Hiding a Secret

9 Capítulo 8 – Meu pequeno Adrian


Notas iniciais
Aqui está o cap novinho para vocês espero que gostem

Seis meses depois

– Você tem certeza de que não está com fome? — minha mãe perguntou pela centésima vez nos últimos cinco minutos – Eu posso fazer um sanduíche, não vai ficar tão bom quanto os seus, mas eu tento.

– Não precisa – garanti enquanto passava a mão na minha enorme barriga de nove meses de gravidez, meu filho poderia nascer a qualquer momento e eu não poderia estar mais ansiosa com isso – Eu tomei uma vitamina de banana há menos de uma hora, não preciso comer nada agora.

– Sei que já te falei isso, mas quando eu estava grávida, sentia fome quase que 24 horas por dia – lembrou – Acho que foi por isso que você acabou decidindo fazer gastronomia.

Revirei os olhos. Minha mãe tinha vindo para Sidney há pouco mais de duas semanas para me ajudar com o final gravidez e também com os primeiros dias do bebê em casa. Logico que eu estou feliz em tê-la aqui comigo, mas às vezes ela me sufoca tanto que está começando a me deixar louca.

– Acredite, não estou com a menor fome agora – repeti – Aliais, se eu fosse comer todas as vezes que você oferece eu ia acabar virando uma bola e eu pretendo voltar ao meu peso normal depois que o bebê nascer.

– Já disse, você não precisa ter pressa para isso, curta o seu bebê, amamente ele e, só depois, comece a pensar em emagrecer – sugeriu – Foi o que eu fiz.

– Sei de tudo isso, mãe – concordei – Mas, de qualquer maneira, não quero que esse peso que eu precise perder seja muito.

– Tudo bem, Caroline, não vou discutir isso com você – completou – Bom, eu vou dar uma limpada na cozinha, qualquer coisa que precise, é só me chamar.

– Pode deixar! — afirmei com a cabeça antes que ela desaparecesse no outro cômodo.

Agora que eu estava sozinha na sala, decidi pegar o meu celular em cima da mesa de centro para poder verificar os meus e-mails. A grande maioria era de propaganda e alguns da faculdade, algo que não estava com muito ânimo para ler, mas duas mensagens chamaram a minha atenção.

O primeiro era do Stefan.

Car,

Já faz seis meses desde a última vez que nos falamos e estou oficialmente percebendo que tem alguma coisa errada. Gostaria de saber o que é, foi alguma coisa que eu falei?

Se isso tudo for paranoia da minha cabeça, por favor, me responda o mais rápido possível, mas, se não, vou entender que esse é o fim da nossa amizade.

Stefan.

Fechei os olhos depois de ler aquela mensagem, já até perdi as contas de quantos e-mails do meu melhor amigo, ou ex-melhor amigo, eu já recebi. Ainda tivemos mais um conversa pela internet depois daquela noite, quando eu descobri sobre a minha gravidez, mas foi muito rápido, já que seria cada vez mais difícil nos vermos pela web-cam quando a minha barriga começasse a crescer; tentei escrever também, o problema é que não saberia se ia conseguir manter isso por muito tempo sem contar toda a verdade. Apertei o botão para excluir a mensagem, talvez seja mesmo melhor que a gente não se fale mais, o melhor para nós três: para mim, para ele e para o bebê.

A outra mensagem era da Elena.

Car,

Como estão as coisas por ai? E o meu sobrinho? Ainda não nasceu?

Por favor, manda notícias, detesto ficar aqui, há quilômetros de distância sem saber nenhuma notícia.

Elena.

Revirei os olhos, a Lena conseguia ser muito dramática quando queria, sem contar que ela está bem empolgada com o meu bebê, já disse que eu vou ter que mandar fotos dele todos os dias para não perder nenhum momento do seu crescimento. Claro que não foi assim desde o começo, ainda me lembro, direitinho, da sua reação quando contei que estava grávida e, principalmente, que não tinha a menor intenção de dizer nada ao Stefan.

*Flash Back*

– Você fez o que?– Elena começou a gritar, tinha acabado de atualizá-la sobre os acontecimentos dos últimos dias, de TODOS os acontecimentos – Caroline Forbes, você deve estar maluca, só pode ser isso.

Não, Lena, eu não estou maluca – avisei – Foi a decisão mais difícil que eu já tomei na minha vida, mas era a melhor opção, tanto para mim quanto para o Stefan.

