Notas iniciais
Oii, primeiro queria pedir desculpa por demorar a porta, mas eu estava adiantando um cap, isso quer dizer que o 33 já esta pronto e já comecei a fazer o 34. o/
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Quero pedir desculpa também por demorar a responder os reviews das meninas que comentaram depois.
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Obrigada Mari Salvatore pela recomendação, eu simplesmente amei, e esse cap é para voce amore ^^
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Desculpa qualquer erro
Espero que gostem e boa leitura *---*

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Ver o meu pai ali, parado na porta me deixou mais que confuso.


A ultima vez que o vimos foi quando ele veio para o aniversario de dois aninhos da Sophia e ainda obrigado pela minha mãe.


- Entrem. – disse Miah abrindo mais a porta.


Meu pai entrou e mais dois seguranças atrás dele.


- Sentem-se eu já volto. – falou sumindo no corredor.


- A que devo a honra da sua presença senhor. – usei de sarcasmo.


- Nathan me poupe das suas brincadeiras, espere sua esposa voltar o assunto é referente aos dois. – disse sentando-se no sofá. Os dois caras de preto ficaram parados na porta.


Logo Miah voltou vestindo uma calça jeans e uma camiseta branca.


- Voltei. – falou sentando-se ao meu lado.


- Vou logo ao assunto. – falou ajeitando o terno. – Soube que você Miah sofreu um atentado no qual minha neta foi feita refém. Agora me responde Nathan por que eu só soube disse hoje? – perguntou sério.


- Senhor, ela esta bem foi só um susto a Miah matou o bandido e já estamos investigando quem esta fazendo isso. – falei.


- Mas eu também soube das ameaças que a Miah recebeu hoje. – falou sério.


- Pai, são apenas ameaças e nós nem sabemos se são verdadeiras. – falei e a Miah me fitou com raiva. – Não precisava você ter vindo lá de cima. –


- Quando minha nora, meu filho e minha neta estão correndo perigo, eu vou para qualquer lugar. – disse ele.


Me surpreendi quando ouvi as palavras “meu filho” saírem da boca dele, já que o seu preferido sempre foi o Caleb. Sempre referia-se a mim como; garoto, saldado ou me chamava pelo nome, mas nunca filho. Por um tempo até achei que fosse adotado, ou filho de outro homem, mas quando falei isso para minha mãe ele ouviu e me deu um tapa no rosto dizendo que era sim meu pai e que nunca mais era para repetir aquilo.


Desde então, vivemos em atrito.


- E vai ficar por quanto tempo senhor? – perguntei.


- Vou resolver alguns assuntos sobre a segurança de vocês e depois do seu aniversario vou voltar para Washington.


Com tudo que estava acontecendo eu havia me esquecido que meu aniversario estava próximo, seria dali duas semanas. Vinte oito anos, uma filha e um casamento em crise.


Não tenho motivos para comemorar.


- E cadê a Taylor? Estou com saudade da minha casula. – falou meu pai.


Aquilo foi um sorriso?


- A Tay esta em casa, vamos creio que não vai querer ficar em um hotel. – falei dando um beijo a bochecha da Miah. – Desculpa não poder ficar. – sussurrei.


- Não tem problema, ficaremos bem. – falou ela. – Boa noite.


- Miah, amanhã vá lá na casa do Nathan, precisamos conversar e eu quero que você conheça o chefe do grupo que fará a segurança de vocês.


- Não preciso de seguranças, posso muito bem cuidar da minha filha. – Miah ficou vermelha de raiva.


- Vi muito bem o tipo de proteção quando os bandidos colocaram uma arma na cabeça da minha neta. – falou meu pai.


Ele sabia ser inconveniente quando queria.


Quando ela ia avançar um passo em direção dele, coloquei meu braço na frente do seu corpo, impedindo que continuasse.


- Amor... Quer dizer Miah, deixa amanhã conversamos sobre isso. – beijei sua testa.


