Heroes Of Sand
26 25 - Scream While You Can...
Notas iniciais
Estamos chegando na reta final da fic e eu agradeço o suporte que vcs me dão.. São poucos leitores, mas são fieis e eu os amo muito.
Já estou pensando em uma one shot mas ainda estou sem ideia, sei q vai ser meio dramática e vai envolver o Brian e o Jimmy (claro) kkkkk
Pessoal que lê a fic mas não comenta obrigada mesmo assim,mas se quiserem fazer a autora mais happy..por favor digam o que acharam *--* Boa leitura ducks ♥
25 – Scream While You Can...
POV Mário Sullivan
Eu realmente não queria que Juliana fosse embora, mas não podia mudar sua escolha. Natalia era a garota que eu mais amava e isso bastava. Eu só precisava sair dessa droga de clínica e me recuperar para pedir desculpas ao meu pai.
Já devia ser tarde e estranhei que meus tios e minhamãe não tivessem voltado ainda, mas resolvi ignorar.
Natalia ficou comigo, mas estava muito cansada e acabou dormindo na cadeira e eu estava sonolento devido aos remédios. Meus sentidos estavam meio confusos e minha cabeça estava zonza.
Se não fossem esses remédios loucos, jurava ter visto a maçaneta da porta girar e alguém vestindo roupas escuras entrar no meu quarto.
A figura continuou a se aproximar, eu não estava errado, realmente havia alguém ali.
- Mário que barulho foi esse e... – Antes que Natalia pudesse terminar sua frase a mesma figura negra a silenciou. Deu-lhe um tapa no rosto que a fez cair no chão onde ela bateu a cabeça e desmaiou. Eu estava ali, impotente sem poder lutar.
- Que é? Quem... – só naquele momento pude ver que era um homem, ele sorria. Ele tentou esconder suas feições, mas o reconheci na hora. Ralf.
- Pronto pra se juntar ao seu titio nojento? – Vi que ele se referia a tio Matt. Não sabia que se conheciam, mas ignorei seu comentário. Ele se aproximou de mim, cuspi em sua face,o que o fez me acertar no rosto. Caí da cama, mas não conseguia levantar já que ainda estava muito fraco. Ele pisou em meu braço e eu gritei de dor, não contente, retirou a agulha que ligava o remédio ao meu braço. Ralf carregava em seu bolso um pacotinho da droga que eu era viciado. Ele sabia o quanto era difícil sair desse vício e viu minha fraqueza. Eu não conseguia levantar e me ver assim trazia prazer á ele, então, Ralf abriu aquele pacote e vi a droga sorrir pra mim. Fiquei louco por ela e queria senti-la me mim novamente. A dor misturava-se com o desejo de usar, mas resisti e virei o rosto quando ele despejou o pó em mim. Aquilo era algum tipo de tortura?
- Por que cara? Por quê? – eu perguntava. Dor, dor cada vez pior até que a lâmina que Ralf carregava brilhou.
- Cala a boca seu moleque! – Ralf segurou meu braço e passou aquela lâmina com rapidez rasgando meu pulso. Ele praticamente fizera um corte profundo e horizontal em meu pulso. A dor me atingiu e meu coração maldito sentiu o baque.
Ralf se preparava para me matar até que escuto vozes e pessoas correndo.
- Seu vagabundo larga o mini Rev! Seu puto! – Tio Brian surgiu e se jogou em cima de Ralf. Os médicos vieram e Caio estava com eles também, ele tentou segurar Ralf, mas o cara fora esperto e conseguira fugir pela janela. Eu estava no 2º andar então creio que ele conseguiu escapar numa boa.
O sangue banhava o chão, o quarto estava revirado.
- Foi planejado! Filha da puta! Foi a Leana! – minha mãe estava nervosa
- Bia você fala palavrão? – Tio Zacky perguntou
- Zacky! – ela gritou – Natalia vem, vamos ver essa cabeça... – Minha mãe a levou para a enfermaria enquanto meus tios, Caio e João estavam lá. Os médicos fizeram um curativo de emergência e estancaram o sangue que emanava de meu pulso.
Fui levado para uma sala onde tomei anestesia e apaguei. O susto fora grande e meu coração ainda estava acelerado e descontrolado.
POV Jimmy
Eu já me sentia melhor, após ver Juliana eu confesso que senti uma coisa boa invadir meu coração e uma vontade de viver. Leana sumira do mapa, mas eu sabia que não seria assim sempre.
- Olá senhor Sullivan, como está se sentindo? – a enfermeira perguntou
- Estou melhor, obrigado... Quando vou sair daqui?
- Mais alguns dias para que os pontos não abram e o senhor poderá ir para casa. Mas vim aqui por dois motivos. Primeiro, sua esposa está muito nervosa no telefone e quer falar com o senhor. Colocarei no viva voz para que possa falar com ela aí mesmo na cama ok? E segundo, vá dormir que está tarde. Boa noite! – ela apertou um botão qualquer do aparelho ao meu lado na mesinha e saiu.
- Alô?
- Jimmy?
- Oi, Bia sou eu sim – respondi
- Amor eu não sei mais o que fazer! Hoje tentaram matar nosso Mário
- O que? Quem foi o filho da puta? Me fala que eu vou rasgar ele inteiro e...
- Jimmy, calma. Você está no hospital lembra? Mas eu desconfio que foi planejado e você sabe por quem...
- Claro, a vaca da Leana... Mas como ele está? Meu Deus como isso aconteceu?
- Ele está estável agora, chegamos a tempo de salvá-lo. Todos estão aqui e parece que já está tudo resolvido amor. Mas estou preocupada com você... Está sozinho aí e...
- Fica tranquila, eu já vou dormir e mais uns dias saio daqui.
- Jimmy... – ela sussurrou meu nome como sempre fazia quando estava triste ou com medo.
- Eu sei, sei que isso te abalou meu amor, mas não se preocupe. Fique com Mário e me deixa informado de tudo ok?
- Amanhã eu vou te ver e fico o dia todo com você tá?
- sorri
- Eu vou adorar ter você aqui... Agora vá descansar. Te amo muito tecladista – desliguei e deitei minha cabeça no travesseiro. Tentei relaxar meu corpo cansado e logo fechei os olhos.
Malditos sonhos... Eu sempre sonhava com coisas que aconteciam e naquela noite não seria diferente. Adormeci e logo me vi no meu quarto, eu estava deitado em minha cama e Bia estava ao meu lado, ela dormia profundamente. Tínhamos companhia. Era de manhã e havia alguém em meu quarto, a pessoa tentava se esconder, mas eu conseguia ver seu rosto. Não conhecia o homem, ele apenas ria da situação. Sorria e dizia para mim:
“Sorria para morte James Sullivan, ela sorri para você”. Foram as últimas palavras que ouvi até sentir uma bala atravessar meu peito. O barulho era estrondoso, ainda consegui ouvir Bia gritar e em seguida outro tiro, mas não em mim...
- Ah mais que porra! – eu gritei assim que acordei suado. Talvez eu quisesse negar, mas minha hora estava chegando, mas não consegui ver em quem fora o segundo tiro e por que.
“Sorria para a morte James Sullivan, ela sorri para você.” Talvez o cara tivesse razão e eu já estava me preparando para sorrir de volta e aceitar meu destino.
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