Heroic Wish
9 Capítulo 9
A adrenalina parou de pulsar em suas veias quando aterrissou na cobertura de um prédio no subúrbio de Gotham. A noite foi tediosa e tudo o que desejava era esticar o corpo exausto em uma cama para aliviar seus músculos. Averiguou se o caminho pela escada de incêndio estava livre da visão de qualquer um que passasse pela rua naquele momento da madrugada, mesmo sabendo que a densa escuridão o estava acobertando. Desceu alguns andares e lá estava o apartamento de Jason Todd.
Ainda não havia se acostumado com aquele lugar, mas admitia que não era de todo ruim, apesar das baixas expectativas que havia alimentado em relação à moradia do Capuz Vermelho. Era um imóvel pequeno e relativamente bem conservado e organizado, o que fez Richard Grayson sorrir ao imaginar Jason fazendo faxina na casa com um avental amarrado na cintura.
Permitia tais pensamentos alegres. Queria ter mais e mais desses pensamentos com a participação de Todd, o que já começava a preocupá-lo. Procurou pelo dono da casa, resmungando xingamentos frustrados quando ficou claro que ele estava ausente. Retirou a parte de cima de seu uniforme preto e jogou-se no sofá de três lugares da sala, cegamente libertando seus pés das botas e as luvas de couro, causando-lhe um arrepio de prazer devido ao alívio que tal ação proporcionava.
Adormeceu quase que imediatamente...
Acordou sobressaltado, assustado com o comunicador que teimava a espernear em seus ouvidos. A cabeça latejou diante daquele incômodo, fazendo Asa Noturna atender ao chamado de forma grosseira.
– Venha me buscar...
A voz de Jason estava distante e muito menos debochada que o usual, fato o qual passou despercebido pelo sonolento Dick.
– Se vira, Todd.
Ia desligar se não tivesse ouvido o mesmo pedido de antes, seguido de um “por favor”, o que finalmente o fez despertar por completo.
–... Onde você está?
–----x-----
– Você deveria ter me chamado.
Asa Noturna finalmente quebrou o silêncio que perdurava do momento em que buscara Jason em um beco escuro e úmido nos limites da cidade. O rapaz estava com o rosto e torso cheio de hematomas, alguns arranhões e outros ferimentos que, de longe, exigiriam cuidados especiais. Analisou-o por alguns segundos antes de encontrar seu olhar contrariado, vendo que o amigo, sempre tão altivo, abaixara o olhar, fugindo de seu julgamento.
Preocupou-se somente em carregá-lo para longe dali para receber os cuidados que necessitava. Levou-o ao apartamento que estavam dividindo por tempo indeterminado, cuidou como pode de suas feridas e o deixou descansar, tudo em um silêncio que começava a lhe sufocar. Não demorou muito para que retornasse ao quarto de Jason e proferisse aquilo que martelava em sua mente:
– Você deveria ter me chamado.
O rapaz mais novo abriu lentamente os olhos azuis e respondeu meio que forçosamente.
– Deixe o sermão pra amanhã, papai... – Tornou a fechar os olhos.
Dick sentou o sangue ferver e deixou se contrair em ira por tal descaso do outro.
– Abra os olhos, maldito! – Foi atendido. – Se queria descaso da minha parte, não deveria ter me chamado. O que diabos você fez?
Ouviu um suspiro frustrado de Jason.
– Porque eu tenho que ter feito alguma coisa? Estava fazendo o trabalho de sempre. Chutando bunda de bandidos. Só calculei mal e fui pego de surpresa...
– É disso mesmo que estou falando! Por que sozinho?
– Eu SEMPRE trabalhei sozinho!! – Jason gritou em resposta, gemendo de leve ao sentir uma incômoda dor no estômago. – Não vem querendo montar banca sobre meus métodos de trabalho!
– É por isso que você vive se ferrando desse jeito!
– Cala a merda dessa boca, Grayson!
– Cala você, otário! Não me chame da próxima vez, apodreça na rua!!
