Hiding a Secret
16 Capítulo 15 – Se acertando?
Notas iniciais
Não sei exatamente como isso foi acontecer. Em um minuto eu e Stefan estávamos conversando inocentemente no sofá e no minuto seguinte tínhamos começado a nos beijar e caminhado em direção ao quarto, sem nos separarmos um segundo sequer até cair na cama.
Já fazia muito tempo que eu não tinha uma sessão de amassos como aquela e confesso que aquilo era muito bom, mas isso não mudava o fato de que estava aos beijos com meu antigo melhor amigo e pai do meu filho, com quem eu nem ao menos falava há quase dez anos, e também que o nosso filho estava dormindo profundamente no quarto ao lado.
Mas tudo isso simplesmente se esvaiu da minha mente quando Stefan encostou mais o corpo no meu, deixando bem clara sua ereção encostada no meu baixo ventre. Foi impossível não soltar um pequeno gemido, ainda com os meus lábios encostados com os dele.
– Stefan... — soltei um gemido de protesto quando ele se afastou no momento em que o ar nos foi necessário.
Ele riu enquanto começava a morder e a dar pequenas mordidinhas no meu pescoço. Certamente deixaria uma marca amanhã.
– Isso é muito errado, Stef – apesar de estar gostando de tudo aquilo e querer muito continuar, precisava colocar na minha cabeça que eu não podia levar aquelas carícias adiante – Nós...
– Eu senti saudades disso – murmurou, me ignorando completamente o que eu tinha acabado de dizer – Muitas saudades...
Mais uma vez eu esqueci completamente de qualquer protesto quando Stefan colocou as duas mãos na barra da minha camisa e a puxando para cima (levantei os dois braços para ajudar a retirá-la) e passou a beijar o meu seio ainda sob o fino tecido do meu sutiã de renda.
– O Adrian – tentei interrompê-lo, mais uma vez – Ele está aqui do lado e pode acordar e nos ouvir.
Isso era uma grande mentira, Adrian não ia acordar, ele tinha um sono bem pesado desde de bebê. Lembro que as outras mães na creche em Sidney diziam que eu tinha tirado a sorte grande por ter um filho que quase não acordava no meio da madrugada, acho que isso aconteceu por ele saber que eu tinha que estar bem no dia seguinte por causa das aulas na faculdade e por isso me dava uma folga nesse quesito.
– Não se preocupe, ele não vai nos ouvir – garantiu – É só sermos bem silenciosas.
Foi impossível não sorrir com aquele comentário dele. Eu queria isso, e muito, já tinha tido um pequeno vislumbre de como era o meu melhor amigo na cama e, apesar de ter sido apenas uma vez, causou uma ótima impressão e, é claro, teve um grande significado.
– Vamos apenas aproveitar a noite – pediu – Tivemos o nosso momento há dez anos e acabamos desperdiçando, essa é a nossa chance de recomeçar.
Poderia ter ficado assustada com esse “nossa chance de recomeçar”, mas decidi não pensar nisso no momento.
Aos poucos todas as nossas roupas estavam no chão e não tinha mais nada separando os nossos corpos um do outro. Ele começou e e provocar, roçando a pontinha do membro na entrada da minha intimidade.
– Ah, Stef... — gemi, mais alto do que estava planejando – Para de me provocar desse jeito... Eu quero você....
Não precisei dizer mais nada, em seguida, Stefan estava me penetrando de uma vez. Começando a se mover lentamente e foi aumentando a velocidade a medida que ouvia os meus gemidos de aprovação.
– Care...! — gemeu bem baixinho, apenas no meu ouvido – Ah...!
Algumas estocadas depois e eu cheguei ao ápice. Stef não demorou muito para também se derramar dentro de mim, antes de desabar sob o meu corpo, esperando as nossas respirações voltarem ao normal.
– E era isso... Até aquele momento eu ainda tinha dúvidas sobre como ficaria a minha relação com o Stefan a partir de agora, mas tudo ficou claro. Não sei o que vamos ter que enfrentar, mas sei que podemos ficar juntos.
– Stef, eu... — comecei a falar, mas ele colocou o dedo sob os meus lábios, pedindo para que eu ficasse quieta.
– Não fala, nada agora – pediu – Vamos apenas ficar aqui, abraçados, amanhã nós conversarmos o que quer que tenhamos para conversar. Tudo bem?
Tudo bem – eu já esperei dez anos, posso esperar mais algumas horas – Vamos dormir então.
Stefan se ajeitou melhor na cama, me puxando para junto de si, fazendo com que eu encostasse a cabeça no seu peito. Ficou passando a mão pelo meu cabelo e não demorou muito para que eu caísse na inconsciência.
Todo o cansaço acumulado do dia mais as “atividades” da noite, fizeram com que eu dormisse direito e sem nenhum tipo de sonho. O resultado foi que eu acordei, já de manhã, exatamente na mesma posição em que tinha adormecido e tinha plena consciência de um par de lhos verdes me encarando.
– Já faz muito tempo que você está acordado? — perguntei.
– Uma meia hora, mais ou menos – deu de ombros, como se se isso não fosse nada demais – Estava aqui olhando você dormir.
