Hidden Life!

13 Taking care of our love(real and immediate treat!)


Notas iniciais
Olá flores, voltei! Sorry, estou atrasada mais uma vez! Mas minha justificativa, acredito, é valida: estava trabalhando para junta dinheiro para a próxima JMJ com meu grupo. Aproveitamos o Pentecostes para vender água, salgados e tudo o mais a fim de consegui arrecadar fundos. Duas inscrições já estão garantidas garantidas ...só faltam mais dez! rsrsrsrsrs... Mas deixando meu pros de lado, vamos ao que interessa. Grata por todas as rewiews passadas, escritas e pensadas...More rewiews, pleaseee...Boa leitura.. Bjinhos flores. P.S: A culpa da música deste capitulo é todinha do Colin Donell, que acelerou nossos corações dançando-a no twiter!! P.S 2: Se alguém quiser ver o clipe da música no Youtube, aconselho que vejo um em que o ator que fazia o Gavião Negro em DC Legends aparece e que por sinal me inspirou também. Muiiiitooo bom!

Apartamento de Connor (madrugada 9/5 – 01:20 a.m)

Connor

Respiro fundo olhando nossa imagem refletida na tela do televisor em meio à penumbra que envolvia o quarto, um sorriso escapando sem que pudesse controlá-lo, fazendo meu peito vibrar.

—Por que está rindo? –Sarah questiona, erguendo a cabeça, a testa enrugada numa expressão que misturava surpresa e aborrecimento.

—Aquilo – indico o aparelho desligado com um gesto, ela voltando o rosto n direção indicada – Nosso reflexo na televisão. Nunca tinha observado que isto acontecia – digo.

—É meio... Invasivo! – exclama, fazendo uma careta – Parece que estamos em um dos quartos com espelhos da boate...Que não são apenas para dança! – diz, deitando a cabeça sobre meu peito novamente.

—Já esteve em um deles? –a pergunta sai sem que possa impedir e antes que tenha chance de me corrigir, responde.

—Estive – diz, simplesmente.

—Esteve? – repito, uma pontada de ciúmes me atingindo – Quando? Com quem? – quero saber, irritando-me ao escutá-la rir – Está falando sério Sarah? Esteve em um daqueles quartos com alguém? – insisto, a bendita pontada aumentando diante de sua confirmação.

—Estive sim – reafirma, erguendo parcialmente o corpo, cotovelos no colchão, o rosto apoiado nas mãos – Com Erico e duas outras meninas –diz, me deixando momentaneamente confuso – Todas nós conhecemos os quartos do terceiro andar Connor, especialmente quando servimos, como era meu caso no começo – explica, prosseguindo – Somos orientadas sobre a maneira correta de agir quando formos mandadas servir algo pedido, tipo frutas, cremes e outros fetiches de clientes. Erico nos mostrou por onde entrar e sair discretamente, sem sermos vistas ou importunarmos ninguém...

—Você serviu lá alguma vez? – interrompo.

—Duas – revela – Fui levar champanhe e frutas a um magnata sei lá do que, e chantilly outra vez para um juiz.

—Juiz?? – indago, surpreso.

—Uhum. Eles têm clientes de alto nível por lá – comenta, deitando-se a meu lado – Homens e mulheres que pagam caro para realizarem suas fantasias.

—Quando começou a dançar? E por que, se me disse que não gostava? – questiono, deitando de lado para poder observá-la melhor, apoiando meu rosto em meu punho fechado – Trabalhar apenas servindo as mesas não estava pagando suficiente? – mais uma vez não consigo controlar minha língua.

—Mais ou menos – responde, suspirando – Eu realmente nunca gostei muito de dançar, mas era porque achava que não levava jeito...

—Vou ter que discordar! – exclamo, interrompendo-a novamente, um sorriso discreto se desenhando em seu rosto.

—Leslie e Sylvie são responsáveis por isto! Sempre que ensaiavam fora do clube me arrastavam junto para dar opinião, dançar junto para que tivessem noção de posicionamento e coisas do tipo – explica, pondo uma mecha de cabelo para detrás da orelha – Respondendo sua pergunta, comecei a dançar mais por uma necessidade do clube – diz.

—Como assim?

—Uma das dançarinas do front stage não apareceu no dia da apresentação – faço uma careta não entendendo nada, fazendo-a rir mais– Erico divide as dançarinas em dois grupos: front e back stage. Entre as meninas do back é normal certa rotatividade. Já entre as do front não. Aliás, aquela foi a primeira e até agora única vez em que isto aconteceu – completa, espreguiçando-se manhosamente

—Sumiu? Quer dizer que não voltou?– quero saber.

—Não. Sem noticias, sem justificativas... Nada – relembra – Todos ficaram surpresos...

—E por que logo você? O normal não seria uma das outras substituir à faltosa? – interrompo novamente, a esta altura não me importando em parecer curioso muito menos ciumento.

—Na verdade, só depois de Erico ter se estressado com praticamente todas as meninas, Leslie sugeriu que me deixasse fazer o teste – revela – Apesar de elas saberem a coreografia, assim como eu, erraram demais. Eu não errei. Como faltavam poucas horas para a abertura do clube, acabei sendo escolhida por esse motivo. Na época, nem todas usavam mascaras. Mas para mim nunca foi uma opção– Afirma –Parece bobagem, mas me sentia mais protegida, menos exposta.

