Heroic Wish
11 Capítulo 11
O salão de treinamento da Torre Titã estava agitado. Robin, Superboy e Ravena estavam trabalhando em um nova estratégia de combate envolvendo os três membros mais distintos da equipe, enquanto Moça Maravilha tentava entender porque estava fora de tal esquema, acompanhando os passos de Conner por cima, à pedido de Robin.
– Mantenha o foco, Cassie! Você precisa entender o papel de Conner nisso tudo!
– Entendido.
Respondia sem muito entusiasmo quando sua atenção fora desviada pelo rastro de luz que Kid Flash deixava quando saía correndo pelos corredores da Torre.
–Robin!!! –Chamou o líder de forma afobada.
– Agora não, Bart! – Tentava continuar liderando aquele treinamento.
– Mas...
– Estamos ocupados!
–TIMMY!!!
Todos voltaram sua atenção para a entrada do salão de onde Jason surgia correndo e sorridente, parando antes de chegar ao encontro dos outros, pois Mutano, que estava em forma de tigre, colocou-se a sua frente e rugiu ferozmente para o visitando indesejado.
– Opa!! – Jason estacou os passos e fingiu medo. – Pra que essa violência toda?
Os Titãs entraram em formação diante do rapaz, que bateu palmas e brincou novamente, fazendo os nervos de todos se exaltarem mais um pouco.
– Titãs em ação? Eu acho que vou desmaiar!
– Já chega, Jason! O que você está fazendo aqui?
– Que tal vocês pararem de ser tão agressivos e me receberem direito? Aí talvez a gente consiga conversar em paz.
Ninguém pareceu dar atenção às palavras do rapaz, permanecendo tensos ante a presença do Capuz Vermelho na Torre. E então, uma rajada de energia verde fluorescente acertou o intruso em cheio, lançando-o para longe de todos os Titãs. Estelar passou rasante pelo chão, agarrando Jason pelo pescoço com uma mão, deixando seus pés pendurados graças à diferença de altura dos dois.
– Você tem muita coragem...
Os olhos e mãos da tamaraniana cintilavam à medida que seu ódio por Jason aumentava, chamando a atenção de Robin e sua equipe.
– O seu rancor eu sei de onde vem, Koryander.
Se Estelar não tivesse apertado ainda mais o agarro, era certo que Jason sorriria.
– É isso, o cara vai morrer. – Mutano comentou sorridente, mesmo que realmente achasse que a alienígena o mataria.
Todos acompanhavam os acontecimentos com o olhar um tanto calmo demais para o gosto de Robin, que logo tomou a dianteira nos protestos.
– Ok, Estelar. – Andou até os dois, evitando bater de frente com a mulher. – Deixe comigo agora.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Estelar levitou, ainda com Jason preso à sua mão.
– Estelar!! — Robin chamou pela veterana em vão, logo esquematizando um plano de contenção. – Já chega!!
– Você ameaçou a vida dos meus amigos e acha que tem o direito de aparecer aqui quando bem entende.
Jason agarrou-se ao braço que lhe agredia, impedindo que o seu peso o sufocasse. Falou quando achou que conseguiria:
– Não faz ideia do que tenho feito com sua paixonite terráquea... – Jason provocou.
– Ninguém vai se importar seu eu mata-lo aqui e agora.
– Por que você não tenta, sua alienígena laranja bombada?
–Conner!! – Tim deu permissão para Superboy voar até os dois, mesmo sabendo que talvez ele sozinho não desse conta de acalmar os ânimos daqueles dois.
Antes que Conner o atendesse e que também colocasse Moça Maravilha em ação, todos voltam novamente seus olhares para um novo visitante no QG Titã.
–Kory!!!
Asa Noturna pronunciou alto, finalmente chamando a atenção de Estelar, fazendo-a encontrar su olhar e voltar os batimentos cardíacos à normalidade.
– Esse idiota já aprendeu a lição, por que não desce e deixa todo mundo acertar as contas com ele? – Caminhou para o meio dos integrantes. – Tenho certeza que todos farão fila para colocar esse babaca no devido lugar.
