Hes Lost Control
11 Capítulo 11
Notas iniciais
“Frank ainda não havia me ligado nenhuma vez se quer, comecei a pensar que a voz em minha cabeça estivesse certa. Talvez ele não me amasse de verdade.”
Frank’s POV
Eu estava desesperado, já fazia duas semanas desde que eu tinha deixado a clínica, e eu não havia falado com Gerard ainda. Eu tentei muitas vezes ligar para lá, mas minha mãe contou para meu pai do ‘beijo’ que ela havia visto, eu a pedi tantas vezes para não contar, mas mesmo assim ela o fez. A reação do meu pai foi horrível, ele me chamou de nomes que não gosto nem de lembrar, disse que eu tinha que ele tinha vergonha de ter um filho ‘viado’. Então me deixou sem telefones e essas coisas. Ele não me proibiu de sair, mas quando eu saia ele colocava algum de seus seguranças atrás de mim. Eu tentei por muitas vezes despistá-los, mas nunca consegui.
Aquelas semanas me lembraram meus primeiros dias na clínica, eu me sentia como um pássaro preso numa gaiola, eram necessários vários tipos de remédios para me acalmar. Mas depois que Gerard apareceu, meu coração se acalmou, se aqueceu, ele mudou tudo. Eu tinha que arrumar um jeito de falar com ele, nem que eu tivesse de fugir de casa ou algo assim, eu precisava ouvir a voz dele e saber se ele estava bem. Eu não conseguia dormir, pois estava preocupado com ele, tinha medo de que fizesse alguma besteira. Eu não aguentaria perde-lo.
Esperei até anoitecer e meus mais caírem no sono, fui até um dos altos muros da casa, e quando eu digo altos, eram alto mesmo. A casa era uma mansão enorme, meus pais tinham muito medo de roubos e essas coisas. Escalei o muro com dificuldade, me apoiando nas arvores próximas a ele. Cheguei ao outro lado, e sai correndo com medo de que alguém me visse, sai do condomínio e depois de alguns minutos andando pude finalmente ver as luzes da cidade.
Corri até o primeiro telefone publico que vi, eu não podia esperar mais nem um segundo para ouvir a voz do meu bebê. Disquei o numero de telefone da clínica e esperei. “St. Armstrong Centro de Reabilitação, o que deseja?” ouvi a voz da recepcionista dizer. “Eu quero falar com um dos seus pacientes, o nome dele é Gerard Way.” Respondi. “O senhor é algum membro da família?”
“Sou o irmão dele.” Menti, talvez assim o chamassem mais rápido. “Vou encaminha sua ligação até ele, um momentinho.”
“Okay”. Respondi. Eu estava tremendo muito, finalmente iria ouvir a voz dele. Eu estava nervoso, queria poder abraçá-lo pelo telefone.
“Mikey, o que você quer?” Ouvi Gerard dizer, a sua voz parecia não ser usada a anos, o que me deixou preocupado.
“Gee, não é o Mikey, sou eu o seu Frank!” Respondi animado. “Frank?” Ele disse quase gritando. “Sim, sou eu. Me desculpe por não ter ligado antes, é que meu pai descobriu sobre agente e me deixou sem meios de falar com você. Eu to com tanta saudade, eu te amo tanto.” Comecei a falar tudo de uma vez, eu estava ansioso, queria explicar tudo para ele de uma vez, tinha medo de que ele estivesse bravo comigo. “Pensei que você tinha se esquecido de mim.” Ele disse frio. “Te esquecer? Nunca meu amor, eu penso em você a todo minuto. Como estão indo as coisas por ai?”
Aquele tom de frieza na voz dele fez meu coração disparar.
“Se me amasse teria arrumado uma jeito de falar comigo antes, por que só agora Frank? Sabe o quanto eu precisei de você?” Pude perceber que ele estava chorando ao disser isso. “Me desculpa meu amor, meu pais tem muitos seguranças por isso eu não consegui sair antes, me desculpa mesmo. Eu te amo, nunca duvide disso Gerard.” Comecei a chorar também. A possibilidade de ele não me perdoar me assustava, eu não sei o que iria fazer sem ele, eu vinha planejando tudo para nós dois, e agora ver tudo desmoronar seria o fim. “Me desculpe, meu Frank. Eu te entendo, mas eu estou piorando, durante duas semanas me deram 10 tipos diferentes de calmantes, minha alma está morrendo, Frank. E tem essas vozes na minha cabeça que me atormentam, a única hora em que tenho sossego é a noite, em meus sonhos... quando sonho com você. Me ajuda, meu amor.”
“Lights will guide you home, and ignite your bones, and will try to fix you.” Comecei a cantar para ele. “Se lembra de quando você cantou essa música pra mim e tudo ficou bem? As coisas vão se acertar agora também, meu amor.”
“Eu te amo.” Ele disse. “Eu também te amo.” Respondi.
“Mas e então, como vão as coisas aí? como vai a Demi?” Perguntei. “Não estão nada bem para mim, mas tenho certeza de que daqui pra frente ficarão, agora que ouvi sua voz de novo. E a Demi está bem, doidinha como sempre.” Ele respondeu. Parace que eu podia sentir o sorriso dele do outro lado da linha, aquilo me fazia bem, fazia todas as preocupações que eu estava sentindo irem embora. “E por aí? Como é estar de volta de casa?” Gerard perguntou de volta. “Aqui é ótimo, tem um jardim enorme e meu quarto é abarrotado de livros, mas sem você nada disso tem graça.” Respondi.
“Tenho que ir agora, a enfermeira está gritando aqui dizendo que o tempo acabou.” Pude sentir um toque de tristeza na voz dele ao dizer isso.“Como assim? Já? Eu corri de 3 cachorros pra chegar até aqui Gerard, eu mereço um tempinho a mais com você né!” Reclamei. Ele riu, mais uma vez fiquei feliz por ele demonstrar alguma alegria, por menor que fosse. “Também acho que merece, mas a enfermeira tá aqui do meu lado escutando tudo o que agente ta falando, acho melhor você ligar amanhã.”
“Ok, vou tentar te ligar amanhã então. Beijos, te amo. E vê se te-cuida ta bom?!” Me despedi. “Vou me cuidar sim, também te amo meu baixinho, tchau!”
Tive que correr daqueles 3 cachorros de novo na volta pra casa. Mas em compensação, fui dormir com um sorriso enorme no rosto.
Notas finais
Até a proxima :3
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