Heroic Wish
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Não se sentia exatamente confortável com o silêncio, ou a solidão, mas aprendera a usar desses estados para concentrar-se nos afazeres acadêmicos, campo este que começava a compreender como importante para sua vida futura.
Mesmo que ainda achasse a história americana um tanto maçante e confusa no seu auge de turbulência, ele usou do tempo ocioso para organizar suas anotações e revisar o conteúdo da semana. O foco em tal tarefa era quase total, se não fosse a entrada agitada de Robin no aposento.
— Essa garota me deixa maluco!!!
O menino prodígio desabafou assim que adentrou no dormitório de Superboy, bufando palavras desconexas que aliviavam suas frustrações.
— Quando o Bruce descobrir que a Charlotte esteve aqui, a Babs vai se encrencar... – Hiperventilou e fechou os olhos, tentando se acalmar.
Viu que Conner estava sentado na cama com um caderno, ao que parecia, fazendo anotações, rodeado com seu material escolar, olhando para si com certo espanto.
—... Você está estudando???
Recebeu uma feição de ofensa em resposta, seguida de um protesto:
— Por que é tão surpreendente que eu esteja?
Robin percebeu a gafe e sorriu de forma rara e desengonçada.
— Perdão, não quis soar grosseiro. – Sentou à borda da cama, segurou os joelhos e suspirou fortemente, deixando suas neuras de lado.
— A menina parece se dar bem com Jason. – Conner comentou aleatoriamente ao perceber que o rapaz permanecia abalado com tantas novidades.
— Isso... – Fechou os olhos e forçou as têmporas. -... Isso não estava previsto. – Viu Kon- El expressar uma falsa surpresa ao levantar as sobrancelhas e revirou os olhos.
— Essa sim é uma coisa surpreendente de ouvir você dizer...
Mostrou os dentes em um sorriso que serviu como um calmante para os nervos de Robin, que por pouco não suspirou emocionado com o mais incrível poder de Superboy: o de ser adorável mesmo quando o julgava implicitamente. Uma parte do seu íntimo quis questionar aquele tom de voz usado, mas o que realmente estava previsto era sorrir um tanto abobalhado para o namorado, mudando completamente a expressão corporal e clima de tensão que havia instaurado no lugar, deixando-o mais descontraído.
— Mas então... – Ficou mais próximo de Conner, tentando averiguar o que ele escrevia. -... Precisa da minha ajuda?
O movimento da caneta cessou e Superboy encontrou o olhar carinhoso de Robin, sempre tão prestativo e preocupado com todos. O sorriso leve foi espontâneo, e colocou o caderno e a caneta de lado.
— Vem cá. – Pegou as mãos do prodígio e o incitou a se aproximar mais, sentindo uma recusa.
— Não, Kon... Não quero interromper seus estudos. – Falou um pouco orgulhoso do esforço que o namorado estava fazendo. – Quando você terminar...
— Eu acabei de terminar. – Mentiu. – Venha... – Ordenou, mesmo que tenha soado de forma cômica aos ouvidos de Tim.
O rapaz se deixou guiar por Conner e acabou por se sentar no colo do maior, de frente para o seu rosto. Superboy observava suas mãos, acariciando-as, circulando os dedos anelares do rapaz em seu colo. Sorriu com uma ideia e se perguntou se dar um anel de compromisso para o namorado era algum exagero. Sempre fora tão negligente com certas formalidades das pessoas ordinárias, nunca passou pela cabeça meio kryptoniana que talvez, só talvez, Timothy compartilhasse de tais desejos.
— Você se distrai demais comigo aqui...
Superboy sorriu e voltou sua atenção para Tim.
— Os novos membros estão em casa, finalmente tudo se acalmou. O dia foi longo, cheio de surpresas... – Referiu-se à presença surpresa de Superman e Batman na Torre e revirou divertidamente os olhos. – Ou você está cansado demais para isso?
Timothy realmente achava a capacidade argumentativa de Conner algo admirável, apesar de isso não ser fato para qualquer outra pessoa. Não percebia o tom falso manhoso e aparentemente efetivo do rapaz. Segurou o rosto do clone com as duas mãos, beijando-lhe as bochechas, em um processo lento e carinhoso. Remexeu-se no colo do namorado e ele suspirou em aceitação àquele contato, sorrindo orgulhoso das suas capacidades persuasivas. Estava pronto para beijar seu prodígio quando o sentiu se afastar e apoiar os pulsos nos seus ombros, sorrindo-lhe com olhos essencialmente lascivos.
— Eu estou pronto pra você, Kon...
Mostrou-se confuso em relação àquelas prováveis segundas intenções por alguns segundos até se dar conta do que Robin falava.
— Está sentindo falta de mim, amor?
Sussurrou sedutoramente para o namorado, enlaçando sua cintura, pressionando-o intimamente contra seu corpo, brincando com os sentidos de Tim.
— Ah... Eu estou. – Falou no mesmo tom que Conner, acompanhando-o no flerte. – Faz tempo, não faz? – Esfregou-se de leve em Conner e desprendeu a capa de Robin no pescoço, fazendo-a deslizar para o chão.
O ar passou lentamente pelos seus pulmões, completando o ato da respiração à medida que tomava impulso para realizar tudo o que mais desejava naquele momento.
— Sempre parece uma eternidade... – Conner passou um dedo pela linha do pescoço de Tim. -... Uma eternidade que não fazemos amor. – A mão deslizou com facilidade pelas presilhas amarelas que prendiam a parte do torso da vestimenta vermelha de Robin, afrouxando a peça de roupa. – E eu fico pensando no que gostaria de fazer com você... – Admirou o “R” do uniforme do menino prodígio meio folgado por conta das presilhas abertas. – Aqui, nessa cama...
Passou as mãos pelos ombros de Tim, deixando que a peça de roupa deslizasse pelo corpo do rapaz, até que parasse em sua cintura. O peito de Tim ventilava fortemente o ar, demonstrando que a fala mansa, sensual e sincera do namorado, estava surtindo efeito. Conner se mostrava tão carregado de segundas intenções, que o corpo deixou de responder aos comandos do cérebro, então se deixou levar, depositando toda a confiança e responsabilidade do que se seguiria no clone do Superman.
— Kon...
O beijo que se seguiu resumiu quaisquer outras palavras que provavelmente não exporiam as reais necessidades daqueles dois amantes.