– Sério? — fiquei espantada com esse comentário – Quero dizer, imagino que tenha algo bem mais interessante para se fazer do que ficar me vendo dormir.
– Pois eu não acho – abriu um enorme sorriso nesse momento e colocou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha – Você fica linda dormindo, sabia disso?
– Para com isso – escondi o meu rosto com as duas mãos – Você sabe que eu fico envergonhada com isso.
– Pois não devia – abaixou-se e me beijou, foi apenas um pequeno roçar de lábios, mas não impediu de todo o meu corpo se arrepiar – Eu te amo, Car...
Aquilo sim tinha me pego totalmente de surpresa. Quero dizer, não era como se Stefan nunca tivesse dito que ama antes, mas depois de tudo que aconteceu, achei que não fosse se declarar outras vez assim tão fácil.
– Desculpa! — disse, por fim – Acho que eu estou sendo precipitado novamente, não é mesmo?
– Não... — respondi – Eu gostei de ouvir isso.
Ele sorriu mais uma vez, o sorriso mais bobo e apaixonado de todos. Acho que foi a minha vez de pegá-lo de surpresa.
– Era sobre isso que eu queria te falar ontem, mas você não deixou – continuei – Mas tudo bem, acho que vai ter um gostinho para do que especial falar agora.
Esperei que ele falasse alguma coisa, mas ele ficou esperando para que eu completasse.
– Sei que eu acabei fugindo de qualquer chance de relacionamento entre nós dois há dez anos quando ficamos juntos pela primeira vez – expliquei – E até mesmo disse não para o seu pedido de casamento.
– Você não precisa por isso, Car – passou a mão pela minha bochecha – Eu entendo porque você fez isso e até concordo por você ter dito não, eu fui mesmo muito precipitado com isso.
– Espera, dessa eu terminar – o interrompi – Quando eu descobri que estava grávida pensei que, talvez, fosse para ficarmos juntos e que eu devia ter aceitado me casar com você, mesmo que para isso fosse necessário desistir do meu curso em Sidney. Mas, mais uma vez, eu fiquei com medo e foi por isso que te afastei de mim e do Adrian.
– Care, é sério, você não precisa me explicar nada – insistiu – Não digo que entendo os seus motivos, mas vamos esquecer isso, por favor.
– Mas eu preciso dizer isso, por favor, só me escuta – dei um longo suspiro – Vamos dizer que nós dois fomos precipitado, só que pode ter sido bom, assim nós dois pudemos perceber o quanto somos importantes um para o outro.
Eu me ajeitei melhor na cama para poder olhá-lo.
– Não vou dizer que me arrependo de ter namorado o Jesse, ele foi importante para mim e me ajudou muito com o Adrian, da mesma maneira que eu tenho certeza de que você não se arrepende das namoradas que teve esse tempo todo – completei – Mas, embora eu tenha tido muitas dúvidas no passado, agora eu tenho certeza de que quero ficar com você.
Esperei que Stefan falasse alguma coisa ou, simplesmente, esboçasse qualquer tipo de reação. Mas ele simplesmente ficou quieto, olhando para um ponto fixo da parede atrás de nós.
– Stef, fala alguma coisa, por favor – pedi, depois de alguns minutos – Nem que seja para dizer que odiou a ideia e que nunca vai querer ficar comigo de novo.
De tudo que ele poderia fazer nesse momento a menos provável era que começasse a rir, e foi o que ele fez.
– Sério mesmo que você está rindo? — cruzei os braços e me fingi de ofendida.
– Desculpa, Car — disse, embora não tivesse parado de rir ainda – É que essa insegurança toda não combina nem um pouco com você.
– Já faz dez anos, Stef, é normal que eu esteja insegura – lembrei.
– Tudo bem, então agora é a minha vez de falar – ajeitou-se melhor, se sentando na cama – Quando você me rejeitou eu realmente me senti mal, mas com o tempo percebi que precisava seguir em frente. Não vou mentir, tive milhares de namoradas, como a Elena já fez questão de comentar na sua frente, mas nenhuma delas conseguiu superar você e não foram capazes de conseguir me fazer te esquecer.
– E isso quer dizer? — quis saber.
– É claro que eu aceito ficar com você, Car – disse, por fim – Eu seria um idiota se não dissesse sim.
Aproximei do seu rosto para poder beijá-lo. Foi calmo, lento e cheio de saudades, sem contar que tinha um gostinho todo especial; poderia ficar ali o dia inteiro, mas, infelizmente, não podíamos.
– Stefan, eu detesto interromper, mas nós precisamos levantar – avisei – Daqui a pouco o Adrian vai acordar e vai procurar por nós, sem contar que era para eu ter dormido no mesmo quarto que ele.
– Tem razão – concordou, ainda estava passando a mão pelo meu cabelo – Mas isso me lembra que vamos ter que contar para ele que estamos juntos, aliais, precisamos contar para todos.
– Não acho que a gente deva contar hoje – expliquei – Claro que ele vai ficar feliz quando souber, mas acho que devemos esperar um pouco, podemos fazer um jantar para anunciar, para ele, para os nossos pais e para o Damon e a Elena, é claro.