– Falou e disse, Asa. – Mutano rugiu novamente.
O clima pareceu se amenizar quando Estelar pousou e soltou Jason, que cambaleou dois passos e esfregou o pescoço, que ficaria com um hematoma vermelho mais tarde.
– Vocês sabem mesmo dar as boas vindas para alguém.
Todos encaravam nervosamente o rapaz, que abriu os braços e suspirou derrotado.
– Eu me rendo. Alguém mais quer acertar as contas comigo?
–Todos têm motivos suficientes para isso, Todd. – Robin colocou-se frente à frente com Capuz Vermelho. – Você queria conversar, não é?
Os olhos de Jason acompanhavam os movimentos de Estelar em volta de Dick, demonstrando uma cumplicidade que ele já conhecia de outros tempos. Voltou para Robin e colocou as mãos em seus ombros.
– Preciso de um lugar para treinar.
Ouviu-se um estalo de lábios pelo meio dos integrantes dos Titãs e o revirar de olhos de Richard e Mutano chamou a atenção de Kid Flash. Era quase engraçado como todos regiram àquela frase. Robin soltou um ar tenso e tirou as mãos de Jason de cima de si.
– Você veio até aqui... Causou toda essa confusão... Porque precisa de um lugar para treinar?
– Foi o que eu disse.
– E a batcaverna, Jason? – Falou mais baixo, sabendo que o assunto poderia ser pessoal.
– Ah, nunca tem ninguém por lá. Batman vive em missões espaciais e... – Encarou Richard e não completou o pensamento.
– Entendi... – Se tinha alguma dúvida do envolvimento intimo entre Richard e Jason, a partir dali tinha certeza.
– Escuta, eu sei que os Titãs já tiveram muitos problemas por minha causa. – Algumas risadas sarcásticas foram ouvidas. – Todos vocês sabem o quanto eu mudei desde a época da troca de mantos, mas parecem ignorar. Quando a Ravena surtou não demorou nada para aceitarem ela de volta.
O tigre Mutano avançou para cima de Jason, derrubando-o e rugindo em seu rosto.
– Cruzes... Que bafo horroroso... – Jason virou o rosto, enojado.
– COMO SE ATREVE A SE COMPARAR COM ELA? – Mutano esbravejava nervosamente, para surpresa de Bart, que nunca tinha visto o transmorfo daquele jeito. Olhou para a veterana Ravena e a viu se encolher em agonia pela lembrança da época da possessão do sangue do demônio Trigon, seu pai. Era mais uma das cicatrizes dos Titãs que era tabu entre os membros. E então Bart entendeu a raiva de Mutano e o apoiaria, se fosse o caso.
– RAVENA SEMPRE FOI UMA TITÃ E NUNCA PRECISOU DA PENA DE NINGUÉM PRA VOLTAR A SI.
– Certo, certo. Foi indelicadeza minha mencionar isso, desculpe, Ravena.
Richard o encarou com um olhar suspeito. Caminhou até eles e bateu de leve nas costas peludas de Mutano, fazendo-o se acalmar e se afastar de Jason.
Era essa entrega dos membros veteranos para com Richard que Timothy admirava, chegando até a invejá-lo. Agradeceu mentalmente a presença dele neste caso. Viu-o oferecer a mão para ajudar Jason a se levantar e a troca de olhares intrigantes entre os dois. O que quer que havia se iniciado entre eles, ainda não fora resolvido.
– Você quer um lugar para treinar ou quer fazer parte dos Titãs, Jason? – Robin perguntou.
– Uma coisa de cada vez, não é?
Riu sem graça para Tim, que colocou as mãos na cintura e voltou-se para os colegas, que pareciam tão confusos quanto ele.
– Estamos prestes a receber novos membros, Jason...
– Não pretendo ficar aqui em período integral. Tenho assuntos em Gotham do mesmo jeito que vocês... Viria para cá nos finais de semana. Nem vão reparar em mim por aqui.
– Eu duvido disso. – Richard comentou.
– Tenho certeza que duvida de muitas coisas...