Bateu furiosamente a porta do quarto de Jason, ouvindo diversos xingamentos do mesmo por trás das paredes que dividiam o aposento. Gritou e chutou longe uma cadeira que ousou ficar em seu caminho e perguntou em seu íntimo porque Jason era o único que conseguia fazer com que criasse um instinto assassino de mobílias. Respirou fundo e jogou-se novamente no sofá, amaldiçoando o colega algumas vezes mais antes de pegar no sono.
(...)
A sensação de estar sendo observado o assolava há alguns minutos, mas resolveu ignorá-la em favor de uma noite de sono decente, o que obviamente não ocorreu. Derrotado, abriu os olhos cansados, e lá estava a sobra quase sinistra de Jason em pé ao lado do sofá em que tentava relaxar. Passou as mãos pelo rosto pálido, tentando juntar toda a paciência que lhe restara para lidar com o vigilante impulsivo.
– Volte a dormir, Jason. – Não ouviu resposta e virou-se de costas para o rapaz. – Você precisa descansar, seu grande idiota...
Mais silêncio, e decidiu que o ignoraria sem exaltar-se e começarem a bater boca novamente. O dia logo amanheceria e arranjaria qualquer desculpa para se livrar da presença do mais novo por algumas longas horas de paz e um merecido sossego.
E então, sentiu as mãos de Jason lhe puxar pelos ombros desnudos, deixando-o deitado de costas naquele sofá. Viu o rapaz sentar-se em seu ventre, acomodando-se ali com cuidado para não lhe causar mais danos nos ferimentos. Capuz Vermelho passou os dedos pelo torso nu de Asa Noturna, sendo observado pelo vigilante mais velho com algum descaso camuflando uma entrega que teimava em tentar esconder.
– Você não aprende, não é?
Dick sentiu a respiração quente de Jason bater em seu pescoço, e uma língua passar lentamente por ali, beijando-o e sugando-o por várias vezes de forma exaltada.
Não o tocou, deixando as mãos deitadas no sofá, somente fechou os olhos e curtiu aquele toque incoerente de um Jason que sabia estar se sentindo culpado.
– Você tem um jeito pouco comum de pedir desculpas... – Dick riu quando Jason buscou seu pênis enquanto tinha o pescoço pálido marcado pela boca do outro, masturbando-o desajeitadamente. – Faça isso direito, Todd...
– Porra! – Finalmente Jason proferiu irritado, abandonando-lhe o pescoço, mas não largando sua excitação. – Você nunca cala essa boca!!
Capuz Vermelho engasgou com as palavras quando as mãos de Asa Noturna seguraram seu rosto e o encarava de uma forma inédita, que quase o deixava envergonhado.
– Me beije... – Dick disse num sussurro quase inaudível, quebrando completamente a reclamação de Jason.
Fora puxado sem grande esforço para aquele beijo gentil e fogoso que o outro iniciara.
Passeou as mãos pelas ataduras que cobriam os ferimentos do torso de Jason, deixando-se preocupar com o bem estar daquele vigilante maluco que sempre lhe tirava do sério. Ele deveria estar descansando o corpo machucado, e não procurando por “mais ação”. Não conseguia entender Jason Todd. E começava a sentir um prazer estranho com isso. Não tinha a intenção de parar com aquilo.
Abaixou a bermuda folgada de Jason, sentindo como aquele corpo estava tenso e arrepiado.
– Está com frio? – Foi devidamente ignorado, não insistiu na indagação. – Relaxe, Jay...
Juntou os sexos com uma mão lubrificada com um pouco de saliva e com a outra segurou a cintura do rapaz trêmulo, ajudando a movimentar os quadris de uma forma que o fizesse sentir prazer, remexendo-se junto com o rapaz, seguindo seu ritmo.
Jason apertou os ombros de Richard e sentou, cortando o beijo molhado para se movimentar com mais liberdade naquela brincadeira indecente. Ambos reprimiam os gemidos por alguma razão, somente suspirando mais profundamente quando os movimentos repetitivos atingiam certo estágio que antecedia o orgasmo. Quando acontecia, os dois diminuíam o ritmo, como se tivessem combinado antes que prolongariam o prazer até não aguentarem mais. Ou talvez estivessem apenas competindo para ver quem desistiria da brincadeira primeiro.
