Herois do Olimpo - a Profecia.
20 XX - Vigiados
Notas iniciais
Antes de mais nada, peço desculpas, pois, tenho notado que os capítulos estão diminuindo , mas prometo que eu e o Matt vamos contornar esse probleminha !
Também estava discutindo com o Matt (novidade) e queremos dedicar esse capítulo para nossa fiel leitora Bella_Alice_3 que sempre tem acompanhado essa historia e apesar da demora dos capítulos tem nos apoiado sempre (achou que nós não notamos né ?) HAHA.
Mas não pensem que não consideramos os nossos outros leitores, por favor
hein ?!
SENHORITA BELLA ALICE ESTE É PRA VOCÊ !
Pra terminar continuem acompanhando porque a partir deste capitulo muita coisa vai esquentar !
Nos vemos lá embaixo \o
Annamar Grace.
Envelhecer nunca foi um problema depois da imortalidade, mas agora, essa era minha atual preocupação. Parte da minha mente – aquela que ainda estava lúcida, e salva da histeria – dizia que eu deveria me acalmar, que quanto mais rápido nós concluíssemos a missão, mas rápido eu poderia ficar despreocupada sobre envelhecer. A outra parte – aquela que se negava a encarar espelhos – queria voltar para o centro de Nova York e encarar todo o Conselho Olimpiano, pedindo uma explicação para minha imagem de vinte anos.
— Se acalme! Vamos encontrar uma solução... Tem que ter uma. – Annabeth resmungava enquanto arrumava a bolsas de Rodrigo, mas eu não sabia ao certo quem ela tentava convencer.
Eu olhei para as camas desarrumadas e as bolsas sendo organizadas. Todos estavam ocupados, se apressando ao máximo para pegarmos a estrada. Eu me xingava mentalmente por termos perdido tanto tempo ali. Estava bastante óbvio que o meu cerébro hiperativo não guardaria nada de uma infância entediante e assustadora.
— Vamos esperar vocês no pátio. – eu disse lentamente, levantando-me da cama e escorregando para o lado de Annabeth, que apenas bufava de raiva a cada cinco segundos.
O pátio estava deserto. O vento e o céu nublado anunciavam a chuva que viria. O ar estava cheio com o som de risadas, a água da piscina espirrando contra o concreto e o leve som de piano. Os bancos de cimento estavam frios, as arvores adormecidas e a grama sem vida. O sol quase não aparecia. Os dias curtos e as noites invernais longas. Eu sabia que algo estava errado, mas preferia acreditar que Apollo havia apenas tirado um tempinho para ele.
— Não temos um plano! – Annabeth disse, seu olhar fixo na floresta que uivava. As arvores tremiam. — Não consigo pensar em nada.
Ter um plano para cada momento era essencial durante a missão, mas as coisas pareciam fugir do meu controle e escorrer como água através dos meus dedos. Não consegui pensar em nada eficiente. Tudo girava em torno de pegarmos um ônibus de volta para Nova York, comprar suprimentos, roupas e coisas realmente importantes, e nos prepararmos para a missão de verdade. Sabíamos que ela não seria, nem de longe, tão fácil assim.
Annabeth se levantou do banco e começou a andar de um lado para o outro na minha frente. Meus olhos acompanhavam seus pés esmagando a grama. A cada passo, eu me sentia mais insegura, mais fraca, mais dispensável e mais desesperada.
— Vou dar uma olhada na floresta. – eu disse quando seus pés pararam de ser atrativos. Isso a pegou de surpresa, o que a fez me dar uma olhada cética e um erguer de sobrancelhas desconfiado. — Relaxa! Estou com o celular! – dei um tapinha no bolso e dei as costas a ela, antes que mudasse de idéia.
Deixei uma Annabeth frustrada próxima aos bancos e me aventurei alguns metros dentro da floresta. Ali, eu quase me sentia em casa. Era como se eu tivesse sete anos novamente e visse aquelas luzes brilhantes em todas as partes, como territórios de um Banco Imobiliário. Mesmo sem meus poderes de deusa, as luzes eram brilhantes, cada portal claramente separado. Por alguns segundos, meus olhos se fecharam. Os acontecimentos da primeira vez que fui àquela floresta se iluminaram debaixo das minhas pálpebras.