—Realmente dificulta muito saber quem é quem – admito – Não saberia identificar Shay e Brett a menos que me dessem uma pista.

—Nem os meninos do 51 conseguiram! – exclama, passeando os dedos por meu peito – Como me reconheceu? E quando? – pergunta.

—Comecei a desconfiar depois que te fiz dançar comigo aquela noite, lembra? – pergunto, ela confirmando com um meneio de cabeça – Pois bem, dali em diante tinha certeza de já ter te visto em outro lugar, só não sabia onde. Como meu ciclo de amizades ultimamente anda bem restrito, cheguei à conclusão que só poderia ser alguém do Med ou ligada ao hospital, uma paramédica, por exemplo – exemplifico, depositando um beijo rápido em seu colo – Acabei focando minha atenção no Med, por passar mais tempo por lá...A primeira coisa que me chamou atenção em você, desde sempre diga-se, foi o sorriso – afirmo, desenhando o contorno de seus lábios com o indicador – Depois comecei a prestar um pouco mais de atenção em seus gestos, seu corpo...aproveitando os momentos de entrada e saída de turno para comparar você com Dione – assumo, descendo a mão por seu ventre, detendo-me (por enquanto) na barreira formada pelo coberto – Mas ai Hank Voight surgiu e me afastei...Até o dia em te beijei a força – lembro, insinuando a mão por sob o cobertor, alcançando seu sexo – Senti seu perfume duas vezes aquela noite e depois de sentir a forma como seu corpo reagiu ao meu tive certeza que era Dione! – concluo, inclinando-me para beijá-la enquanto introduzo dois dedos em sua intimidade, minha excitação aumentando junto com seus gemidos, nosso hálito se misturando, provocando arrepios de prazer em meu corpo.

—Connor...Pare...Preciso te dizer ... precisamos...humm! – fala junto a minha boca , ofegante, desistindo, arqueando o corpo, gemendo cada vez mais alto até derrama-se em minha mão, deixando-se cair sobre o colchão.

Sem perder tempo, me encaixo entre suas pernas penetrando-a devagar, controlando o ritmo de minhas investidas a fim de aumentar nosso prazer.

—Mais, Connor, mais! – sussurra em meu ouvido, mordendo o lóbulo, provocando ondas de prazer que se espalham como fogo.

Aumento o ritmo indo cada vez mais fundo dentro dela, nossos gemidos e sussurros inundando o quarto, tornando-se um só grito quando atingimos o clímax juntos.

—Eu te amo tanto, tanto! – declaro, beijando diferentes pontos de seu corpo, me deliciando com seu riso.

—Também te amo! – afirma, segurando meu rosto entre suas mãos – Muito. De uma forma que nunca pensei ser possível! – assegura me dando um beijo rápido, as mãos deslizando por meu corpo até pararem na cintura,começando a mover o quadril, os olhos presos aos meus – Quero você...De novo! – exclama, movendo-se mais rápido sob mim.

Inverto nossas posições deixando-a ditar o ritmo, segurando sua cintura, auxiliando sua cavalgada até gozarmos mais uma vez, saindo dela logo em seguida, relaxando até que adormecemos.

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Sarah (05:50 a.m, 10/5)

Saio da cama com cuidado para não acordar Connor, que dormia profundamente, seguindo direto para o banheiro.

Tomo um banho rápido, me enxugo vestindo um dos roupões dele que sempre usava quando dormia em seu apartamento, saindo depois de deixar tudo limpo e organizado (Connor parara de reclamar depois da terceira vez que fiz isto), voltando ao quarto.

Como ele ainda dormia, decido ir à cozinha preparar nosso desjejum.

Cozinhar ainda não é (e provavelmente nunca será!) meu forte, mas tenho aprendido muito com ele além de buscar receitas novas, assistir vídeos e programas de culinária por conta própria a fim de agradá-lo no melhor estilo bela, recatada, do lar!... “Oi???? Como é? Bela até fico calado. Do lar, vá lá que seja!...Mas o recatada ficou onde mesmo??!” .... Vai começar logo cedo é?? ... “Só quero saber onde recatada se encaixa no que fizeram ontem à noite e hoje cedo, só isso! ”...- Vai a merda!! – “Olha a malcriação mocinha! Ai,ai,ai!” – rio de minha pequena discussão íntima enquanto vasculho os armários em busca de algo para preparar – Ué gente, não tem nada nessa casa não? – indago após abrir o terceiro armário sem encontrar nada além de cereais, pão integral, alguns pacotes de biscoito (abertos diga-se) e uma garrafa de suco de uva (mineral!) – Sério??!

—Sério – me sobressalto ao escutar a voz de Connor ao mesmo tempo em que seus braços envolvem minha cintura – Com quem estava brigando? – pergunta, mordendo meu pescoço.

— Brigando? Eu? – devolvo, girando em seus braços, envolvendo seu pescoço com os meus.

—Sim – diz, franzindo o cenho – Mandou alguém ir à merda – repete me fazendo rir – O que foi? Disse alguma coisa engraçada?

—Não, não disse não – garanto – É que às vezes discuto comigo mesma – explico fazendo-o arquear a sobrancelha – Não se preocupe, sou uma louca do bem! – exclamo, roubando-lhe um beijo – Agora me diga doutor: pretende nos matar de fome? Nem meus armários estão tão vazios assim! – ralho, enroscando meus dedos em seus cabelos, não resistindo à tentação de arrumá-los – Vim pra cá toda cheia de boas intenções, querendo lhe surpreender com um belíssimo café da manhã, se possível na cama, e dou de cara com esse vazio imenso? Isso não é justo! Como vou posar de bela, recatada e do lar desse jeito?

