Heroes Of Sand

32 31 - Tonight You Will Die (Part 2.)


Notas iniciais
Oi gente *--* vortei mais cedo com esse capítulo.. é meio triste mas é essencial pra fic desenrolar.. estamos na reta final, mas a Leana ainda vai fazer muita coisa pra tentar matar nossos herois *--*
Obrigada por estarem comigo e deixarem seus reviews mais que
demais o/
Esse capítulo é focado na Juliana.. na minha amiga @juhlfu.. espero que gostem e não me matem no final HAUAHSH
Amanhã vorto com mais capítulos..sentirei saudades de todos ♥

31 – Tonight You Will Die (Part 2.)

POV Jimmy Sullivan

Meu coração praticamente saia pela boca, estávamos cercados por vários caras até que vi meus amigos entrarem

- Rev! – Diego sorriu quando me viu. Juliana me abraçava e ficava dizendo coisas como “acabou” ou “é hora”. Eu sinceramente não entendia nada. Rita correu até nós e abraçou a irmã

- Ju vamos sair daqui minha irmã... – Tínhamos esperança de sair de lá até que fecharam a porta e nos trancaram. Os caras apontavam as armas para nós, olhei para Brian e pensei “fudeu”. Mas ele não desistia tão fácil.

- Vão ficar parados aí? Vamos lutar – Brian gritou e olhou para mim e Bia – É por vocês meus amigos... – Bia gritou mas não teve como impedir, Brian, Zacky, Diego, Johnny, Arin e Caio avançaram sobre os caras armados. As meninas não hesitaram e partiram pra cima deles também. Lorena, Paloma, Carol. Já que era assim, que se dane tudo, deixei Juliana abraçada a Rita e corri até o tumulto, Bia veio comigo

- Sai daqui, você pode morrer! – eu disse

- Eu morro com você, esse era nosso pacto lembra? – confirmei e corremos até a briga. Estávamos em desvantagem mas conseguimos derrubar alguns caras. Tenho certeza que Leana e Ralf estavam lá fora vendo tudo e se divertindo. Como se fosse um ringue e nós fossemos um bando de animais que lutavam pela sobrevivência. Era isso que eles queriam, nos ver sofrer.

Tiros eram disparados, pessoas gritavam até que Brian e Zacky conseguiram abrir a porta e a luz atingiu nossas retinas. As armas estavam espalhadas pelo chão, vários homens caídos e muito sangue. Posso dizer que foi um verdadeiro massacre, alguns de meus amigos também saíram baleados mas nada grave.

- Rev, tira a Juliana daqui! – Brian gritou, ele mancava e sua perna sangrava muito. Corri até ela e a peguei no colo. Rita me ajudou. Zacky estava com a barriga sangrando muito mas ajudava as meninas a se levantarem.

- Nós vamos morrer primo! – Lorena me dizia enquanto tentávamos correr

- Vamos morrer como heróis prima – sorri. Juliana não parava de chorar e minhas forças estavam acabando, mas eu a mantinha firme em meu colo. Andamos rápido para longe daquela casa. Estávamos quase chegando ao carro até que...

- Mais um passo e eu atiro – Ralf apareceu atrás de mim. Todos ficaram paralisados. Me virei para encará-lo

- Você não vai ter coragem... – desafiei

- Você acha? Experimenta... – ele atirou na minha perna esquerda, caí no chão e deixei Juliana cair também, ela rolou para longe de mim até que Leana a segurou

- Ninguém sai daqui se não eu mato a favelada... – ela e Ralf apontavam a arma para Ju, eu não conseguia levantar

- Nossa Leana eu quero muito acertar sua testa! Juro! Deixa a menina em paz e vamos fazer um acordo – Brian disse, não sei como ele estava suportando toda aquela dor, sua perna estava horrível mas ele seguia firme.

- Acordo? Não há nada que possam fazer... Já dei chances demais para o Jimmy, se tudo isso está acontecendo é por culpa dele! Poderíamos ter tido tudo! Mas ele resolveu me trocar não é? Agora eu vou matar um por um... – ela estava para atirar em Juliana quando Bia surgiu por trás dela

- Sua vadia solta ela! – Bia empurrou Leana e as duas rolaram colina abaixo. Não vi para onde elas foram. A arma caiu no chão e Juliana ficou entre mim e Ralf

- Desculpe Sullivan, mas ninguém a tua hora chegou! – ele atirou na minha direção, apenas fechei os olhos para me preparar para a morte, mas não foi bem assim. Um grito me fez abrir os olhos novamente

- Não Juliana sai daí! – eu gritei, mas era tarde, ela havia levado o tiro em meu lugar. Naquele exato momento eu me lembrei de Matt e que ele havia feito o mesmo por mim. – Não porra! Não! – corri e a segurei em meu colo – Juliana porque fez isso não! – Ralf correu quando ouviu a sirene da polícia chegar.

