Hiding a Secret

5 Capítulo 4 – Não podemos ficar juntos agora


Notas iniciais
Oi gente aqui está o capítulo novinho para vocês Espero que gostem.

– Caroline Lucy Forbes – ao ouvir o meu nome, eu me levantei e subi no palco para pegar o meu diploma da mão do direto do colégio.

Como meu nome era um dos primeiros da lista, me sentei e fiquei esperando todos os outros serem chamados. Por fim, a cerimônia de formatura, finalmente, foi encerrada e todos jogaram os capelos para cima.

– Ainda não acredito que nos formamos no Ensino Médio – Elena se aproximou de mim e me abraçou – Esse é um novo começo para nós.

– Isso é verdade! — concordei – Acho que eu não poderia estar mais feliz do que nesse momento.

– Oi gatinha! — nós duas nos viramos a tempo de ver Damon se aproximando – Acho que devo dizendo que você esta linda nessa beca vermelha.

– Obrigada! — minha amiga agradeceu e deu um selinho nele.

– Bom, acho que eu vou deixar os pombinhos a sós – avisei – Preciso encontrar a minha família. Vejo vocês depois.

Meu pai não pode vir para a formatura, mas não significa que eu não tenha outra pessoa da minha família além da minha mãe, minha avó Lucy veio, juntamente com a minha tia Anne. Me aproximei delas e as três me abraçaram.

– Estou muito orgulhosa de você, Caroline – mamãe me abraçou e deu um beijo no meu rosto – Não acredito que meu bebê está formado e logo vai morar sozinha do outro lado do mundo.

– Mãe! — reclamei – Pensei que você já tivesse superado isso.

– Eu nunca vou superar isso – explicou – Acho que quando chegarmos em Sidney e eu estiver indo embora, vou querer que você entre no avião comigo de volta para Mystic Falls.

– Mas essa ida da Caroline para a Austrália é necessária – tia Anne lembrou – Ela vai ser uma grande chefe e vai ter um restaurante de sucesso.

– Assim eu espero – admiti.

– Pois eu tenho certeza de que vai ser assim – foi a vez da minha avó entrar na conversa – Desde pequena você cozinha muito bem e todo esse esforço vai valer muito a pena.

Não pude deixar de sorrir em agradecimento. Minha família sempre me deu todo o apoio quanto a minha escolha de profissão, mas, às vezes, acho que eles exageram um pouco.

Foi nesse momento que Stefan apareceu, ele parecia meio sem jeito e não sabia mesmo como começar a falar.

– Oi, Stef! — decidi tomar a iniciativa.

– Oi, Car – deu um sorriso tímido – Queria saber o que você vai fazer agora. O meu pai esta indo viajar agora e o Stefan vai almoçar com a família da Elena, bem que você poderia ir lá para casa e nos assistimos um filme, com direito a pipoca, é claro.

– Não posso, Stef, vou almoçar com a minha família – respondi.

– Por que você não vem conosco, Stefan? — minha mãe sugeriu – Sabe que é sempre muito bem vindo, e ninguém merece ficar sozinho no dia da formatura.

– Obrigado, senhora Forbes, mas eu vou para casa – negou com a cabeça – Mas por que você não vai depois do almoço? O Damon e a Elena, provavelmente, vão ter chegado e ficamos nós quatro lá.

– Não tenho certeza disso, Stefan – não que eu não quisesse passar um tempo com o meu melhor amigo, é claro que eu quero, mas tenho medo de acontecer algum clima estranho entre nós dois. Por causa das provas finais ainda não tivemos uma conversa sobre o que aconteceu e não sei como esta a nossa amizade.

– Vai sim, Caroline – minha mãe completou – Você precisa passar um tempo com os seus amigos antes de ir embora para Sidney.

– Ela tem razão – vovó concordou – Vamos comemorar agora e depois você pode fazer o que quiser.

Pelo jeito eu não teria muita escolha, teria que aceitar o convite dele. E vai ser mesmo uma coisa boa, afinal, não posso fugir do Stefan para sempre, sem contar que Damon e Elena estarão lá também, o que torna a coisa menos constrangedora.

– Tudo bem, Stefan – concordei por fim – Passo na sua casa hoje a noite.

– Vou estar te esperando lá – deu um beijo no meu rosto, fazendo com que eu ficasse ligeiramente envergonhada – Tchau, senhora Forbes, bom almoço para vocês.

Ele se afastou, provavelmente procurando a sua família. Tia Anne aproximou-se de mim e colocou o braço em volta dos meus ombros.

– Ele é um gato – comentou – Vocês dois estão namorando?

– Claro que não, tia – me apressei em responder – Stefan é meu melhor amigo, nada mais do que isso.

