Hideriame

1 Capítulo 1


No meio de uma floresta no Japão, subindo uma montanha, embrenhado no meio da mata, um pequeno santuário residia ali. Isolado numa parte silenciosa da floresta, onde em volta a mata era verde, escura e viva, com belas flores selvagens espalhadas pelo local, contudo, por mais que a paisagem fosse muito bela a sua volta o pobre santuário era o oposto.

Esquecido no meio da floresta, onde antes as pessoas costumavam levar oferendas para ter boa sorte em suas viagens. Ao longo das décadas menos e menos pessoas passavam para levar oferenda para o ser que protegia o local, esquecido pelo povo o santuário foi ficando cada vez mais abandonado, assim como o guardião preso a ele.

Soltando um suspiro, tentou encontrar uma nova posição para se deitar no galho da árvore de momiji, para ficar esperando as horas passarem para ter seu momento favorito do dia. Observar um monge subindo a montanha, todos os dias mais ou menos na mesma hora um monge subia a montanha, ele tinha uma aparência muito velha e já não devia ter idade para se esforçar subindo uma montanha como aquela, mas mesmo assim, todo dia ele a subia. Parando para deixar uma pequena oferenda para ele.

Era muito triste, que seu único momento de diversão fosse ver um monge velho passar todo o dia para escalar a montanha. Mas ele não podia fazer nada com relação a isso, estando preso ao santuário decrépito, sem ter ninguém com quem conversar ou lhe fazer companhia, haviam se passado muitas décadas desde que ele havia tido uma conversa com alguém, a última pessoa fora o sacerdote que o selara no santuário.

Para sua grande tristeza, bem na época em que fora selado ele tinha que admitir que não havia se comportado bem, destruindo algumas vilas, roubando pessoas, e as vezes, devorando alguns humanos. Mas veja bem todos os humanos que ele havia comido não era boas pessoas, e ele só roubara quando era de alguém rico, e a vila que ele destruiu estava matando uma floresta que havia sido de seus antepassados. No final ele não fizera nada de mais, apesar de alguns humanos terem discordado disso.

E no final ele terminou selado no santuário no meio da floresta, o sacerdote que o selara disse que ele seria o protetor da montanha e da floresta, para assim compensar o mal que ele causara, Kise bufou irritado.

– Eu acho que eu já fui castigado o bastante! — Desviou seus olhos para o inicio da floresta procurando pela silueta do monge — Mas onde o Monge-san está?! Ele já deveria estar vindo...

Kise continuou olhando para o pequeno caminho por onde o monge sempre vinha, as horas foram passando, e logo noite se fez presente e os grilos começaram a cantar anunciando que o dia chegara ao fim.

– Acho que hoje ele não vem...

Pulando de cima da árvore com sua agilidade de raposa, Kise se dirigiu para a clareira que ficava na frente do santuário que era sua casa.

Seu quimono branco refletia na escuridão com o brilho da lua, se sentando confortavelmente na grama macia, olhou para o céu escuro onde as estrelas começavam a brilhar assim como a lua que iluminava aquela noite. Seus cabelos dourados balançavam levemente com a brisa fazendo que o frio da noite tocasse seu corpo lhe trazendo um arrepio.

As orelhas no topo de sua cabeça ficaram atentas para algum som que surgisse na floresta, mas nada era ouvido, a não ser o barulhos dos animais noturnos que saiam de suas casas. Não pode deixar de sentir uma solidão se abatendo em seu coração, há tantos séculos estava sozinho sem nenhum amigo. Os espíritos da floresta se foram há muitos anos, tantos que Kise não podia nem contar, não sabia como eles tinham começado a desaparecer, apenas que um dia, quando ele percebeu eles tinham ido embora, o deixando pra trás.

– Espero que Monge-san esteja bem!

Lembrou-se da primeira vez que o monge veia na floresta há muitos anos atrás. Era um verão ensolarado e quente, ele estava sentado como sempre na árvore de momiji se sentindo muito chateado, alguns dias atrás uma forte chuva havia caído na região, os ventos foram muito fortes que acabaram destruindo algumas árvores em torno da floresta.