Jason respondeu ao comentário pouco inocente de Richard com aquela indireta e se Tim não fosse uma pessoa séria, teria dado risada daquela situação.
– Ele é responsabilidade sua, Dick.
Os dois encararam Timothy.
– Como é? – Perguntaram em uníssono.
– Enquanto estiver por aqui, Asa Noturna será o seu tutor.
– Mas Robin...
Dick pensou em retrucar quanto Jason se adiantou:
– Qual é, Tim? – Correu frente à Tim e continuou. – Eu sei como as coisas funcionam por aqui, não preciso da droga de um tutor!
– E eu disse que não frequentaria mais a Torre, Tim.
– As coisas são como são. – Robin voltou-se aos colegas e anunciou. – Sei que é repentino, mas é o que a Torre deveria ser desde o início. Um refúgio para jovens vigilantes. O que passamos com Jason foi há muito tempo e já tivemos o suficiente para engolir o rancor. Batman o acolheu quando ninguém mais o fez e isso é o suficiente para mim. Está na hora de recomeçarmos.
Esperou que alguém se pronunciasse, mas não foi o que aconteceu.
– Estou aberto à críticas e sugestões, pessoal.
Mutano virou o rosto quando Robin o olhou, mesmo reação que Estelar tomara.
–Tudo bem, Robin. – Ravena se pronunciou, fazendo todos prestar atenção em si. – Não sinto nenhuma má intenção em Jason além de uma lasciva segunda intenção para com Asa Noturna.
Todos arregalaram os olhos (inclusive Jason), menos Kid Flash, que pareceu não ter entendido o que “lascivo” significava. Lembraria de perguntar para Mutano em outra oportunidade.
– Eu não sei do que ela ta falando... – Jason riu, coçando a cabeça e franzindo a testa.
– Você cuida disso, Dick. – Robin disse marotamente, para sua própria surpresa. – Ok, pessoal, é isso por enquanto. Semana que vem os novos membros estarão por aqui e alguns deles ficarão na Torre por tempo integral. Conto com sua ajuda nesses casos, Mutano.
– Pode deixar, Tim. – Mutano voltou à forma humanoide quando sentiu que tudo havia se resolvido até ali. – Teremos mais companhia, galera, vamos tentar ser hospitaleiros.
–Talvez você tente não pular em cima deles com seu bafo horroroso...
Jason disse em tom de zombaria, recebendo em troca o silêncio mortal de seus novos companheiros de equipe.
–... O que foi?
– Certo, você vem comigo.
Foi puxado pelo braço por Richard, saindo apressadamente do meio daquela gente que demoraria um tempo para aceitar completamente sua presença ali.
Robin dispensava os colegas dos afazeres na Torre, chamando rapidamente por Ravena.
– Obrigada pela ajuda ali, Ravena. Por um momento achei que todos iriam contra mim.
– Não se preocupe, Tim. –Recebeu um sorriso singelo e um tanto raro da moça. – Tudo vai dar certo.
–... Claro. – Tentou não pensar muito na razão daquele comentário e desviou o olhar, em busca do seu clone. – Preciso ir, obrigada de novo. – Acenou para a colega e correu para os possíveis lugares onde sabia que Superboy estaria.
– Robin!!!
Timothy estacou os passos apressados, dando atenção para o companheiro de equipe.
– Oi, Mutano.
–Oi... Podemos conversar?
–Precisa ser agora?
–Sim, é importante.
–Certo, eu só preciso...
–Você ainda é o líder dessa equipe, não é?
O transmorfo ergueu o tom de voz, mostrando uma seriedade que pegou Tim de surpresa.
–... Como é?
–Você me ouviu. Ainda é o líder dos Novos Titãs ou só está aqui porque se chama ‘’Robin’’? Eu tenho um assunto importante referente ao desempenho do conjunto, o que mais precisa de sua atenção agora?
Pensou em retrucar, mas não condizia com seu temperamento ser impulsivo. Além do mais, aquele era o piadista oficial dos Titãs e estava se posicionando de uma forma que não combinava consigo. E o mais importante, era Mutano, um dos veteranos Titãs que mais respeitava.