Conner o apertou em um abraço amoroso, livrando-o da peça vermelha presa e carregando-o enquanto levantava-se da cama, o colocando deitado nela, ofegante e lindo para seus olhos. Beijou-lhe o nódulo da orelha, desceu para o pescoço, transformando a carícia em algo mais ousado e molhado, deslizando as mãos pelo braço de Tim até encontrar seus dedos, enlaçando-os em um aperto forte e erguendo-lhe os braços até pousá-los descansados na cama, acima da cabeça do prodígio. Os beijos e carícias seguiram mais carregados de libido e tensão para o tórax desnudo de Robin, arrancando-lhe alguns suspiros mais animados quando se sentiu acariciado nos mamilos, esquentando seu corpo e tornando o membro preso naquele agarro deliciosamente duro.
— Ah... Conner... – Fechou os olhos, capturando cada sensação maravilhosa daquela preliminar.
Esfregou-se no maior, buscando mais de sua atenção, mesmo que Conner estivesse 100% concentrado nas reações de seu corpo. Abriu os olhos quando sentiu uma mordida de leve em seu torso, sorrindo ao encontrar o olhar arteiro de Superboy, que já esperava ser admirado com algum ar interrogativo. Passou a língua pela linha do abdômen e umbigo de Tim, ainda lhe encarando, incitando Robin a fitá-lo enquanto a mão que antes estava enlaçada com a do namorado, deslizava pelo seu corpo até pousar no volume rijo em sua calça preta, tateando os dedos ali até perceber a extensão e massageá-la por cima da roupa.
Timothy apoiou-se nos cotovelos e mirou-lhe com os azuis semicerrados, atento ao interesse com que Conner apalpava e acarinhava o volume do seu pênis, vez ou outra deslizando a unha curta por suas pernas.
A rigidez crescia em Tim de forma gradual às investidas de Kon-El, e os gemidos tornaram-se um tanto mais exaltados, fazendo o clone sorrir maliciosamente, segurando uma perna do prodígio e mordendo de leve o interior de sua coxa, por cima da calça preta de seu uniforme de Robin.
— Eu sou apaixonado por esse uniforme... – Passou as mãos pelas duas pernas de Tim, aproximando o rosto de sua virilha, parando para observar o menor em meio aos suspiros e pequenas risadas de apreciação.
— Quer que eu continue com a máscara? – Levantou uma perna, colocando-a nos ombros de Conner, entrando na brincadeira do amante.
Superboy gargalhou baixo e roucamente, assentindo com a cabeça, erguendo-se para beijar seu namorado e impulsionar um contato mais intenso, puxando-o para se sentar em seu colo novamente, livrando-o da parte de cima do uniforme por completo. Fora agarrado em um abraço que o enlaçava pelo pescoço, com Tim carregando o beijo com paixão e movimentos repetitivos e ondulares em seu ventre, repuxando alguns fios dos cabelos negros de Conner. O maior remexeu-se o suficiente para desafivelar o próprio cinto, abrindo sua calça jeans, erguendo o tronco e Tim para abaixar um pouco a vestimenta e deixar o membro já rijo à mostra. Assim que o deixou livre, Timothy buscou a barra da camiseta de Superboy, puxando-a para cima, tendo a visão que tanto amava do tronco nu de seu clone. Pegou seu pênis e brincou um pouco, massageando-o antes de começar a masturbá-lo para ficar duro do jeito que desejava.
— Hmmm... – Grunhiu em deleite quando Conner beijava copiosamente seu pescoço e apertava suas nádegas, passando os dedos pelo cós da calça, descendo-a o bastante para ter acesso a algum pedaço nu de sua bunda. -... Ahhh... Droga.
— Porque está tão tenso...? – Sentiu o namorado tremer ante seus toques. – É porque o Batman acabou de sair daqui?
Tim entreabriu os olhos e arqueou uma sobrancelha, visivelmente provocado.
— Não fale dele agora... — Robin levantou-se do colo de Conner, ficando de joelhos na cama, abaixando a calça preta até o meio das coxas, segurando forte o próprio sexo desperto, desejando ter alguma lubrificação. – Eu quero te chupar. – Segurou com possessão o rosto de Kon-El com a outra mão, beijando-o de forma sexy na percepção do meio kryptoniano. – Até a última gota. – Completou, sério. – Você vai gozar na minha boca e aí eu vou te deixar duro de novo. E você vai me comer com força até eu não aguentar mais...
O clone do Superman sabia dizer quando Robin era movido apenas pelo desejo, e ali estava o seu menino prodígio sendo um completo pervertido novamente, deixando-lhe sem palavras. Não que estivesse incomodado com a declaração indecente, já que o pênis pulsava em excitação somente com a ideia. Queria rasgar o restante de sua roupa e penetrar-lhe ali naquele instante, mas o lado racional sabia que não poderia fazer aquilo, não de novo. Não poderia machucar novamente o lindo corpo de seu namorado humano, então, se ele teria que ser o “lógico” ali, que fosse, deixaria o rapaz fazer o que bem entendesse consigo (Pensou nisso como um ato de bravura, mesmo não sendo essa a realidade), ainda que tivesse um fetiche que gostaria de colocar em prática naquela ocasião.
Levantou o namorado com facilidade, colocando-o sentado no meio da cama, tirando-lhe a calça e botas, tudo de uma vez, sentando-se ao seu lado, ao contrário, para tirar a própria calça jeans e sapato. Jogou-os em qualquer canto do quarto e voltou rapidamente a dar atenção para o prodígio, beijando-o, segurando seu rosto com as duas mãos, ambos ainda sentados em sentido opostos. Uma mão desceu até o membro um tanto avermelhado de Robin e acariciou-o com uma gentileza que não condizia com as vontades do namorado. Apertou-o na base e Tim gemeu entre o beijo, interrompendo-o para olhar para a mão de Conner em seu pênis.
— Eu também quero ele na minha boca. – Beijou-lhe o queixo e lambeu o caminho até os lábios. — Quero que enfie até a minha garganta.