Com isso muitos animais tinham ficado sem casa, causando certo atrito entre os seres que viviam na floresta, já que tinham agora que procurar novas casas. E seu pobre santuário quase não resistiu aos fortes ventos, o deixando com uma aparência mais decrépita do que já tinha.

Suas orelhas sensíveis captaram um barulho vindo de dentro da floresta não muito longe de onde estava não era o som de algum animal, eram como passos humanos.

Mas isso não podia ser possível nenhum humano vinha mais a essa parte da floresta. Pulou de sua árvore para outra para assim poder ver o que se aproximava, e ali, entre as folhas escuras da floresta viu o primeiro humano em mais de 50 anos.

Pulando mais um árvore, a raposa pode ver de perto quem era o humano que entrava em seus domínios. Era um homem, de certa idade já, era possível saber pelas marcas de idade em seu rosto, e um monge também, pelas suas roupas.

Se escondendo atrás de uma árvore esperou que o monge passasse para assim o seguir e ver onde ele estava indo, seguindo lentamente os passos do homem até que este chegou ao portal do seu santuário.

– Ufa... Isso que é uma subida!

O monge falou se sentando por um momento em uma pedra e secando seu rosto do suor que escoria pela longa caminhada, logo puxou um cantil de água a bebendo em goles longos.

Kise olhava escondido no meio das plantas para o monge sentado.

– Isso que foi uma subida! — exclamou o senhor — Estou ficando velho demais pra isso!

Olhando de dentro da mata para o estranho, Kise se sentiu inibido. Não estava mais acostumado a estranhos, escondido como um pequeno animal indefeso nem de longe ele parecia o espírito guardião da floresta.

Logo o monge se levantou e começou a caminhar pelo meio das plantas até finalmente chegar à clareira onde o templo da raposa estava.

– Então e aqui... Pelo visto está bem mal cuidado!

Se Kise estivesse em sua forma normal suas bochechas teriam ficado vermelhas de vergonha. Sim realmente sua casa estava em mal estado, mas isso não era sua culpa.

Templos sobreviviam à base de oferendas, e o seu como não recebia mais nenhuma, não tinha poderes para deixar seu templo em boas condições, essa era uma das maldições de estar preso como um guardião de um templo seus poderes era selados no templo. Se o templo tivesse muitos seguidores seus poderes eram fortes, poderia causar vendavais e fortes chuvas, porem agora, sem nenhum humano lhe fazendo oferendas se conseguisse produzir uma brisa ele estava com sorte.

O monge aproximou-se da entrada do velho templo e se ajoelhou a sua frente.

–Vejo que você passou por muitas coisas meu amigo — puxou suas vestes e de dentro tirou uma pequena caixa preta, a colocou no chão a sua frente a abriu e revelou seis bolinhos de arroz.

A boca de Kise se encheu de água, a quantos anos ele não comia um bolinho de arroz. Decidiu que iria esperar que o monge se distraísse e pegaria os bolinhos para si, quem sabia quando seria a próxima vez que teria a chance de chegar perto novamente de bolinhos de arroz.

O monge puxou novamente seu manto e tirou mais um saquinho, então se levantou levando junto os bolinhos de arroz. E finalmente se aproximou de onde ficava o balcão de oferendas.

– Eu sei que essas são oferendas muito simples, porem, eu espero que o senhor as aprecie! — colocou o prato com os bolinhos e abrindo o saco tirou quatro moedas douradas e as colocou no balcão.

Unindo as mãos fez uma rápida oração.

Então se virou satisfeito com sigo mesmo, tinha vindo até essa montanha. Como pedido de seu antigo mestre, que falecera não havia muito tempo, apesar do pedido estranho, de ir até esse templo abandonada no meio do nada, resolveu acatar o seu ultimo pedido.

Virou-se para começar a descer a montanha porem congelou no meio do caminho.

A sua frente uma forma em branco apareceu.

