Hermione

5 Dualidade


Notas iniciais
Utilizei pequenas partes da história original de forma a contextualizar

DEPOIS DASS FÉRIAS...

"Hermione, que voltou um dia antes do período letivo começar, viu as coisas de outro modo. Estava dilacerada entre o horror de pensar em Harry fora da cama, perambulando pela escola três noites seguidas (“E se Filch tivesse te apanhado!”) e o desapontamento que ele não tivesse ao menos descoberto quem era Nicolau Flamel. Quase perdera as esperanças de encontrar Flamel em um livro da biblioteca, embora Harry tivesse certeza de que lera o nome em algum lugar. Quando o novo período letivo começou, eles voltaram a folhear os livros durante os dez minutos de intervalo entre as aulas. Harry tinha ainda menos tempo do que os outros dois, porque o treino de quadribol recomeçara. Olívio estava puxando pelo time como nunca fizera antes. Até mesmo as chuvas intermináveis que substituíram as nevadas não conseguiam esmorecer a sua animação. Os Weasley reclamavam que Olívio estava se tornando fanático, mas Harry o apoiava. Se ganhassem a próxima partida, contra Lufa-Lufa, passariam à frente da Sonserina no campeonato das casas pela primeira vez em sete anos. Além do desejo de ganhar, Harry descobriu que tinha menos pesadelos quando voltava exausto dos treinos. Então, durante um treino particularmente chuvoso e enlameado, Olívio deu uma notícia ruim ao time. Acabara de se enfurecer com os Weasley, que davam mergulhos violentos um sobre o outro e fingiam cair das vassouras. – Vocês querem parar de se comportar feito bobos! – berrou. – Isso é o tipo de atitude que vai fazer a gente perder o jogo! Snape vai apitar dessa vez e vai procurar qualquer desculpa para tirar pontos da Grifinória! Jorge Weasley realmente caiu da vassoura ao ouvir isso. – Snape vai apitar o jogo? – perguntou embolando as palavras com a boca cheia de lama. – Quando foi na vida que ele apitou um jogo de quadribol? Ele não vai ser imparcial se tivermos chance de passar à frente de Sonserina. O resto do time pousou ao lado de Jorge para reclamar também. – A culpa não é minha – disse Olívio. – Nós é que vamos ter de nos cuidar e jogar uma partida limpa, para não dar a Snape desculpa para implicar conosco. Estava tudo muito bem, pensou Harry, mas ele tinha outra razão para não querer Snape por perto quando estivesse jogando quadribol... Os outros jogadores se demoraram conversando no final do treino como sempre faziam, mas Harry rumou direto para a sala comunal de Grifinória, onde encontrou Rony e Hermione jogando xadrez. Xadrez era a única coisa em que Hermione perdia, uma experiência que Rony e Harry achavam que lhe fazia muito bem. – Não fale comigo agora – pediu Rony quando Harry se sentou ao seu lado. – Preciso me concentrar. – Aí viu a cara de Harry. – Que aconteceu com você? Está com uma cara horrível. Falando baixinho para ninguém mais ouvir, Harry contou aos dois o desejo sinistro e súbito de Snape de ser juiz de quadribol. – Não jogue – disse Hermione na mesma hora. – Diga que está doente – aconselhou Rony. – Finja que quebrou a perna – sugeriu Hermione. – Quebre a perna de verdade – insistiu Rony. – Não posso – respondeu Harry. – Não temos apanhador reserva. Se eu fujo, Grifinória não vai poder jogar. Naquele momento, Neville entrou aos tombos na sala comunal. Como conseguira passar pelo buraco do retrato ninguém sabia, porque tinha as pernas grudadas pelo que eles imediatamente reconheceram ser o Feitiço da Perna Presa. Devia ter precisado andar aos pulos como um coelho até a torre de Grifinória. Todo o mundo caiu na gargalhada menos Hermione, que ficou em pé de um salto e fez o contrafeitiço. As pernas de Neville se separaram e ele se endireitou, tremendo. – Que aconteceu? – perguntou Hermione, levando-o para se sentar com Harry e Rony. – Malfoy – disse Neville com a voz trêmula. – Encontrei-o na saída da biblioteca. Ele disse que estava procurando alguém em quem praticar o feitiço. – Vá procurar a Profa. Minerva! – insistiu Hermione. – Dê parte dele! Neville sacudiu a cabeça. – Não quero mais confusão – murmurou. – Você tem de enfrentá-lo, Neville! – disse Rony. – Ele está acostumado a pisar nas pessoas, mas não há razão para você se deitar aos pés dele para facilitar. – Não precisa me dizer que não sou bastante corajoso para pertencer à Grifinória. Draco já fez isso – disse Neville, engasgado. Harry apalpou o bolso de suas vestes e tirou um sapo de chocolate, o último da caixa que Hermione lhe dera no Natal. Deu-o a Neville, que estava com cara de quem ia chorar. – Você vale doze Dracos – disse Harry. – O Chapéu da Seleção escolheu você para Grifinória, não foi? E onde está Draco? Naquela Sonserina nojenta. A boca de Neville se contraiu num sorrisinho enquanto desembrulhava o sapo. – Obrigado, Harry... Acho que vou para a cama... Você quer o cartão, você coleciona, não é? Quando Neville se afastou, Harry olhou para o cartão de Bruxo Famoso. – Dumbledore outra vez. Ele foi o primeiro que... E soltou uma exclamação. Olhou para o verso do cartão. Em seguida olhou para Rony e Hermione. – Encontrei! – murmurou. – Encontrei Flamel! Eu disse a vocês que tinha lido o nome dele em algum lugar. Li-o no trem a caminho daqui. Escutem só isso: O Prof. Dumbledore é particularmente famoso por ter derrotado Grindelwald, o bruxo das Trevas, em 1945, e ter descoberto os doze usos do sangue de dragão, e por desenvolver um trabalho de alquimia em parceria com Nicolau Flamel. Hermione ficou em pé de um salto. Não parecia tão animada desde que eles tinham recebido as notas do primeiro dever de casa. – Não saiam daqui! – disse e saiu escada acima em direção aos dormitórios das meninas. Harry e Rony mal tiveram tempo de trocar um olhar intrigado e ela já estava correndo de volta, com um enorme livro velho nos braços. – Nunca pensei em olhar aqui – falou excitada. – Tirei-o da biblioteca há semanas para me distrair um pouco. – Distrair? – admirou-se Rony, mas Hermione mandou-o ficar quieto, enquanto procurava alguma coisa e começou a folhear as páginas do livro, ansiosa, resmungando para si mesma. Finalmente encontrou o que procurava. – Eu sabia! Eu sabia! – Já podemos falar? – perguntou Rony de mau humor. Hermione não lhe deu resposta. – Nicolau Flamel – sussurrou ela teatralmente – é, ao que se sabe, a única pessoa que produziu a Pedra Filosofal. A frase não teve bem o efeito que ela esperava. – A o quê? – exclamaram Harry e Rony. – Ah, francamente, vocês dois não leem? Olhem, leiam isso aqui. Ela empurrou o livro para os dois, que leram: O antigo estudo da alquimia preocupava-se com a produção da Pedra Filosofal, uma substância lendária com poderes fantásticos. A pedra pode transformar qualquer metal em ouro puro. Produz também o Elixir da Vida, que torna quem o bebe imortal. Falou-se muito da Pedra Filosofal durante séculos, mas a única Pedra que existe presentemente pertence ao Sr. Nicolau Flamel, o famoso alquimista e amante da ópera. O Sr. Flamel, que comemorou o seu sexcentésimo sexagésimo quinto aniversário no ano passado, leva uma vida tranquila em Devon, com sua mulher, Perenelle (seiscentos e cinquenta e oito anos). – Viram? – disse Hermione, quando Harry e Rony terminaram. – O cachorro deve estar guardando a Pedra Filosofal de Flamel! Aposto que ele pediu a Dumbledore que a guardasse em segurança, porque são amigos e ele sabia que alguém andava atrás dela, esse é o motivo por que Dumbledore quis transferir a pedra de Gringotes. – Uma pedra que produz ouro e não deixa a gente morrer! – exclamou Harry. – Não admira que Snape ande atrás dela! Qualquer um andaria."

— Eu acho que o papá se tiver vivo deve querer a pedra. — Disse Hermione. — Para voltar a ser forte.

— Acha Mione? — Harry disse.

— Sim. — Ela disse.

Nunca se iria acostumar que ele era o seu pai e que queria fazer mal ao seu cruch, sim ela Hermione estava a apaixonar pelo Harry.

— Harry podemos falar? — Ela perguntou, Ron percebeu e foi à vida dele os deixando sozinhos.

— Harry eu gosto de ti. — Ela disse corando muito e escondendo a cara de vergonha, ele a olhou sorrindo.

— Eu também Mione desde o momento que nos conhecemos. — Ele respondeu e ela o olhou.

— Você gosta? — Ela disse e ele a beijou na boca, era o 1 beijo dos 2 mas até que foi bom.

Eles coraram ambos e sorriram.

— O papá não irá ficar contente, — disse ela sorrindo.

Harry riu, ele estava a começar a namorar a filha do maior inimigo dele...

— Hermione, queres namorar comigo? — Harry perguntou envergonhado.

— Eu quero. — Ela respondeu.

Notas finais
Acham que Voldemort irá desistir dos planos dele ao saber do namoro da filh? Que acham que irá acontecer?