O pulsar de excitação de ambos ecoava como um som pelo lugar, e Tim não esperou por um segundo pedido. Deitou-se de lado e puxou Conner para fazer o mesmo, da posição em que estava, deixando seu pênis na direção de seu rosto. Superboy sorriu animado com a prática do ato e teve que curvar um pouco o torso para ter o sexo de Tim na posição ideal, e poder avançar com aquele sexo oral. Segurou-o com carinho e o guiou a boca, ávido por aquilo em sua boca, gemendo deliciado ao sentir a boca quente do namorado deslizando e lambuzando-se em idas e vindas em seu membro. Chupou-o com vigor uma primeira vez, e assim continuou até ambos imporem seus próprios ritmos àquilo, garantindo uma sinfonia de gemidos abafados e espasmos de prazer ecoando pelo aposento.
Apoiou a cabeça em uma perna de Tim e sentiu-se mais confortável, acariciando suas nádegas com a mão que não segurava o pênis do menino prodígio. Notou saliva escorrer de sua boca e limpou com um dedo, levando-o até a entrada de Tim, rodeando o lugar, brincando ali e vendo-a pulsar em movimentos decididos em sua boca.
— Ah... Isso... – Tim falou ao tirar o pênis de Conner da boca e olhar para o desempenho do amante. – Hmmm... Que delícia, Kon.
Chupou os testículos de Superboy, fazendo sons de apreciação para o namorado, continuando a se movimentar com vigor na boca de Conner, que pareceu engasgar, franzir as sobrancelhas, mas não desistir daquele prazer sexual egoísta que se instaurou ali. Tirou o pênis de Tim da sua boca e afundou a cabeça entre as pernas do menino prodígio, lambendo-lhe os testículos e passando a ponta da língua ao redor de seu ânus.
Timothy arqueou as costas, fechou os olhos e gemeu de boca fechada, abrindo as pernas pra facilitar a passagem de Conner, que apertava suas nádegas e as afastava um pouco quando queria ter um acesso mais profundo àquela área. Abraçou a cintura de Tim e fez menção de mudá-lo de posição, deitando-se de costas na cama e deixando-o acima de si, voltando a lhe chupar o pênis ao sentir o próprio ser sugado novamente.
O coração pulava tão fervorosamente em meio àquela posição sexual 69, que considerou estar perdendo o controle quando percebeu as pernas de Timothy tremer ao lado de sua cabeça. Passou as mãos pelas costas do prodígio e o ouviu gemer manhoso, adorando o vigor que voltava a lhe garantir um sexo oral intenso em resposta. Robin segurou firme o pênis de Superboy e masturbou-o com avidez enquanto a boca subia e descia pela sua glande, sentindo que o herói de Smallville começava a gemer daquele jeito rouco e forte, e Tim conhecia muito bem o significado. Os corpos moviam em ritmos intercalados e o vigilante de Gotham abriu a boca e encostou a ponta do pênis de Conner em sua língua, deslizando a mão com facilidade naquele membro tenso e ávido pelo clímax, esperando pelo orgasmo quente do namorado acumular-se na sua boca, como disse desejar. O clone parou de chupar Robin e gemeu alto, remexendo sensualmente os quadris, desabando a cabeça no colchão, tentando ditar um ritmo mais lento ao sentir que teria seu orgasmo no rosto de Tim, que se levantou um pouco sobre o rapaz, não depositando todo seu peso em cima dele.
— Ahnn... Timmy. – Passou os braços pelas pernas de Tim e colocou as mãos na testa, ofegando em espasmos enquanto jorrava sêmen no menino prodígio.
A cabeça rodopiou em tontura e a respiração tornava-se normal à medida que sentia os beijos de Robin pelo seu torso, e sorriu com a alegria daquela realização pessoal, sabendo que ainda devia mais alguma ação para o namorado esfomeado por si.
— Isso foi... – Tim saiu de cima de si e virou-se, ficando sentado de frente em seu abdômen. -... Gostoso pra caramba... – Conner completou.
— Hm-Hmm... – Concordou com Conner, chupando um dedo que parecia estar lambuzado com esperma.
O rosto do vigilante estava suado e um tanto avermelhado, com alguns fios da cabeleira negra presos em sua testa e bochechas, então Kon-El levou as mãos para a face do rapaz e tentou arrumar os fios para trás, obtendo um êxito não tão completo nisso. Sorriu e fez que ia se erguer para beijar seu namorado, mas Robin o impediu e o fez se deitar novamente, fazendo-o esperar ser liberado dali.
— Você ainda não me fez gozar.
Conner riu.
— Disse que ia me excitar de novo pra eu poder fazer isso...
Trocaram sorrisos e confidências luxuriosas em meio aos olhares carregados de libido, e então Tim levantou-se, engatinhando para o outro lado da cama, ficando frente a frente com Conner, fazendo suas pernas se encontrarem e entrelaçarem-se.
— Eu quero que preste atenção... – Robin ordenou e voltou a lamber alguns dedos. – Não perca nada.
O clone se ajeitou na cama, colocando-se sentado, de pernas cruzadas, obedecendo a ordem de seu namorado prodígio.
— Eu fiquei pensando em você durante a semana... – Os dedos correram pelo próprio torso e virilha. – Em como me senti estando dentro de você...
Superboy estreitou o olhar para as mãos de Tim e umedeceu os lábios, engolindo saliva e mordendo de leve o inferior quando se lembrou da noite de amor surpreendente daquela vez.
— Eu queria ter feito de novo antes de você ir embora, de manhã... – Uma mão enlaçou o próprio pênis e fechou os olhos, suspirando, como se lembrasse das sensações daquela vez. -... Você foi embora, me deixou sozinho assim... E eu... Hmmm...
— Você... Brincou sem mim, não foi? – Conner perguntou com a voz suavizada, sabendo que era o tipo de imagem que o jovem prodígio queria criar em sua mente.
— Toda vez que me deitava nessa cama sozinho... Durante a semana toda. – Prendeu um gemido enquanto falava, sentindo o quanto o membro endurecer ainda mais com as lembranças e toques. – Eu senti tanto a sua falta... – Disse choroso enquanto erguia o quadril para dar passagem para a outra mão e circular o esfíncter do ânus com os dedos que havia lambido antes. – Não queria... Ter feito isso sem você... Mas eu estava tão... Tão... Ah...
— Tim... – Conner engasgou nas palavras e sentiu o ventre se contrair e o pênis, já duro novamente, necessitar de alguma atenção.