– Car, ele é o PAI dessa criança – enfatizou a palavra “pai”, como e eu ainda não tivesse entendido a gravidade da situação – Ele tem todo o direito de saber disso e, principalmente, de conhecer o filho ou a filha.

Pensei que você, mais do que qualquer outra pessoa, fosse entender a minha decisão – continuei, ignorando o último comentário dela – Você sabe tudo que aconteceu entre mim e o Stefan desde que nos beijamos no baile de formatura, ele saber desse bebê iria arruinar todos os planos que nós dois temos para o futuro. Assim fica tudo do jeito que está.

– Planos a gente muda, pensa em um novo futuro, mas filhos são para sempre – lembrou – Você não pode privar uma criança, que não tem culpa de nada, de conviver o próprio pai por causa de planos idiotas para depois da faculdade.

Não estou privando meu filho de conviver com o pai, ele vai ter um pai – respondi – O Jesse está aqui comigo para qualquer coisa e vai me ajudar a cuidar do meu bebê, como qualquer pai faria.

– Só tem um problema, ele não é o pai – e lá estava ele revirando os olhos, como sempre fazia quando uma coisa a irritava muito – Sei que pode parecer a mesma coisa, mas não é.

Lena, eu quis te contar a respeito da minha gravidez pois achei que você fosse ficar feliz – comecei a falar, calmamente – Tive que te contar que o pai do bebê era o Stefan, pois você iria acabar desconfiando de qualquer maneira. E eu gostaria, muito, que a minha melhor amiga entendesse a minha decisão e me apoiasse nisso.

– Sei que nada do que eu falar nesse momento vai te fazer mudar de opinião e te fazer ligar para o Stefan agora mesmo e contar que vocês terão um bebê – dei um longo suspiro – Então sim, eu respeito a sua opinião.

Sorri agradecida, era mesmo muito importante saber que minha melhor amiga estava me dando apoio.

– Só tem uma coisa que eu faço questão, senhorita Caroline Lucy Forbes – seu rosto voltou a ficar sério – Quero receber notícias do meu sobrinho ou da minha sobrinha pelo menos uma vez por semana, todos os dias, se for possível. Ah, e eu quero ser a madrinha desse bebê.

Pode deixar que eu te darei notícias sempre que possível – garanti – E não poderia pensar em outra pessoa, além de você, para ser a madrinha do meu bebê, é claro.

– E Car, sei que não é o momento para falar sobre isso agora – disse – Mas você vai ter que contar a verdade para o Stefan, talvez não seja agora, mas daqui há alguns anos, depois que vocês dois terminarem a faculdade. Ele tem o direito disso, você sabe.

Sim, eu sabia de tudo isso, mas não era o que eu queria pensar agora. De qualquer maneira, faltava tanto tempo, não tinha nada de mal em concordar com o que a Elena estava pedindo.

Tudo bem, Lena – disse, por fim – Eu prometo que, um dia, vou contar a verdade para o Stefan.

Continuamos a conversar sobre várias coisas por quase uma hora. Nós duas sempre tínhamos assuntos para colocar em dia e agora que não moramos ais na mesma cidade, esses assuntos aumentaram.

*Fim do Flash Back*

Claro que Elena continua me lembrando sobre a minha promessa de contar tudo para o Stefan um dia. Disse que, como ainda faltava muito tempo, estava fazendo isso para que eu não esquecesse.

Apesar de conseguir ser totalmente irritante em alguns momentos, ela também estava lá para ouvir todas as minhas dúvidas a respeito da gravidez e cada acontecimento único na vida do meu bebê. Mesmo longe continuamos mais presentes na vida uma da outra do que nunca e mal posso esperar para vê-la e ver o Damon quando vierem a Sidney para o batizado do meu filho.

Apertei o botão de responder e comecei a digitar uma mensagem para a minha melhor amiga.

Lena,

Não precisa se preocupar, está tudo bem comigo e com o seu sobrinho (embora ele esteja cada dia mais agitado e não deixando a mãe dele dormir direito).

Ele ainda não nasceu, mas segundo a minha obstetra eu posso entrar em trabalho de parto a qualquer momento e quando isso acontecer é para eu correr para o hospital. E, sinceramente, mal posso esperar para que isso aconteça logo, quero muito ver a cara do meu bebê.

