Notas iniciais
Poxa gente.. eu agradeço a todos vocês. Eu realmente pensei em abandonar a fic, mas meus amigos leitores pediram que eu continuasse e sinceramente, vou fazer isso por vcs.. Seria desrespeito com quem lê se eu parasse. Por isso eu vou continuar mesmo com poucos leitores ♥ Caio Oliva, Senhoritasullivan, LhamaBoy, MayShadows,OnlyAvenger,Apenas Mais Um Anjo, Halls_6661.. meus leitores fieis q amo demais. Irmãos do twitter obrigada por tudo. Natalia Cerrao,Lorena Rey e Paloma Barboza.. os anjos recentes que surgiram..Obrigada
PS: Uma nova personagem vai aparecer gente *-* a @juhlfu será importante nessa nova etapa ♥ Boa leitura


13 – Honesty


POV Mário Sullivan


Acordei assustado e sem lembrar-me de nada. Olhei á minha volta e percebi que estava num local diferente. Eu estava num galpão vazio, eu deitava sobre alguns colchões velhos. Minha cabeça doía, ou melhor, ela dava giros malucos e eu não dominava meus sentidos.


- Como se sente? – a garota que me salvou estava lá, deitada em outro colchão velho


- Onde estou? – perguntei. Seus olhos eram tristes e ela sorria fraco


- Bom, se isso pode ser chamado de casa, seja bem vindo. É um galpão abandonado onde eu vivo desde pequena.


- Mora sozinha? Como assim?


- Meus pais não queriam filhos eu acho e então me abandonaram, desde então cresci nas ruas e acredite, já vi de tudo. Encontrei esse lugar e o fiz minha casa sabe? – ela sorriu – Quem tem pais amorosos ou dedicados me fazem inveja, nunca tive um colo de mãe ou abraço de pai. E você? De onde vem? – a tristeza dela era algo que me incomodava e a culpa era minha companheira desde então.


- Eu sou Mário Sullivan, sou filho... Bom, eu era filho do The Rev e da Beatriz sabe? – ela piscou com um ar de dúvida


- The Rev? Mentira né? O baterista gato do Avenged Sevenfold? Beatriz é aquela pianista que se apresenta nos teatros com um grupo né? Caramba eu conheço seus pais! Muita gente conhece! Ah você está mentido


- Não, não estou, sou parecido com meu pai, não tem como negar. Mas você é fã de Avenged? Que bacana! – ela corou. Seu rosto era sofrido porém doce. Sua voz era linda e me lembrava Natalia. A garota abaixou a cabeça, mas segurei e fiz com que olhasse pra mim – Qual seu nome?


- Juliana, mas não tenho sobrenome sabe? Só tenho esse primeiro nome por que uma mulher me ajudou e ela escolheu. – ela suspirou e se levantou – Mas vejo que você não é um qualquer certo? Você é rico, filho do Rev. Poxa que sorte hein? Sonhei em conhecer esses caras desde quando era pequena!


- Se eu pudesse, eu te levava pra conhecê-los... Mas eu errei com todos e agora eu sou no mínimo odiado


- E o que pretende fazer? Fugir? – encarei seus olhos mel


- É o que me resta... Eles nem me procuraram por meses e eu não os culpo. Mas agora está feito eu já estou viciado. Penso na droga todo instante sabe? – lágrimas caiam, Juliana se aproximou de mim tocou meu rosto


- Você é muito bonito... Muito mesmo Mário. Vou ajudar você a sair dessa... Vamos procurar coisas pra fazer, lugares para ir, sei lá. Mas faremos tudo para ocupar sua mente! – Não iria explicar minha história para ela, não agora. Juliana era simples demais e isso era lindo. Olhei para seu colchão e ao lado dele havia um livro “Romeu e Julieta.”


- Gosta de ler? Esse livro é difícil de ler sabia? Você é inteligente – ela não sorriu, apenas se virou de costas para mim


- Eu... Eu não sei ler Mário. Encontrei esse livro no lixo e desde então tento entender a história. Sei que é um romance, mas nunca entendi nenhuma palavra. – Aproximei-me dela e segurei suas mãos.


- Então temos um trato, eu te ensino a ler e você me ajuda a escapar dessa vida, das drogas e tudo mais. Pode ser? – ela abriu um sorriso enorme e me abraçou forte.

A vida te surpreende, te leva do céu ao inferno rapidamente e agora eu entendia isso.


----------------------------------------------//-----------------------------------------------


- Mas que merda! O pirralho fugiu! Temos que encontrá-lo Caio!


- Leana relaxa ok? Logo ele volta se rastejando para nós. O garoto não sobreviverá dois dias, está sem nada, sem dinheiro. Não dou 3 dias para que ele volte.


- Eu espero mesmo! Minha vingança pela morte do Flávio só irá acabar quando aqueles vermes estiverem mortos. Quero Jimmy, Mário e aquela nojenta da Beatriz destruídos, queimados, mortos e...


- Calma, você já está conseguindo. É questão de tempo, afinal matar aos poucos é mais divertido – O homem e a mulher riram como se estivessem vencido uma guerra. Talvez sim... Ou talvez não.


“Muitas vezes você pensa ter controle sobre tudo, acha que sabe os caminhos. Até que se vê perdido, sozinho e sem nenhuma esperança. Não chore, não fuja. É isso que eles querem de você. Se sentir sozinho é normal, escolher a solidão é pura opção.” (autora)




Notas finais
Obrigada por tudo ♥