- Ah volta aqui seu puto! – Caio segurou Ralf até que a polícia veio e conseguiu prendê-lo. Nosso estado era terrível, os policias prenderam alguns caras que ainda estavam dentro da casa. Os corpos eram levados aos montes para os carros.

- Prenderam Leana também? – Paloma se dirigiu ao policial

- desculpe mas esta fugiu... Vamos continuar as buscas, ela não deve estar muito longe! Já chamamos a ambulância para levar os feridos

- Jimmy! Como ela tá? – Brian veio até mim

- Cara eu acho que... Ela tá morrendo porra o que eu faço? – eu chorava enquanto ela agonizava em meus braços

- Calma Rev, eu vou ficar bem... Eu salvei uma das pessoas que mais amei em minha vida... Diga ao Mário que eu o amo tá? Obrigada por lutarem por mim... – ela sorria

- Você é uma garota incrível! Temos muito orgulho de ter você na família! – Zacky segurou sua mão

- Família? – ela sorriu ainda mais e por fim fechou os olhos para nunca mais abrí-los. Todos choraram muito. Bia veio subindo a colina, ela estava muito ferida, se ajoelhou e olhou Juliana.

- Tudo isso em vão? É isso?, ah Jimmy – ela me abraçou, as lágrimas caiam.

- Temos de levar o corpo – o policial retirou Juliana dos meus braços. Pude ver Brian chorar e dizer um: “Até logo pequena

- Está vendo? A culpa disso tudo é sua! – Rita apontou pra mim

- Eu sinto muito Rita, me perdoe...

- Cala a boca! Você faz com que todos seus amigos tenham que se arriscar por você, faz vidas inocentes se perderem e pede desculpa? Juliana não tinha nada a ver com o seu casinho com a puta da Leana! A culpa da morte dela e do seu amigo Matt É SUA! Eu sinceramente espero que você morra James Sullivan! Morra e vá para o inferno! – o policial segurou Rita e a conduziu para a ambulância.

- Ela tem razão... – suspirei, meus amigos vieram e me abraçaram

- Para de bobagem Jimmy! A culpa não é sua! Alguém tem que parar Leana e nós vamos fazer isso! – Zacky disse

- Ela é maluca! Ninguém poderia imaginar que ela iria tão longe!

- Ainda tenho uma vida pra tirar – Caio disse – Eu vou matar Leana, fiquem sossegados

- Não, não estrague sua vida por causa dela! – Bia disse

- Ralf está preso agora, a ultima missão é proteger vocês porque ela não vai parar...

- Estaremos com você Caio... – Brian disse. Os policias e médicos nos levaram para a clínica onde Mário estava. O corpo de Juliana iria ser liberado no dia seguinte para o velório e enterro.

Não demorou muito para que Rita aparecesse e me culpasse por tudo novamente

- Sua hora está chegando James e você vai pagar por cada vida que tirou

- Eu não matei ninguém! – eu gritei

- Não, mas sabe que a causa dessa briga toda, dessa maluca estar aqui infernizando as nossas vidas é VOCÊ! Por isso quanto mais rápido você morrer, mas cedo todos estarão livres dessa sina!

- Rita, vai embora! Quem deve morrer é a Leana e eu vou me encarregar disso... – Caio conduziu Rita para fora do quarto. – Não se preocupe Rev, vai dar tudo certo

- Obrigada por tudo Caio, eu lhe devo desculpas. Não acreditei que estivesse do nosso lado.

- Fique tranqüilo... – ele sorriu e saiu.

- Pai? Pai não acredito!

- Mário? Você devia estar descansando! O que faz aqui?

- Eu saí do quarto sem ninguém saber! Pai cadê a Juliana? Pai cadê ela?

- Filho... Ela... Ela morreu, ela levou um tiro por mim, assim como seu tio Matt. Mas por favor, não me culpe! Eu não estou mais suportando essa dor filho... – Ele não disse nada, apenas me abraçou e chorou... Nós choramos juntos, choramos como se fossemos morrer, como se o mundo fosse acabar.

As palavras de Rita ecoavam em minha mente e por um lado ela tinha razão, eu era culpado de tudo... Toda a história só chegaria ao fim se eu morresse. Mal sabia eu que a história não estava longe de terminar e nada poderia eu fazer para impedir nossos destinos

A morte não é o fim de tudo, é apenas uma passagem a qual estamos todos destinados. Se acreditamos, sabemos que ainda vamos reencontrar amigos, parentes e família, pois nem mesmo a morte pode separar um sentimento verdadeiro.” (autora)

Notas finais
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