Hiding a Secret

6 Capítulo 5 – Vida nova em Sidney


Notas iniciais
Aqui está o cap novinho Espero que gostem

Dois meses depois...

Confesso que é um pouco estranho andar pelas ruas de Sidney, não pela cidade ser estranha, mas por eu ter crescido em um lugar tão pequeno quanto Mystic Falls. Lá era muito mais tranquilo e quase não se via gente, diferente daqui, sem contar com o transito, que é um verdadeiro caos.

Apesar disso, já estou na Austrália há um mês e estou começando a me adaptar a minha nova rotina. Ainda estou no hotel junto com a minha mãe, mas já encontrei um lugar para morar, vou dividir o apartamento com um garota chamada Jamie, ela é da Escócia e vai começar o segundo ano do curso de Biologia, vou me mudar para lá ainda essa semana, antes das minhas aulas começarem.

– Acho que podemos almoçar aqui – minha mãe falou quando paramos em frente a um restaurante – O que te parece?

– Parece um lugar interessante – respondi – Ainda não comemos aqui.

Entramos no local e o garçom nos levou até uma mesa antes de anotar os nossos pedidos. O homem avisou, antes de se afastar, que já ia trazer os nossos pedidos.

– Sabe, vou sentir falta desse lugar – ela comentou, de repente – Ainda não acredito que já vou voltar para Mystic Falls amanhã.

– Também não acredito que você já vai embora – dei fraco sorriso – Vou sentir muito a sua falta, acredite em mim.

Minha mãe tinha vindo para Sidney comigo para ajudar na minha adaptação na nova cidade. Sabia que logo ela teria que ir embora, mas isso não impedia que eu a quisesse aqui comigo durante todo o meu curso.

– Ainda dá tempo de voltar junto comigo – lembrou.

– É mesmo tentador – admiti – Mas não posso, preciso mesmo fazer esse curso de culinária aqui na Austrália. Sabe que esse sempre foi o meu sonho.

– Meu consolo é que você me ver sempre nas férias – continuou – E não ouse dizer que é muito longe, você vai nem que eu precise vir até aqui te puxar pelo pé.

Claro que eu vou precisar voltar a Mystic Falls um dia, mas não queria que isso acontecesse tão cedo, pois ir para casa significa que vou precisar encontrar o Stefan. Já não bastasse o beijo e o pedido de casamento rejeitado, as coisas ficaram ainda mais tensas quando, dois dias depois da formatura, meu pai me chamou para passar três semanas com ele em Atlanta, eu queria passar um tempo com ele antes da faculdade, então nem tinha como eu dizer não.

*Flash Back*

Toquei a campainha da casa dos Salvatores e fiquei esperando até alguém abrir a porta. Já estava começando a pensar que não tinha ninguém, apesar do carro parado na garagem e ia embora quando ouvi passos se aproximando e o barulho de chave na fechadura.

Oi, Car! — foi Damon quem atendeu – O que devo a honra da sua visita, cunhadinha?

Sabia que ele estava brincando ao me chamar de “cunhadinha”, mas não pude deixar de sentir a minha bochecha esquentando de vergonha. Olhei rapidamente para baixo e rezei para que ele não tivesse percebido o meu constrangimento.

Preciso falar com o Stefan – respondi – Ele está ai?

Sim, ele está lá e cima, espera que eu vou chamá-lo – avisou – Mas não fica esperando ai fora, pode entrar.

Concordei antes de entrar e Damon subiu as escadas. Sentei no sofá e fiquei esperando, mas, por sorte, não demorou muito para meu amigo aparecer.

Oi, Car! — ele sorriu assim que me viu – Sinceramente, não esperava te ver aqui. Não depois de...

Por favor, Stefan, não vamos falar sobre isso – pedi – Não foi esse o motivo para eu vir aqui.

O que foi, então? — quis saber.