— ANNAMAR! – o grito assustado de Annabeth me trouxe de volta a realidade. O ar escapou dos meus pulmões rapidamente e eu corri em direção a ela.
Não fui muito longe, apenas alguns metros. Ela havia se arriscado a entrar, mas conseguira apenas alguns passos. Ela estava ajoelhada próxima de uma arvore. Seus joelhos pressionados na terra molhada e suas mãos segurando seu cabelo enquanto seu rosto se inclinava em direção ao chão.
— O que houve? – minha voz saiu estrangulada. Annabeth ficou em silencio, apenas olhando para uma pilha de cinzas. — Annabeth!
Ela me olhou, seus olhos faiscando de raiva. — Veja isso! Coloque sua mão aqui!
Eu me agachei. A terra estava fria. As folhas mortas pinicavam meus joelhos, mas tudo o que fiz foi colocar minha mão nas cinzas. Estava pegajosa, úmida e esponjosa. Separei meus dedos e lentamente, fincando as unhas, afundei meus dedos. Seu interior era morno, se não, temperatura ambiente, como se tivesse passado a noite em chamas.
— O que você acha? – ela perguntou, mas estava desinteressada em minha opinião. Ela sabia o que era.
Com as duas mãos, espalhei as cinzas, agarrando pedaços de tecidos não completamente carbonizados. Encarei aquilo que um dia fora minhas roupas e prendi o ar. Automaticamente, entrei em estado de alerta, tornando-me silenciosa até no jeito de respirar. Soltei as cinzas e olhei para Annabeth.
E olhando ao redor, ela disse o que eu tinha em mente: — Temos que ir embora daqui... Agora!
Quando a porta do escritório se abriu, uma garotinha ruiva com cachinhos caindo pelas costas, saiu saltitando, me dando um sorriso sem dois dentinhos. Sorri de volta e observei-a sumir no fim do corredor, antes de entrar.
— Annamar? – Reverendo Josué parecia um pouco surpreso ao me ver lá. Seus óculos estavam na ponta do nariz, preso a uma corrente. — Eu precisava mesmo falar com você. – ele fechou o livro, colocando um pedaço de papel entre as páginas.
— Mesmo? – eu perguntei, e pensei que talvez tivesse algo a ver com os incidentes ocorridos e que tentamos amenizar. — Eu também preciso falar com o senhor.
Ele deu um sorrisinho. — Uma das minhas alunas, Meredith, encontrou isso no pátio. – ele puxou uma das gavetas de sua escrivaninha e puxou algo enrolado em um pano escuro. Ele ofereceu o embrulho, e insegura, dei alguns passos em sua direção.
Eu senti o alivio cair em meus ombros quando vi um par de adagas e hashis amarrados dentro do pano. Eu as agarrei desesperadamente e as coloquei dentro do bolso, escondendo-as com a camiseta.
— Obrigada, e sinto muito. Não foi minha intenção que alguma das crianças visse.
— Tudo bem Annamar! – ele tirou os óculos e limpou com um lencinho. — O que queria me dizer?
Estalei os dedos. — Eu queria informar que já estamos indo, e agradecer por ter nos ajudado. Aquele papel... Foi importante.
Ele concordou com a cabeça, colocando os óculos novamente. — Sei que sim. Sua mãe parecia preocupada no dia em que me entregou. Nunca pensei que a veria assustada alguma vez, especialmente por causa de um pedaço de papel. Mas sabendo de onde ele vem, não estou mais surpreso com a reação dela.
Eu balancei a cabeça, como se entendesse o que ele queria dizer, mas na verdade não entendia. Queria perguntar se ele sabia o que queria dizer. Então me ocorreu que talvez ficasse decepcionada se ele dissesse que sim. Por que diabos ele saberia?
— Os deuses... Eles sabem como nos preocupar. – eu disse.
— Não... – ele disse, balançando a cabeça lentamente. — Eles sabem como nos amedrontar.
Notas finais
Não esqueçam de deixar seus comentários, opiniões, o que esperam daqui pra frente e whatever.
Beijos campistas e até semana que vem !
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