Vestindo seu kimono branco e usando sua mascara de raposa Kise apareceu no meio da clareira em frente ao monge. Seus cabelos dourados brilhavam ao sol que estava as suas costas, o monge ficou estático.

Caindo aos pés de Kise quando este se curvou levemente para ele. Tão logo ele piscou a figura do guardião havia desaparecido.

De longe a raposa ficou olhando o monge ainda estático no chão, durante um bom tempo o monge continuou no chão enquanto Kise o observava de longe.

Apenas quando o sol estava começando a se por, foi que o monge levantou-se, virou-se e fez mais uma reverencia em direção ao seu templo e por fim desceu a montanha.

E então desse dia em diante, todos os dias, o monge subia a montanha para deixar uma oferenda para a raposa. Porem nunca mais haviam se encontrado cara a cara depois do primeiro dia. E nisso se passaram dez anos.

Kise soltou um suspiro, e o monge havia vindo todos os dias e agora passara um mês sem que ele nem mesmo visse a silueta do ancião.

"Ele deve finalmente ter se cansado de vir te ver!"

Uma voz falava em sua cabeça, tentou afastar os pensamentos sombrios que o assombravam.

– Monge-san deve apenas estar doente ele já e velho deve estar descansando para recuperar as força! Sim deve ser isso! — falou tentando se animar, mesmo que internamente, um mau pressagio se abatia sobre ele.

Porem o que ele temia se concretizou, mas um mês se passava e nem sinal do monge.

Os dias foram passando lentamente, logo o verão estaria em seu fim, e nunca mais o velho monge havia subido a montanha.

Kise apenas olhava para o horizonte da floresta esperando. Esperando o dia passar, esperando por alguma brisa, esperando por algum sinal de que não estava completamente sozinho novamente.

O pôr-do-sol estava se aproximando lentamente, como acontecia em dias de verão, observando no topo de uma árvore o balançar das folhas, conseguiu captar o som de passos vindo da base da montanha.

Rapidamente desceu de sua árvore e colocando-se em sua forma de raposa desceu a montanha em direção de onde os passos provinham.

"Finalmente Monge-san voltou!"

Mesmo não querendo admitir para si mesmo, Kise sentia falta do monge que vinha o fazer companhia, mesmo eles nunca tendo se falado, ele não se sentia tão solitário enquanto observava o monge.

Escondido atrás de um par de pedras, esperou, logo os passos ficaram mais próximos de onde estava, mas então, Kise se assustou, sentindo o cheiro pelo vento que vinha em sua direção, percebeu que esse não era o cheiro do monge, era de outra pessoa.

Abaixando-se mais ainda entre as pedras em sua pequena forma de raposa, Kise esperou pelo desconhecido.

Logo o estranho apareceu em campo de visão, a primeira coisa que viu foram os cabelos pretos azulados e arrepiados do desconhecido, e logo um rosto jovem e bronzeado apareceu em sua frente.

– Droga, velho você não tinha um lugar mais próximo pra me mandar não?!

Reclamou o jovem moreno enquanto subia pela terra íngreme da montanha.

Kise se assustou com a súbita voz grave do jovem, normalmente, o velho monge não falava nada e quando falava era apenas para fazer alguma oração e isso em um tom de voz calmo e controlado.

Mesmo reclamando o jovem moreno continuou a subir a montanha.

O seguindo silenciosamente de longe a raposa viu que o moreno estava indo em direção ao seu templo.

Quando o jovem finalmente chegou ao topo da clareira se jogou no chão respirando com dificuldade estava coberto de suor pela longa caminhada e pelo terrível calor que estava fazendo.

– Eu não sei como o velho agüentava fazer essa caminhada todos os dias...

Sentando-se novamente, Aomine finalmente pode dar uma olhada ao seu redor.

Na clareira onde estava à grama estava baixa e seca pelo sol, as árvores davam alguma sombra para o lugar e logo no final da clareira praticamente escondido pelo mato ele pode ver um pequeno santuário, já bem velho e maltratado pelo tempo.

– Velho eu não sei realmente o que você vinha fazer nesse santuário em ruínas!