Meu pai me ligou hoje de manhã me pedindo para eu ir para Atlanta ficar umas semanas com ele – expliquei – Ele quer se redimir por não ter vindo a minha formatura, sem contar que a filha do namorado dele vai estar lá e eu ainda não conheço. Serão férias em família, ou quase isso.

Bem legal, sei o quanto você queria isso – sorriu – E quanto tempo você vai ficar lá em Atlanta? Se é que posso perguntar.

Essa é a questão – disse – Vou passar três semana lá, o que significa que vou voltar para Mystic Falls apenas para pegar as minhas coisas e ir embora para Sidney.

Ele não disse nada, apenas ficou encarando os próprios pés, foi apenas por alguns segundas, mas parecia bem mais tempo.

Queria vir aqui e te explicar eu mesma – continuei – Para você não achar que eu estou indo embora fugindo de você.

Nunca pensaria isso – garantiu – Pode acreditar em mim.

Mesmo assim achei legal vir aqui conversar com você – passei a mão na ponta do cabelo – Vamos continuar conversando pela internet e para isso que serve a web-cam.

Claro que vamos continuar conversando – afirmou.

Agora eu preciso ir, vou viajar amanhã e ainda nem arrumei a minha mala – completei antes de dar um beijo no seu rosto.

Meu amigo me levou até a porta e ficou esperando eu ligar o carro e ir me afastando, aos poucos, da casa.

*Fim do Flash Back*

Eu não sabia, mas aquela foi a última vez que eu vi Stefan. Nas duas primeira semanas nós ficamos nos comunicando por e-mail, mas depois as respostas pararam de chegar.

Admito que fiquei preocupada, mas quando voltei a Mystic Falls, entendi o porquê disso.

*Flash Back*

Obrigada por ir me buscar no aeroporto, Lena – acho que já tinha dito isso milhares de vezes para a minha melhor amiga e acho que ainda estávamos na metade do caminho de Richmond até Mystic Falls – Você sabe, minha mãe está no trabalho e não poderia fazer isso.

Car, até parece que eu não faria isso por você – revirou os olhos – Você é a minha melhor amiga, não poderia te deixar sozinha no aeroporto, não é mesmo?

Agora me diga, como estão as coisas em Mystic Falls desde que eu viajei? — decidi perguntar.

Tudo na mais pura e simples tranquilidade, como sempre – disse – Ontem, finalmente, comecei a arrumar minhas coisas para ir a faculdade.

Eu vou embarcar para Sidney daqui a dois dias e Elena deve se mudar para Nova York na semana que vem. É uma vida nova para nó duas.

Pelo menos você não precisa se preocupar em esquecer alguma coisa, pois pode vir aqui buscar – lembrei – Pior sou eu...

Nem me fale essas coisas, Car – pediu – Ainda não acredito que não vamos nos ver mais todos os duas.

Estava tão triste quanto ela, mas tentava não demonstrar. Eu e Elena nos conhecemos desde que nascemos e agora vamos morar em continentes diferentes.

Eu sei, disso, Lena, mas vamos nos falar sempre. Eu, você e o Stef – garanti – Por falar no Stefan, como ele está? Já faz mais de uma semana que ele não responde os meus e-mails.

Então você não sabe? — neguei com a cabeça – O Stefan foi para a Itália, aceitou o convite para ficar na casa de uma tia dele e do Damon enquanto as aulas não começam.

Não estava sabendo disso – falei – Mas porque será que ele não comentou nada comigo?

Provavelmente porque você não quis nada com ele e ainda disse não para o pedido de casamento – comentou – Desculpa, amiga, mas essa é a verdade.

Mas o Stefan parecia ter superado isso – observei – Pelo menos ele não falou nada.

Não falou nada com você, mas o Stefan tem desabafado comigo e com o Damon – explicou – Ele sofreu muito por você não querer nada com ele e preferiu ir embora antes do que estava programando assim não teria que te encarar quando você voltasse.