Perguntou-se intimamente porque não haviam se encontrado durante o resto da semana, mas as responsabilidades da vida normal de civil de ambos, na fazenda Kent e Gotham, e os poucos incidentes que necessitavam da ajuda de Superboy em Smallville, e os diversos em Gotham que chamavam a atenção de Batman, não lhe passaram pela cabeça. Uma necessidade básica reinava em si e a visão de Robin masturbando-se e enfiando dedos em sua bunda, buscando o próprio prazer, era a única razão que precisava entender para viver naquele momento.
Abriu as pernas que estavam cruzadas, tocando um dos pés de Tim com o seu, fazendo-o abrir os olhos e olhar para si, comprovando que havia conseguido o que queria: Conner estava pronto para realizar todos os seus desejos.
— Eu estou aqui agora... – Disse enquanto levantava-se e engatinhava até o namorado, que estendia uma mão para si.
A língua deslizou pela boca de Tim em um beijo molhado e desejoso, franzindo o cenho, ansiosos por mais contato e carinhos.
O Robin aconchegou Superboy entre suas pernas e as enlaçou em sua cintura, deixando implícito que aquilo já estava indo longe demais e necessitava se satisfazer de uma vez. O clone passou os braços por debaixo dos ombros de Tim e levantou o rosto para admirar as feições do namorado ao ser penetrado, arrepiando-se com aquele calor que bem conhecia e sentia falta. Dobrou um pouco as pernas e pode sentir enfiar-se mais naquele corpo, gemendo enquanto desabava a cabeça no espaço entre o pescoço e o ombro de Timothy, beijando-o e declarando-se em meio a exaltações indecentes e estocadas fortes no corpo tão amado de seu amante. A cabeça foi levantada quando Robin puxou seus cabelos com as duas mãos, vendo-o mirar com alguma ferocidade enquanto era possuído com força.
Encaravam-se sem trocar mais palavras que interromperiam o clímax, gemendo alto, deliciados com a surpreendente capacidade que tinham de enlouquecer juntos em prazer e volúpia. Apertou o abraço com Conner e sentiu o pênis ser pressionado contra seu ventre, esfregando-se com o abdômen do clone, garantindo-lhe finalmente o toque naquela parte deliciosa dentro de si, incitando-os a intensificar a velocidade e apertar os olhos devido ao forte sentimento de prazer que os rondava. Choramingou entre os gemidos, erguendo os quadris toda vez que era acertado no ponto sensível ao prazer, fazendo Kon-El agarrar sua cintura com uma mão, mantendo-o com as costas fora da cama enquanto se empurrava com determinação dentro de seu Robin.
Seus gemidos consumiam seus ouvidos e cérebro, e Conner pediu em seu íntimo que não machucasse o namorado de novo, sabendo que mais alguns segundo daquilo o faria gozar com força e perder a razão. Apertou a outra mão na cabeceira da cama ao lado da cabeça de Tim, que pendeu a cabeça pro outro lado, preso em seu próprio mundo de prazeres sexuais, sentindo que o orgasmo se aproximava gradativamente. Parte da madeira da cabeceira da cama em que o clone se agarrava fora arrancada quando o rapaz sentiu o pênis pulsar no ânus do herói, jorrando sêmen quente em seu interior. Sentir Conner tremer dentro de si em meio ao orgasmo causou um intenso arrepio em Robin, fazendo-o agarrar os quadris do namorado para mantê-lo ali até que o próprio clímax chegasse intenso para si, melando-os entre o abraço sexual.
Ofegantes e um tanto exaustos, ambos reconfortavam-se ainda presos ao abraço, com Tim respirando fundo e deixando que seu clone descansasse a cabeça cansada ao lado da sua. Beijou-lhe de leve a orelha e lhe acariciou os cabelos escuros, de olhos fechados e um meio sorriso de satisfação nos lábios crispados. Pensou em declarar o seu amor por aquele homem, mas os pulmões não o ajudavam naquela vontade, impedindo-o de proferir qualquer som que não fossem pequenos gemidos de apreciação ao contato pós-sexo que trocavam.
Já Conner parecia voltar à normalidade e disposição com usual rapidez e olhou quase sonolento para a mão que ainda agarrava com força o pedaço de madeira destruído que havia arrancado da cabeceira da cama. Estalou em um barulho de revolta e jogou aquilo para o outro lado do quarto. Remexeu-se e saiu de cima do namorado lentamente, percebendo certa recuso por parte dele, que logo se agarrou a sua cintura, pousando a cabeça em seu ombro e fechando os olhos, suspirando ao descansar os ânimos ali.
— Preciso de um banho...
— Espera um pouco... — Robin inspirou uma resposta preguiçosa. -... Eu o acompanho já, já.
Viu Tim quase cair nos braços do sono e sorriu, segurando seu rosto com a mão livre, beijando sua bochecha, fazendo-o abrir os olhos.
— Já vai me deixar tão cedo, menino prodígio?
Robin riu e espreguiçou-se.
— Eu sou humano, ok? – Levantou-se, estalando os ombros e caminhou até ao banheiro. -... Você vem? – Piscou para o namorado.
Conner revirou os olhos e levantou sorridente, andando rapidamente e ansioso para um banho quente.
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A Torre estava escura e silenciosa, com exceção da televisão da sala de convivência, ligada com o volume quase inaudível, apenas para tentar entreter a cabeça de um Bart Allen sentado no chão abraçado às pernas, queixo apoiado nos joelhos, olhos fixos na tela grande daquela TV que transmitia algum documentário sobre predadores africanos. Semicerrou o olhar, franzindo o cenho e pegou o controle, mudando aleatoriamente de canal, se perguntando por que estava vendo aquele programa.
Não havia percebido que tomara o hábito de vê-lo com Garfield, que dizia fazer parte de seu treinamento, já que possuir tal conhecimento sobre o reino animal era vital para sua vida como herói Titã transmorfo.
Colocou as mãos no rosto, escondendo-o entre os joelhos quando se lembrou de Mutano. A verdadeira definição de confusão podia ser apreciada no rosto sardento daquele jovem velocista, e voltou a abraçar as pernas ao se dar conta que sentia muita falta do transmorfo, e, mesmo assim, o havia evitado por aquelas últimas horas do dia. Queria vê-lo, mas não saberia como agir com o rapaz verde depois do que havia acontecido:
Mutano o havia beijado. E sabia por que tal situação estava lhe causando tanto mal estar.
