H.h

14 Capítulo 14 - Projeto H.H


Notas iniciais
Explicação sobre o nome H.H e a aparição de algumas pessoas já citadas. Nada demais.

[プロジェクトH.H]

Capítulo 14 – Projeto H.H

Olá, me chamo Charles Darwin e venho aqui contar sobre a origem dos seres humanos.

Como é de conhecimento de todos, as raças tendem a evoluir. Pois os humanos não.

O fato é que eles fazem parte da uma experiência feita por outras raças em busca do ser perfeito, que logicamente falhou. Eles queriam que seus defeitos fossem concertados nesse feitio. Dentre esses erros, se encontram: Vampiros não podem ser expostos ao sol; Lobisomens não têm autocontrole; Youkais não têm forma própria; Paranormais não vivem muito.

Os humanos são uma falha. Depois de várias tentativas, nasceu o Homo Sapiens. Eles criaram vontade própria e dizimaram as outras raças ao longo dos tempos, seus próprios criadores. Como se não bastasse, tiveram vontade de evoluir, mas não tinham recursos e nem conhecimento para pesquisar sobre isso e decidiram esperar a prosperidade. Até que em plena Segunda Guerra, o projeto H.H foi posto em prática e um novo tipo de humano nasceu. Dois espécimes foram criados e assim nascia o aparentemente próspero Homo Heroicus.

Mas como todas as outras tentativas, eles foram nomeados como falhas e foram abandonadas. A ambição humana sempre se mostrando como uma doença. Falhas criando falhas.

Depois de muito pensar, cheguei à conclusão. Parece que vou ter que escrever uma nova versão de “A Origem das Espécies”.

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Thomas andava lentamente enquanto lutava contra o imenso frio. Sua grande barba negra e seu cabelo esvoaçado os davam características de um naufrago. Suas roupas estavam surradas e ele andava lentamente e mancando, parecendo ter lutado contra algo. A paisagem pintada de branco era cercada por um longo e raivoso mar que rugia a cada grande onda.

Ele subia uma grande escada que adentrava a fortificação. Tinha muita sorte que os “guardas” tinham o deixado entrar ali.

Tossia fortemente enquanto segurava seu peito. Sua idade prolongada parecia não ir mais longe. Tinha 80 anos, mesmo aparentando 40. Havia conseguido prolongar sua vida de paranormal em 40 anos. Vivendo escondido e com remorso do que havia feito. Seu nome nem era Thomas. Chamava-se Faraday Salamargo, descendente de uma linhagem antiga de paranormais. A suposta sigla de seu nome era F.S, mas hoje em dia preferia ser chamado deste nome.

Havia saído de um confronto com Tetsuo H.T, ou Harry Truman, seu antigo amigo cientista. Fraco e debilitado, estava ali para acabar com sua missão final.

Sua busca pelo ser perfeito acabava hoje. Andava lentamente, cela por cela. Ali, os mais perigosos criminosos de todas as raças se encontravam. A prisão tinha 20 gigantescos andares térreos e subterrâneos, 40 no total. Quanto mais baixo, mais perigoso.

Quando começou a descer, sentiu a temperatura de seu corpo diminuir mais e mais. Estava em seus momentos derradeiros. Sua respiração lenta e pesada podia ser ouvida de longe.

Depois de algum tempo, chegou a uma grande cela no último andar, tinha cerca de 10 metros de altura. Ali, uma névoa negra infestava o lugar e se movia, parecendo um ser vivo.

Da névoa, uma voz distorcida disse:

— Quem o mandou aqui?

E ele respondeu, amedrontado.

— Mestre Eiji.

— Então, o maldito que me criou veio me libertar? Vejo que não está em bom estado. Fazer experiências em si mesmo para prolongar a vida, patético.

— Criar você foi meu grande erro. Agradeça ao Mestre Eiji. Ele é o salvador desta era e quem vai criar o ser perfeito. Disse ele, desesperado.

— Não existe perfeição! Só os tolos acreditam nisso!

— Espere e verá!

— Se for para esperar, me tire daqui antes. Prefiro esperar enquanto me alimento. Disse ele, ironicamente.

Faraday tocou com uma das mãos a cela, fazendo com que com que os grandes portões se abrissem. A escuridão dali cessou e um ser com gigantes olhos amarelos e corpo negro se encontrava.

— Então, prefere ser absorvido por mim ou apodrecer ai? Disse o ser.

— Por favor... Implorou ele.

— Como desejar... E abriu uma boca gigante, o engolindo de uma só vez.

Saiu andando diante do corredor, soltou uma risada e disse:

— Eu, um dos dois espécimes de Homo Heroicus ainda me sinto incompleto... Que ironia. Aliás, como será que vai minha querida irmã?

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A Motoqueira Negra olhava para a noite. Aquela escuridão era confortável para ela, pois era a única coisa que conhecia.

Fazia dois meses desde o acontecimento e os dias pareciam terem se tornado mais calmos. A mídia recebeu aquilo como sendo ataque terroristas, todo G8 foi atigindo. Várias especulações de OVNIS e tudo mais foram feitas, mas só especulações.

Novembro começava e ela continuava a perambular por ai sem rumo. Fazia 60 anos que seguia aquela triste rotina.

Al se juntou a ela encima do prédio. O vento bateu ema sua cara fortemente. Era agradável poder sair sem nenhuma proteção.

— Vai ficar resfriada se ficar muito tempo aqui.

— Idiota, não tenho como me resfriar. Disse ela, espirrando logo depois.

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Sano se sentia totalmente responsável pelo o quê havia acontecido com Rin. Fazia quatro anos desde então e ele não tinha desistido de caçar Eiji. Soube que ele se tornara influente no mundo do crime, apenas isso. Não iria desistir até achá-lo. E quando achasse, usaria suas adagas para cortá-lo com gosto.

Não era vingativo, mas aquele acontecimento era imperdoável.

Andava sem sua moto hoje. O ar frio batia em sua cara, o inverno se aproximava cada vez mais. Fitava o céu sem estrelas de Tóquio. Iria largar a divisão e iria seguir suas investigações sozinho quando o ano acabasse.

As ruas estavam completamente vazias, qualquer um se assustaria em passear por aquela região, principalmente à noite.

Ouviu um barulho de trás de alguns prédios. Virou para trás e ficou chocado.

Ali, um batalhão inteiro de soldados da O.H.D apontava armas para ele. Um deles tirou a máscara de gás. Era Okiba-san. Deu alguns passos a frente e disse:

— Você está preso, Hayashi Sano.

Capítulo 14: Projeto H.H: Fim.