—Recatada??? – interroga, divertido

“Perguntei primeiro! ”... Calado seu “chato” – Recatada sim! .... Ao menos fora do quarto! – insinuo, mordendo meu lábio inferior, caprichando na expressão inocente.

—Ok, minha bela ninfa recatada...do lar – recita, rindo mais – Desculpe a falha mas acontece que não tenho ninguém aqui para me lembrar desses pequenos detalhes – dramatiza, fazendo bico.

—Desde quando comer passou a ser pequeno detalhe Connor? – ralho, mordendo a ponta de seu nariz.

—Ai! Isso dói Sarah! – protesta.

—Dói nada, exagerado! – exclamo, rindo.

—Deixa te mostrar como Não dói – argumenta tentado fazer o mesmo que eu fizera.

—Nem tente! – ameaço, o dedo em riste, rindo mais de sua tentativa falha de se vingar – Connor, preciso te dizer uma coisa – começo, parando de rir, respirando fundo antes de continuar – Na verdade terminar a conversa que estávamos tendo algumas horas atrás – mordo meu lábio indecisa – Vou permanecer no clube pelo menos até o final do ano – revelo, vendo a leveza dar lugar a tensão em sua expressão.

—Por que Sarah?? – pergunta, não escondendo seu desagrado.

—Porque ainda preciso do dinheiro extra que ganho lá — justifico, impedindo que saia de meus braços – Connor, tente entender. Mesmo não tendo muitos gastos, a bolsa que recebo não é suficiente ainda mais agora com o seguro obrigatório – explico – Era meu plano, de qualquer jeito, trabalhar lá apenas até o final deste ano, nem um dia além...

—Pensei que depois do que aconteceu sequer voltaria lá – me interrompe – Quando percebi que o faria, ainda mais sem ter me contado que era Dione, confesso que fiquei chateado... A propósito, estava linda de odalisca! – exclama.

—Como sabe que... Você estava lá! Não viajou coisa nenhuma! – concluo, estapeando-o – Mentiu para mim Connor – acuso, batendo mais forte ao vê-lo sorrir marotamente.

—Você também mentiu, portanto, empatamos – declara, apertando mais forte minha cintura – Mas voltando, não poderia tentar outro lugar, outro emprego? Como vou ficar tranqüilo sabendo que está na boate? E se algum maluco aparecer no dia em que eu não estiver por perto?

—Como assim estiver por perto? Pretende voltar à boate? – me surpreendo.

—Não apenas voltar como falar com aquele cara, como é mesmo o nome dele? Erico? – pergunta, e aceno afirmativamente– Vou dizer a ele que você só dança em particular para mim! Nada de danças privativas para Dione de agora em diante está me ouvindo? Nem que para isso eu tenha que chantagear ou ameaçar alguém! – declara, zangando-se diante de meu riso – Falo sério Sarah! Não quero você sozinha em um daqueles quartos com outro homem e não é por falta de confiança – garante – Confio em você... Não quero que se exponha tanto. E se tiver que pagar...

—Não complete essa frase Connor – alerto, o interrompendo – Não quero que pague por exclusividade, até porque já a tem! – afirmo – Quanto a dançar em particular, não posso prometer não fazer, mas vou evitar ao máximo.

—Sarah...

—Connor, não! – corto seu protesto, suspirando antes de continuar – Vamos combinar uma coisa? Vou acertar com Erico para nos próximos dois meses não fazer nenhuma dança particular. Depois disso veremos ok?

—Tenho escolha!? – indaga, torcendo o nariz.

—Connor, por favor, não quero brigar com você! – peço, lhe dando um selinho – Não agora que estamos bem... Olha só, vou te prometer mais uma coisa: vou diminuir minhas apresentações gradativamente. Assim posso juntar mais um pouco de dinheiro e não dou motivos para me mandarem embora nem para que fique com ciúmes. O que acha?

—Mais uma vez: tenho escolha? Não – responde a si mesmo – Só me resta concordar. E não estou apenas com ciúmes, porque se disser que não tenho será uma mentira deslavada! – admite – Mas, tem algo mais, algo que não sei bem explicar. Tudo naquele lugar parece certinho demais, bonzinho demais... Não sei... O fato é que me preocupo com sua segurança e agora das suas amigas também. Desde a primeira vez que pus os pés na boate tenho essa sensação de ter algo escondido, não sei se me entende.

— Também tive essa sensação no começo...Ainda tenho na verdade – admito – Só deixei os temores de lado porque nada de ruim tinha acontecido – confesso, sentindo meu estômago roncar– Humm, que tal tentarmos providenciar algo para comermos? Estou com fome! – mudo de assunto, fazendo bico.

—Ok, vamos ver o que ainda tenho por aqui – diz, me soltando devagar, abrindo a geladeira – Tenho iogurte, frutas... Quer saber? Tomamos café no caminho! – decide, segurando minha mão, me puxando em direção ao quarto – Vamos nos arrumar... — para, me olhando duvidoso – Trouxe outra roupa além daquela que dançou pra mim não trouxe? Falando nisso, tem que devolver? Porque acho que vou querer um bis em breve!