Respirou fundo e reconheceu seu erro como um líder negligente, limpando o suor da testa. Seus assuntos pessoais teriam que esperar.
–Desculpe, Gar. Você tem razão. O que houve?
Garfield desfez o nível de seriedade, o que pareceu lhe aliviar as tensões dos ombros.
–Bart está desmotivado.
–O que? Por quê?
–Por isso mesmo...
Os dois se encararam e então Mutano percebeu que sua resposta não fazia o menor sentido quando viu a expressão confusa de Timothy.
–Vocês da turma titã o tem deixado de lado com todos esses problemas pessoais e tal... – Se explicou, sem graça. – Acha que não é útil aqui na Torre e nem no trabalho em equipe. Me confessou que está pensando em partir.
O menino prodígio não conseguia entender o que Mutano lhe dizia. Parte por conta do sotaque descontraído do rapaz, parte por estar tentando imaginar Bart vivendo aquele tipo de drama relatado.
–Eu sei que é difícil para você entender que os outros também têm seus problemas, Robin, mas esse é um que você deve resolver.
–Certo, Mutano, você está passando dos limites. – Disse realmente irritando-se com os ataques do transmorfo.
–Ah, eu estou? Eu sei o que é ser o caçula de uma equipe cheia de adolescentes com hormônios para dar e vender igual a essa. Sei o que é ficar no meio dos dramas românticos dos super heróis. O que eu não sei, Tim, é como lidar com isso sem que meu líder ao menos finja me incluir em tudo. O Dick, sabia quando eu precisava de apoio, mesmo em meio a turbulência dos seus hormônios. E acredite, eram MUITO turbulentos... Você sabe quando o Bart, ou qualquer um da equipe que você supostamente está coordenando precisa da sua atenção? Eu fiz meu trabalho como veterano nesse caso, agora você vai lá e faz o seu trabalho como líder.
Tim estava estranhamente envergonhado. Não se lembrava da última vez em que se sentira assim, desarmado. Mutano acabou de fazer o que sempre temia: questionou sua liderança. Nem Batman e nem Dick lhe ensinaram a ser um líder, mas parecia ser uma condição obrigatória para um “Robin”. Não tinha tais problemas com a Turma Titã, todos eram amigos e as decisões e missões aconteciam espontaneamente. Sentia falta daqueles tempos em que suas responsabilidades não se expandiam a tantas pessoas.
Crescer finalmente se mostrou uma droga.
– Tim?
Focou o olhar em Mutano e o viu preocupado com sua expressão perdida.
– Desculpe, Mutano... – Disse sinceramente. – Não estou acostumado a lidar com tantas pessoas ao mesmo tempo.
– Eu entendo, Tim. Mesmo. Mas antes de ser um membro Titã, Bart é seu amigo, não é?
– É claro.
– Então fale com ele, por favor. Dê-lhe esse suporte, essa segurança. Ele está precisando.
– Certo...
Virou-se para a saída do salão de treinamento, cabisbaixo.
– E Robin?!
Tim voltou-se para Mutano.
– Você é um ótimo líder quando lembra que é um. Nunca duvide de si mesmo.
Aquilo pareceu alegrar o jovem Robin, que sorriu amigavelmente para o veterano.
– Obrigado, Garfield. Não duvido.
Um sorriso bonito fecharia aquela cena de drama adolescente se o transmorfo não tivesse se lembrado de fazer mais uma pergunta:
– O que é, Mutano... – Suspirou.
– Você sabe a idade do Bart?
Robin franziu a sobrancelha e forçou a vista, como se estivesse pensando.
– Eu sei que ele está no ginasial, mas realmente não sei a idade exata dele. Essas viagens temporais provavelmente afetam essa percepção. Já reparou como o corpo dele é bem desenvolvido se comparado com a mentalidade? Não que seja impossível hoje em dia, mas no caso dele, tem uma explicação...
Mutano tossiu e Tim percebeu, com certo espanto, que o rapaz havia corado.
– Não... Nunca reparei...
– Pergunte para ele. Se bem que ele não deve saber também...