Assim, Asa Noturna parou a masturbação e esperou Jason abrir aqueles olhos interrogativos e contrariados que procurariam entender o motivo de tal abandono. Como previu, o jovem vigilante lhe dirigiu uma feição de completa desaprovação e, só então, Dick sentou-se, sentindo um calor febril vindo do corpo do outro. Apertou as nádegas do rapaz e novamente atacou-lhe a boca, descendo o beijo para o pescoço de Jason, divertindo-se ao se sentir abraçado pelo mesmo. Riu entre a carícia por conta de um pensamento, colocando-o em prática. Deu um sonoro tapa em uma de suas nádegas e esperou, risonho, pela reação do outro.
Jason gemeu alto, logo reprimindo a voz, fazendo Richard comemorar internamente tal vitória.
– Maldito... – Jason disse, contrariado, tirando as mãos de Dick de sua bunda, colocando-as na cintura.
– Seu gemido é uma delícia, Jay... – Abraçou-o pela cintura, ignorando suas advertências falsas de dor por conta dos ferimentos, sugando-lhe a pele do tórax, demorando-se nos mamilos.
Não iria pedir permissão para mais nada. Na verdade, nunca pediu licença a Jason para consumarem a transa, já que era sempre Capuz Vermelho que o guiava até onde desejava. Mas o mais novo estava demorando tanto para permitir implicitamente tal acesso, que considerou tomar a iniciativa, pelo menos daquela vez. Exitou, engasgou com as palavras, não acreditando que àquela altura do campeonato estava confuso em relação a que atitude tomar em meio às preliminares.
Xingou-se mentalmente quando viu que Jason segurava seu pênis excitado, direcionando-o para sua entrada, atitude que sempre tomava naquelas horas. Contrariado, Dick parou seus movimentos e tomou a responsabilidade daquele alto para si, entrando no corpo do parceiro lenta e carinhosamente, de um jeito quase inédito aos sentidos de Jason. Apertou os olhos e abafou mais gemidos quando as estocadas vívidas de Richard começaram a se tornar constantes, estremecendo-lhe a estrutura. Asa Noturna o agarrava pela cintura, impedindo-o de movimentar-se com liberdade, finalmente se sentindo o possuidor naquele ato. Viu que o menor tentava, inutilmente, se soltar de tal impulsividade até o rapaz finalmente permitir que o vigilante mais velho fizesse o que bem lhe entendesse ali. Soltou-o do abraço forçado e abaixou o toque para os quadris de Jason, guiando-o nos movimentos, mas dando liberdade para o mesmo remexer-se da maneira que lhe fosse mais agradável.
– Assim, Jay... – Estimulou Jason enquanto lambia sua orelha, sussurrando provocante. – Geme pra mim...
Jason franziu o cenho e abriu os olhos, interrompendo a cópula. Segurou com certa violência o queixo de Richard com uma mão, chamando-lhe a atenção, mas não o incitando a revidar o ato contrariado.
– Não me confunda com Robin, Grayson.
Dick suspirou derrotado e respondeu:
– Você é o único que está lembrando dele...
E aquela era uma estranha verdade. A convivência turbulenta com Jason não dava margem às lembranças dos dias de sexo que tinha com Robin. Não conseguia nem ao menos chamar “aquilo” que fazia com Tim de relacionamento. Mas não queria pensar em como se iludira com Timothy. Não naquele momento. Apartou a mão de Jason que segurava seu queixo, beijando-a e lambendo de leve alguns dedos.
– Não sou substituto dele...
– Não... Você não é...
Voltaram a movimentar a transa, e Jason tentava escapar dos carinhos que Richard, às vezes em vão, outras vezes tomava o controle do sexo, prendendo-o num agarro íntimo, fazendo-o gemer e deitar naquele sofá. Apertou de leve as mãos em volta do pescoço do rapaz, finalmente tendo-o controlado como queria.
– Se você quer que eu gema, Asa... – Beijou-o, encarando-o nos olhos. – Me faça gemer.
