Hidden In The Forest
14 Capítulo 14: Guias da Morte
Notas iniciais
POV.PERCY
— Cara, onde aprendeu a atirar assim? – Luke perguntou, olhando para a fecha cravada bem no olho do coelho.
— Com a sua prima. – respondi, tentando não deixar transparecer que aquela flecha no olho foi um golpe de sorte.
Luke, Leo, Jason, Nico, Silena, Bianca e Rachel haviam voltado ao palácio logo depois da festa na noite anterior (para não deixar suspeitas de que haviam saído) (N/Noel: Ah, não diga!?) (N/Percy: Ah, não diga que você ficou oito meses sem postar um capítulo!?) (N/Noel: EEEEPA! Discutimos esse assunto depois! Se quiser me matar,retire sua senha!), e voltaram junto com Miranda, Katie, Piper, Hazel, Connor, Travis, Calipso, Charles e Frank antes mesmo de eu e Annie acordarmos. O resultado foi, básicamente, as meninas acordarem ela e os meninos a mim. Em outras palavras, foi a maior farra (com direito a travesseiradas nas garotas por parte de Annabeth)
No momento, eu estava caçando com os garotos. Annabeth e as outras ficaram em casa para fazer sabe-se lá o que.
Luke ergueu as sobrancelhas.
— Annabeth, hein? Acho que meu melhor amigo está crescendo!
Revirei os olhos.
— Nem vem. Você é só um ano mais velho! E além do mais, o que tem a Annie?
O resto dos garotos revirou os olhos. Nico bateu a mão na testa, como se dissesse Eu mereço...
— Cara – disse Jason – Todo mundo já sacou que vocês estão namorando. Não adianta tentar esconder!
— Não estamos namorando – eu falei, corando (N/Percy: Epa, rimou!) (N/Noel: Eu mereço...)
— Aham! – disseram em uníssono.
— É verdade!
— Tá! Ok! Mas e todos aqueles beijos lá na festa? – perguntou Nico, com uma sobrancelha levantada.
Corei ainda mais.
— Foi só um beijo! – argumentei.
— Mas foi o primeiro? – Leo perguntou, erguendo uma sobrancelha. Sério, até ele?
Como fiquei em silêncio, todos abriram um sorrisinho malicioso.
— Já entendemos! – declarou Luke, e eu revirei os olhos.
— Podemos voltar à caça? Até agora só pegamos dois coelhos e um esquilo, e duvido que com todos vocês, mais as meninas, e mais a Thalia (que é uma gorda por dentro), isso vá ser o bastante! – falei, enquanto eles riam. Revirei os olhos mais uma vez, escondendo um sorriso. – Vamos!
Depois de mais ou menos meio quilômetro (no qual conseguimos mais três pássaros, cinco esquilos e quatro coelhos), senti uma tontura forte, ainda maior que as que já havia sentido até agora.
— Percy! – exclamou Luke, me segurando quanto quase caí. Ele me ajudou a sentar e deitar com a cabeça em uma pedra próxima, enquanto o resto do grupo se ajoelhava a minha volta. O loiro colocou uma mão em minha testa. – O que houve? Você está ardendo de febre!
— Pegue... Pegue o frasco na bolsa. Um pequeno, de vidro, com uma coisa dourada dentro. – instruí com dificuldade.
Jason e Frank reviraram minha bolsa.
— Aqui não tem nada além da caça! – disse meu primo.
Droga. Mil vezes droga. Eu devia ter esquecido em casa.
— Então acho que deixei em casa.
— E é justamente pra lá que nós vamos! – disse Luke, me levantando e passando um braço envolta de mim. – Me ajuda aqui, Nico!
Eles me sustentaram e me levaram para casa. Ou, pelo menos, eu acho que sim. Pois, no meio do caminho, eu apaguei.
(N/Noel: Tá parecendo o Jason, hein! Cuidado pra não confundir os papéis!) (N/Percy: Aff, garota chata! Acabou com o efeito da frase!) (N/Noel: SHHHHH! Fica quieto que agora eu quero ver o que acontece!) (N/Percy: Mas você é a autora! Já sabe tudo o que vai acontecer!) (N/Noel: O QUE VOCÊ FALA É TÃO DESELEGANTE QUE VOU TE PISAR SÓ PRA TU SER RELEVANTE! ESCAPOU PELO PÉ? INIMIGA VEM FAZER MINHA UNHA DO PÉ!!!!!) (N/Percy: Aff, dramática.) (N/Noel: Canceriana, meu amor!)
POV.ANNABETH
Eu e as meninas estávamos tendo uma conversa bem constrangedora sobre minha vida amorosa quando a porta foi escancarada e Luke e Nico entraram carregando um Percy inconsiente.
Corri ao encontro deles imediatamente.
— O que houve com ele? – perguntei, sem nem me preocupar com o desespero evidente em minha voz. Abri a porta de uma sala que ficava perto da mesa. Um cômodo pequeno, mas era melhor que arriscar levá-lo lá pra cima. Além do mais, lá tinha um sofá. – Aqui, tragam-no pra cá!
Eles o deitaram no sofá, e eu toquei sua testa. Ardendo em febre.
— Ele caiu do nada! Estávamos caçando e ele desabou. Ele também falou que esqueceu um frasco aqui, com alguma coisa dourada dentro....
— A poção! Não acredito que ele esqueceu! – bati a mão na testa. – Sorte que tenho alguns frascos na cozinha.
Fui até o armário e o abri. Estava vazio.
— O que? – murmurei.
Abri o armário do lado. Nada. Revirei todos eles, e em nenhum tinha a maldita poção. Voltei à sala, e todos me olharam, esperançosos.
— Não tem nada! – declarei. Olhei para as bruxas – Vocês conseguem fazer mais?
As três se entreolharam.
— Não dá tempo. – Miranda se pronunciou. — Quando terminarmos, o veneno vai estar forte demais. Só uma poção ainda mais forte que essa pode impedir o veneno, e talvez até eliminá-lo de vez.
— Ora, então façam essa! – Thalia falou, desesperada.
— Acontece que nós só sabemos os ingredientes, mas não como preparar! – disse Piper. – A poção só existe em livros antigos, por isso é tão rara.
— Qual o nome dessa poção? – Rachel perguntou, surpreendendo a todos.
— ...Guias da Morte.
Pela sua expressão, Rachel parecia ter descifrado o mistério do universo.
— Eu sei onde encontrar um livro com a receita! Tem um na biblioteca do palácio!
— Como sabe? – perguntou Calipso.
— Não consegui dormir ontem, então fui à biblioteca procurar algo para ler. Peguei um livro velho de receitas de poções para cura, e tenho certeza que li esse nome! Nós só precisamos do livro!
— Podemos ir buscar no palácio! – falei. — Eu vou com você, para o caso de alguém te ver com o livro. Como você é de outro reino, podem achar que está roubando. Qualquer coisa, eu estarei lá para garantir que saiamos ilesas.
Rachel pareceu pensar um pouco, mas logo assentiu.
— Vamos logo, então! – disse a ruiva.
Saímos pela porta da frente, rumo ao palácio.
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