– É, ele não sabe... Disse que tinha 14.
– Tenho certeza que ele tem mais que isso.
– Pois é...
Robin sorriu e perguntou:
– Por que isso é importante, Gar?
– O que? Ué, não é... Só fiquei curioso, ué... UÉ!
– Ta, calma. – Riu, divertindo-se com o desconcerto do rapaz mais velho. – Eu vou falar com ele o quanto antes. Mas é bom saber que tenham se tornado tão amigos.
– É...
– Até o próximo final de semana. – Acenou para o colega enquanto se retirava do local.
–Até... – Acenou de volta e suspirou quando se encontrou sozinho. Fora um dia longo e o corpo estava exausto, mas queria estar por perto caso a conversa de Tim e Bart não termine bem. — É improvável, mas é melhor ficar por perto.
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Andavam pesadamente pelos corredores que levavam aos quartos, com Richard ainda puxando Jason pelo braço. Era a primeira vez que o vira desde a noite que se declarara e confessava internamente que aquela reação agressiva do mais velho o agradava de uma forma um tanto pervertida. Pararam de andar quando Richard achou a porta automática travada do quarto que pertenceria ao Capuz Vermelho.
– Qual era a senha mesmo?
– Você já se amassou com o Timmy por esses corredores?
Richard o encarou sério e destravou a porta e empurrou Jason para dentro do quarto, ignorando a pergunta inconveniente do mais novo.
– Aqui tem roupas, escova de dente, toalhas, sabonetes e essas porcarias todas.
– Richard...
– A senha da porta está na gaveta da escrivaninha. Aqui só não tem portas para você ficar batendo.
– Cara, você vai ficar fazendo esse drama mesmo?
– Se queria vir para a Torre, tinha que ter me falado antes.
Richard não precisava de muita pressão para dizer o que lhe incomodava.
– Como, se você sumiu depois de eu ter dito aquelas duas palavras odiosas? – Jason riu, divertindo-se com o olhar sem graça de Richard.
– Eu não sumi, só estava...
– Não devia ter dito nada daquilo, me desculpe.
Parou com as desculpas esfarrapadas sobre o seu suposto sumiço quando viu que Jason abaixara o olhar. Aquele não era o Jason que conhecia. Aquele Jason teria gargalhado e o mandado para o inferno, se não para outro lugar. Era um Jason inquebrável, podia fazer e dizer qualquer coisa, ele nunca se abalava. Nunca. Um Jason que abaixava o olhar e pedia desculpas não lhe interessava nem um pouco.
– Pare com isso.
Jason voltou a subir o olhar e surpreendeu-se quando Richard o empurrou contra a parede, entrelaçando os dedos com os seus, puxando-o para o lado de fora do quarto enquanto o beijava.
– Não tem que provar nada a ninguém. Pare com isso.
– Dick... – Falou quando sua boca fora abandonada por Asa Noturna.
– Nunca toquei nele nesses corredores. Nunca fizemos nada fora de quatro paredes. Mas eu transaria com você aqui mesmo. – Dizia enquanto desabotoava a camisa do Capuz Vermelho e desafivelava o cinto da sua calça. – Em qualquer lugar, Jay...
Richard ajoelhou-se diante de Jason, beijando sua barriga e passando a língua pelos músculos do seu abdômen até chegar ao elástico de sua cueca preta. O mais novo secou o suor da testa e gemeu quando Richard fingiu que lhe abaixaria a roupa íntima, mas beijou-lhe o ventre. Fechou os olhos e virou o rosto para o lado, encontrando o olhar surpreso de Bart em uma das entradas do corredor. Piscou o olho para Kid Flash, provocando-o, gargalhando quando o moreninho saiu em disparada pelo lado oposto.
– É claro que nos viram.
– Não tem problema... – Richard continuou com as provocações e teve o queixo segurado pela mão de Jason, interrompendo-o.
– Você tem um jeito pouco comum de pedir desculpas...
Sorriram mutuamente e então o Capuz Vermelho puxou Asa Noturna para dentro do quarto.
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CONTINUA...
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