Havia pensado tanto em como lidava com aquilo, em como agia estando com Mutano, em como sabia que suas ações e demonstrações de um intenso carinho por ele, invariavelmente incitavam estas reações nas pessoas. Sempre foi um jovem extrovertido em suas vontades e intensamente impulsivo, como seu antigo alter ego dizia. Não querendo dizer que investia em relacionamentos na mesma forma densa.
A verdade é que nunca havia se aproximado de alguém a tal ponto.
E era verdade que aquele beijo com Garfield fora o seu primeiro.
O rosto ficou vermelho e tentou não ficar triste ao pensar nisso, desejando poder conversar sobre com o rapaz sem sentir que fosse morrer com a tentativa.
— Você está bem, Bart?
A voz intensa e preocupada de Cassie cortou sua linha de pensamento, fazendo seu coração pular assustado.
— Ein...? – Colocou a mão na testa, tentando se acalmar.
— Você está assistindo ao noticiário. – Apontou para a TV. – Você está doente ou alguma coisa assim? – A moça brincou e se sentou no sofá.
Bart a encarou parecendo esperançoso com algo e Cassandra o olhou interrogativamente. Ele ficou em pé e sentou ao lado da moça, abraçando-a pela cintura, deixando-a sem reação com os braços suspensos no ar, não correspondendo ao abraço por conta da surpresa. Kid Flash a largou e olhou chateado para a amiga.
— O que houve? – Segurou o rosto do jovem, vendo que ele esperava pelos seus usuais carinhos.
— Eu... – Pensou melhor. – O Gar...
— Ele está bem? – A Moça Maravilha o interrompeu, preocupada.
— Sim, ele está bem... – Se soltou da moça e pareceu mais calmo. — Ele... – Olhou para o olhar extremo de preocupação no rosto da garota, repensando se realmente queria lhe contar o que realmente o afligia. -... Ele... Ficou bem triste com a partida do Vic... E...
A loira o olhava interrogativamente, não entendendo onde aquilo afetava Bart.
— E eu não sabia como consolar ele...
Desistiu de contar-lhe tudo, proferindo algo que realmente não considerava mentira, já que havia fugido da presença de Garfield logo após o beijo.
— E agora estou me sentindo culpado.
Também era verdade.
Cassie o olhava como se esperasse por mais alguma novidade, que não veio.
— É só isso?
—... Sim... Só. – O rapaz engoliu seco, por finalmente estar mentindo para a amiga.
— Bom... – A protegida da Mulher Maravilha tentou parecer madura. -... Tenho certeza que ele entende que você é muito novo pra lidar com certos sentimentos...
O velocista de Central City do futuro a olhou como se algo realmente muito rude tivesse sido dito.
— Como é que é?
— Você sabe do que eu estou falando. – Devolveu o olhar. – Eu entendo e acho até bonitinho que sua relação com ele seja tão íntima, mas...
— Mas o que???
Interrompeu, levantando-se do sofá, encarando-a visivelmente ofendido.
Estava pronta pra responder mais diretamente o que pensava quando uma terceira pessoa adentrou no local, com sua habitual seriedade e vontade de acalmar os ânimos entre os colegas de equipe.
— Bart, posso falar com você? – Ravena surgiu, fazendo ambos virarem o rosto, interrompendo aquele princípio de discussão.
Kid Flash respirou fundo e voltou a olhar para a Moça Maravilha, dessa vez visivelmente decepcionado. Caminhou a passos normais até Ravena, acompanhando-a pelo corredor que levava aos quartos, com a cabeça baixa e mais uma preocupação no coração.
— Não deixe isso te abater. – A sensitiva comentou. – Eventualmente, ela entenderá.
Fora olhada sem muita surpresa pelo jovem cabisbaixo ao seu lado, já imaginando o motivo.
— E você não causa dor a ninguém demonstrando seus sentimentos, se for isso que o está deixando triste.
Bart sorriu para a filha de Trigon e parou, segurando suas mãos.
— Você... É... Demais, Ravena. – Falou pausadamente, parecendo dramático de propósito.
A moça pareceu se envergonhar e sorriu em resposta, voltando a caminhar e puxando levemente Bart consigo, enlaçando sua mão.
— Eu estou auxiliando o Eddie no momento, então eu preciso de um favor seu.
— Qualquer coisa. – Mostrou-se prontamente útil para a veterana.
— Fique com o Garfield essa noite, sim?
— Que...?
Percebeu para onde estava sendo levado e não pode questionar mais nada até estar dentro do quarto de Mutano, vendo que o transmorfo já estava dormindo.
— Ravena!? – Exclamou, mesmo que sussurrando, com medo que o adormecido despertasse.
A veterana Titã não pareceu tão surpresa ao encontrar Mutano dormindo e foi até ele, dando-lhe um beijo leve na testa, fazendo Bart olhá-la com curiosidade.
— Ele está bem?
— Sim, ele só precisa dormir... – Também sussurrou, voltou-se para Bart, olhando-o como se ele entendesse a situação. – Mas ele estava muito triste, sabe...
O olhar perdeu-se tristemente em Garfield e os olhos ficaram marejados.
— É... Eu sei...
— Mas tudo bem, ele estará ótimo amanhã. – Sorriu para Bart e caminhou até o velocista, depositando as mãos nos ombros do rapaz. – Você vai cuidar dele, não vai?
Bart pareceu se emocionar com o tamanho do apoio que Mutano recebia de Ravena e apertou os lábios, sorrindo e balançando a cabeça em uma afirmativa.
— Sempre. – Falou com a convicção já conhecida no sangue dos Allen de Central City.
Ravena sorriu docemente e beijou demoradamente a bochecha de Bart, consolando-o e enchendo-o de coragem para fazer suas vontades se tornarem realidade.
— Boa noite, Kid Flash. – Despediu-se do jovem, afastando-se dos dois amigos.
— Boa noite, Ravena. – Respondeu e viu a moça sair por entre a porta automática do quarto de Gar, nada surpreso por ela ter a senha de tal aposento.
Virou-se para Mutano na cama e o viu se remexer, deitando-se de lado, com a vista para a porta, percebendo que abria os olhos preguiçosamente, sabendo que era um movimento involuntário do corpo durante o sono. Garfield olhou para si e logo em seguida fechou os olhos novamente, voltando para o sono profundo que o acolhia, afundando-se nas cobertas quentes de sua cama.
O coração de Bart agitou-se com aquela troca de olhares carregada de pureza e caminhou até ele, tirando as botas, luvas e máscara de seu uniforme de Kid Flash, deixando as peças em cima de uma cadeira em frente a uma escrivaninha.