Disse em seu ouvido, desafiando-o e divertindo-se com os atos impulsivos de Dick, que sorria e levantava-se do sofá, puxando Jason e colocando-o de costas para si, ajoelhado no imóvel. Esfregou o pênis na bunda de Jason , beijando-lhe as costas e a parte de trás de seu pescoço, descendo os lábios por aquelas costas com algumas cicatrizes e novos ferimentos, fazendo o vigilante se inclinar, apoiando os cotovelos no encosto do sofá, empinar os quadris e espiar, por cima dos ombros, as intenções de Asa Noturna. O mais velho arrancou a bermuda folgada de Jason que estava pendurada em um dos pés enfaixados de CV e apalpou suas nádegas, apertando-as com certa força, deixando-as avermelhadas. Beijou cada uma delas, também as mordendo, afastando-as um pouco para lamber em volta da entrada trêmula do outro. Brincou ali e a mão buscou a ereção de Jason, bombando-o ao mesmo tempo em que lambuzava de saliva seu ânus.
Nunca havia feito aquilo, e estava delirando com as reações de Jason diante da ação. O jovem vigilante tremia sofregamente, arrepiando-se de forma intensa, e Dick comemorou mais uma vitória, pois o outro começava a gemer. Gemer baixo, mas ainda assim, eram gemidos. Aquele som o excitava tanto que chegou a soltar suspiros de satisfação. Afastou-lhe um pouco mais as pernas para melhorar o acesso àquela parte do corpo pulsante em sua mão. A mecha branca escondia os olhos quase chorosos de Jason, que desabara a cabeça, apoiando-a nos braços, mordendo uma mão, impedindo-se de gritar e implorar por mais.
E resmungou o pedido entre dentes uma, duas, três vezes, logo se irritando com aquela brincadeira cruel que Richard insistia em prolongar, por pura maldade, pois ele estava notando o estremecimento do pobre Jason.
– Parece que você vai derreter... – Parou de lambê-lo, esperando uma resposta exaltada que não veio. — Diga que não gosta disso, Jay... Peça para eu parar e não me enfiar em você... – Circulou o sexo em volta da entrada de Jason.
– Eu... Eu não posso... Merda...
Quem derreteu foi Richard. Aquela resposta foi inesperada e deliciosa. Puxou o rosto de Jason para um beijo e enfiou-se nele com faculdade, sentindo-se encaixar perfeitamente. Bateu forte em seus quadris, segurando Todd pela cintura e afundando-se mais e mais no corpo do jovem vigilante. Puxou-o pelos braços, deixando seu tronco ereto, abraçando-o, vendo como ele se investia em seu pênis com vigor. Quando Dick finalmente começou a masturbá-lo, Jason levantou as mãos, abraçando-o pelo pescoço e quase caindo do sofá, pois as pernas começavam a falhar.
Os gemidos do mais novo aumentavam de volume, assim como os seus, fazendo questão de torná-los mais audíveis aos ouvidos de Jason, incitando-o com falas e pedidos indecentes, sendo respondido em igualdade.
– Me faz gozar, Dick... – Disse derrotado e de um jeito manhoso que era quase esquisito para ele, puxando-lhe o rosto para beijá-lo e repetir o desejo. – Quero gozar na sua mão... Me faz gozar...
Asa Noturna estremeceu e apertou instintivamente o pênis de Jason, sentindo o prazer inflar dentro do corpo em espasmos prazerosos e pulsantes. Jason quase gritou ao sentir Richard tendo seu orgasmo, e sentiu que gozaria naquele momento, impedindo-o de sair daquele abraço íntimo até que seu fogo começasse a esvair pela mão do maior. O corpo amoleceu e deixou-se cair deitado de bruços no sofá, sendo logo seguido por Richard, que desabou em cima de si. Respiravam pesadamente, principalmente Jason, que começava ase incomodar com o peso em suas costas. Não tinha forças para reclamar, remexeu-se, mas logo se deu por vencido.
