Notas iniciais
Boa leitura :)

Damon POV

Anita é mesmo complicada, ela não vai se acostumar apenas com sangue de animais. Veja bem, eles não tem a mesma consistência e liga que um sangue humano. Este nos preenche muito mais, além dela conseguir passar mais dias sem se alimentar. Mas como ela e a irmã são “iniciantes” não vão se contentar com pouco. Enquanto Anita estava com Stefan me encarando mortalmente, prestei atenção em Lexi, que se afastara um pouco de mim, receosa.

Eu sabia que uma hora teria que dar explicações a meu irmãozinho infeliz que não sabe cuidar da própria vida, mas enfim, não vou adiar mais este momento. – Pode me esperar, Lexi. – pedi. – Então Stef, eu as transformei por estava entediado. Posso ir agora? – ironizei.

Ele tinha me batido se pudesse, e ele tentou mesmo, mas Anita se pos na frente dele. Eu me surpreendi com seu ato, sendo que ela já deve ter mil planos na sua cabeçinha para se vingar de mim. – A minha irmã ainda precisa aprender a caçar, por favor, Stefan, não mate o Damon ainda.

Não acredito que Stefan ainda se deixa ser controlado por uma mulher. Ela deve ter feito um olhar realmente penetrante. E piedoso. Stefan arqueou uma sobrancelha, fitando Lexi com curiosidade. – São gêmeas?

- Sim, a única coisa que nos diferencia é a cor dos olhos. Lexi tem olhos mais escuros que seu irmão. São belos pares de olhos azuis. – respondeu Anita com um sorriso.

Deus, eu nem estimaria tanto meu irmão, isso seria contra a minha natureza, e além do mais, eu prometi fazer da vida dele um inferno, e por mais que eu seja não confiável, eu cumpro as minhas palavras. Stefan soltou um suspiro cansado. – Damon porque não as deixou morrer? Seria o mais correto.

E então a Anita entrou em um pequeno choque. Talvez o fato de ser uma morta viva a incomode um pouco. Lexi deu de ombros e se afastou, tomando o caminho da cidade. – Hey Lexi, volte! – ordenei.

Ela nem virou para me responder. – Vá a merda Damon, se você nos deixou viver, preciso aprender a não depender de você.

Ownt, irritadinha. – Volte para casa.

Então, ela saiu do nosso campo de visão. Anita estava com olhos lagrimosos, e foi atrás de Lexi, claramente preocupada. Stefan não soube ser delicado, como sempre é. Estranhei um pouco esse fato, sendo que desde pequeno, ele sempre fora muito carinhoso e amável. Ai que nojo, mais enfim, são as características dele. Por fora eu coloquei a minha mascara de indiferença, mas por dentro algo estava me fazendo ficar em dúvidas se elas ficariam bem ou não. Ainda mais Lexi que mal se alimentou. Não quero que ela simplesmente dê a louca e saia matando as pessoas, que nem eu.

Alias, dizem que eu não ensino nada as pessoas, tá aí uma grade mentira. Contudo, eu tinha de ficar de olho nela. E pensar em uma forma de fazê-las andar no sol sem virarem pó. Eu e Stefan temos esses anéis que nos protegem, mas não sei como conseguir outros, e nem sei se posso. A possibilidade ainda é escassa, então vou precisar da ajuda de Stefan. – Stef, quer bancar o Salvador da Pátria?

- Damon, não vou resolver seus problemas. Elas são responsabilidades suas e não minhas. – respondeu-me.

- Stefan, ok, eu só queria uma ajuda, não as estou dando de presente a você. – disse me encostando a uma arvore.

- O que você precisa? – isso sim é o Stefan, idiota e bobão.

- Uma resposta. Como eu faço para que elas saiam ao sol, como nós? – perguntei.

Stefan pensou alguns segundos. – Não sei. Vou pensar em algo até hoje mais tarde e te falo.

Acenti com a cabeça, e então comecei a andar. Eu também estava com fome. – Não se atreva a transformar mais ninguém. – ele ameaçou.

- Eu sempre inovo em relação às minhas vítimas. Não se preocupe. – disse me transformando em um corvo e alçando voo.

Eu estava atrás daquelas gêmeas. Eu sentia que elas não estavam muito longe, e nem fiquei muito surpreso quando vi que elas entraram em um bar. Ficaria à espreita, observando cada movimento delas.

Damon POV OFF

Lexi POV ON

Stefan é tão imbecil quanto Damon! Se eu ainda estivesse ali, com certeza teria voado no pescoço de Stefan e teria partido-o no meio. Mas não estou querendo confusão com ninguém, ainda mais um Salvatore que preferia que eu estivesse realmente morta. Eu tive direito a minha segunda chance – mesmo que bem ruim – e teria de aproveitá-la. Na noite em que Damon me atacou, caminhando até mim, eu via que tnha algo naqueles olhos. Ele não queria simplesmente nos morder e matar.

Ele queria que fossemos como ele. Eu acho que ouvi algo parecido com isso antes dele quebrar meu pescoço. Filho da puta. Anita estava atrás de mim, eu podia sentir.Eu não preciso de Damon para conseguir meu alimento, posso fazer isso S-O-Z-I-N-H-A! E não quero que ele me ache um peso. Quando estávamos finalmente na cidade, minha boca salivou só em pensar em todo o sangue que poderia conseguir. Mas eu precisava ser discreta, e saber parar, sendo que Damon não me empurraria para trás dessa vez.