Levantou-se e caminhou até chegar a frente do santuário, puxou a mochila em suas costas, de lá tirou um embrulho azul. Desfazendo seu nó, revelou uma caixa preta, a abrindo, tirou de dentro uma tigela prateada com arroz, uma garrafa de saque e um prato com uma pilha de sal. Colocando todos os objetos alinhados, o moreno se sentou em seiza na grama seca ao chão, e por fim, puxou de dentro de sua mochila um rolo de pergaminho.

Olhou para o pergaminho em suas mãos, seu avô havia falecia havia uma semana, no seu leito de morte havia pedido para o moreno vir até essa montanha e encontrar o pequeno santuário. Onde ele deveria colocar as oferendas e prestar seus respeitos.

Não que Aomine acreditasse em nada disso, sempre havia sido uma pessoa muito cética para acreditar em youkais que habitam florestas, mas seu avô havia pedido para ele, como seu ultimo pedido.

Levantou os olhos e fez uma pequena reverencia, bateu palma duas vezes e fechou os olhos para fazer uma pequena oração que seu avô o havia ensinado.

Quando o moreno finalmente terminou, levantou-se e olhou em volta para a pequena clareira a sua volta, não sabia o porquê, mas tinha uma estranha sensação de estar sendo observado, sacudindo sua cabeça colocou essa idéia de lado, ele estava no meio de uma montanha onde ninguém vinha. A única coisa que havia por perto era o velho templo.

Olhou para o relógio em seu pulso e viu que logo iria escurecer, havia demorado muito tempo para chegar a clareira.

Ainda escondido no meio das folhas, Kise ainda em sua forma de raposa observava o jovem de longe. O humano, aos olhos de Kise era realmente alguém muito estranho, suas vestes eram estranhas, até seu modo de falar era estranho aos ouvidos da raposa.

Observou ele começar a se preparar para descer o morro. A descida não era algo fácil, havia muitos caminhos íngremes e traiçoeiros, e se não fosse feita pelo caminho corretos, havia grandes chances que um acidente ocorrer.

Aomine começou a seguir caminho de onde viera, as pedras estavam lisas e cheias de musgo fazendo com que ele tivesse que ter o dobro de cuidado do que tivera enquanto subia.

Equilibrou-se em cima de um pedaço de madeira, para seu azar, nessa hora, a madeira que já estava velha quebrou com o seu peso, e a última coisa que Aomine sentiu foi seu corpo caindo em câmera lenta em direção ao desfiladeiro da montanha antes de tudo se volte escuro.

Kise olhou novamente para o humano deitado no chão. Em sua mente uma pergunta ressoava

“Por que ajudei esse humano?”

Como espírito guardião não deveria se intrometer nos assuntos humanos. Devia ser apenas um observador, então se esse humano rolasse ladeira abaixo em direção a sua provável morte isso não era da conta dele. Mas então, ai estava ele, com o humano semi-morto, desmaiado e sangrando dentro de sue precioso templo.

Andou em volta do corpo estirado no chão, olhando atentamente para o jovem, como ele suspeitava antes o rapaz era bem jovem, sua pele escura, mostrava que provavelmente era alguém que ficava muitas horas ao sol.

Ajoelhou-se lentamente e se aproximou do moreno. O lado esquerdo de sua cabeça esta com um machucado feio e ainda sangrando, levantou sua mão e com delicadeza escovou com as pontas dos dedos o local machucado. Um arrepio percorreu seu corpo, fazia tantas décadas que ele não tocava ninguém, quase tinha se esquecido como corpos poderiam ser quentes.

Olhou novamente para as feições do jovem, não poderia ser dito que era um rapaz bonito, mas era sim atraente, tinha um rosto com traços severo, como se estivesse sempre de mau humor, mesmo agora desmaiado.

Levou seus dedos até os cantos do lábio do rapaz e os levantou, fazendo assim uma espécie de sorriso deformado, riu com sua própria brincadeira. Ela seria mais engraçada se o humano estivesse acordado, pensou, olhando para o rosto jovem.