— Eu adoro esse cara...
Sorriu ao pensar aquilo que vagava sua mente por dias e se concretizara naquele beijo, finalmente percebendo o quanto se sentir daquele jeito em relação à Mutano era maravilhoso, e deixou de se sentir culpado.
Não havia como aquilo ser tão errado.
Deitou-se no lado em que Garfield estava de costas, tentando ser cuidadoso ao puxar um pouco da coberta que parecia tão aconchegante para si. Sorriu e encolheu-se naquele canto da cama que tanto cheirava ao veterano, sentindo que o espírito jovem e alegre retornava para si.
No dia seguinte faria o que a amiga sensitiva recomendou e cuidaria do rapaz.
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— A pirralha saiu do seu pé?
Dick entrou efusivo no quarto de Jason, fazendo-o sobressaltar-se da poltrona, deixando o livro que admirava cair no chão. Fechou os olhos, reunindo alguma paciência para lidar com aquele homem que pareceu lhe irritar pelo dia inteiro.
— Eu não lembro de ter te dado a senha desse quarto...
— Do que você está falando, eu que criei essa senha. – Asa Noturna riu e pegou o livro do chão, lendo o título da capa enquanto o passava de volta para Capuz Vermelho. – Ei. – Puxou-o de volta das mãos de Jason, folheando-o. — Esse livro é meu.
— Você deixou jogado no meio das suas roupas. Aliás... Faça o favor de carregar suas roupas sujas daqui.
O desdém em sua fala podia ser percebido sem esforço, fazendo Dick o olhar com igual sentimento.
— Você fala como se fosse muito organizado. – Sentou na cama e passou a ignorar o mau humor do mais novo. – Esse é um dos meus favoritos.
— Porque não foi sair com Arsenal? – Perguntou com falso desinteresse.
— Eu nunca disse que iria sair com ele. – Respondeu com os olhos ainda em algumas linhas do livro. – Mas ele se colocou à disposição caso a gente resolva fazer um ménage.
Informou com normalidade, como se tal nota não indicasse o quanto aqueles dois eram pervertidos. Jason revirou os olhos, aparentemente incomodado com o fato de Roy saber à respeito de sua relação com Dick.
— Você devia ter ido com ele, idiota. – Levantou-se e pegou o casaco preto habitual, pronto para sair daquele quarto e fugir da presença de Richard.
— Ei! – Segurou o vigilante. – Eu queria ler pra você, lembra? – Sacudiu o livro no ar. – Acho que o destino está do nosso lado.
Jason começava a se irritar de verdade com o descaso de Richard por sua irritação, e detestava ser ignorado. Puxou o braço de volta e o encarou visivelmente enraivecido.
— Se você acha que eu vou ficar quieto ouvindo você recitando poemas...
— Qual é, não pode ser tão ruim! – Falou rindo e segurou o livro com as duas mãos. – Se você não gostar, tudo bem, eu paro de ler.
Pulou na cama e sentou-se de pernas cruzadas, abrindo o livro na página correspondente, acenando para Jason se sentar à sua frente.
Relutou, chegou a virar de costas para aquele homem insuportável para si naquele momento, mas voltou-se, com raiva de si mesmo, para Richard Grayson, tirando violentamente o casaco para a cadeira que sentara antes, sentando-se impaciente para onde Dick apontara. Esperou que ele começasse de uma vez com aquela besteira, mas o viu respirar fundo e parecer relaxar ao começar a ler a obra, fato que, de alguma forma, também o relaxava.
“Encobre o teu céu, ó Zeus,
(...)
A suavização na voz de Richard chegava aos ouvidos de Jason de forma meio forçada, não acreditando que fora convencido a participar daquele recital Goethiano.
Estavam sentados na cama, de pernas cruzadas, frente a frente, com Jason começando a se interessar pela história que estava sendo contada naquele poema, tentando relacioná-la a sua vida, como Dick comentara outrora.
(...)
Quando era menino e não sabia
Pra onde havia de virar-me,
Voltava os olhos desgarrados
Para o sol, como se lá houvesse
Ouvido para o meu queixume,
Coração como o meu
Que se compadece da minha angústia
Quem me ajudou
Contra a insolência dos Titãs?
Quem me livrou da morte,
Da escravidão?
Pois não foste tu que tudo acabaste,
Meu coração em fogo sagrado?
E jovem e bom – enganado –
Ardias ao deus eu lá no céu dormia
Tuas graças de salvação?
(...)
Aquilo era, de certa forma, bem específico, e as barreiras do interesse de Jason se afrouxaram ainda mais.
(...)
Pois aqui estou! Formo homens
À minha imagem,
Uma estirpe que a mim se assemelhe:
Para sofrer, para chorar,
Para gozar e se alegrar,
E para não te respeitar,
Como eu!”
Dick sorria, realmente demonstrando o quanto apreciava aquela leitura, chegando a enrubescer ao associá-la com Jason novamente, rumando para o final do fragmento que queria apresentar ao parceiro. Fechou o livro, ainda sorridente, mas desfez a alegria dos lábios quando encontrou a feição séria de Jason olhando para si. O mais novo sequer piscava, transparecendo certa melancolia através do olhar azulado.
—Não gostou? – Dick pôs o livro em cima da coma. – Eu sei que não é todo mundo que gosta desse tipo de leitura, mas achei que...
Jason interrompeu a fala desinteressante de Richard e pegou o livro, colocando-o em cima do móvel ao lado da cama, aproximando-se de Dick, segurando seu rosto, beijando-o e impedindo-o de continuar suas explicações.
Soltou-o, olhando-o com olhos semicerrados, ainda respirando pesadamente ante os sentimentos que transbordavam por aquele homem.
— Eu adorei... – Disse, abaixando o olhar, sentindo uma mão de Dick pousar em seu pescoço, puxando-o com olhar e sorriso apaixonado para outro beijo mais lento e afetuoso.
Percebeu em Jason um nervosismo desconhecido, e pegou sua mão, colocando-a em seu peito, segurando-a ali até que percebesse as batidas fortes e rápidas do seu coração. Pareceu ainda mais irrequieto e interrompeu o beijo, recuperando fôlego, não tomando distância do rosto de Dick, que o encarava com uma ternura que quase começava a lhe incomodar. Afastou o quanto pôde qualquer impedimento que o faria negar-se de sentir uma ligação ainda mais profunda em relação ao amante e finalmente deixou-se levar pela maneira carinhosa e atenta que sempre tentara negar durante os encontros com Dick.
