Hiding a Secret

2 Capítulo 1 – Paixão antiga


Notas iniciais
Antes de mais nada, desculpem a demora, era para eu ter postado ontem, mas não consegui. De qualquer maneira aqui está o cap, espero que gostem.

10 anos antes...

Nós dois dançamos até cansar. Nunca imaginei que fosse me divertir tanto no meu baile de formatura. Tudo aquilo parecia um sonho.

Será que podemos parar um pouco? — pedi – Meus pés estão doloridos de tanto dançar.

Claro! — afirmou, segurando minha mão – Vamos lá para fora tomar um pouco de ar fresco.

Eu e Stefan fomos para o lado de fora do colégio. Ainda não consigo acreditar que meu melhor amigo realmente me chamou para ir ao baile com ele. Estava começando a achar que teria de vir sozinha.

Fazia um pouco de frio do lado de fora e quando o vento gelado bateu em mim envolvi os meus braços com a intenção de me esquentar.

Pode ficar com o meu paletó – Stef colocou a peça de roupa no meu ombro – Melhorou?

Muito – afirmei com a cabeça.

Perfeito! — sorriu e colocou a mão nas minhas costas – Vem, Car, vamos sentar bem ali – apontou para o banquinho de madeira que ficava na entrada da escola e onde costumávamos esperar os nossos pais antes de tirarmos a carteira de motorista.

Nós nos sentamos e fiquei olhando para um ponto fixo no horizonte, quando começou, ao longe, a estourar fogos de artifício. Achei aquilo um pouco estranho, mas decidi aproveitar o espetáculo.

Lindo, não é? — colocou a mão sobre a minha enquanto falava – É especialmente para você.

Como assim? — o olhei, sem entender.

A verdade, Caroline Forbes – passou a mão pelo meu rosto – É que eu sempre fui apaixonado por você.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Stefan colocou a mão na parte de trás do meu cabelo e me puxou para um beijo...

Acordei assustada e ofegante. Essa não era a primeira vez que eu sonhava desse jeito com o meu melhor amigo, mas as coisas tinham piorado de um tempo para cá.

Levantei e minhas pernas estavam tremendo. É sempre assim e eu me sinto uma fraca quando acontece.

Decidi ignorar tudo isso na minha mente e fui tomar uma rápida ducha e coloquei uma roupa qualquer antes de ir para a cozinha. Comecei a quebrar uns ovos para fazer um omelete de claras com queijo branco e espinafre, cozinhar sempre me acalma.

Já tinha ligado o fogão quando ouço passos se aproximando. Tenho certeza de que é a minha mãe, já que moramos só as duas nessa casa. Quando me viro, ela está falando ao telefone.

– Certo Bill, eu não vou discutir com você – revirou os olhos e se sentou em uma das cadeiras – Só quero que você saiba que ela vai ficar muito chateada quando souber disso.

Em seguida desligou o aparelho e suspirou colocando as duas mãos no rosto.

– O que o papai queria? — perguntei. Provavelmente era só mais uma das milhares brigas entre os dois. Detestava quando isso acontecia, mas não tem jeito, acho que vai ser sempre assim.

– Ele ligou para avisar que não vai poder vir para a sua formatura daqui a duas semanas – foi totalmente cautelosa enquanto explicava.

Fiquei totalmente sem reação nesse momento. Desde que se separaram, quando eu tinha sete anos, meu pai se mudou de cidade e eu só o tenho visto uma vez por ano durante as férias de verão ou de natal. Normalmente está ocupado trabalhando, mas achei que fosse vir na minha formatura do Ensino Médio, pelo menos. Agora entendi porque minha mãe falou que eu ia ficar chateada.

– Bom, ele vai perder uma cerimônia maravilhosa – tentei me fazer de indiferente – Ele vai, pelo menos, vir me ver antes de eu ir embora para Sidney?

– Disse que não podia dar uma resposta ainda, pois tem que verificar na agenda – deu de ombros – Mas que logo vai te dar uma resposta.

– Bom, acho melhor eu voltar para o meu omelete – eu o virei antes de que começasse a queimar.

– Estou me sentindo uma péssima mãe – ela brincou – Eu é quem deveria estar fazendo o café da manhã para você, não o contrário.

Minha mãe é a xerife da cidade e está constantemente ocupada com alguma problema no trabalho ou com plantões noturnos. Por isso desde pequena tive que aprender a me virar na cozinha. A principio só fazia o básico, mas comecei a pesquisar receitas e me aprimorar cada dia mais, tanto que estou indo estudar no melhor centro de gastronomia com uma bolsa de estudos.

– Não tem problema, mãe, eu gosto de fazer isso – lembrei – Além disso, preciso treinar para quando as minhas aulas começarem.

Terminei os dois omeletes e coloquei suco de laranja nos copos. Já tínhamos começado a comer quando ouvi a campainha tocar.

– Deixa que eu entendo – avisei, me levantando.

Como já tinha imaginado, era Elena, minha melhor amiga. Nós duas temos carros, mas, para economizar, fazemos rodizio da carona. Cada dia uma leva a outra para a escola.

