Hey Ryan! I Love You!
8 O concerto acústico em Sydney
Notas iniciais
Sydney é a coisa mais linda do mundo, pena eu não ter tempo para fazer passeios turisticos. Talvez eu possa vir aqui com Ryan, em uma outra ocasiao, é um lugar incrivelmente romantico. A Australia é um país quente, de cultura marcante, muito acolhedor, e com certeza voltarei mais vezes. Aposto que o resto da banda tambem está pensando a mesma coisa, a julgar por suas caras de admiraçao. Do aeroporto, fomos levados direto para o local onde aconteceria nosso concerto. Eu estava ansioso, e com certo medo, o que era comum antes de cada show. Aquele frio na barriga, as pernas moles, isso ainda acontecia comigo. Pude ouvir alguem anunciar o Panic! at the disco, e adentramos no palco, que era fechado e com plateia reduzida. Ocupamos os lugares indicados, demos as nossas saudaçoes de boas-vindas, e começamos a tocar. Como combinado no ensaio, "always" seria nossa musica de entrada, e encerrariamos com "I write sins not tragedies", nosso maior sucesso, a musica que alavancou nossa carreira. Se a tocassemos por último, as pessoas iam ficar com uma sensação de quero mais, e era justamente isso que pretendiamos. Na terceira musica, "trade mistakes", fiz uma pausa, peguei a bandeira da Australia, que uma fã havia oferecido e bebi um gole de agua. Toquei o resto do show com a bandeira, e pretendia leva-la para casa como recordaçao. Eu sempre gostava de levar alguma coisa como "lembrança" dos lugares que passava. Tocamos um total de 13 musicas. Foi um belo concerto, um dos melhores que a banda já havia feito, e tambem um dos mais tranquilos. Todos estavam em sua melhor forma, apesar da festa de ontem. Fiquei aliviado, estava com medo que não tocassemos bem. Nos despedimos da Australia, demos alguns autografos, e tiramos fotos com as fãs escolhidas para nos conhecer. Laurie, Debb e Tifanny foram as contempladas. Quase tiveram desmaios ao me ver. E isso me assusta as vezes. A caminho do aeroporto, fiquei observando como a noite em Sydney era ainda mais bela que o dia. As luzes eram fascinantes, o oceano de um negrume infindavel, a brisa marinha era deliciosa. Mas tinhamos que ir, dentro de um dia eu me casaria. Durante o voo, meus pensamentos estavam voltados para o casamento, eu estava tentado encontrar um meio de dizer a Sarah sem magoa-la, que não iriamos mais nos casar. Spencer notou que eu estava muito calado. — Brendon, o que houve? Voce está tão quieto hoje... Tentei sorri ao olhar para ele. Talvez eu devesse desabafar com ele. — Quero te contar uma coisa. Sobre ontem. — Acho que Spen desconfiava, mas prossegui — Eu encontrei com Ryan ontem e nós, bem, nós nos falamos, e acabou rolando um clima entre a gente, nos descontrolamos, minha vontade foi mais forte que eu. — Brendon, é isso mesmo que estou entendendo? — Perguntou Spencer. Ele parecia atordoado. — Voce e Ryan transaram? — E olhou para os lados, verificando se nao havia acordado ninguem, mas todos ainda estavam dormindo. — Cara, voce ficou doido? E a Sarah? — Exatamente. Não sei o que vou fazer. — Brendon, mas voce vai casar amanha! — EU SEI! — talvez tenha gritado um pouco — Desculpe Spen, mas estou encrencado com isso. — disse enfaticamente. Spencer recostou a cabeça em sua poltrona, e voltou a cochilar. E eu nem mesmo conseguia pegar no sono. Fiquei olhando o oceano, e pensando.
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