Notas iniciais
Heeeeeeey. *---*

O último cap foi feito pela Mell, este foi feito por mim.

Os Pov's da Alexia e Damon são meus, e os Pov's de Anita e Stefan da Mell.

Boa leituras. o/

Lexi POV

Eu não podia simplesmente perder a cabeça. A situação já estava comprometida e nada me faria ser uma mera humana novamente. Acordei primeiro que Ani, preocupada pela demora dela em despertar. Damon estava sentado em uma cadeira nos observando com certa curiosidade. Talvez fosse o fato de que não o matei ainda. Mesmo que eu pudesse, não adiantaria de muita coisa. Damon Salvatore é o último cara na Terra que eu confiaria, mas eu precisava de sangue. A fome estava fazendo meu estômago remexer copiosamente. Nunca pensei que a eternidade não serviria muito para os meus planos. Imagine uma mulher que sempre pode resolver todos os casos do Mundo? Seria no mínimo estranho e bizarro. Mais agora eu teria que me conformar com fama e sorte até o dia que alguém decida me matar com uma estaca ou um banho de Verbena. Estávamos caminhando pela floresta, tomando cuidado para estar atrás de Damon, afinal, precisaríamos dele como guia, mas só durante um tempo. Eu memorizava cada árvore, precisando me apoiar em algo que me fizesse sentir um pouco humana. Nunca imaginei matar uma pessoa, muito menos tomar do seu sangue. Isso agora parece apetitoso, mas não deixa de ser algo monstroso, de certa forma. Não que eu esteja me importando, mas depois sei que a minha consciência pode pesar.

Saímos da floresta e então eu estava com os olhos a procura da minha vítima. Damon olhou para trás, e sorriu ao ver que estávamos no seu ritmo. Não dava para acreditar que Vampiros existiam mesmo, e não eram invenções maravilhosas de Anne Rice. Contudo, Damon era gostosamente real. Mesmo que ele tenha me assustado e depois tirado minha vida, Deus, esse homem é lindo! Mesmo que a razão disso seja o fato dele ser um Vampiro. Quando percebi que poderíamos nos esconder em um bequinho, peguei a mão de Ani e a levei até lá. Damon deu uma leve piscada, indicando que eu havia aprendido bem rápido. De onde estávamos, podíamos ver as nuvens ainda escondendo a maior parcela dos raios solares, e isso estava tornando a situação ainda mais mórbida. Ani me encarou estranha. – Isso não é você Lexi. Você mudou em questão de minutos!

Revirei os olhos. – Anita, sabe o que nós somos agora, e Damon “cuidou” de nós um pouco. Vamos simplesmente nos calar e comer.

Ani fez um biquinho. Os olhos verdes demonstrando o desgosto pela minha forma de me dirigir a ela. – Quero a minha gêmea de volta. – mostrou a língua.

Desviei a atenção para Damon, que já trazia nossa presa. Era uma menina que nem parecia ter seus 7 anos. – Ela vai voltar assim que comer.

Eu confesso que senti um pouco de pena. Ele a segurava pelo mão como se fosse um trífeu. E no fundo deu para perceber que ele estava orgulhoso. Confesso que estava procurando o sentido desse sentimento, mas não veio nada a minha mente. Enquanto Ani estava desacordada, conversamos um pouco. Claro que eu fui o mais venenosa possível, falando o máximo de mal que podia dele, mas o sarcasmo de Damon me venceu pelo cansaço de ouvi-lo em suas palavras. A menina estava com um sorriso no rosto, como se estivesse passeando com o cachorrinho ou algo assim. Ani apertou meu ombro, com o dedo nos lábios. Eu sentia os meus caninos querendo ser liberados e uma leve dor. Talvez fosse a espera que estava fazendo meus caninos doerem, mais enfim, vamos ao que interessa. Damon a deixou na nossa frente. – Esta é a Amy. Aproveitem, mas sem matá-la.

- Você vai nos impedir, seu doente? – perguntou Ani com cinismo. Eu e minha irmã temos o humor bastante parecido. E nunca brigamos.

- Primeiro você Lexi. Sua irmã não sabe como se portar com as pessoas. – disse Damon, me chamando com o dedo.

Amy jogou a cabeça para o lado, e Damon se manteve atrás dela, para que pudesse apoiá-la. Fui afastando seu cabelo para o lado, evitando olhá-la nos olhos. Meus caninos apareceram, e aos poucos, me aproximei. Algo em minha mente dizia que eu devia me afastar. – Por favor, Damon, ela é só uma garota.