Abri a porta do apartamento e meu pai passou com seus dois seguranças e no corredor havia mais dois.


- Elas vão ficar sozinhas? – perguntou.


- Senhor a Miah tem uma arma embaixo do travesseiro e mais umas cinco espalhadas em pontos estratégicos e uma boa mira, então ela vai ficar bem essa noite. – falei, mas ele se mantinha sério.


- Você e você. – apontou para os seguranças parados na porta. – Vocês ficam e amanhã levem elas para a casa do Nathan. Ninguém entra nesse apartamento sem a permissão da Sra. Calleigh, entenderam? – perguntou.


Os dois assentiram.


- Você sabe que ela vai ficar uma fera, não sabe? – perguntei divertido enquanto íamos para o elevador.


- Não estou preocupado com isso, você mais que ninguém deveria saber que a proteção delas é mais importante do que ataquizinhos de raiva por mero orgulho. – falou.


P.O.V Miah Calleigh

Havia esquecido o quão prepotente meu sogro poderia ser, mas não adiantava insistir ele conseguia tudo o que queria. Agora já sei a quem o Nathan puxou.


Eles haviam acabado de sair quando a campainha tocou, pensei ser o Nathan que esqueceu alguma coisa, mas não era um homem alto vestindo um terno preto igual ao que os seguranças do meu sogro estavam usando.


- Boa noite Sra. Calleigh, o coronel Wright pediu para que fizéssemos sua segurança por essa noite e amanhã para a casa do Sr. Calleigh. – falou.


- Tudo bem não tenho outra escolha mesmo. Vou deixar a porta destrancada, a cozinha é ali. – abri mais a porta mostrando onde ficava a cozinha. – Caso queiram comer ou beber algo.


Eles assentiram.


- Boa noite. – falei fechando a porta.


Fui até o quarto da Sophia ver se ela ainda dormia e como filha do Nathan estava em sono pesado. Dei um beijo em sua testa e sai.


Entrei no meu quarto e coloquei meu pijama de novamente, estava vestindo ele quando meu sogro chegou, não podia ficar de short e blusa de tirinhas na frente de caras que eu nunca vi na vida.


Deitei na cama e me abracei ao travesseiro que ainda tinha o cheiro do Nathan, sentia muita falta dele.


- Merda. – falei levantando, na estava conseguindo dormir, muito menos ler um livro. Ele fazia muita falta.


Fui novamente até o quarto da Soph e a peguei no colo e fomos para eu quarto. A deitei na cama no lugar onde Nathan dormia quando estava aqui.


Fiquei olhando para a Sophia, ela era tão parecida com o Nathan, os olhos, o formato da boca até mesmo o jeito de dormir. Sorri e acariciei minha barriga de dois meses e três semanas. Será que ele ou ela vai ser parecido com o Nathan?


Sai dos meu devaneios quando Soph se mexeu e abraçou meu pescoço ainda dormindo. Passei meu braço sobre seu corpo pequeno e finalmente consegui dormir.


- Mamãe, mamãe. – Sophia me chamava. – Mamãe, qué tetê. – pediu manhosa. – Acoda mamãe. – ela apertou minha bochecha.


- Ok, já acordei. – falei sorrindo. Ela me encarava com os olhos azuis claros.


- Dá tetê mamãe? – pediu novamente.


- Só se eu ganhar um beijo. – falei.


Ela sorriu e me beijou.


Levantei e coloquei o hobbi e fui até o banheiro. Lavei o rosto, escovei os dentes e dei uma ajeitada no cabelo. Retornei para o quarto e ela ainda estava deitada na cama.


- Você vem ou vai ficar deitada vendo TV? – perguntei.


Ela apontou para a televisão na parede e sorriu sapeca.


- Tudo bem. – falei enquanto ligava a televisão e colocava no discorevy kids. – Já volto com o seu tetê, não desce da cama, qualquer coisa chama a mamãe ta? – ela assentiu sem tirar os olhos do desenho.