—Senhor, criei um monstro! – brinco, roubando um beijo – Se me pegar terá seu bis!! – declaro, soltando sua mão, correndo em direção ao quarto, Connor me alcançando quando chegava à porta.

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Chicago Med(quarta, 10/5 – 12:15 p.m)

Narrador

—Quer dizer que se entenderam finalmente? – Will pergunta enquanto sutura a parte externa da perna do garoto que atendia – Se entender mesmo, completamente, incluindo aquele outro assunto? – acrescenta, erguendo os olhos para Connor, que se encontrava recostado na parede, observando o colega e amigo trabalhar.

—Sim – diz, estendendo o braço para ele a fim de lhe entregar a tesoura – Não seria melhor apertar um pouco mais esse ponto? Assim a cicatriz fica menos visível – sugere, recebendo um olhar de censura de Will – Desculpe, foi só uma sugestão – pede o cirurgião, erguendo as mãos – Conversamos bastante de madrugada.

—De madrugada? – questiona o médico, arqueando a sobrancelha ao vê-lo confirmar – Espera, está me dizendo que ela dormiu lá?? E a historia do tal exame que iria acompanhar a Shay? – interroga.

—Will, me deixa fazer isto. Seu cérebro não consegue processar duas coisas ao mesmo tempo! – exclama, não o esperando responder, assumindo a sutura do garoto, que se inquieta – Ele acordou? – pergunta.

—Não – garante o médico, ignorando a provocação feita pelo colega, observando o rosto do jovem – E pela quantidade de álcool no sangue mesmo que acorde não vai sentir nada, o idiota – xinga, apoiando-se no leito, a mão batendo na algema fazendo-a tinir contra o alumínio do corrimão – Não tinha exame nenhum não é mesmo?

—Nops!! – confirma Connor, concentrado nos pontos – Foi a desculpa que inventaram para ela sair mais cedo da festa juntamente com Shay e Brett, encontrarem Erico e mais alguém em frente ao prédio onde moro... — faz uma pausa tanto para cortar o fio quanto para deixar o amigo curioso – E me preparar uma surpresa – revela, um sorriso surgindo em seus lábios.

—Que por sua cara deve ter sido pra lá de boa! – brinca o ruivo, também rindo.

—Excelente na verdade – confidencia, terminando a sutura, girando a cadeira a fim de ficar de frente para o outro – Quando entrei em casa havia uma trilha de pétalas e folhas até meu quarto, o perfume dela estava no ar e lá dentro um pequeno palco onde Dione me esperava!! – completa, erguendo as sobrancelhas.

—Não precisa me contar o resto porque já imagino, ou melhor, não quero nem imaginar! – exclama o médico, fazendo-o rir mais – Por isso a conversa só rolou de madrugada – conclui.

—E agora pela manhã – informa o cirurgião, ficando sério – Ela vai ficar lá até o final do ano – diz, apoiando as mãos nas pernas – Me deu seus motivos, reconheço que são válidos, mas não gosto por inúmeras razões – admite – Minha vontade é convidá-la a morar comigo assim teria um gasto a menos...

—Mas se fizer isto agora, neste momento, vai ficar parecendo que quer controlá-la – Will afirma, empertigando-se ao ver o policial entrar na sala de atendimento.

—Terminaram? – pergunta, o semblante fechado.

—Sim, mas ele ainda não acordou – Connor avisa, levantando – Terá que esperar mais um pouco para levá-lo oficial.

—Tudo bem. Vou ficar na porta. Ela pode ficar aberta? – pergunta quando os dois médicos passam por ele.

—Pode, basta que feche parte da cortina – Will pede, o homem obedecendo – Esse ta ferrado. Vai pular da frigideira direto para o fogo! – exclama após saírem da sala causando estranheza no cirurgião – Quando estiver liberado vai ter um encontro nada amigável com Hank Voight!

—Quem vai encontrar o Voight? – Ethan questiona, aproximando-se da ilha de enfermagem na entrada da emergência para onde os dois haviam se encaminhado.

—O garoto no trauma 4 assim que for liberado – Maggie se adianta –Pelo que soube é suspeito de homicídio!

—Meus pêsames para ele! – Choi diz, ficando em alerta ao ver April se aproximar – April.. .

—Não! – exclama a enfermeira, erguendo a mão, passando direto pelo grupo.

—April!! – Ethan repete seguindo-a.

—Ok, o que eu perdi? – Connor indaga.

—Enquanto você dormia nosso casal vinte, número dois, se formava! – Will revela, indicando Sarah, que chegava em companhia de Doris.

—Maggie, poderia avisar a doutora Manning que os exames que pediu estão prontos? Já a bipei, mas não me respondeu – pede a residente, encolhendo-se ao receber o beijo no pescoço dado pelo namorado.

—Ouwnnn! Tão fofos! Porque raios demoraram tanto para assumir é que não sei! – comenta Doris, saindo.

—Porque são teimosos e cabeças duras. Simples assim – brinca Halstead – Maggs, vou almoçar qualquer coisa não me chame! – pisca, acertando o ombro de Connor com a prancheta antes de sair.
—Há! Engraçado! – rebate a enfermeira chefe, arqueando a sobrancelha – Vocês, nada de namorar na minha estação! Se não têm pacientes vão fazer o mesmo que doutor Halstead, vão, vão, xooo!! – ordena, sendo imediatamente obedecida, acompanhando o casal com um olhar carinhoso.