- Dou-te duas escolha. Viva ou morra Lexi. – disse forçando minha cabeça para frente.

Segurei em seu braço, ficando a milímetros de distância da veia jugular de Amy, que respirava com um pouco de dificuldade. – Me ensine tudo, Damon. Eu quero saber como usou a cumpulsão nela.

- Depois. Alguém já disse que você só tem o que merece, Lexi? – ele disse, acabando com a distância entre mim e Amy. – Vou ensinar mais do que isso.

Era mentira, claro. Cravei os dentes no pescoço de Amy, que soltou um grito abafado pelas mãos de Damon, que estavam em sua boca. Era a melhor coisa do mundo! O sangue espesso e doce. Após alguns segundos, Damon me empurrou para trás. Revoltada, tentei voltar a drenar todo o sangue de Amy, mas ele me impediu. – Sua irmã. Venha Ani.

- Anita para você. – disse Ani relutante.

Me afastei, vendo o sangue escorrendo pela peve branquinha de Amy. Minha boca se encheu d´água, mas dei as costas. Ani estava a ponto de chorar. A abracei, com a boca ainda suja de sangue. Òbvio que eu não morderia minha gêmea. – Vai. Depois arranjamos sangue de animais, eu te prometo.

Mexi em seu cabelo, e depois a soltei, dando um sorriso fraco. Me encostei a parede, vendo Damon persuadir a minha irmã. A minha estava parada, literalmente. Tinha que pensar em uma forma de retornar à Faculdade, e me formar, além de ter uma vida quase normal. No entanto, seria bom passar muito mais do que as férias por aqui. Quem sabe eu fazia faculdade em Fell´s Church mesmo. Só precisava por as idéias no lugar, e tudo poderia ter uma solução. Amy gritou mais uma vez, e eu tampei meus ouvidos. Não por causa de dó, e que aquilo estava me enchendo o saco. Quando Ani terminou, veio até mim e sentou-se do meu lado, liberando as lágrimas que estavam presas. – Sou uma assassina, Lexi.

- Claro que não. – disse amorosa, passando o braço pelos seus ombros. – Você ainda tem sentimentos, e eu estou matando os meus por qualquer pessoa que não seja você. Sempre vou ta aqui quando você precisar, gêmea.

Ela fungou um pouco, antes de responder. – E eu também, gêmea.

Damon deixou Amy encostada a uma arvore que havia ali por perto. Ani enfiou a unha em meu joelho. Damon se agaichou em nossa frente. – Como criador de vocês, ficaram sob minhas vistas.

E isso me deu um mal pressentimento. – Hum, certo. Damon, não seria melhor ficarmos onde você esta?

Eu não gostaria de ficar na floresta. Eu queria um pouco de conforto para mim e Ani. – Não será necessário. Sei cuidar das minhas crias.

- Não sou seu filhote. – reclamou Ani, que encostou a cabeça em meu ombro. – Qual outro vampiro tem aqui além de ti?

- Meu irmão, Stefan. – respondeu franzindo os lábios. – Qualquer dia, vocês podem conhecê-lo.

Se fosse igual ao Damon, sem chance. Voltamos a caminhar em silêncio. Falamos pouco, até porque eu estava em outro lugar, e Ani fazia questão de ignorá-lo. Agora que a nossa transformação estava completa, me toquei em um detalhe. Estávamos voltando a floresta. Damon mal falou em Stefan, e a curiosidade me atiçava. Quando vi a nossa “casa” soltou um suspiro cansado. Era uma espécie de casebre mal organizado, mas que ainda agüentava abrigar mais de uma pessoa. Não possuía muitos móveis, mas havia alguns panos jogados, quase as traças. Entramos e Ani sentou na cama improvisada e eu preferia ficar de pé. – Damon, somos vampiras. Poderia me explicar como andaremos a luz do dia?

Ele fez uma expressão pensativa. Ele jogou o anel que usava na minha mão. O fitei sem interesse, mas a pedra me chamou a atenção. – Com isso?

- Exato. – respondeu.

- Porque esta nos ajudando, Damon? – quis saber a gêmea. – Não esta fazendo isso porque se importa.

- Matar e deixar vocês à vontade não tem tanta graça do que fazer a vida de vocês pior. – deu de ombros. – Não saiam daqui pela manha. A não ser que esteja nublado ou algo assim.

Que a nova vida comece, decidi.

Notas finais
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