Fui até a cozinha preparar o leite da Sophia. Enquanto a mamadeira esfriava por ter aquecido demais no microondas, peguei os ingredientes para fazer alguns sanduíches. Coloquei tudo sobre a mesa e também bolo, geléia, suco, leite, café. Só em ver toda aquela comida estava ficando enjoada.


Peguei a mamadeira da Soph e ia para o quarto quando escuto um tumulto na porta.


- Poderiam me dar licença? É claro que ela autoriza minha entrada, eu sou amigo dela.


Aquela era a voz do Riley?


- Senhor, espere aqui, vou consultar a Sra. Calleigh se sua entrada é... – abri a porta.


- Miah. – Riley falou surpreso. – Contratou seguranças? – perguntou com um tom brincalhão.


- Não, meu sogro os deixou ai por essa noite. – rolei os olhos. – Agora alguém pode explicar que historia é essa de autorização para entrar? – perguntei.


- Coronel deixou ordens que só devemos deixar passar quem a senhora permitir. – disse um dos homens.


- Claro que deixou.- falei. – Bom entrem. – Riley entrou e os homens se olharam meio hesitantes. – Entrem, não vou matar vocês. – eles assentiram e entraram.


Fechei a porta atrás de mim sobre os olhares dos três.


- Tem café na cozinha para vocês, sintam-se a vontade. – falei para os seguranças. – Daqui a pouco estarei pronta para irmos. – eles assentiram indo para a cozinha. – Você vem comigo? – perguntei para Riley.


Fomos para o quarto, assim que entrei vi Sophia tentando descer da cama, caminhei rápido até ela e a coloquei sentada novamente.


- O que eu falei sobre não descer da cama? – perguntei um pouco séria. – Toma o tetê. – falei entregando para ela. Sophia deitou novamente e enquanto tomava o leite enrolava a ponta do cabelo. – Então o que te trás aqui? — perguntei sorrindo.


Riley que estava parado na porta caminhou até onde eu estava.


- Vim ver se a mãe mais bonita do mundo esta bem. – falou se aproximando ainda mais.


Coloquei a mão em seu peito o impedindo de chegar mais perto.


- Não... Você sabe que eu sou casada e amo muito meu marido. – falei, mas ele não se afastou. – A única coisa que podemos ser é amigos.


Ele deu um passo para trás e sorriu.


- Sou paciente. – falou.


- Você sabe que você e... eu, nunca vai existir não é? – perguntei.


- Esperança é a ultima que morre. – falou rindo. – Então já contou para ele sobre o bebê? – perguntou.


- Ainda não, vou esperar esse negócio todo passar e quando estivermos juntos e em segurança eu conto. – falei enquanto escolhia uma roupa. – Você poderia dar uma olhada na Sophia enquanto eu tomo banho? – perguntei.


- Claro vai lá. – sorriu.


Tomei um banho rápido, fiquei com medo de deixar a Sophia sozinha com o Riley, não que ele fosse fazer algo e sim ela fazer algo com ele. O fato do Nathan não gostar do Riley faz com que a Soph não goste dele também.


Me vesti e sai do banheiro, quando abri a porta me assustei quando Riley estava apontando uma arma para mim.


- O que você esta... – não terminei de falar.


- Sabe você não deveria ficar com uma coisa dessas embaixo do travesseiro. – disse olhando para a arma.


Respirei aliviada.


- Toma. – me entregou a arma. – quando viu que eu tremia se aproximou. – Esta tudo bem?


- Quer me matar do coração? – perguntei enquanto colocava a arma na gaveta da cômoda. – Não se aponta uma arma para um agente, ao menos que queira matá-lo. – falei e ele sorriu sem graça.


- Desculpa, bom vou indo. Mais tarde eu passo aqui para ver como você esta ok? Por que até o Nathan descobrir sobre o bebe quem vai cuidar de você sou eu. – falou e dei um beijo em minha bochecha.


