos enquanto me defendia – Sinceramente, ainda bem que agora eu tenho a Lilly, pelo menos alguém nessa casa vai me entender.
– Será que eu posso segurar a minha irmãzinha? — meu filho mais velho estendeu os braços – Por favor, eu prometo que vou tomar cuidado.
Concordei enquanto passava Lilly para ele com todo o cuidado.
– Oi, Lilly! — começou a falar enquanto a ninava – Eu sou o seu irmão mais velho e estou aqui para te ajudar com todas as dúvidas que você possa ter nesse mundo e também vou te proteger todos que tentarem te fazer mal.
Acho que os meus hormônios continuam alterados, pois já estava sentindo as lágrimas se formando no canto dos meus olhos. A nossa preocupação foi a reação do Adrian em relação a tudo, afinal, ser filho único até os doze anos e então ganhar uma irmã, não deve ser algo muito muito fácil, mas ele tem se mostrado muito maduro e tenho certeza de que vai me ajudar bastante em casa, principalmente nesses primeiros meses.
– E não se esqueça de que também vai protegê-la dos caras mal-intencionados – Stefan lembrou, fazendo com que vira-se na sua direção – Você vai garantir que ela não vá namorar até os 30 anos.
– Stefan! — o reprimi – A nossa filha mal nasceu e você já está querendo controlar a idade em que ela vai namorar? — nesse momento Adrian passou a irmã de volta para os meus braços – Não se preocupe, princesinha, eu não vou deixar esses dois malucos fazerem isso com você.
– Acho que é melhor você levá-la para o berço – meu marido sugeriu – E é melhor você também descansar um pouco, daqui a pouco a Lilly acorda e você não tem mais tempo para nada.
– Tem razão – concordei, sendo bem sincera, eu estava um pouco cansada, não conseguia relaxar totalmente naquele hospital.
– Eu já ia me esquecendo – meu filho começou antes que eu pudesse sair – Vovó ligou hoje de manhã e a tia Elena ligou um pouco depois.
– As duas ligaram para o meu celular depois e elas já falaram com a Car – Stefan avisou.
– E o Enzo também ligou, um pouco antes de vocês chegarem – continuou – Ele queria saber como vocês duas estavam e também para pedir que você não demore muito para voltar para o restaurante, pois é muito difícil de comandar tudo sozinho.
Não pude deixar de rir desse comentário. Enzo sempre faz isso quando eu saio de férias e ele fica de chefe no meu lugar e, dessa vez, o tempo vai ser um pouco maior.
– Bom, lamento dizer para ele, mas ele ainda vai ter que ficar de chefe por alguns meses – lembrei – Quero ficar em tempo integral com a Lilly até ela completar seis meses e ainda ficar somente meio período até que ela tenha um ano.
Quando Adrian nasceu eu só pude ficar em casa os quatro meses que a faculdade me deu de “licença maternidade” (fazendo os trabalhos em casa e indo até a faculdade somente para as provas teóricas) e depois fui obrigada a arranjar um babá e, depois, colocá-lo em uma creche. Quero fazer tudo diferente desa vez.
– Tenho a impressão que essa é só uma desculpa para ficar perto de você – Stef cruzou os braços e balançou a cabeça negativamente – Mas que coisa feia, dar em cima de uma mulher casada mãe de dois filhos.
– Stef... — revirei os olhos, mais uma vez.
Assim que Stefan veio para Los Angeles, fiz questão de apresentá-lo a todos que trabalhavam comigo no restaurante, incluindo o Enzo, que desistiu, definitivamente, de mim. O problema foi que, infelizmente, deixei escapar para o meu namorado sobre os nossos flertes inocentes e mesmo depois de três anos ele não tinha esquecido.
– Bom, vou deixar com os seu ciúmes bobo do Enzo e vou deitar – avisei – Vamos, minha filha, tenho certeza de que você está doida para conhecer o seu quartinho.
O nosso apartamento (que é o mesmo desde que eu me mudei para Los Angeles com Adrian) tinha quatro quartos, sendo que um era o escritório/biblioteca. Colocamos Lilly no antigo quarto de visitas, que ficava bem ao lado da suíte principal, obviamente decoramos e pintamos a parede no tom mais rosa que encontramos assim que soubemos que teria uma menina.
Assim que coloquei minha filha no berço ela soltou um pequeno sonzinho, mas não acordou. Eu a amentei antes de virmos para casa e como, no hospital, ela se alimentava de três em três horas, acredito que isso não vá mudar agora, então ainda tenho algum tempo de descanso.
Fechei a porta e fui para o meu quarto. Depois de colocar uma roupa confortável eu cai na cama e não demorei muito para dormir.
– Care... — meu marido começou a me chamar – Eu fiz um sanduíche para você.
– Stef... — cocei os olhos antes de olhar a bandeja que ele tinha colocado na minha frente , tinha um sanduíche e um copo de suco de laranja.
– Fiz um sanduíche de salada de ovo que eu sei que você ama – comentou – Sei que não deve estar tão bons quanto os seus, mas eu tentei.
Peguei um pedaço do sanduíche e dei uma mordida, até que não estava tão mal.
– Está maravilhoso – respondi – Será que você não quer largar a produtora e ir trabalhar comigo lá no restaurante.
– Engraçadinha... — fez uma careta para mim.
Terminei o meu sanduíche e tomei o suco de laranja. Quando acabei, Stefan coloco a bandeja de um lado da cama, ficando de frente para mim.
– Sabe o que eu estava lembrando agora pouco? — começou a falar – Em quanto a minha vida mudou nos últimos três anos. Naquela época eu jamais poderia imaginar estar casado e ter dois filhos maravilhosos.
– Acredite, a minha vida também mudou bastante... — admiti – Sabe, tiveram momentos, nesses dez anos em que estivemos separados, que eu pensei que nunca fossemos nos acertar.
– E você se arrepende? — quis saber – De ter dado uma chance para o nosso relacionamento?
– Claro que não – passei a mão pelo seu rosto – Se eu me arrependo de alguma coisa é de me afastado de você quando fiquei grávida e ter escondido o Adrian de você por nove anos. Dar uma chance ao nosso relacionamento foi a melhor coisa que eu fiz.
– Eu te amo, Caroline Forbes Salvatore – sussurrou, seus lábios estavam a centímetros dos meus.
– Também te amo, Stef... — completei, da mesma maneira, antes de nos beijarmos.
Infelizmente, esse momento não durou muito, pois logo um chorinho ecoou pelo ambiente, vindo da babá eletrônica. Estava na hora da Lilly mamar.
– Bom, acho melhor eu ir até lá – avisei me levantando.
– Verdade... — me puxou para um último selinho – Depois teremos tempo para continuar namorando, com restrições, é claro, você ainda está de resguardo, lembra?
Concordei antes de sair do cômodo. Talvez não tenha sido uma jornada fácil, mas agora estamos juntos, felizes e temos uma família linda; e, o melhor, esse é apenas o começo do resto das nossas vidas.
Fim
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