Tudo o que queria era que o mais velho de fato cuidasse de si para proporcionar-lhe todo prazer e amor que pudesse conceder, e derretia em suspiros ao sentir um carinho leve no pescoço enquanto o beijava novamente. Soltou um gemido claro de apreciação àquele ato singelo, fazendo Dick entreabrir os olhos e acumular aquela boa sensação que o preenchia mais e mais enquanto estava com Jason. Voltou a beijá-lo, de forma menos delicada dessa vez, respirando forte durante a troca de carinhos, evidenciando o quanto apreciava aquele momento que tanto o excitava. Puxou a camisa de CV e este levantou os braços, interrompendo o beijo para ter a peça retirada.
Jason ajoelhou-se durante o tocar de lábios e segurou o pescoço de Dick com uma mão, voltando a beijá-lo de forma lenta, querendo prolongar mais aquele encontro íntimo. Sentiu que Dick o seguia, beijando-o com nítida paixão, olhando-o da mesma forma, respirando fundo enquanto puxava a própria camisa para cima, retirando-a, sendo ajudado em movimentos lentos por Jason. Voltaram a se beijar, ajoelhados na cama, abraçando-se, os corpos febris esfregando-se lentamente, sentindo-se abraçar quando abaixou as mãos para as nádegas de Asa Noturna, apertando-as enquanto descia os beijos pelo seu pescoço, ouvindo-o gemer entre suspiros, lhe acariciando a cabeça, como se agradecesse pelos acalantos distribuídos.
Os beijos desceram ainda mais, e Jason pode ouvir os batimentos fortes e descompassados do coração de Richard enquanto passava a língua por seus mamilos, chupando-os e passando os dentes de leve naquela parte sensível do parceiro. Ouviu Dick rir baixo enquanto era beijado no abdômen, denunciando sentir cócegas, segurando o queixo de Jason, fazendo-o parar de instigá-lo para trocarem olhares risonhos.
— Você... — Tomou fôlego. -... Você nunca... – Sussurrou aquela tentativa de fala dispensável durante momentos como aquele, sendo ignorado por Jason, que passava os dedos pelo cós da bermuda folgada, abaixando-a, observando que o sorridente Dick se tornara mais sério quando desabotoou por completo a vestimenta, fazendo-a deslizar pela sua perna, revelando a cueca branca um pouco apertada por conta do pênis rijo que acolhia.
Dick sentiu o peito doer de forma estranhamente prazerosa e o Capuz Vermelho continuava encarando os azuis desejosos de Asa Noturna à medida que inclinava o corpo para o rosto ficar na altura do seu sexo necessitado, não cortando o contato visual provocador quando passou a boca pelo volume na cueca, incitando e desafiando-o a tomar alguma atitude diante daquela promessa instigante. O mais velho ofegou e segurou as mãos de Jason no cós de sua roupa íntima, fazendo movimentos que aludiam para a remoção urgente daquela peça. Jason riu quando Richard abaixou a roupa por conta própria, cuidando de segurar o sexo do amante antes que o mesmo tivesse que implorar desajeitadamente por mais atenção àquela parte do corpo.
Richard suspirou entredentes, causando um leve chiado, estreitando o olhar ante a visão maravilhosa de Jason lhe chupando de forma nunca feita antes, ainda não desviando o olhar. E o lambuzou com saliva, passando a mão por seu pênis em movimentos de ida e vinda, acompanhando o ritmo dos quadris do vigilante em sua boca. Aproveitou aquela cena por mais alguns segundos e desejou também poder dar algum prazer para o companheiro, segurando-lhe as mãos, o interrompendo naquela felação maravilhosa, livrando-o das peças de roupa que começavam a lhe parecer inconvenientes no corpo de Todd. Deslizou as mãos pelas laterais do corpo de Jason enquanto erguia-se para juntar-se ao corpo do mais novo mais intimamente, enlaçando-o pelos quadris, voltando a beijá-lo ao sentir que o amante esfregava-se em si de forma sensual e calma.
Jason gemeu com o encontro íntimo dos sexos despertos e guiou Dick em seus movimentos, percebendo que o mais velho o acompanhava sem pressa naquele prazer lascivo que servia de preliminar. Sentiu a bunda ser apertada por mãos fortes e fez o mesmo com Asa Noturna, apreciando explorar cada centímetro daquela região de tão boa reputação do herói. Sentiu-se empurrado para a cama e deixou-se ser deitado entre beijos, tendo as pernas afastadas para poder receber o peso de Dick de forma mais confortável em cima de si.
Aquela sensação gostosa de toque das partes íntimas os inebriava, e volta e meia interrompiam os beijos, que cada vez mais se tornavam profundos, para voltar a atenção àquela cena sexy a qual os pênis faziam parte, esfregando-se um no outro com a vontade e ritmo que Richard parecia comandar àquela altura. Capuz Vermelho sentiu o peito pulsar forte com a imagem de Richard gemendo acima de si, e pendeu a cabeça para trás, afundando-a no lençol macio da cama, fechando os olhos quando sentiu o prazer despontar mais e mais.
Os braços de Dick passavam por debaixo dos de Jason e isso se transformou em uma acolhida prazerosa, proporcionando a facilidade que o primeiro prodígio precisava para lamber, beijar e chupar com desejo o pescoço do vigilante, quando esse o apresentou de forma tão casual em resposta ao encanto que sentia.
— Dick... – A voz falhou ao chamar o amante e passou as mãos pelas costas dele, apreciando cada pequena sensação que aquele encontro proporcionava.
Sentiu o homem que amava erguer-se para lhe olhar nos olhos, e não parecia que algo mais precisaria ser dito. Richard levou lentamente a mão para a própria boca e lambuzou alguns dedos com sua saliva, ainda mirando para Jason com a mesma intensidade no desejo. Lubrificou-o e viu o parceiro lhe sorrir em apreciação (ou agradecimento, pareceu um pouco confuso para Richard), e voltou a beijar o parceiro quando este dobrou as pernas e deslizou as mãos das costas para a bunda de Asa Noturna, demonstrando sem margem para dúvidas qual era seu desejo.