Richard espremeu-se entre Jason e o encosto do sofá, colocando um braço à disposição de Jason. O mais novo encarou-o cansado, aceitou o “travesseiro” e encolheu-se no meio do abraço de Asa Noturna. As mãos do primeiro Robin passeavam pelas costas do segundo, fazendo um carinho que o deixava sonolento. E era maravilhoso, tinha que admitir.
– Você está bem? – Dick perguntou um tanto preocupado com a mansidão de Jason em seus braços.
O sonolento abriu preguiçosamente os olhos e encostou os azuis escuros de Richard admirando-o com cansaço, mas também com carinho. Respondeu à pergunta assentindo de leve com a cabeça. Viu-o levantar a calça preta que estava um pouco abaixada com uma mão e fazer alguma careta ao perceber que acabara de manchar a calça com esperma, suspirando em tédio ao pensar que precisaria lavá-la. O peito de Jason dava saltos perigosos e maravilhosos que ele ignorava há tempos, pois já sabia o que queriam dizer. Passou as mãos pelo rosto, limpando o pouco de suor que se acumulava ali e jogou a franja do cabelo para trás.
Perguntava-se o que tinha na cabeça, o que estava fazendo e se tinha algum amor próprio, mas já sabia a resposta para tudo. Não negava a felicidade que explodiu no peito quando descobrira que o menino prodígio havia terminado com Dick. Não negava que o incitou a tomar atitudes inconsequentes (como sugerir roubar o anel de kryptonita) somente para piorar a relação dos dois. Se se sentia culpado e amargurado? Claro que não. Essência orgulhosa e egoísta de Jason Todd era algo quase admirável.
O que não queria dizer que nunca se arrependia. Existiam passagens de sua vida que preferia apagar. Mas convivia com seus erros sem torná-los destrutivos, graças aos conselhos de Bruce. Mesmo que pudesse afirmar que “Bruce” era outro erro que havia cometido ao longo de sua grande jornada de mancadas. Mas não queria e nem pretendia pensar nisso naquele momento.
Notou que Dick o estava encarando sorridente e percebeu que provavelmente estava admirando Asa Noturna com cara de retardado.
– Pra onde você viajou, Jay? – Perguntou Dick, fazendo um carinho na cabeça do rapaz com a mãos que lhe servia de travesseiro.
Jason não o respondeu, mas não segurou seu rosto de forma delicada, beijando de leve os lábios do vigilante, que respondia ao carinho e o enlaçava em mais um abraço. Cessou o beijo e encostou a testa no queixo de Richard, respirando fundo. Dick percebeu que Jason voltou a tremer e olhou para a janela, averiguando se a mesma estava aberta e deixando o ar frio da madrugada adentrar o apartamento.
– Amo você.
Richard desviou o olhar da janela para Jason de forma lenta e incrédula, como se estivesse analisando o que acabado de ouvir nesse caminho. Capuz Vermelho o encarava corajosamente e sem desviar o olhar, mas xingava-se ardentemente por dentro por ter deixado escapar tal verdade. Estavam juntos, transavam feito loucos e tinham uma amizade admirável, não queria detonar tudo ao ter mencionado tal sentimento inconveniente. Era como pensava. O que mais Richard poderia oferecer para ele?
– Jay...
Sua resposta estava naquele olhar que Richard lhe dirigia. Richard estava prontamente preparado para oferecer toda a pena do mundo. Não esperou para ouvir o que provavelmente lhe irritaria e levantou-se daquele sofá desconfortável, pegando a bermuda do chão e se dirigindo ao seu quarto.
– Espera, Jason... – Pediu com a voz um tanto embargada com tristeza. – Vamos conversar.
Jason continuou a caminhar e respondeu sem lhe dirigir o olhar.
– Preciso dormir... – Bateu a porta de seu quarto, não dando a chance de Richard retrucar.
O vigilante mais experiente poderia tê-lo seguido, poderia obrigá-lo a lhe ouvir, mas só ficou ali sentado no sofá, remoendo a raiva por Jason ter fechado a porta com violência, coisa que o revoltado sempre fazia e sempre o irritava.
– Idiota mal educado...
Esticou-se, estalando os músculos e se levantou, dirigindo-se à cozinha, em busca de água e algo para mastigar.
–----x-----
Continua...
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