—O que acha de irmos fazer compras ao final do turno? – Connor pergunta, andando de frente para Sarah, de costas para o corredor.

—Pode ser, desde que não demore muito – aceita, fazendo-o franzir o cenho – Tenho ensaio hoje – explica baixinho.

—Vamos depois que terminar então – sugere ele, desviando do enfermeiro indicado por ela – Assisto ao ensaio e depois...

—Nem pensar! – exclama ela, puxando-o para dentro de uma sala vazia – Não pode ir ao ensaio Connor, as...

—Por que não? – quer saber, interrompendo-a.

—As meninas não vão querer que esteja presente enquanto ensaiamos, só isso – responde.

—Por que? – reitera.

—Porque vai tirar a privacidade, porque não vamos, e eu me incluo ai, ficar a vontade com você nos observando – argumenta.

—Bobagem! É o mesmo que ver as apresentações só que sem as roupas...Espera, vocês ensaiam nuas por acaso? Porque se for isso fiquei com ainda mais vontade de ver! – provoca-a, rindo malicioso.

—Engraçadinho você! – exclama, lhe dando um beliscão forte – Não pode e pronto!

—Sarah!...

—Não! – declara, saindo da sala rapidamente, ele seguindo-a – Nem tente Connor! – avisa, erguendo a mão, parando em frente ao balcão da cantina – Por favor, me veja uma porção de salada – pede, servindo-se de bolinhos de arroz, purê de abobora, frango grelhado, uma porção de verduras com maionese, gelatina e suco de laranja – O que está olhando?

—Tentando entender como pode comer tanto e ser tão magrinha!! – Connor exclama, desviando da tapa que ela desferia – Voltando ao assunto ensaio – cochicha em seu ouvido antes de sentar a seu lado – Eu vou te acompanhar...

—Pode até me levar até lá, mas não vai poder entrar – reitera Sarah, interrompendo-o – Falo sério Connor!

—Ok, eu me rendo! – ergue as mãos, tirando a gelatina da bandeja ao descê-las – Mas vou ficar te esperando! – determina, “roubando” um pouco do purê e bolinhos.

—Viu porque peguei tanta comida? –diz, batendo na mão dele com a colher.

—Te dou uma maçã em troca dos bolinhos! –negocia o cirurgião, fazendo-a rir, atendendo seu paiger que começara a tocar – Nos encontramos na saída. Quem chegar primeiro espera o outro – combina, lhe dando um selinho antes de sair da cantina.

—Então é mesmo verdade? Você está pegando o Rhodes? – Sarah escuta alguém dizer, voltando-se, dando de cara com Miriam, atual namorada de seu ex e outra garota – Ou seria o contrário?

—E qual seria seu interesse nisso? – pergunta a médica, encarando-a.

—Nada – responde a patologista – A não ser apagar a imagem de “santinha” que Meu namorado tem de você – diz fazendo aspas no ar.

—Me desculpe, acho que não entendi – Sarah indaga, sustentando o olhar da outra.

—Tem idéia do quanto é irritante ouvir Joey te elogia o tempo inteiro? – pergunta, apoiando as mãos sobre a mesa – Ele te colocou em um pedestal. Para ele você não tem defeitos. Mas nó sabemos que não é bem assim não é mesmo? Afinal, para chamar a atenção de um homem como Rhodes algum atrativo deve ter...Ou então aprendeu alguns truques naquele lugar onde trabalhou não é?

—Por que? Vai querer algumas aulas? – revida, levantando-se.

—Olha só, a santinha pondo as garrinhas de fora! – provoca-a.

—Nunca disse que era – Sarah afirma – Escute aqui Mirian, não sei o que pretende vindo me provocar e honestamente sinto muito se Joey fez ou faz essa imagem a meu respeito...Agora, se me dá licença, tenho mais o que fazer – diz, saindo.

—Nunca me enganou Sarah! – escuta a patologista dizer, respondendo com um aceno, sem voltar-se para ela, seguindo seu caminho.

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Clube Fifty Shades (21:45 p.m)

Connor

Respiro fundo mudando de posição, reclinando o banco o máximo, tentando ficar confortável.

Há quase duas horas Sarah entrara no clube para ensaiar me deixando do lado de fora (por mais que tentasse não consegui convencê-la a pelo menos tentar negociar minha entrada com Erico e as garotas).

Depois que saímos do Med, tínhamos parado em uma cafeteria onde fizemos uma refeição rápida seguindo para a boate logo depois.

Fecho os olhos me concentrando na música suave que tocava. Tinha dado preferência a uma seleção instrumental para não ficar fazendo suposições sobre possíveis coreografias sensuais, o que não adiantou porcaria nenhuma!

Distraído, me assusto ao escutar uma batida leve na janela do carro. Olho para fora onde vejo um dos seguranças acenando. Desço o vidro, respondendo a seu cumprimento.

—Boa noite doutor. Erico me pediu para lhe trazer esse lanche e avisar que mais meia hora e terminarão – avisa, afastando-se para que eu pudesse sair.

—Obrigado....

—Andrer – se identifica, apertando minha mão.

—Andrer...Pode me chamar de Connor – peço, pondo a bandeja sobre o capô de meu carro – Sempre demora desse jeito?- questiono, mordendo o misto-quente que trouxera.

