Heroic Wish
8 Capítulo 8
Um cheiro forte de feno invadiu suas narinas e o jovem prodígio remexeu-se lentamente na cama de solteiro que Conner havia levado para o celeiro, para que pudessem descansar do longo e estressante dia que tiveram em São Francisco. Não tinha certeza de como havia parado em Smallville novamente. Na verdade, tinha. Conner exercia grande poder sobre suas vontades e o convencera a passar o resto do final de semana consigo. Claro, sua personalidade orgulhosa não o deixava admitir isso.
Esticou os músculos e olhou pela janela, sentindo a falta de seu clone dividindo a pequena cama consigo. Viu-se com o sentimento de insegurança, e aquilo o incomodava. Conner o vinha tratado com mais zelo que o normal, fazendo-o ficar mal acostumado com tanto mimo. Fingiu que tal fato realmente o prejudicava. Por mais que se sentisse protegido e confortável ao lado de Kon-El, não era nada frágil, ou necessitava de proteção. O que não queria dizer que tal comportamento não o agradava, apesar de admitir que precisava de certo espaço para também exercer sua influência sobre Superboy.
Estava pronto para iniciar alguns exercícios para aquecer os músculos quando ouviu uma agitação no feno, no primeiro piso do celeiro. Movimentou-se lentamente até a escada de madeira, estreitando o olhar para então constatar que se tratava de Conner adormecido, remexendo-se em meio ao feno amontoado em um canto do local.
Sorriu e se perguntou o que ele estava fazendo ali e porque não fora se deitar consigo, na cama.
– Ah, Conner...
Desceu as escadas sem fazer barulho e acordar o clone, e o viu dormir de um jeito tão confortável, como nunca o vira, e chegou a sentir inveja de tanto conforto. Cogitou deitar-se ao lado do amante, o feno lhe pareceu bastante convidativo. Mas considerou que isso o acordaria, e o rapaz deixara claro que detestava acordar cedo, mesmo acontecendo com frequência. Então conformou-se apenas em admirar o corpo do seu clone, que se movimentava preguiçosamente estirado sobre o feno. Estava com o torso nu e uma calça jeans com o botão aberto. Adorava o desleixo de Conner. Condizia com a personalidade que tanto amava.
Superboy gemeu e tirou Timothy de seus devaneios, olhando-o curiosamente. O clone estava suando e respirava pesadamente, volta e meia soltando um gemido baixo, do tipo que Tim conhecia muito bem, pois sempre o ouvia bater de encontro a seu ouvido enquanto faziam amor.
Robin pigarreou quando sentiu a garganta seca. Conner estava com uma ereção que despontara de uma hora para outra, denunciando que, provavelmente, estava tendo um sonho erótico.
– Espero que eu esteja nesse sonho... – Sussurrou sorridente.
Timothy ajoelhou-se entre as pernas estiradas de Conner e lentamente abriu o zíper de sua calça jeans, com cuidado para não machucá-lo, liberando o membro rijo do amante adormecido, que estava sem roupas íntimas. Sentiu o cheiro do sexo de Superboy misturado com seu suor, e antes que pudesse se perguntar se aquilo não era errado demais, não conteve o desejo de sentir o gosto de seu amante.
Conner possuía essa sensualidade natural que chegava a sufocar o menino prodígio, que vinha sendo controlado pela libido há alguns dias.
Beijou a cabeça do pênis de Conner, olhando para seu rosto, atento a cada expressão que denunciasse seu despertar. Mas o rapaz permanecia inerte em seus desejos ocultos, o que divertia Tim por ora. Lambeu-o de leve e o viu suspirar, abrindo a boca para soltar um gemido baixo quando o menor o lambeu com mais força.
Então o prodígio se acomodou melhor no feno, colocou o falo do amante completamente em sua boca, deslizando-o lentamente até onde conseguia. A vista de Conner desacordado, mas com aquela expressão de prazer, o excitava de forma voraz, e deliciou-se mais e mais com o sexo de seu clone, que já começava a dar sinais de que iria acordar.
–... Tim... Tim...?
Kon- El remexeu-se lentamente, ainda despertando e parecendo um tanto confuso com a situação. Ou aquele era o sonho mais intenso que já tivera, ou Timothy realmente o acordara com sexo oral.
Robin o olhou enquanto o chupava, vendo-o passar a mão pela testa, para limpar o suor causado pela excitação. Segurou o pênis do amante na base e o sugou fortemente uma última vez antes de se levantar e engatinhar por cima de Superboy.