Estava com uma contusão grave na cabeça, e também com febre, provavelmente algumas costelas quebradas, possivelmente o pulmão havia sido perfurado, vendo que sua respiração estava falha. Sim, ele provavelmente estaria morto até o dia seguinte, pensou com pesar.

Os humanos eram tão frágeis, suas vidas eram tão curtas que em um piscar de olhos eles já não existiam.

Kise suspirou. uma pequena voz, lá no fundo de sua mente continuava repetindo a mesma coisa

“Salve ele, salve o humano...”

Sacudiu a cabeça para afastar esses pensamentos estúpidos de sua mente. Ele não podia salvar o humano, ele era apenas um guardião, seu trabalho era proteger a montanha, não ficar salvando humanos, mesmo que ele tivesse tirado seu corpo do desfiladeiro, isso não queria dizer que ele iria curar o moreno.

Ele havia tirado o corpo do humano do desfiladeiro para que ele não sujasse com sangue as ervas daninhas que cresciam lá, e Kise realmente gostava das ervas — daninhas que haviam lá. Esse era a razão, ele não tinha nenhum motivo oculto.

“Não o deixe morrer!”

A voz no fundo de sua mente continuava a gritar, era uma voz realmente persistente.

A raposa levantou sua mão e colocou em cima do peito do jovem, sentindo na palma de sua mão o batimento do coração, apesar de tudo ainda batia forte contra seu peito, como se ainda não tivesse se dado por vencido.

Aomine, lentamente abriu os olhos, sua cabeça doía seu corpo também, era doloroso até mesmo respirar. Olhou ao seu redor, se sentindo confuso, sua mente estava nublada pela febre e pela dor.

Não conseguia se lembrar do que acontecera, tentou se incorporar, porem sentiu uma mão tocando levemente seu ombro.

Finalmente focou sua atenção para a figura que tocou seu ombro. Em sua visão turva pode apenas ver o contorno branco da figura e uma mascara em seu rosto.

– Você não pode te mexer agora, estás machucado.

A voz suave do estranho chegou aos seus ouvidos, quase como que falada em um sussurro.

– O... que...?

Tentou falar mais uma pontada de dor atravessou seu corpo, fazendo com que ele se engasgasse por ar. A figura vendo seu sofrimento para respirar foi par ao seu lado e levantou sua cabeça.

– Falei que estás machucado! Não deves te mechar nem falar!

Assim que conseguiu controlar a dor em sue corpo Aomine olhou para a figura segurando sua cabeça, há mascará de raposa cobria completamente suas feições.

Segurando a cabeça do moreno, o loiro pode finalmente dar uma olhada nos olhos do rapaz, eram de um azul escuro, realmente intenso. Mesmo em meio a toda a dor que ele provavelmente estaria sentindo agora, seus olhos ainda estavam vivos, e o encaravam com intensidade.

– Você... Humano, deseja viver?

Os olhos turvos do moreno o encararam com mais intensidade ainda.

– Mesmo com as conseqüências que isso poderia causar?! Desejas viver mesmo assim?

Mesmo não conseguindo falar, o loiro pode ver um ligeiro gesto de consentimento por parte do humano.

Tomando uma respiração profunda, e fechando os olhos Kise levantou sua outra mão livre em direção a mascara em seu rosto. E lentamente a removeu.

Abrindo os olhos dourados olhou para o rapaz que o olhava confuso. Pousou sua mascara no chão e se inclinou em direção ao rosto em seu braço.

– Espero que não te arrependas depois, humano! – sussurrou em cima do rosto do outro.

Lentamente abaixou-se até encostou seus lábios nos lábios do moreno, então, uma luz dourada inundou o quarto.

Continua?...

Notas finais
N.A: Olá! Eu já tinha essa fic há algum tempo na minha mente! Eu realmente adoro esse casal, eles dois são uns dos meus casais favoritos!
Não sei ser ela está muito boa, vou saber a partir dos seus comentários! (eu realmente espero receber algum! XD)
Desculpe por qualquer erro... (como eu sempre falo, sou péssima em edições! ^.^)
Bjs