Hes Lost Control
8 Capítulo 8
Notas iniciais
“Eu o abracei o mais forte que pude, parecia que seria a ultima vez que eu o veria. Era uma dor tão grande, eu não sabia como ira ser lá fora. Só a possibilidade de voltar pra a escola de novo me aterrorizava, eu queria o meu Gee comigo lá fora.”
(Gerard’s POV)
Eu não queria acreditar naquilo, não podia ser verdade. Eu me sentia mal por não estar feliz por Frank, não que eu desejasse que ele ficasse doente pra sempre, mas agora eu não o teria ali pra dormir abraçado comigo e me dizer que tudo ficaria bem.
—Não vou desgrudar de você nesses 2 dias, parece até que já to com saudade de ficar assim com você, Gee. —Frank disse se deitando sobre meu peito.
—As coisas vão se acertar, Frankie; eu vou sair daqui e vamos viajar o mundo juntos.
—Como nos livros.
—É sim.
Como era de se esperar, Frank e eu raramente saímos do quarto nos dois dias seguintes, as pessoas até começaram a desconfiar e faziam piadinhas sobre isso quando saíamos para as refeições, mas nós não nos importávamos, só queríamos ficar juntos o máximo possível. Eu tentava memorizar cada toque, o som da voz dele, eu não queria perder nenhum detalhe. Ás vezes mesmo o abraçando me vinha o medo de ele sumir, de nunca mais o ver, aquela sensação me matava.
Dois dias passaram como dois segundos, Frank estava guardando seus livros e vinis, me deixou alguns e disse que me fariam ‘lembrar dele’. Até parece que eu o iria esquecer em algum momento, esse era o problema. Eu tinha medo de que sem ele ali do meu lado as coisas saíssem do controle, quero dizer... que eu saísse do controle. Também não queria que ele sofresse, Frank era tudo o que eu tinha, queria, sabia, amava...TUDO! Eu não suportaria vê-lo sofrer por mim.
—Minha mãe deve chegar hoje lá pelas 4 da tarde. —Frank disse com uma expressão triste.
—Você deveria estar feliz, Frankie! Você vai sair daqui!
—É, mas eu não quero ficar longe de você.
—Você pode vir me visitar, sabe disso né?
—Sim, mas... eu quero dormir abraçado com você, poder te beijar quando eu quiser, e você sabe... outras coisas. —Ele disse com sorriso malicioso.
Não pude evitar rir.
—Quando eu sair vamos fazer o que você quiser, Frankie.
—Só quando sair? Que tal agora?
—Mas são 11 da manhã, as pessoas podem ouvir. —Eu disse rindo.
—Ah, são todos loucos, vão pensar que são vozes do além ou algo assim.
—Você sabe que eu não resisto á você, não é?
—E não é pra resistir mesmo.
Ele pulou na cama se colocou em cima de mim e começou a me beijar. Começou pelo meu pescoço e foi descendo devagar até minha virilha, ele estava começando a desabotoar minha calça quando a porta abre. Era a Demi.
—Ei Fronkeh! Vim me despedir e... Uau! Acho que cheguei na hora errada, né?
—Acho que sim né. —Frank disse num pulo.
—Desculpa... hum eu volto outra hora. Tchaau!
Eu cai na risada.
—Isso foi embaraçoso.
—Um pouco. —Frank disse rindo também.
—Mas imagina se fosse algum enfermeiro?
—O máximo que ela vai dizer é que me viu te matando ou sei lá.
Nós dois rimos da situação por mais alguns minutos.
—Mas e então, onde nós estávamos mesmo? —Frank disse me beijando.
—Acho melhor não, vai que alguém aparece de novo?
—Ah, Gerard! Veja isso como um presente de despedida.
—Presente de despedida?
—É, já que eu não vou ter você comigo todo dia mais...
—Acho que vamos ter que guardar isso pra quando eu sair também.
—Ok. —Ele disse parecendo irritado.
As horas passavam rápido, já era quase hora da mãe de Frank chegar e ele ja estava com tudo pronto pra ir. Eu não era muito bom em despedidas, ainda mais se for pra me despedir da pessoa que eu mais amava do mundo, eu não sabia se ia aguentar.
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