– Eu não aguentei, Kon... – Disse enquanto desabotoava a calça e a camiseta de seu pijama. – Eu te vi aqui tão gostoso e não aguentei...
Beijaram-se com volúpia e nenhuma palavra mais fora trocada. Conner o ajudava a tirar a calça completamente, juntamente com suas roupas íntimas, e o agarrou, colocando-o sentado em cima de sua ereção, sem penetrá-lo ainda. Lambeu e mordeu o caminho do pescoço até os mamilos, deixando as mãos acariciarem o quadril de Robin, às vezes apertando-o com mais força. Tim remexia-se do jeito que sabia que Conner gostava, gemendo com menos vergonha quando o clone o penetrou com um dedo.
Era mirado por dois olhos azuis entreabertos tão carregados de amor e desejo, que achou estar sonhando o mesmo sonho que o parceiro tinha, minutos antes. Rebolou sem pudor, deixando implícito que já estava pronto para se unirem. Lambeu seus lábios e segurou o membro de Superboy, mirando-o para sua entrada. Crispou os lábios e fechou os olhos quando iniciou os movimentos de ida e vinda, segurando fortemente as mãos de Conner em sua cintura. Então sentiu um aperto mais forte que o comum e encarou o kryptoniano, não parando de se mover com a vontade que condizia com seu desejo. Entrelaçou os dedos com os de seu amante, vendo-o admirar o ponto que os unia, como se estivesse hipnotizado, investindo-se com cada vez mais força.
– Quer ver melhor? – Tim perguntou-lhe indiscretamente.
Não ouviu resposta, mas sentiu Superboy lhe devorar com os olhos. Soltou suas mãos e sentou-se de costas, sem deixar que Conner saísse de dentro de si no processo. Sentiu as mãos de Conner arranharem suas costas e os empurrar para baixo, liberando a visão de eu sexo entrando e saindo do corpo de Tim.
Timothy começou a sentir uma dor incômoda e logo se viu desconfortável naquela posição, por conta das investidas mais fortes de Conner em si. Quis se masturbar e curtir a diversão que seu clone estava aproveitando sem pudor, mas o agarro e a maneira como se acomodara não permitiam.
O calor que sentia o queimava por dentro e o peito parecia que iria explodir a qualquer minuto, descompassando batimentos toda vez que se investia naquele corpo do prodígio, deixando-se afundar mais e com mais força, fazendo mais marcas no corpo do vigilante. Não se lembrou de se controlar no último momento, quando o orgasmo o assolou.
Sentou-se e agarrou os braços de Tim, apertando-os quando sentiu que o mesmo prendia seu sexo. Gemeu alto e encostou a testa as costas do rapaz, que dizia alguma coisa que não conseguia entender devido à forte emoção que o assolava.
O menino prodígio arqueou as costas lentamente e apoiou a cabeça em um dos ombros de Kon-El, que começara a receber de volta seus sentidos.
– Solte meus braços, Conner... – Sussurrou, demonstrando certo cansaço.
Chegou a se assustar e soltou os braços do rapaz, com medo de ter machucado o namorado. Esfregou os braços do menor, preparando-se para se desculpar quando o rapaz se levanta do local, abandonando-o e procurando suas roupas.
– Preciso de um banho. – Achou a calça e abotoou a camisa de seu pijama. Vou usar a mangueira lá fora.
–... Tim. – Chamou-o, sendo atendido. – Eu te levo ao banheiro da casa, não tome banho aqui fora, vai pegar um resfriado.
– Vou ficar bem. – Sorriu para Conner. – Gosto de banho gelado. – Olharam-se por alguns segundos, analisando a situação. – Não se preocupe, eu volto logo.
– Irei junto com você. – Disse levantando-se e limpando-se para fechar a calça.
– Eu volto logo. – Repetiu, interrompendo-o e saindo logo em seguida.
Conner o seguiu com o olhar e o viu colocar a calça nos ombros, saindo do celeiro sem lhe dirigir o olhar ou a palavra. Perguntaria qual era o problema, se já não soubesse a resposta. Finalmente o havia machucado de verdade. Olhou para a mão e viu um pouco de sangue misturado ao seu esperma. Limpou a mão no feno, indo até a caixa d’água para lavar-se com um balde. Secou-se e sentou na escada de madeira, ouvindo a água do chuveiro improvisado com a mangueira caindo, imaginando o quanto o teria ferido. Coçou a cabeça e resmungou irritado consigo mesmo. A água fora fechada e logo Tim aparecia no local, já vestido e secando os cabelos. Parou na frente de Conner, vendo-o com uma expressão de culpa que o incomodava.