—Às vezes – responde, acenado para alguém que chegava – Ta fazendo o que aqui Brenno? – pergunta, estendendo a mão para o colega. Trata-se do amigo de Kelly com o qual havia feito amizade.

—Estava sozinho, entediado, resolvi dar uma volta – explica-se – Boa noite doutor tudo bem? – cumprimenta.

—Sim e você? –respondo, apertando a mão que me estendia.

—Tudo ok – responde – Esperando a Sarah? – indaga, rindo diante de minha expressão confusa – Descobri quem ela era por acidente. Fui falar com o Kelly no Molly’s e a vi – revela.

—É, estou esperando ela sim – anuo.

—Imagino que depois de tudo o que aconteceu deva fazer isto de agora em diante enquanto ela trabalhar aqui – comenta, recostando-se no poste a seu lado.

—Pretendo – confirmo – Se dependesse de mim ela não voltaria mas... – admito.

—Doutor, o que aconteceu foi uma fatalidade – Andrer começa dizer – O pessoal que trabalha aqui, na segurança em especial, passa por uma escolha criteriosa dos proprietários...

—A exceção foi justamente o maluco do Cesar – Brenno o interrompe – Aquele... crápula, só foi contratado como um favor ao primo, Phillip.

—E esse Phillip ainda trabalha aqui? – pergunto, terminando de comer o sanduíche.

—Ele não trabalha na boate e sim para os donos – revela – É segurança pessoal deles... – silencia de repente, franzindo o cenho – Engraçado, agora que falamos nisso, para quem estava tão preocupado em arranjar um emprego e manter o primo fora de encrencas, ele anda bem sumido!

—Põe sumido nisso – Andrer completa – Pra falar a verdade, desde o incidente que não o vejo – comenta e algo “estala” em minha mente.

—Como é esse homem? Ele estava aqui na noite do ataque? – pergunto, causando o mesmo “estalo” nos dois.

—Da minha altura, um pouco mais forte, moreno ...

—Estava sim ...e saiu a procura do Cesar algum tempo depois que foi embora doutor Rhodes – Andrer revela, batendo na própria testa com a palma da mão – Mas é claro! Como fui esquecer esse detalhe! Estúpido, estúpido, estúpido! – xinga a si próprio repetindo o gesto a cada palavra dita – Phil perguntou pelo primo quando desceu do escritório e quando o barman disse que ele tinha saído com a namorada ele ficou nervoso, tentou até ligar mas Cesar não atendeu. Ai ele saiu todo apressado...Droga, como pude esquecer isso?

—Não se culpe. Estávamos todos muito assustados e surpresos com o que havia acontecido – minimizo – Esse Phil, onde ele está?

—Não sei, não o vi mais...Mas conheço alguém que pode saber! – exclama, girando nos calcanhares, encaminhando-se para a entrada da boate.

Instintivamente, faço o mesmo seguido por Brenno.

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Sarah

Estamos de costas para a entrada repetindo a coreografia pela terceira vez, quando escuto uma serie de “ohs” pronunciados pelas demais meninas que estavam em posição oposta, fazendo-nos virar para ver os recém chegados.

—Descobri! – Connor exclama antes que tenha chance de reclamar — Descobrimos, na verdade – repete, parando junto ao palco, erguendo o rosto, um brilho nos olhos – Sei quem era o segundo homem que nos atacou e tentou me incriminar. O nome dele é Phillip, é segurança pessoal dos proprietários!- despeja de um só fôlego, sorrindo vitorioso.

—Phil??? – Erico interroga, sentando-se, tapando a boca com as duas mãos – Pela deusa Cher! Não posso acreditar!

—Pois acredite. Foi ele. Só pode ter sido ele – Andrer completa – E o idiota aqui só deu conta disto agora! – se recrimina.

—Como chegaram a essa conclusão? – pergunto, aceitando a mão que Connor me estendia, sentando na borda do palco junto a ele.

—Estávamos conversando enquanto lanchava, a propósito, obrigado – agradece, voltando-se para Erico.

—De nada lindão! – responde nossa “babá”, ficando mais vermelho que um tomate diante do sorriso que recebe.

—Calminha ai Erico, ou o doutor vai precisar te atender! – Jully provoca- abanando-o com o lenço.

—E a sorte que não tenho! – Erico revida, revirando os olhos, provocando risos – Voltando, estavam conversando e...- gira uma mão no ar, incentivando-os a prosseguir.

—E que Connor estava nos dizendo que, bem, o que você já sabe Dione – Brenno começa, sem graça – Andrer lembrou que todos os seguranças daqui são escolhidos a de forma criteriosa...

—Ao que Brenno lembrou que a única exceção foi justamente Cesar por se tratar de um parente do Phill, daí lembrei que ele estava aqui naquela noite, que ficou bem estressado quando soube que ele saíra com Isa/Egle e que saiu pouco tempo depois que o doutor – explica.

—Isso responde a uma pergunta em aberto até agora: por que tentou me incriminar! – Connor arremata, o brilho em seus olhos aumentando (só não saberia dizer se pela descoberta ou por ter notado, finalmente, a roupa que eu estava usando) – Quis livrar o primo achando um bode expiatório.

—Faz sentido – anuo, encarando-o – E ele sumiu depois do que aconteceu!

—Sumiu não minha rainha, foi embora, partiu, viajou, se fue! – Erico informa, fazendo gestos exagerados com as mãos – E já foi tarde em minha opinião!

