Notas iniciais
Boa leitura! E não esqueçam de me mandar um review com o que você tá achando da história, hein? Beijos.

Catorze


_Ué, já acordou?_ ele me olhou surpreso, enquanto fazia carinho no meu cabelo._ Você dormiu as oito e agora são... dez.

_Dez?! Eu preciso voltar pra casa!

_Por que? O seu namorado vai pra lá, por acaso?

_Se você quiser..._ segurei a mão dele_ mas é que eu preciso pegar as minhas coisas. A minha escova de dente, o meu pijama, o meu travesseiro...

_Tá._ foi andando em direção a sala para pegar a chave_ vamos, Bela Adormecida?

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Chegamos da minha casa e eu fui direto pro banheiro tomar banho. Porta trancada? Pra quê?!

Miguel entrou no banheiro para escovar os dentes, mas mal conseguia parar de me olhar. Ele saiu, e eu acabei o meu banho rapidamente.

Eu já nem estava mais com sono, então ficamos vendo um show do Green Day que estava passando na televisão.

_Eu não sabia que você gostava de rock!_ eu disse enquanto pulava na cama dele ouvindo “Summer of 69”.

_Nem eu..._ ele sorri, com um copo de água na mão, me olhando, encostado na porta do quarto._ é bom pular na cama?

_Muito! Vem cá!

Nós dois ficamos pulando na cama, vendo o show do Green Day, até que cansamos e fomos... “dormir”. Uma noite perfeita.

Acordamos no outro dia com a Fatinha varrendo a varanda. Na verdade, eu acordei com o barulho, e eu o acordei. Ele saiu do quarto e falou alguma coisa com a Fatinha, depois ele me fez um sinal de “pode sair”. Eu sai, e a Fatinha nem estava mais lá. Fomos para a cozinha e tomamos o café da manhã já preparado pela empregada e depois Miguel foi para o hospital.

Quase não vi a Fatinha, apenas dei “Bom dia” e me arrumei para ir para casa.

Foi só uma hora antes do horário em que eu costumava ir para o hospital ver o Nicolas, que eu me lembrei que ele não estava mais lá. Então, resolvi ligar para ele.

_Oi?

_Oi, Nick, aqui é a Magda.

_Oi, baixinha! Tudo bom?

_Tudo. E você? Está sentindo alguma dor?

_Não, eu estou bem. O Miguel me prendeu lá por um século, devo ter melhorado de coisas que eu nem tinha!_ ele gargalhou do outro lado do telefone.

_Ah, não seja exagerado, foi um pouco mais de uma semana! Além do mais, ele ainda disse que não podia fazer muitas coisas... aposto que você já até voltou a andar de bicicleta, estou certa?

_Certíssima. Ontem mesmo, eu saí pra andar de bike. Por falar nisso, eu vou sair agora. Beijo.

_Não! Peraí, então... que horas a gente vai se encontrar hoje?

_Às dez, na casa do Miguel, lembra?

_Ah, tá.

_Você sabe como chega lá?

“Acabei de sair de lá”...

_Ah, sei. E você?

_Sei, ele me mostrou ontem. Nem precisa ficar me esperando, baixinha. Eu vou levar a Talita.

_Tá ok. Beijo.

_Beijo.

Eram três horas da tarde quando levei a minha roupa pra casa do Miguel e fiquei lá. Querendo ou não, a casa dele, mesmo sem ele, era muito mais legal que o meu “apertamento”. Tinha uma pequena quadra de vôlei, uma “mini-academia”, que justificava o corpo do Miguel.

_Fatinha, que horas o Miguel chega, hoje?

_I, óia Dona Magda, ele chega mais cedo hoje porque é sexta, né? Umas sete horas.

_Ah, tá, obrigada.

Sete horas?! Por que ele tinha que ser médico?

Resolvi pegar uma camiseta do Miguel_ que cabia duas Magdas_ para fazer ginástica, pra ver se o tempo passava mais rápido.

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Eu estava completamente suada quando Miguel chegou: pra falar a verdade, eu não tinha sequer visto que ele tinha chegado, porque quando ele entrou na academia, ele já estava com roupas normais, e não de médico.

_Oi, Amor! Que bom que você está aqui na minha casa, não na sua._ ele sorriu. Eu dei um beijo nele.

_Fiz mal? Olha, eu vou lavar essa blusa depois...

Ele me puxou pra perto dele, ignorando o meu suor, e me deu um beijo novamente, mal deixando eu completar a frase.

_Você está muito sexy com a minha camiseta._ ele vai descendo sua mão pelas minhas costas.

_Aliás... eu fico bem com qualquer coisa sua, se é que me entende._ Olhei para ele, já sentindo seu calor, seu olhar penetrando nos meus. Nós ficávamos tão bem assim.

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Chegou finalmente a hora de nos encontramos com Nicolas e Talita, na verdade, de esperarmos eles. Eu já estava arrumada, com uma minissaia preta, brilhante, e uma blusa também preta, larguinha. Miguel estava incrivelmente lindo: nada muito diferente, nem especial, apenas uma camisa verde e uma calça não muito colada. Mas tudo nele parecia ser mais lindo do que seria em outra pessoa...

_Como você está feio nessa roupa.

_Como você está gostosa nessa roupa.

_Você podia tirar a sua.

Rimos. Nesse momento, ouvimos a buzina do Fusion do lado de fora.

_É o Nicolas.

Miguel abriu a porta e o carro estava parando, estávamos de mãos dadas.

_Você vai falar pra eles que a gente tá namorando?_ falei baixinho.

_Tudo bem pra você?

_Tudo ótimo...

Eles pararam em frente à casa do Miguel, até que eles saíram do carro.

_Oi, gente!_ a Talita estava linda, com um vestido colado, rosa.

_Oi..._ Nicolas não estava menos lindo que Miguel. Ou estava.

_Olá!_ Miguel disse para eles, mas eu apenas acenei.

_Posso saber por que vocês estão de mãos dadas?_ Nicolas disse, sorrindo.

_É... a gente tá namorando.

Depois que Miguel disse isso, ele me deu um beijo tão doce, diferentemente dos outros dias.