Fiquei totalmente sem palavras com essa revelação da Elena, não tinha ideia de que Stefan estava sofrendo tanto depois do que aconteceu entre nós e por eu não querer ficar com ele. De repente, toda a minha alegria por estar em casa, desapareceu.

Eu, realmente, não sabia disso... — murmurei – Acho melhor falar com ele, quem sabe mandar um e-mail.

Não fala nada – avisou – Não era para eu estar te falando nada disso, mas achei que você devia, ao menos, saber.

Dei um longo suspiro e encostei a cabeça no vidro do carro, agora tudo que me restava era relaxar e “aproveitar” o restante do caminho até em casa.

Mas vamos mudar de assunto, falar de coisas alegres – disse – Sabe, eu, a Rebekah e a Halley fomos ao cinema no final de semana passado e...

Ela continuou falando todo o tempo até parar na entrada da minha casa. Sinceramente, não escutei metade dos assuntos, só tinha uma coisa na minha cabeça, ou melhor, uma pessoa: Stefan.

*Fim do Flash Back*

Desde aquele dia mandei milhares de e-mails para o Stefan, mas ele não me respondeu nenhum deles, acho que está mais do que claro que não quer falar comigo. Estou muito triste por esse abalo na nossa amizade, preciso fazer alguma coisa quanto a isso.

– Caroline, você escutou o que eu acabei de dizer? — a voz da minha mãe me tirou dos meus devaneios.

– Desculpa, mãe, eu estava um pouco distraída – balancei a cabeça negativamente – O que você disse mesmo?

– Estava falando que mal posso esperar pelo dia em que você tiver seu próprio restaurante – repetiu.

– Acho que vou ficar feliz se conseguir uma vaga como auxiliar de cozinha em algum restaurante – ri – Não estou sonhando assim tão alto.

– Pois deveria – garantiu – Você tem talento e você vai ser uma grande chefe um dia.

Não demorou muito para os nossos pratos chegarem. Depois do almoço demos mais uma volta e então voltamos para o hotel.

No dia seguinte acordamos bem cedo e eu lavei minha mãe no aeroporto, foi uma despedida muito triste, mas o que me alivia é saber que vamos nos falar todos os dias. Fiquei esperando o avião decolar e peguei um táxi na área de desembarque do aeroporto.

Pedi para o taxista parar algumas quadras do meu hotel e decidi ir caminhando.

– Cuidado, moça! — ouvi alguém gritando, seguido de uma freada, depois senti algo batendo em mim e cai na calçada.

– Sinto muito! — alguém estava parando ao meu lado – Desviei o carro por causa de uma fechada e acabei batendo em você. Está tudo bem.

– Está sim! — levantei as duas mãos e vi que estavam arranhadas, os meus joelhos estavam doendo, provavelmente estão machucados também.

– Mas você se machucou – ele segurou o meu pulso – É melhor você ir ao hospital.

– Não precisa – garanti, afastando o braço dele – Eu faço um curativo quando chegar em casa e vou ficar bem.

Foi só então que eu o olhei. Ele era careca, provavelmente por raspar a cabeça e não pelo cabelo cair, tinha a pele moreno e os olhos em um tom de azul acinzentado. Fiquei totalmente sem fala nesse momento.

– Já que você não quer ir ao hospital, pelo menos me deixe compensá-la – pediu – Tem um café aqui perto que faz a melhor torta de nozes de toda a Austrália. O que acha de irmos até lá?

– Claro! — afirmei com a cabeça – A proposito, meu nome é Caroline, mas você pode me chamar de Car.

– Prazer em conhecê-la, Car, eu sou o Jesse – se apresentou – Mas então, vamos até lá?

Ele me ajudou a levantar e me levou até o seu carro aonde sentei no banco do passageiro. Jesse sentou ao meu lado e voltou para a movimentada rua.

Notas finais
E ela conheceu o Jessie... Acho que posso dizer que a história vai começar de verdade agora Comentem e digam o que estão achando Recomendações?