– Pelo jeito que o seu “amigo” estava te olhando, não parece que ele pense da mesma maneira – riu.

O pior é que ela não estava totalmente errada, embora para mim ainda seja bem surreal que meu melhor amigo fosse apaixonado por mim e só teve coragem de se declarar agora e, o pior, eu nunca nem ao menos percebi. Será que as coisas teriam sido diferentes para nós se ele tivesse confessado os sentimentos antes?

– Acho melhor nós irmos logo – minha mãe interrompeu a nossa conversa – É provável que o Grill esteja lotado hoje e se queremos uma mesa...

Ela tinha toda razão, o Mystic Grill é o restaurante mais conhecido da cidade e por ocasião da formatura todos foram comemorar lá, fazendo com que o local atingisse sua capacidade máxima. Mas, por sorte, não demorou muito para conseguirmos uma boa mesa.

O nosso almoço foi bem tranquilo. Troquei de roupa e segui para me encontrar com Stefan.

A entrada da casa dele estava vazia, que visse de longe, poderia pensar que não tem ninguém dentro, mas quando toquei a campainha, não demorou muito para eu ouvir passos se aproximando da porta. Meu amigo abriu um longo sorriso assim que me viu.

– Sabia que você ia vir – abriu espaço, de modo que eu pudesse ver um pedaço da sala – Por favor entra, eu estava vendo televisão.

A TV estava ligada e tinha um copo com refrigerante até a metade junto com um pote de pipoca. E esse é meu melhor amigo, sempre bagunceiro.

– Se quiser pode pegar a pipoca ou eu posso preparar um sanduíche – sugeriu – Não vai ficar tão bom quanto os seus, mas eu vou tentar.

– Não precisa de nada Stefan, eu acabei de almoçar – lembrei – Aonde estão o Damon e a Elena?

– Foram para a casa da Elena e só vem para cá mais tarde – explicou – Seremos só nós dois, por enquanto, espero que não se importe.

– Claro que não importo – garanti – Acho que agora podemos conversar sobre o que aconteceu, não é mesmo?

– Fico muito feliz em ouvir isso, por que eu estou com tudo isso entalado na minha garganta há mais de uma semana – admitiu – Car, tudo que eu falei, sobre te amar, é verdade e eu gostei muito de ficar com você, gostaria de repetir isso outras vezes.

– Sério? — não que aquilo fosse uma surpresa, mas não imaginei que ele fosse falar com tanta facilidade – Por que eu também gostei muito de ficar com você. Essa não foi a minha primeira vez, mas acho que nunca tinha sentido com o Tyler tudo que eu senti com você.

No minuto seguinte nós dois estávamos nos beijando e Stefan me encostou na parede. Nos separamos quando precisamos de ar e ficamos nos encarando.

– Acho melhor irmos assistir um pouco de televisão – passei a mão pelo cabelo e consegui afastá-lo – Não acha uma boa ideia?

– É uma ótima ideia – concordou – Quem sabe esteja passando algum filme interessante.

Por fim encontramo um filme de comédia romântica bem no estilo que eu gosto, mas nem sei qual era o enredo direito, pois a história mal começou e já tínhamos voltado a nos beijar. O contato estava ficando ainda mais quente, antes que eu pudesse perceber estava no colo do meu amigo, que passeava os lábios, ora encostando nos meus, ora no meu queixo e no meu pescoço, meus gemidos estavam cada vez mais alto.

Estávamos tão distraídos que não ouvimos o barulho de chave abrindo a porta. E foi assim que Damon e Elena nos encontraram, um leve pigarro fez com que nos afastássemos e virássemos na direção deles.

– Achei que vocês só fossem chegar mais tarde – Stefan comentou, passando a mão nervosamente pelo cabelo.

– E já é mais tarde, irmãozinho – já estava escuro do lado de fora e o relógio do celular indicava que tínhamos ficado “namorando” por três horas – E, pelo jeito, interrompemos algo bem interessante.

– A gente só estava conversando e vendo filme – ele tentou explicar – Não é mesmo, Car? — não tinha muita escolha, a não ser concordar com a cabeça.

– Sei, eu e a Elena também conversamos e vemos muitos filmes assim – riu, ironicamente.

– Car, será que posso conversar com você? — Lena pediu e eu concordei – Então vamos lá na cozinha?

– Espero você lá em cima, amor – Damon deu um selinho na minha amiga e subiu as escadas.

Quando entramos no outro cômodo ela estava com um sorriso totalmente malicioso nos lábios. Sabia muito bem o que ela ia falar, então revirei os olhos.

– Tinha certeza de que você ia acabar mudando de ideia – me abraçou – Vocês formam um lindo casal, e estou muito feliz, pelo dois.

– Espera, Lena! — me afastei – Eu e Stefan não estamos juntos, digamos tivemos uma... recaída.