Fora penetrado lenta e confortavelmente, para seu próprio estranhamento, já que, mesmo que por alguns poucos minutos, os primeiros contatos mais profundos com Richard envolvessem certo desconforto e concentração para uma melhor apreciação do ato. Mas aquele encontro entre os dois estava se mostrando diferente de tantas formas, que logo se conformou que aquilo não era só desejo, que não eram somente dois corpos querendo aliviar-se da loucura da excitação. Incluía tais situações, claramente, mas algo mais improvável. Não que estivesse filosofando sobre suas razões durante o ato, mas era provável que fosse se questionar sobre os sentimentos de Richard por si quando se sentisse abrandado.
Gemeu sem conter-se e apertou a base do pescoço do mais velho, estreitando os olhos quando os movimentos de Dick sobre si tornaram-se mais intensos. Este, por sua vez, elevou o tronco e apoiou um braço esticado na cama, tendo uma visão aérea privilegiada de Jason em seu momento de êxtase sexual, precisando fechar a boca quando presenciou tamanha sensualidade em seu amante. Lambeu os lábios e beijou-o, descendo os lábios pelo pescoço do Capuz Vermelho, sentindo que o vigilante passava as unhas com certa força em suas costas, fato que não o fez se sentir culpado ao deixar marcas de chupões no jovem.
Inverteu as posições, vendo Jason se investir em si com vontade, encarando seus azuis enquanto rebolava sensualmente, passando as mãos pelo tórax de Dick, apertando com certa força aquele parte musculosa do mais velho. Engoliu saliva e tomou fôlego, prendendo Richard em um aperto sexual, fazendo-o fechar e apertar os olhos, gemendo em apreciação, apertando as pernas fortes de Jason. Subiu o aperto para sua cintura e empurrou-o contra si, fazendo-o rebolar daquele jeito lindo aos seus olhos sem ter que sair do lugar. Jason engasgou e Dick sabia que o acertara no lugar certo, mantendo-o pressionado e delirando com aquelas reações maravilhosas que o ato causava.
Levou a mão para o próprio pênis, continuando a rebolar em Asa Noturna, masturbando-se intensamente, pronto para ter seu orgasmo, sentindo que Dick enlaçava os dedos com a sua outra mão, em um carinho que o incentivava a levar aquilo até o fim que desejasse. Gemeu quando uma das mãos do vigilante mais velho apertou-lhe uma nádega, sentindo aquela fisgada gostosa e forte no ventre que indicava sua satisfação a caminho.
— Ahhh... Ah... – Gemeu alto, abaixando a cabeça e soltando chiados de apreciação, sofrendo espasmos à medida que os jatos moderados de sêmen saíam de si. – Di- Dick... Hmm...
Chamou pelo amante ao terminar, e pressioná-lo sensualmente fez Richard delirar, e levantou o rapaz pela cintura, buscando o membro rijo que pulsava duro em excitação.
— Jay... Jay... Ah!
Bombeava o próprio sexo e proclamava o apelido de Jason como em uma música que o incitava a deliciar-se em volúpia. Repetiu uma declaração muda e Jason o beijou, provocando-o ainda mais ao ajudar-lhe a se masturbar, sentindo o esperma do amante escorrer quente pelas suas mãos.
Os olhares se encontraram e mais beijos curtos trocados. Jason sorriu e saiu de cima de Dick, caindo deitado ao seu lado.
Pensou em como os lábios de Richard haviam se curvado algumas vezes durante o sexo em algo que parecia uma declaração de amor, mas afastou o questionamento que estava prestes a sair verbalmente. Pensava que aquilo estragaria completamente o clima maravilhoso do momento, e estava se sentindo ótimo o suficiente para manter-se calado.
Richard limpou as mãos nos finos lençóis brancos da cama de Jason e as colocou atrás da cabeça, suspirando satisfeito, rindo e fechando os olhos, passando a língua pelos lábios, umedecendo-os.
— Aposto que Roy Harper não conseguiria te fazer gozar assim... – Dick proferiu ingenuamente.
Jason mal terminara de ouvir a frase insensível e o sangue ferveu instantaneamente, fazendo-o esquecer do quanto estava feliz e confortável do lado daquele homem imprudente em suas palavras infelizes.
— Você é retardado? – Jason perguntou sinceramente.
Richard não se deu conta da gafe que acabara de cometer e o olhou confuso.
— Sério, você só pode ser retardado. – Elevou o tom da voz.
— Ué, o que foi? – Mostrou-se verdadeiramente desentendido.
O mais novo levantou-se com clara irritação, não se preocupou em se limpar e colocou desajeitadamente sua calça e jaqueta, fazendo um aceno obsceno para Dick com a mão direita, prendendo a calça na cintura, pronto para sair violentamente daquele aposento. Acionou a porta automática e xingou abertamente o parceiro, remoendo internamente a raiva de não poder bater a porta na cara do desgraçado. Não ouviu respostas às agressões exageradas que distribuía e voltou violentamente para dentro do quarto, deparando-se com o olhar indiferente de Dick, ainda deitado na cama.
— Eu não vou falar enquanto você estiver bancando o maluco.
Os olhos de Jason giraram em tédio e um falso ódio que o assolava naquele momento.
— É, sou eu o maluco. – Falou alto. – Cara, a gente acabou de transar e você...
— Não, Jason...- Dick levantou-se, aparentemente com alguma raiva acumulada. Segurou-o pelo braço, e sacudiu-o com alguma força, tentando fazê-lo se acalmar. -... A gente acabou de fazer amor. E foi o melhor sexo que fizemos. Acha mesmo que quero outra pessoa se intrometendo nisso?
— Ah, então você não quer?
—... Você quer?
Jason puxou violentamente o braço do agarro e Dick coçou a cabeça nervosamente.
— Vai à merda, Richard Grayson. – Disse entredentes, batendo os pés com força no chão enquanto se distanciava do local, demonstrando toda sua raiva e frustração.
— Isso é um não??? – Dick gritou a pergunta, apenas querendo irritá-lo ainda mais por tê-lo deixado sozinho depois de terem compartilhado aquele momento tão especial. – Desgraçado... – Sentou-se na cama e massageou o próprio pescoço, pendendo a cabeça para o lado. Suspirou e questionou-se se valia a pena ir atrás do amante, logo pulando da cama e enrolando desajeitadamente o lençol na cintura, correndo pelos corredores gelados da Torre com os pés descalços.
Continua...
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