– Me desculpe, Conner... – O clone o olhou confuso. – Eu não deveria tê-lo provocado tanto. Você estava dormindo, eu não tinha o direito de...
Parou de falar quando foi abraçado por Conner pela cintura, escondendo o rosto na barriga do menino prodígio.
– Eu que deveria estar me desculpando... Eu sou o anormal aqui.
– Conner...
– Eu te machuquei muito? – Levantou o rosto, mirando os olhos de Timothy.
–... Eu estou bem, Kon... – Afagou sua cabeça e o puxou novamente para um abraço. – Teremos que dar um tempo no sexo, mas...
– Então você não está bem... – O interrompeu. – Você me disse uma vez que gostava de sentir um pouco de dor, mas seja sincero comigo, por favor.
– Está certo... – Afastou-se do clone, apoiando-se no corrimão da escada. – Doeu muito e me machucou.
Superboy apoiou os cotovelos nos joelhos e segurou o pescoço, resmungando algo como um xingamento para si mesmo.
– Mas eu o provoquei a chegar a esse ponto. Você não tem que se culpar por isso.
– Você é um idiota. – Conner disse de cabeça baixa, não reparando no olhar supreso de Tim. – Por mais que eu tenha sido provocado, eu não tinha o direito de te machucar. Eu deveria cuidar de você, não...
– Não preciso que cuide de mim, Conner. – Disse, sério.
– Eu não vou mais transar com você se isso for te machucar.
Um silêncio incômodo perdurou por minutos que pareciam horas até Timothy sentar-se ao seu lado, cruzando os braços e parecendo criar coragem para o que diria a seguir.
– A gente pode fazer de um jeito... Diferente.
Conner levanta o olhar, um tanto confuso.
– Diferente como?
Se encararam e então Tim se levantou, parecendo nervoso, caminhando até uma das vigas de madeira que sustentava o segundo andar do celeiro, encostando-se, escondendo o rosto com um braço.
– Esqueça...
Não acreditava que havia começado aquela conversa. Pela primeira vez sentiu-se envergonhado por quase expor suas fantasias e repreendeu-se por fazer Conner pensar no assunto enquanto estava se sentindo tão culpado. Viu-se querendo usar a situação a seu favor e isso o deixava nervoso. Não era o momento certo e se perguntou se existiria algum momento indicado para tal.
Então, Conner apoiou-se à mesma viga, posicionando-se atrás de Tim. O menino prodígio se afastou por instinto ao notar a aproximação do corpo do clone, mas não fugiu quando sentiu a respiração dele em sua orelha.
– Você quer me comer? – Tim o encarou quase surpreso. – É isso, menino prodígio?
–... Eu não... Disse...
– Porque... – Impediu-o de continuar e fugir do assunto. -... Só a ideia me deixou excitado de novo.
Timothy virou-se para Kon-El e encostou as costas na viga de madeira, mirando o chão, sentindo a vergonha se dissipar.
– Eu não colocaria nessas palavras... – Pegou uma mão de Conner, como se buscando coragem.
– E em quais palavras você colocaria?
–... Eu quero te possuir por completo, Conner... É isso.
– Eu também quero isso.
– Não quero te forçar a nada, Kon...
– Você é maluco, menino prodígio. – Conner riu. – Tem um tempo que quero tentar isso, mas nunca tive a chance de propor...
–... Mentira, Conner. – Gargalhou baixo. – Quantas vezes já fizemos? Perdemos a conta já. Sempre tivemos oportunidade de falar sobre isso.
– Então porque falou só agora comigo sobre? Você teve que se machucar pra perdermos a vergonha?
Tim parou de rir e desviou o olhar. Conner estava certo, não precisava chegar ao ponto de não terem outra opção a não ser fazer do clone o passivo.
– Me desculpe, Conner...
– Pare de se desculpar, idiota... – Encostou a testa na de Timothy, acariciando suas mãos. – Vamos planejar isso, ou não?
– Quero que conheça meu quarto...
Conner engasgou.
– Na mansão? – Perguntou receoso.
– É. – Riu. – Por acaso tem medo do Bruce?
– Respeito muito o Batman, se é o que quer saber...
– Não se preocupe com nada. Eu cuido de tudo.
Segurou o rosto de rapaz mais alto e o guiou até seus lábios, selando a promessa com um leve beijo.
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Continua...
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