– Você chegou na hora certa, Lena – avisei enquanto íamos de volta para a cozinha – Hora do café da manhã.

– Já tomei café da manhã em casa – avisou enquanto acenava e cumprimentava a minha mãe – Preciso começar a lembrar de vir de estômago vazio para a sua casa, o cheiro dos seus pratos é maravilhoso.

– Se quiser pode comer um pouco – sugeri.

– Melhor não – fez uma careta – Não posso repetir a mesma refeição mais de uma vez por dia, preciso caber no meu vestido de formatura.

– Você tem razão – concordei.

Terminei o meu café e notei que minha mãe lavava a louça. Foi um alívio, pois já estávamos atrasadas para ir para aula. Sorte que Mystic Falls sempre foi uma cidade tranquila e em menos de dez minutos estávamos no colégio.

Olá, colegas formandos! Aqui quem fala é Rebekah Mikaelson, presidente da comissão de formatura desse ano – mal entramos no prédio e a voz já ecoou pelo alto-falante – Apenas lembrando que o nosso baile acontece amanhã à noite e, quem ainda não fez isso, precisa pegar os convites do baile.

– Até que ela está sendo uma boa presidente da comissão de formatura – comentei — Confesso que fiquei com medo da Bekah fazer alguma besteira.

Sempre gostei de organizar os eventos e fui da comissão de vários bailes aqui colégio, mas como queria me dedicar 100% no meu último ano aos estudos e preferi não fazer parte desa comissão. Rebekah, que sempre me ajudou nas outras ocasiões, prometeu fazer tudo como se fosse eu.

– Sabe, Car, você precisa acreditar mais nas pessoas – Elena disse, rindo.

Os nosso armários ficavam um ao lado do outro, então fomos pegar os nossos livros juntas. Assim que eu abri a porta, um par de mãos cobriu os meus olhos.

– Adivinha quem é? — uma voz, que eu reconheceria em qualquer lugar, sussurrou no meu ouvido. Na mesma hora eu senti meu corpo arrepiar, lembrando daquele sonho, mas eu não podia demonstrar isso.

– Não sei, essa está difícil – coloquei a mão no queixo, entrando a brincadeira – Acho que vou chutar... Stefan?

– Você é muito boba, Caroline Forbes – deu um beijo na minha bochecha e eu fiquei encarando o chão – Vim aqui te avisar que já peguei os nosso convites para o baile.

– Perfeito – sorri – Depois me diz o quanto eu te devo.

– Você não me deve nada, Car – garantiu – Já disse que o meu convite para o baile também incluía as entradas.

Parte do meu sonho era mesmo verdade, eu vou ao baile com o Stefan, mas só como amigos. Terminei com o meu ex-namorado, Tyler Lockwood, pouco mais de um mês atrás e não tinha par para o baile, então ele me convidou.

– Se eu fosse sozinha iria ter que comprar o meu próprio convite – lembrei – Então eu vou te devolver o dinheiro.

– E eu não vou aceitar – cruzou os braços sabendo que a discussão tinha acabado.

– Isso me faz lembrar que eu preciso ir buscar o meu ingresso – Lena comentou – Essa é a desvantagem de ter um par mais velho que já se formou no colégio – revirou os olhos.

Elena namora há três anos o irmão do Stefan, o Damon. Ele é um ano mais velho que a gente e já está fazendo faculdade, em Nova York.

– O Damon vai chegar amanhã à tarde – meu amigo avisou – Sorte que nós homens não precisamos de horas de arrumação, ou ele não ficaria pronto para o baile.

– Como você é engraçadinho, Stef – fez uma careta – Bom, eu vou lá. Vejo vocês na aula.

Ficamos observando ela caminhar pelo corredor. Virei para o armário e peguei meu livro de física antes de fechar porta.

– O que você vai fazer hoje de tarde? — Stefan quis saber – Pensei que podíamos assistir um filme ou então vamos ao cinema e depois fazemos um lanche no shopping.

– Infelizmente vou ter que recusar – respondi – Vou com a Elena pegar o meu vestido da formatura.

– Mas que pena! — revirou os olhos – Só vou concordar porque quero um par lindo ao meu lado.

– Engraçadinho – dei um tapa no ombro dele. Foi nesse momento que o sinal tocou – Agora vamos para a aula, não quero chegar atrasada no meio das revisões.

As aulas do dia foram bem tranquilas e sem maiores problemas ou preocupações.

Eu e Elena saímos, direto do colégio, para a loja da costureira onde tínhamos mandado fazer os nossos vestidos.

– Espero que tenham ficado bonitos – ela comentou quando parou o veículo em um sinal vermelho.

– Mas é claro que vão ficar – afirmei – O seu vestido é maravilhoso.

– O seu também é, Car – respondeu – Acho que nós duas fizemos excelentes escolhas.

– Garanto que o Damon vai ficar muito feliz quando te encontrar amanhã à noite – ela deu um fraco sorriso, sinal de que as coisas não estavam tão bem assim – Lena, o que está acontecendo?