Até que vi algo voando em nossa direção, como estávamos perto da cama, Sophia conseguiu lançar a mamadeira no Riley, acertando sua cabeça. Olhamos para ela que nos encarava séria.


- Acho que ela nunca vai gostar de mim. – falou.


- Vai sim, é que ela tem conversado muito com o Nathan. – falei caminhando até ela e a peguei no colo. – Por que atirou a mamadeira no tio Riley? – perguntei séria. Ela baixou a cabeça e não respondeu. – Soph olha para mim. – ela olhou. – Pede desculpas para ele. – fez não com a cabeça. – Sophia Marie Calleigh pede desculpas para o tio Riley AGORA! – falei e novamente ela negou com a cabeça.


- Deixa Miah, ela é apenas uma criança. – Riley se aproximou e beijou minha bochecha.


Soph o empurrou e fez cara de brava.


- Sai bobo. – falou ela enquanto o empurrava, Riley sorriu e foi embora.


Olhei séria para ela e ela devolveu na mesma intensidade. Legal, agora eu tenho uma filha atrevida.


- Estou muito brava com você, isso é jeito de tratar o tio Riley? – ralhei com ela.


Ela balançou-se no meu colo para que eu a largasse no chão. Larguei e ela foi até a cama pegar o coelho de pelúcia.


- Soph vamos nos arrumar para sair. – falei.


- Não. – ela respondeu cruzando os braços e me desafiando.


- Não quer ir ver o vovô? – perguntei. Ela pegou o coelho pelas orelhas e foi caminhando sozinha para seu quarto. – Que foi que você cresceu? – perguntei mais para mim.


Vesti a Sophia com dificuldade, já que ela ainda estava brava comigo, então ficava fazendo birra. Aposto que se fosse o Nathan ela teria obedecido e estaria numa boa.


Assim que terminamos a peguei no colo e saímos do apartamento. Os seguranças já nos esperavam no lado de fora.


- Podemos ir rapazes. – falei trancando a porta.


Dei a chave do meu carro para um deles. Fui atrás com a Sophia, que ainda fazia questão de não olhar e nem falar comigo, tudo por que briguei com ela. Não demoramos muito para chegar.


Desci do carro e peguei a chaves com os seguranças. Tirei a Sophia da cadeirinha e a coloquei na calçada;


- Espera paradinha ai que vou pegar suas coisa. – falei largando ela na calçada.


Peguei sua bolsa e tranquei o carro, quando olhei pra trás a Sophia já estava parada na frente da porta, com uma mão ela segurava o coelho e com a outra estava batendo na porta enquanto chamava o Nathan. Suspirei e fui em sua direção e toquei a campainha, um minuto depois Nathan abriu a porta.


- Bom dia. – falou e a Soph abraçou sua perna. – Tudo isso é saudade? – perguntou com um tom brincalhão, enquanto a pegava no colo.


- Não, ela esta fazendo birra, não fala comigo desde que saímos de casa. – falei.


- Você esta brava com a mamãe? – perguntou ele. Ela deitou a cabeça em seu ombro e confirmou com a cabeça. – E por quê? –


- Ela jogou a mamadeira no Riley e não quis pedir desculpa. – falei.


Nathan ficou sério olhando para mim como se perguntasse “o que o Riley estava fazendo lá”, mas não falou nada, apenas fez sinal para eu entrar. Vi quando virou-se de costas quando ele ergue a mão para a Soph bater e sussurrou um “isso ai filha”.


Rolei os olhos e entrei. Levei um susto quando olhei para a sala e estava toda bagunçada, os abajures quebrados, as almofadas espalhadas pelo chão e a poltrona caída.


- O que aconteceu aqui? – perguntei.


- Recebemos uma noticia um tanto quanto inesperada, e o meu pai tentou matar o Jason. – disse ele.


- O Jason? Por quê? –


- Tay esta grávida.


Notas finais
Então gostaram? Mereço reviews? Recomendação?
Quanto mais rapido comentarem, mais rapido eu apareço ok?
Beijos e até o proximo ^^