Pode ficar tranquila que vou continuar te dando notícias e também te aviso assim que ele estiver aqui nos meus braços.

Caroline.

Meu bebê deu um chute bem forte e eu coloquei a mão sob a minha barriga, fazendo uma careta. Foi nesse momento que minha mãe voltou para a sala.

– Está tudo bem, minha filha? — perguntou, na mesma hora – É uma contração? Espera que eu vou pegar a bolsa para irmos ao hospital.

– Não foi uma contração, mãe – garanti antes que ela pudesse começar a correr como uma desesperada pelo apartamento – Foi só ele quem chutou isso é um pouco incômodo.

– Certo! — ficou um pouco mais calma – Você estava falando com quem? — apontou para o celular, que continuava na minha mão.

– Estava mandando uma mensagem para a Elena – expliquei – Ela queria saber como eu e o bebê estávamos.

– Acho muito legal que sua melhor amiga esteja participando da sua gravidez mesmo vocês duas morando em continentes diferentes – comentou – Vocês duas são amigas desde que nasceram e é importante que continuem sendo.

– Não conseguiria me livrar da Elena mesmo que eu quisesse, mãe – revirei os olhos e sorri.

– Daqui a pouco o Jesse deve estar chegando – mudou de assunto novamente, dando uma olhada no relógio de pulso – Sabe, querida, você tem muita sorte em ter um namorado tão fofo, compreensivo e que cuide de você tanto quanto o Jesse. Você não encontra um cara assim em qualquer esquina.

Claro que minha mãe sabia que esse bebê não podia ser do Jesse, tenho certeza de que fez as contas e de que percebeu que ainda não estávamos namorando quando eu fiquei grávida, sem contar que eu já tinha anunciado a todos que ele teria apenas o sobrenome Forbes, o que era uma prova mais do que clara. Felizmente, ela nunca me perguntou quem era o verdadeiro pai do meu filho, mas, constantemente, fazia esses comentário sobre como eu tenho sorte e coisa tal.

– Sim, mãe, eu sei disso – concordei com a cabeça.

Ela estava certa, não demorou muito para o Jesse chegar das aulas daquela tarde. Ele colocou os livros em cima da mesa e foi até o sofá me dar um rápido beijo nos lábios.

– Oi, Car! — sorriu ao se afastar de mim – E como é que o nosso pequeno Adrian se comportou hoje?

Adrian, eu tinha me decidido pelo nome dele exatamente no mesmo dia em que o exame de ultrassonografia confirmou que eu teria um menino. Esse era um nome forte e imponente, isso era tudo que eu queria para o meu filho.

– Ele está um pouco agitado hoje, mas fora isso se comportou muito bem – respondi – Deve ter percebido que eu estou ansiosa para que ele nasça e está ansioso também.

– Ei garotão, aguenta só mais um pouquinho, está bem? — se ajoelhou na minha frente, ficando com o rosto na altura da minha barriga, enquanto “falava” com o bebê – Logo você vai estar aqui comigo e com a sua mãe, só tenha um pouco mais de paciência.

Jesse beijou o alto da minha barriga e Adrian deu um chute bem forte naquela mesma região. Ele também sentiu, pois olhou para mim e sorriu.

– Pelo jeito ele já está reconhecendo a sua voz – comentei. De uma coisa eu não posso reclamar, Jesse ama o meu filho como se fosse dele também e, sem dúvidas, vai ser um excelente pai.

Claro que ele reconhece, falo com ele desde o dia em que descobri que estava ai dentro – brincou – Bom, acho que vou tomar banho antes do jantar.

– Acho que também vou para o quarto junto com você – avisei enquanto me levantava, minhas costas estavam doendo, mas tentei não me importar – Estou nesse sofá desde cedo e não aguento mais.

– Se quiser eu posso te carregar no colo – sugeriu.

– Não precisa, Jesse – o interrompi – Eu estou grávida, não inválida, posso muito bem caminhar até o quarto.

Dividindo a sala e o hall dos três quartos, tinha um pequeno corredor, que eu consegui atravessar rapidamente para chegar a porta que ficava mais ao fundo. Jesse tinha alugado esse apartamento há pouco mais de três meses, então eu sai do que eu dividia com a Jamie e me mudei para cá com ele. Claro que eu sentia falta da minha colega de quarto, mas assim eu estava mais a vontade e não dava nenhum tipo de trabalho para ela, sem contar que tinha um quarto que pudemos arrumar todo para o Adrian e ele não vai precisar ficar em um berço apertado junto comigo.