Ani parou em um bar e foi entrando, passando por mim como se nem me conhecesse. Eu entendi o que ela queria. Quando estivermos a drenar o sangue de alguém, não podemos levantar suspeitas, então, ela pode ficar no meu lugar, se passando por mim. Logicamente que eu faria isso por ela quando fosse preciso. Assim, poderíamos ter um álibi duplo como ninguém nos conhece mesmo por aqui. “Obrigada Ani”, agradeci mentalmente. “De nada. Tá me devendo uma.”. Caramba, nos falamos telepaticamente! Eu juro que acabei de ouvir uma resposta dela. O bar estava lotado e enfumaçado. Decidi me misturar com as pessoas que estavam ali. Primeiro me sentei sozinha em uma mesa, e mais ao fundo, no escuro, estava Ani. Fiquei a observar as pessoas, procurando uma vítima bem fácil. Mas eu parecia estar em dia de má sorte. Puta merda, todo mundo tava de namorado ali?

Soltei um suspiro irritado, e senti minhas presas sendo liberadas. Passei o dente por elas, desejando que elas voltassem a ficar escondidas, mas isso não estava realmente acontecendo. De repente, a cadeira a minha frente fora ocupada por um cara loiro, de olhos azuis ou verdes, não consegui distinguir. – Esta sozinha? – ele quis saber.

- Exato. Pensei que passaria o resto da noite assim. – disse com um sorriso. – Mais parece que tive sorte. Como se chama?

Ele deu um sorriso, e pode ver suas covinhas. – Matt. E você?

- Alexia. – disse batendo a ponta dos dedos na mesa. Eu precisava mordê-lo logo, simplesmente não estava dando para agüentar muito tempo. Mais como eu precisava ganhar tempo, começamos a conversar. Após uma meia hora, me levantei, dando mão para Matt. – Quer ir lá fora um pouco? Não dá para escutar muito bem o que você fala.

Havia uma música irritantemente alta. – Huum.. Pode ser.

E a conversa com ele estava mesmo divertida. Não me senti sonolenta com apenas 5 segundos. Mas negócios são negócios. – Só vou ir ao banheiro. Pode me esperar lá fora mesmo.

Ele se levantou, e caminhou até a porta, sem tirar os olhos dos meus. Fui até o banheiro, e percebi que Ani veio quando o mesmo já estava literalmente vazio. Tive que enrolar por um bom ali. – Você volta para a mesa. – disse pegando na mão dela.

- Certo. Lexi, toma cuidado. – disse Ani apertando-as.

- Pode deixar. As pessoas devem achar que ele me deixou e foi embora. E vai ser exatamente isso que vou fazê-lo pensar. – observei.

Ani soltou minhas mãos e saiu do banheiro, antes de dar uma leve piscadinha. Deixei a porta um pouco aberta, e pude perceber que ela se sentou onde eu estava antes. Discretamente, sai do bar, sempre indo pelos cantos escuros. Matt estava no estacionamento, perto do carro. O estacionamento ficava apenas um pouco longe do bar. Digamos que alguns passos. Quase uns 50 ou 60. Parei em frente a ele, e senti que suas mãos vieram até a minha cintura, me puxando para perto, e em seguida, prensando-me contra o carro. Passei aponta do dedo pela sua nuca, agarrando seus fios dourados. Nossos lábios se tocaram timidamente, mas logo sua língua invadiu a minha boca. Eu queria acabar logo com esse teatro e achar a veia da sorte. Logo que ele separou-se um pouco de mim em busca de ar, desci meus lábios para o seu pescoço, cravando meus dentes em sua veia. Ele ousou gritar, mas abafei o som com a minha mão, enquanto sentia o néctar que era o sangue descer pela minha garganta. Ele se contorcia, mas eu parecia ter criado forças que eu própria desconhecia. Eu não conseguia simplesmente parar, devido a sensação de êxtase que sentia, além do perigo de ser pega, mas não poderia matá-lo.

Com relutância, o larguei, fazendo com que ele se sentasse. Abri um pouco suas pernas e percebi que seus olhos estavam querendo se fechar, mas ainda lutando contra isso. – Você nunca me viu. Sentou-se aqui de tão bêbado que esta. Vai ligar para um amigo e pedir que o leve para casa. – estava tentando usar a compulsão, que nem Damon fez com Amy. Nunca me concentrei tanto na minha vida. – Mais antes, vai dormir um pouco.

- Sim.. – ele disse com a voz largada, fechando os olhos.

Fui me afastando dele, limpando a minha boca com a manga da blusa mesmo. “Pode sair Ani, mas espere uns minutinhos, to voltando para casa”, avisei para Ani. Tratei de sumir dali, caminhando a passos lentos, mas sempre atenta, olhando para os lados e para trás. O estranho é que Damon nem mesmo tentou me impedir. Como eu disse, tenho que aprender a me virar sem ele. E mesmo que a compulsão não tenha sido completa, Matt vai fazer a maioria do que eu disse. Eu senti que a minha cabeça doeu um pouco, e que meus olhos, de alguma forma, pareciam ter se alargado para os cantos. E como recompensa de uma boa caça, estava na hora de descansar. No entanto, a minha felicidade foi estragada. Damon apareceu do meu lado, com seu sorriso cínico.

- Cometeu um erro ao seu alimentar dele, mas me orgulhei de você. – comentou com um sorriso maldoso.

Erro?

- Como erro? – perguntei.

- Ele é amigo de Stefan e outras pessoas que provavelmente vai conhecer. – respondeu.

- Você falou certo amigos do teu irmão e não meus. – disse azeda. – Eu não o mandei se voluntariar, ele veio por vontade própria. Porque não me parou?

- Sinceramente, não sou do tipo que se importa com as pessoas. – deu de ombros.

Òtimo, mais um problema.

- Que seja. Depois eu converso com teu irmão e ele vai querer me mandar para longe. Agora eu posso ficar em paz com a minha gêmea? — perguntei cruzando os braços.

Em resposta, Damon transformou-se em um corvo, e alçou vôo.

Lexi POV OFF

Notas finais
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