– Acho uma excelente ideia – concordou – Enquanto isso, esse namoro fica sendo o nosso segredo – puxou meu rosto, delicadamente, pelo queixo e me deu um selinho.
– Gosto disso – sorri – Além disso, todos vão perguntar como vamos fazer agora, já que moramos em continentes diferentes e isso nos dar tempo para pensar também.
Claro que eu não queria exatamente pensar nisso. Já passei dez anos longe do Stefan e não quero que isso aconteça de novo, embora vá ter que fazer isso, nem que seja por pouco tempo.
– Agora chega de conversa – avisou – Como a senhorita mesma disse, precisamos nos vestir.
Então ele se levantou e começou a pegar a sua roupa que estava espalhada pelo chão. Enquanto eu permanecia deitada e fica observando tudo.
– Será que a senhorita pode parar de me observar e começar a se vestir também – jogou a blusa que eu estava usando ontem em cima de mim – Temos muita coisa para fazer hoje.
– Tudo bem – revirei os olhos enquanto levantava e também comecei a pegar as minhas roupas do chão.
Não demorou muito para nos vestirmos e irmos para a pequena sala que ficava dentro da suíte em que estávamos. O local estava silêncio, sinal de que Adrian ainda não tinha acordado ou apenas não tinha saído do quarto.
– Acho que o próximo passo é irmos tomar café da manhã – Stefan sugeriu – Depois podemos pegar a estrada para Mystic Falls. Ou você quer fazer mais alguma coisa aqui em Richmond?
– Não, acho que podemos ir – concordei – Confesso que já estou com um pouco de saudade de Mystic Falls.
– Eu também – foi então que ele me puxou pela cintura, fazendo com que nossos corpos ficassem o mais próximos possíveis – Agora, o que acha de aproveitarmos mais um pouco enquanto Adrian não aparecer.
– Acho uma ideia perfeita – um sorriso malicioso escapou dos meus lábios.
Infelizmente, ele mal encostou os lábios nos meus e já ouvimos o barulho da maçaneta da porta. Conseguimos nos afastar antes que nosso filho nos visse.
– Mãe? — olhou espantado para mim – Aonde você estava? Não dormiu hoje?
– Claro que eu dormi – afirmei com a cabeça – Mas quando cheguei no quarto você já estava dormindo e quando acordei você também estava dormindo.
Por sorte eu pude inventar essa desculpa, já que Adrian sempre teve um sono bem pesado e raramente conseguia prestar atenção no mundo a sua volta a hora de dormir.
– Bom, vamos logo tomar café da manhã – Stefan avisou – Temos um longo caminho de volta a Mystic Falls.
– Claro – ele concordou.
Por sorte o restaurante do hotel não estava cheio aquela hora, então conseguimos pegar a comida e ainda arranjamos um lugar para sentar em frente a janela, que nos dava uma bela vista de Richmond.
Durante toda a refeição, Stef arranjava uma desculpa para segurar a mina mão debaixo da mesa e quase sempre eu acabava olhando para os nossos dedos entrelaçados. Isso acabou chamando a atenção de Adrian.
– Está acontecendo alguma coisa que eu não estou sabendo? — quis saber, olhando confuso.
– Claro que não! – apressamos a dizer, quase que ao mesmo tempo.
Terminamos o café da manhã e fomos para a recepção do hotel fazer o check-out e logo estávamos na estrada a caminho de Mystic Falls. A viagem foi bem tranquila e pouco mais de uma hora depois ele estava parrando o carro em frente a casa da minha mãe.
– Ora, vocês chegaram – ela disse quando abriu a porta, assim que eu toquei a campainha – Pensei que fossem demorar mais.
– Achamos melhor voltar logo – expliquei – Passamos quase o dia todo fora ontem e como ainda tivemos que dormir no hotel.
– Entendo – concordou – Sabe, Adrian, assim que acordei passei na padaria e comprei aquele bolo de banana que você ama. Quer um pedaço.
– Oba! Quero sim! — ele correu para dentro da casa.
– Essas crianças, adoram doces – riu – Vocês querem comer um pedaço também? Tem bastante para todos?
– Eu não quero, senhora Forbes – Stefan negou – Comi bastante no café da manhã do hotel.
– Eu vou querer – afirmei – Mãe, pode ir indo, eu preciso conversar uma coisa com o Stefan.
Ela concordou e também foi na direção da cozinha, deixando nós dois sozinhos. Stefan segurou a minha mão, fazendo com que eu me aproximasse dele.
– Mal posso esperar até contarmos para todos – comentou – Precisamos marcar esse almoço para o mais cedo o possível.
– Concordo com você – afirmei – O que acha de ser amanhã?
– Perfeito – balançou a cabeça afirmativamente – Vou falar com o meu pai e com o Stefan e depois te ligo para confirmar.
Me deu mais um selinho antes de ir para o carro. Fiquei observando ele sair até desaparecer na curva do final da rua; as coisas estavam mesmo começando a se resolver e isso não poderia me deixar mais feliz.
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