Fiquei deitada até a hora do jantar e depois troquei de roupa para me preparar para dormir, que esse final de gravidez está me deixando com mais sono do que o normal. Poucos minutos depois de colocar a cabeça no travesseiro, eu cai na inconsciência.

Acordei novamente ainda estava escuro do lado de fora e Jesse estava deitado do meu lado e de costas. Não entendi o que me fez acordar tão repentinamente, foi quando eu senti uma dor bem forte na região da minha barriga e percebi que tinha uma poça d'água no colchão, a minha bolsa tinha acabado de estourar.

– Jesse, acorda – comecei a acudir o meu namorado – Está na hora, Jesse.

– Car, o que está acontecendo? — ele coçou os olhos, ainda bem sonolento e sem saber o que estava acontecendo – Que horas são.

– Jesse, a minha bolsa estourou – expliquei melhor – Está no hora do bebê nascer. O nosso Adrian vai nascer.

– Sério? — deu um salto na cama, parecendo totalmente acordado nesse momento – Temos que pegar a sua mala, as coisas do bebê e chamar a sua mãe. Essa não! Não acredito que já está na hora.

– Jesse, será que você pode ficar mais calmo? — pedi, foi nesse momento que senti uma nova contração, a dor era quase insuportável.

– Car, tem certeza de que está tudo bem, mesmo? — ele sentou-se, mais uma vez, ao meu lado e segurou a minha mão – Isso não parece muito bem?

– Está tudo bem sim! — garanti, embora não fosse exatamente – Mas vamos logo, quanto mas cedo chegarmos ao hospital melhor.

Em menos de meia hora estávamos saindo de casa. Ligamos para a minha obstetra no caminho e quando chegamos ao hospital ela estava me esperando na porta. Como minha bolsa já tinha estourado, nem precisei ir para a sala de exames, fomos direto para a sala de parto e meu namorado foi juntou comigo, é claro.

– Tudo bem, Caroline, quando vier uma nova contração, você empurra novamente – já estava ali há uns 15 minutos e perdi a conta de quantas vezes ela tinha me pedido para empurrar – Eu já estou vendo a cabeça do bebê.

Logo a contração veio e eu empurrei com toda força. Foi nesse momento um chorinho de bebê ecoou pelo local, era bem alto, o que sempre é um bom sinal.

– Parabéns, é uma menino forte e saudável – disse – E, pelo que parece, tem um belo pulmão.

– Eu quero segurá-lo – pedi, esticando os braços.

– Já venho trazê-lo – avisou – Eles só estão limpando um pouco um pouco, medindo, pesando e fazendo os primeiros exames.

Pareceu uma eternidade, mas logo meu filho estava nos meus braços, todo envolto em uma paninho azul, parecendo até o embrulho. Ele ainda estava um pouco sujo de sangue, mas dava para ver que seu cabelinho, apesar de ralo, era loiro do mesmo tom que o meu e seus olhos, que estavam bem abertos, eram totalmente verdes; ainda não dava para saber exatamente com quem ele se parecia mais, comigo ou com o Stefan, pois seu rostinho ainda estava bem amassado, mas isso era uma questão de dias. Tudo que sei no momento é que meu pequeno Adrian é lindo e perfeito.

Parado do meu lado, Jesse também estava ali babando pelo “nosso” filho.

– Ele é lindo, não é mesmo, Jesse? — me virei na sua direção, dando um sorriso bobo – É a coisinha mais perfeita desse mundo.

– Ele é sim – deu um beijo no topo da minha cabeça – E eu prometo que vou continuar cuidando de vocês duas, até quando você me quiser ao seu lado.

Ainda não sabia como seria o meu futuro; se meu relacionamento com o Jesse iria durar ou quanto tempo ele durará e qual será a reação do Stefan quando contar ele, já que tenho certeza de que Elena me “obrigará” a isso. Mas sei que, no momento, isso aqui é tudo o que importa.

Notas finais
Pois é gente, ai está o Adrian!!!! No próximo cap vai ter um grande salto para a época do prólogo, ou seja, o reencontro do Stefan e da Car está cada vez mais próximo... *** Comentem e digam o que estão achando recomendações?