Elena é minha melhor amiga e por isso já sabe que eu e Stefan transamos na semana passada, contei no dia seguinte. Ela surtou, totalmente, com a notícia e já estava planejando o nosso casamento duplo com os irmãos Salvatore.

– Para quem não quer ficar com o cara você está aproveitando bastante do tempo com ele – brincou – Mas acho que não posso te culpar por isso, o Stefan é um gato. Se u não estivesse com o Damon...

– Lena! — a reprimi.

– Relaxa, não vou roubar seu namorado – lancei um outro olhar mortal em sua direção – Tudo bem, agora vou falar sério, você ainda tem pouco mais de um mês antes de se mudar para Sidney e vocês podem aproveitar enquanto isso. Muita coisa pode acontecer até lá.

Queria argumentar quanto a isso, mas era exatamente o que eu estava pensando. Stefan e eu não podemos ficar juntos, mas podemos ir curtindo enquanto isso.

– Com licença – como se estivesse adivinhando de quem estávamos falando, ele apareceu na porta da cozinha – Mas será que eu posso saber o que tanto você cochicham?

– Papo de menina e que já acabou – Elena avisou – Amiga, estou indo, e pensa bem no que eu falei.

Dei um fraco sorriso e a observei caminhar em direção as escadas. Stefan estava fazendo o mesmo, então, de repente, se virou para mim.

– Acho que hoje eu não vou conseguir dormir direito – comentou – O meu irmão e a Lena não sabe controlar o volume dos gemidos.

– Terrível – revirei os olhos – Imagino que você deva saber que não vai acontecer nada entre nós hoje. Não que eu não queira, mas acho que não tem mais clima depois do flagra.

– Acho que tem razão – fez uma careta – Mas antes que você vá embora, eu quero te fazer uma proposta.

– Que tipo de proposta – fiquei totalmente curiosa – Não é nenhuma proposta indecente, é?

– Não se preocupe, é uma proposta bem descente – riu pelo meu comentário – Caroline Forbes, você quer casar comigo?

Abri e fechei a boca várias vezes sem que saísse som algum dela. Stefan estava mesmo me pedindo em casamento? É algo totalmente surreal, não tem como acontecer.

– Casar? — consegui dizer, por fim – Como assim, Stefan? Como nós vamos casar?

– Casando – respondeu dando de ombros, como se fosse totalmente óbvio – Por mim nós vamos apenas no cartório, como as testemunhas e depois um almoço de comemoração, mas podemos fazer uma cerimônia religiosa, se você quiser.

– Stefan, eu ainda sou menor de idade – lembrei, sou a mais nova do nosso grupo de amigos e só faço 18 anos em setembro – Não posso, simplesmente, me casar.

– Falamos com a sua mãe e explicamos a situação – sugeriu – Tenho certeza de que ela autoriza.

– E qual é a situação, Stefan? — quis saber – Não vejo nenhuma urgência em nos casarmos, nós nem ao menos namoramos.

– Eu já expus os meus sentimentos para você – continuou – Você parece estar gostando de ficar comigo e agora não estou mais disposto a ficar longe de você.

– Sim, Stefan, é verdade que eu estou gostando de ficar com você e, com o tempo, talvez eu até pudesse te amar, isso seria bem fácil – Mas isso não é motivo para nos casarmos. Sem contar que você está indo para Londres e eu para Sidney, como você quer manter um casamento se vamos morar em continentes diferentes?

– Passamos os primeiros quatro anos de casamento morando separados – respondeu – Vai ser difícil, mas acho que conseguimos.

– Seus argumentos são bons, mas a minha resposta continua sendo não – disse – Sinto muito, Stef.

Ele não disse mais nada. Apenas ficou encarando um ponto fixo na parede, será que ele está com raiva de mim?

– Mas eu não quero que isso acabe com a nossa amizade – coloquei a mão sob o seu ombro – Vamos ficar quatro anos separados, mas vamos continuar a nos falar e depois da faculdade, quem sabe o que pode acontecer?

– É, acho que você está certa – concordou – Não podemos ser apressados quanto a isso.

– Agora eu preciso ir, mas nos vemos depois – ia beijá-lo, mas acabei desviando e encostei meus lábios na sua bochecha.

Quando entrei no carro, coloquei as duas mãos no volante, mas não consegui ligar o veículo. Comecei a chorar descontroladamente, não sei porque, mas tenho a impressão de que esse nosso “relacionamento relâmpago” acabou de destruir a nossa grande amizade e isso era tudo que eu não queria.

Notas finais
Eu sei que esse final foi meio dramático, mas ele foi super necessário. Daqui a uns dois ou três capas nós chegaremos ao tempo presente e ao momento do prólogo. *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações.