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5 Capítulo Cinco - Bohemian Rhapsody


Notas iniciais
Oláaaa! (Hiago aqui) Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pela demora do capítulo, eu e Weslley estamos com pouco tempo por causa de faculdade e cursos, enfim... O importante é que aqui está mais um capítulo fresquinho e fantástico pra vocês. Espero que gostem :)

Kitty estava em casa, pensando em si mesma. Pensava no que estava se tornando e se estava feliz com aquela nova pessoa, mas sua cabeça acabava sempre parando em Artie. Ele era tão fofo e tão bom. Ele não era do tipo “garoto gostoso” com o qual ela estava acostumada a se relacionar, mas ele era o tipo “garoto ideal” que a nova Kitty queria ter ao seu lado. Ela estava feliz em estar interessada em Artie e estava feliz por Artie estar sendo legal com ela.

Ela estava deitada para dormir quando ouviu a campainha, alguém atendeu. Deve ter sido seu pai, ele sempre fica acordado até tarde pra ver os noticiários da madrugada. Ela ficou curiosa pra saber quem era, foi quando ela reparou na janela de seu quarto e viu luzes azuis e vermelhas piscando do lado de fora.

Ela levantou correndo e desceu as escadas. Seu pai falava com dois policias e com o Inspetor Gerald. Eles olharam-na quando perceberam sua presença, seu pai também se virou para fitá-la. Ele estava vermelho, ele ficava assim quando ficava nervoso, triste ou apreensivo. Ele andou até sua direção e segurou as mãos de Kitty.

— Querida, preciso que você suba e troque de roupa. — Ele disse à ela.

— Por que? — Kitty estava assustada. — O que está acontecendo?

— Depois eu te explico com calma, agora preciso que você se troque.

— Ok. — Kitty aceitou.

Ela subiu correndo e trocou de roupa tão rápido que nem se importou com qual roupa usar e acabou colocando roupas que ela jurou nunca usar numa mesma combinação. Ela estava tão apreensiva que não pensava em nada. Quando terminou de se trocar, desceu correndo e encontrou sua mãe lá também. Ela chorava.

— Srta. Wilde — O Inspetor Gerard disse a Kitty. — Preciso que você me acompanhe até à delegacia.

— Como assim? — Kitty estava assustada. — O que aconteceu? — A mãe dela começou a se aproximar e a abraçou.

— Seu amigo... — Ela disse. — Ryder... — Kitty já havia falado sobre seus novos amigos para sua mãe, por isso ela conhecia Ryder. — Foi encontrado morto... — Quando ela falou aquilo, parecia que o ar de Kitty havia sumido e ela apagou.

•••

— Ela está bem? — Kitty ouviu uma voz, não conseguia dizer quem era, mas era familiar. Estava tudo branco e tinha muita luz onde ela estava.

— Sim, ela só teve uma queda de pressão. — Disse uma outra voz que Kitty não reconhecia.

— Olha! Ela está acordando. — Uma terceira voz disse, também familiar. Só que tudo ficou confuso e preto novamente. Ela apagou outra vez.

•••

Quando Kitty acordou de vez ela estava num quarto de hospital. Sua mãe dormia num banco, para visitantes. Ela se lembrou do que ela a contou antes de apagar. Ryder Lynn morreu. “Isso não pode estar acontecendo!” os pensamentos de Kitty explodiam sua cabeça, ela resolveu não pensar naquilo, resolveu esvaziar sua cabeça e relaxar. Talvez ela tenha entendido errado.

— Kitty?! — Sua mãe tinha acordado. Ela se levantou, cambaleando e foi até o lado de Kitty. — Como você está se sentindo?

— Cansada. — Kitty respondeu. E era verdade, apesar de tudo ela estava extremamente cansada.

— Sinto muito... — A mãe de Kitty estava chorando. — Sinto muito tudo isso estar acontecendo com você, querida... — Ela chorava muito. — o Inspetor Gerard me disse o que aconteceu no dia da festa de calouros. Me disse sobre você ser suspeita, mas agora você está em último lugar na lista de suspeitos, já que nós comprovamos que estava em casa quando o assassinato aconteceu. — Ela tinha um sorriso aliviado no rosto. — Isso graças às câmeras de segurança que instalamos em casa. — Isso não fez Kitty se sentir melhor.

— Há quanto tempo estou aqui? — Kitty perguntou.

— Algumas horas só... — A mãe de Kitty segurava sua mão com força, parecia ter medo de perde-la.

— Eu estou bem mãe, não precisa ficar tão apreensiva. — Kitty disse pra sua mãe sorrindo.

•••

Kitty ficou só mais algumas horas no hospital e foi liberada. Ela queria mesmo estar em casa, queria ligar pra Wade, saber o que estava acontecendo. Mas não foi pra casa que ela foi, ela foi para a delegacia. O Inspetor Gerard deixou uma intimação para depoimento, então assim que Kitty saísse do hospital ela deveria ir à delegacia.

Quando chegou na delegacia haviam muitas pessoas lá. Marley e Jake estavam sentados, com quem Kitty considerou serem seus respectivos pais, a não ser Marley que estava com uma mulher gorda. Wade não estava lá. Marley chorava e Jake estava calmo, até demais. Havia um casal negro e Kitty soube na hora que aqueles eram os pais de Wade. E havia também um casal que não parava de chorar e estes com certeza eram os pais de Ryder.

Ela foi encaminhada a se sentar perto de Marley e seria a próxima a depor sobre o caso. Marley estava chorando demais. Ninguém cumprimentou Kitty, a não ser Jake, que lançou um sorriso estranho para ela.

Passaram-se alguns minutos até que uma porta se abriu e Inspetor Gerard saiu de lá com Wade. Ele não chorava, mas sua cara estava inchada, o que queria dizer que ele chorara há pouco. Inspetor olhou para Kitty e sorriu, o que achei estranho devido as circunstâncias apresentadas.

— Srta. Wilde, vejo que já está melhor — Ele disse, indo na direção de Kitty, que apenas o olhou. — Está pronta para depor? — Kitty se levantou e olhou para sua mãe, que assentiu com a cabeça.

Kitty passou por Wade, que a olhou com olhos de medo. Kitty tocou sua mão quando passou por ele. Kitty foi levada pela porta onde Wade saíra há pouco. A sala era pequena, com uma mesinha redonda no meio e uns armários de ferro, onde colocava-se arquivos. Inspetor Gerard parou de frente para uma garrafa térmica com café e colocou um pouco num copo de plástico.

— Quer um pouco? — Ele perguntou a Kitty sem olhá-la.

— Não. — Kitty respondeu. Ele então sentou-se na mesa e pediu para Kitty sentar-se de frente a ele. E Kitty fez.

—Kitty... — Ele começou a dizer, mas se interrompeu. — Posso chama-la assim? — Kitty respondeu positivamente com a cabeça. — Você sabe que é a única que pode ser realmente considerada inocente, certo? — Kitty respondeu com a cabeça novamente. — Preciso saber... — Ele disse, mas parou pra beber um gole de café. — Qual dos três que estão ali fora seria capaz de matar Ryder?

— Nenhum... — Kitty respondeu de imediato e sem pensar.

— Você não precisa defendê-los. Você mal os conhece.

— Por isso mesmo, não os conheço o suficiente para acusá-los. — Inspetor Gerard bebeu um gole de café e respirou fundo.

— Você e Wade parecem serem bons amigos...

— Nós nos demos muito bem... — Kitty disse, sem olhar para o Inspetor. — Desde a primeira vez que nos conhecemos...

— Na noite da morte do Finn Hudson... — Kitty sentiu um arrepio subir sua nuca. — Você acha que os assassinatos podem estar relacionados? — Kitty ficou em silêncio, não sabia o que responder. — Você colocaria sua mão no fogo por Wade? — Kitty não sabia o que responder novamente. — Acha que Marley está chorando de arrependimento? Ou acha que ela tá se fazendo de vítima? — Kitty estava ficando com medo. — Jake tem cara de assassino, não?! — A cabeça de Kitty estava doendo de tantas perguntas que ela não sabia responder. — Você matou Ryder, Kitty Wilde? — Kitty estava chorando, de medo. — Soube que ele te bateu ontem, antes de aparecer...

— Chega! — Kitty gritou. — Eu não matei o Ryder e não sei quem matou. — Kitty estava morrendo de medo. — Eu estava em casa quando ele morreu... Como poderia ter sido eu? — Inspetor Gerard sorriu.

— Você está liberada Kitty. Pode sair. — Kitty então se levantou e passou pela porta. Todos já haviam ido embora, exceto pelos pais de Kitty.

•••

Wade estava arrasado. A única pessoa que ele realmente amou estava morta. E saber que Ryder segurava um pingente com sua foto o doía mais ainda. Ryder deveria ter acabado de assumir que o amava e teve esse triste fim. Unique não sabia no que pensar. Ele segurava o pingente, que o Inspetor Gerard o deu. Aquele que Ryder segurava quando morreu. Ela estava sentada na ponta da cama, com o pingente em mãos e com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Wade só queria se despedir de Ryder. Dizer que sentia muito e que ele não precisava amá-lo, que ele podia esquecê-lo, que ele não precisava olhar mais na cara de Wade, mas não ia ter essa oportunidade nunca mais. Mas parece que teria sim. Ryder estava parado na porta do quarto de Wade, sorrindo. Ele olhava nos olhos de Wade com uma expressão de compaixão. O ar de Wade sumiu, mas depois voltou ao normal.

— V-V-V-Você... — Wade tentava dizer. Mas desistiu, correu e abraçou Ryder. Pôde sentir aquele calor que só sentira uma vez na vida. Aquele calor que pensou que nunca mais iria sentir, aquele que o fazia forte e que o fazia querer ser feliz. — Desculpa Ryder... Desculpa ter feito você passar por tudo isso, desculpa por você nunca ter a chance de ter filhos, de ter uma bela esposa... Desculpa por ter te amado. — Wade estava de costa para Ryder enquanto falava isso. — Desculpa por ter feito da sua vida uma bagunça... — Ele se virou para Ryder, mas ele já não estava mais lá. — Desculpa por ter te matado.

Notas finais
#BOOOOOM
E aí o que acharam? Será que foi isso mesmo que aconteceu? Tá esquentando galera! haha' Beijos e até o próximo capítulo.