– Apenas pensando em como as coisas vão mudar depois da formatura – admitiu – Confesso que estou com um pouquinho de medo disso.

Elena conseguiu passar para a New York University e vai passar a dividir um apartamento com o Damon a partir de setembro. Com isso, os dois estarão praticamente casados.

– Olha, Lena, eu tenho certeza de que vai dar certo – garanti – Você e o Damon se amam, o namoro de vocês sobreviveu a esse ano longe um do outro. Agora que vão morar juntos, a tendência é ficar tudo perfeito.
– Assim eu espero – deu um longo suspiro e saiu com o carro quando o sinal abriu.

O vestidos estavam prontos e quando os experimentamos eles estavam perfeitos. Cheguei em casa antes do anoitecer, então tomei mais uma ducha e decidi fazer o jantar: macarrão com molho de tomate e manjericão.

O molho já estava pronto e o macarrão já estava na água quando meu celular começou a tocar. O nome de Stefan piscava na tela.

– Oi, Stef! — disse assim que atendi.

Estava totalmente entediado e decidi te ligar – era sempre assim, quando eu e Stefan não estávamos perto um do outro, conversávamos por telefone – Você já está em casa? O que está fazendo?

– Sim, eu estou em casa – afirmei – Estou fazendo o jantar.

Deixa eu imaginar, é aquela sua macarronada maravilhosa?– meu silêncio já dizia que a resposta era sim – Como eu queria ir até aí.

– Sabe que se quiser é muito bem vindo – lembrei – Minha mãe só vai chegar mais tarde e eu vou jantar sozinha.

Infelizmente, eu não posso– disse – Meu pai me intimou para conhecer a nova namorada dele. Não sei porque está perdendo tempo. Todos sabemos que daqui a um mês eles não vão estar mais juntos.

Stefan perdeu a mãe quando tinha dois anos e ainda vivia na Itália. Ele se mudou com o pai e o irmão para Mystic Falls quando tinha cinco anos. O senhor Salvatore nunca se casou novamente, mas não significa que está sozinho.
Está sempre com uma namorada diferente. Lembro que uma vez tentamos juntá-lo com a minha mãe, assim nós dois seríamos irmãos.

– Seja legal com o seu pai, Stef. Quando você for embora, vai morrer de saudades dele – lembrei.

Sei disso – concordou – Bom, preciso ir. Meu pai está me esperando para irmos para o restaurante. Até amanhã, Car.

– Até amanhã, Stef – disse desligando o telefone.

Eu jantei tranquilamente e assisti um pouco de televisão antes de dormir.

No dia seguinte, o último ano não ia ter aula para podermos nos arrumar para o baile. Por isso, eu usei a parte da manhã para poder estudar para a minha prova de química, que seria na segunda-feira. À tarde, fui para o salão com a Elena.

Perto da hora que Stefan combinou de me buscar, eu fui colocar o meu vestido. Com muito cuidado para não desmanchar o meu penteado. Ele era branco e tomara-que-caia, com pedrinha nele todo e uma saia rodada. Depois, eu fiz uma maquiagem simples e agora só precisava esperar o meu amigo chegar.

– Caroline, o Stefan está aí embaixo te esperando – minha mãe abriu a porta e colocou um pedaço do corpo para dentro do quarto. – Uau, filha, você está linda.

– Obrigada! — sorri – Já estou indo.
Peguei a minha bolsa e desci as escadas. Stefan estava usando um terno preto e uma gravata da mesma cor, simplesmente deslumbrante.

– Oi, Car! — deu um beijo na minha bochecha – Acho que a ida para pegar o vestido ontem valeu a pena, você está maravilhosa.

– Obrigada! — senti meu rosto esquentar. Tinha certeza de que estava mais vermelha que um pimentão.

– Trouxe para você – abriu a caixinha onde tinha um corsage rosa – Acho que não combina muito com o seu vestido, mas espero que goste.

– Eu adorei – garanti – Coloca em mim?

Ele prendeu o corsage no meu pulso.

Antes de sairmos, minha mãe nos fez posar para umas vinte fotos e não parou de dizer o quanto estávamos lindos. Já do lado de fora da casa, Stefan abriu a porta do carro para mim e deu a volta para se sentar no banco do motorista e seguimos direto para o baile.

Notas finais
É isso ai, o começo da história do Stefan e da Caroline. No próximo cap teremos o baile de formatura, o que será que vai acontecer lá? *** Ajudinha visual: Vestido da Car (sim, o mesmo vestido que ela usa na formatura no epi 4x19): http://stelenators.com.br/wp-content/uploads/2013/04/vampire-diaries-prom-caroline-elena_FULL.jpg Corsage: http://i00.i.aliimg.com/wsphoto/v0/461694500/freeshipping-wholesale-and-retail-Junior-font-b-Prom-b-font-font-b-corsage-b-font-wrist.jpg *** Só mais uma coisa, está marcado que 13 pessoas estão acompanhando a história, mas só teve 3 comentários :C Então peço para as leitoras fantasmas aparecerem, é muito importante saber a opnião de vocês.