—Foi embora para onde? Quando? – pergunto, a frustração tomando conta de mim.

—Para onde não faço a menor idéia- diz- Já o quando....Acho que foi no sábado ou domingo porque na segunda um novo brutamontes foi contratado para substituí-lo – revela, explicando-se –Fui apresentado para liberar a entrada dele nas dependências da boate.

—O filho da ...- Les esbraveja, cerrando os punhos – Ele fugiu quando Connor foi inocentado!

—Com certeza Shay – Connor afirma, abraçado a minha cintura, apoiando o queixo em meu ombro, sua respiração causando arrepios.

—Se fugiu, infelizmente quer dizer que pode voltar! – Sylvie pondera – Ou seja, temos que ficar atentos!

—Vamos ficar – Connor se adianta, beijando meu ombro – E temos que pensar em um jeito de passar essa informação para o sargento Voight e sua equipe sem expor vocês – diz, pensativo –Vocês ainda vão demorar? – pergunta, mudando de assunto de repente – Não me levem a mal, mas gostaria de descansar um pouco ao lado de minha namorada! – dramatiza,e o olho surpresa.

—Descansar? Pois sim! Mudou de nome por acaso? – Jully solta, levando um tremendo beliscão de Aline – Ai!! Estou mentindo!!?

—Nem um pouco! – Connor diz sem qualquer vergonha e é minha vez de corar e beliscá-lo – Mas antes temos que fazer compras – relembra, esfregando as costelas.

—Tudo bem minha rainha pode ir andando. Todas podem – Erico libera – De qualquer maneira não iria render muito mais hoje...E ainda sinto que está faltando algo! – exclama, torcendo o nariz, pensativo.

—Será que ainda dá tempo fugir!? – Sylvie cochicha quando descemos do palco – Erico ta com cara de que vai aprontar alguma! – avisa.

—Espero que não – digo, vestindo o casaco e minha calça jeans.

—Vai sair assim? – Connor questiona.

—Vou e pare de reclamar – afirmo, segurando sua mão – Até sábado meninas – me despeço, fazendo-o me acompanhar.

No carro, aproveito para trocar de blusa enquanto ele dirige me observando pelo canto do olho, rindo divertido.

—A pessoa tem se virar as vezes! – brinco, beijando sua bochecha.

Paramos no primeiro mercado que encontramos fazendo uma feira gigantesca que duraria no mínimo dois meses, seguindo direto para o apartamento dele.

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CFS (sábado, 13/5 – 23:35 p.m)

Narrador

—Ficou maluco Erico?? – Héspera protesta, as mãos na cintura – Que idéia mais estapafúrdia é essa?

—Não lembro o que estapafúrdia significa, mas concordo com Héspera – Carmenta anui – De onde tirou isso criatura? E assim, em cima da hora?

—Vocês não estão entendendo – Erato começa dizer – Em cima da hora para nós apenas, porque o lindinho aqui já escolheu nossos pares sem nos consultar! – esbraveja a dançarina, estapeando-o.

—Bem que você falou que ele ia aprontar Héspera! – Xanta relembra – Sacanagem Erico!

—Amores, eu pensei e pesei bem antes de decidir fazer isto ok!? – defende-se o coreografo – Diana não me deixa mentir – diz fazendo a garota se encolher – Ia ficar muito esquisito dançar essa musica sem um parceiro minhas divas!

—Pois saiba que esta diva aqui não vai dançar porque demorei uma eternidade para ficar em paz com meu namorado e não vou por tudo a perde de jeito nenhum! – Dione exclama, furiosa.

—Fico feliz em ouvir isso! – escuta uma voz conhecida dizer, fazendo-a voltar-se surpresa.

—Connor??? – indaga, vendo o moreno se aproxima com um largo sorriso, uma mascara da mesma cor que a sua cobrindo parte de seu rosto, usando jeans e camiseta – Não acredito! Perdeu o juízo!?

—No dia em que te vi naquele palco, sabia não!? – provoca, envolvendo-a pela cintura, roubando um beijo.

—Não, não, Se – Para! – Erico ordena, enfiando-se entre o casal – Nada de namoricos agora!

—Droga, estava contando com isto! – o loiro que entrara junto com o cirurgião exclama, socando o ar.

—Andrer??? – Erato indaga, abismada.

—Ele mesmo, assim como Brenno, Carlos e Marcel – apresenta-os – Além do nosso convidado bonitão aqui – toca o peito de Connor por cima da camiseta – Ou seja, não são desconhecidos, portanto não irão tentar nenhuma gracinha, todos sabem a coreografia porque enviei para eles por MSN e...

—Erico, eu contei cinco caras e somos seis! – Diana observa – Alguém vai ficar sem par..

—E eu estou aqui para que meu bem?? – interrompe-a, sacando uma mascara, pondo-a no rosto – Serei seu damo! – provocando risos – Agora vamos, que o tempo urge! – comanda.

—Hã, Erico, não esqueceu nada não? – Dione questiona, dando pequenos tapas na mão do coreógrafo, que permanecia sobre o peito de Connor – Tira a mão daí!

—Oops, esqueci! Estava tão macio e firme ao mesmo tempo! – diz, abanando-se, provocando mais risos.

—Erico, ta na hora – o assistente avisa.

—Algum protesto? – pergunta, olhando a sua volta.

—Só uma observação – Erato ergue um dedo, voltando-se para Andrer – Se bancar o sabido te jogo para fora do palco! – avisa, o dedo no peito do segurança, saindo sem esperar resposta.

—Ela me ama! – Andrer exclama, seguindo-a, os demais os acompanhando.

Após todos se posicionarem, as luzes são apagadas, as cortinas abrindo aos primeiros acordes da canção...

Play – Despacito – Luis Fonsi

“Si, sabes que ya llevo um rato mirando;

Tengo que baliar contigo hoy (Dy);

Vi tu miraba ya estaba llamándome;

Muéstrame el caminoque yo voy...”

Uma a uma elas se posicionam na frente do palco, voltando-se para as cortinas, chamando-os com movimentos ondulantes com as mãos como que atraindo-os...

“...Tú, tu eres el imán y yo soy el metal;

Me voy acercando y yo armando el plan;

Solo com pensario se acelera el pulso(oh yeah)....”

Após formarem os pares, começam a dançar seguindo o ritmo da melodia latina em um misto de balda sensual e tango, as garotas deixando-se conduzir dentro dos passos firmes...

“...Ya, ya me está gustando más de lo normal;

Todos mis sentidos van pidiendo más;

Esto hay que tomario sin ningún apuro...”

Envolvidos pela musica, no calor do momento, Connor e Sarah esquecem por um segundo onde se encontram, entregando-se inteiramente um ao outro, dançando de forma cada vez mais sensual...

“....Despacito;

Quiero respirar tu cuello despacito;

Deja que te diga coasa al oido;

Para que te recuerdes si no estás conmigo;

Despacito;

Quiero desnudarte a besos despacito;

Firmo en las paredes de tu laberinto;

Y hacer de tu cuerpo todo um manuscrito...”

Ao final do primeiro refrão, trocam de posição com Erato e Andrer, ficando mais ao fundo onde permanecem até o final da apresentação, aproveitando o frenesi nos bastidores para sair discretamente sem serem notados...

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Apartamento de Connor (madrugada de sábado, 00:40 a.m)

Connor

Aproveitando a distração geral, saio de mãos dadas com Sarah sem ao menos trocarmos de roupa, correndo (literalmente) até meu carro, rindo como dois adolescentes que acabaram de passar a perna na vigilância dos pais, entrando rapidamente.

Dou partida, saindo em alta velocidade, diminuindo ao me aproximar do semáforo ali perto, aproveitando que fechara para beijá-la intensamente como não pudera fazer naquele palco, pondo o carro em movimento assim que a luz fica verde, chegando ao prédio onde moro poucos minutos depois.

Mal estaciono em minha vaga na garagem, Sarah solta o cinto vindo para meu colo, as pernas ladeando meu corpo, tomando minha boca em um beijo ávido que só aumenta a excitação que sentia.

—Foi uma péssima idéia aceitar o convite daquele maluco! – declaro assim que abandona minha boca, gemendo ao sentir suas mãos e boca em meu pescoço e abdômen por sob a camiseta – Sarah! – sussurro, segurando uma mecha de cabelo, obrigando-a a ergue o rosto, me apossando de seus lábios, cessando o beijo apenas quando o ar nos falta – Vamos subir! – chamo, ciente que mesmo sendo tarde corríamos o risco de sermos pegos.

Saímos do carro e a protejo com minha jaqueta que estava no banco de trás, entrando no elevador o mais rápido possível.

No apartamento, me afasto por um segundo procurando a musica que Erico me enviara, pondo-a para tocar com o celular conectado ao home theathre, chamando-a para meus braços, dançando ao mesmo tempo em que acompanho a canção.

—Traduz para mim – pede, afastando-se um pouco, movendo-se sensualmente.

“...Quiero ver bailar tu pelo, quiero ser tu ritmo;

Que le enseñes a mi boca tus lugares favoritos...”

—”quero vê dançar o teu cabelo, quero ser seu ritmo , que ensine a minha boca seus lugares favoritos...- traduzo, puxando-a para junto de mim, beijando seu pescoço, a pele arrepiando-se a meu toque...

“...Déjame sobrepasar tus zonas de peligro hasta provocar tus gritos;

Y que ovides tu apellido...”

—” deixe-me ultrapassar tuas zonas de perigo até provocar teus gritos e que esqueça teu sobrenome...” – prossigo, erguendo-a em meus braços, deitando-a sobre a cama – Despacito...devagarinho...- me antecipo – “ Quero respirar em teu pescoço davagarinho, deixe-me dizer-lhe coisas ao ouvido, para que se lembre se não está comigo...Despacito ..Quero te despir com beijos despacito, entrar nas paredes de seu labirinto e fazer de teu corpo inteiro um manuscrito... despacito...” – sussurro, descendo meus lábios por seu corpo levando o tecido fino e transparente comigo...- “Que le enseñes a mi boca tus lugares favoritos, déjame sobrepasar tus zonas de peligro hasta provocar tus gritos...Devagarinho! – exclamo, terminando de despi-la, me despindo rapidamente, detendo-me por um segundo, admirando-a – Déjame..??

—Si!...

“... Pasito, pasito, suave suavecito;

Nos vamos pegando, poquito a poquito;

Hasta rpovocar tus gritos;

Y que ovides tu apellido;

Despacito..!”

Notas finais
Bjinhos flores!