Herdeiros dos Black - Warlocks (INTERATIVA)
9 Teste de Quadribol
Notas iniciais
Minha primeira aula de poções fora interessante. Por algum motivo o professor Snape acreditava que eu seria um fracasso em sua matéria, mas fora muito pelo contrario. Eu mandava bem em poções – a galera colorida de Hogwarts que o diga! Ele até tentara fazer eu meter os pés pelas mãos, mas ficara muito desapontado ou irritado quando não conseguira. Ele não me dera nem um ponto, mas mesmo assim eu sabia que tinha mandado bem porque ele mantinha distancia desistindo de encontrar algo errado no que eu fazia – engole essa seboso!
Em historia da magia eu tinha que aturar a entediante e continuas revoltas dos duendes. Serio eles eram umas pragas que se revoltavam todo maldito século. O pior era ter que chamar eles de duendes mesmo eles sendo uns goblins. O motivo de termos que usar esse termo para nos referirmos a eles era para não relaciona-los ao que seus primos verdes fizeram no passado sequestrando mulheres para procriação. Eles tinham um verdadeiro exercito que se multiplicava muito mais rápido do que o normal. O único motivo dos bruxos terem conseguido dar um fim neles era que os goblins estavam ocupados tentando inutilmente saciarem seus desejos. Pra piorar os duendes não queriam admitir, mas houveram casos que os fizeram ficar esverdeados se tornando goblins o que levara a mais sequestros e guerras. Claro que eu sabia isso tudo porque tinha absorvido as memorias e energia do fantasma que nos dava aula porque ele nunca admitiria nenhum desses fatos para os alunos. Serio vou ter que me controlar pra não vomitar ou mandar uma imperdoável nos duendes de gringotts quando for lá de novo.
Vamos esquecer os duendes e goblins por favor. Já tenho problemas pra esquecer as memorias que recebi do professor de quando ele estava vivo encontrara os goblins no meio do... show de horrores? Serio é traumatizante.
O professor Lupin fora rapidamente considerado um dos professores favorito dos alunos. Ele dava aulas interessantes, retirava as duvidas de todos e sempre trazia algo interessante. Era realmente ótimo ter aulas com ele... bom exceto a do bicho-papão, mas já superei isso. Eu ainda estava um pouco irritado com os barretes vermelhos que eram muito irritantes, mas os kappas foram interessantes. A única coisa que eu não gostava era que ele da mesma forma que alguns professores vinha se mantendo atento e conseguia se proteger sempre que eu tentava roubar um pouco de sua energia e memorias. Não era como se os bruxos conseguissem ver a energia deixando seus corpos, mas de alguma forma os professores pareciam ter aprendido a se protegerem. Felizmente a professora de herbologia, o professor de astronomia, runas antigas, aritmancia e o Hagrid era exceções. O Hagrid ao mesmo tempo que subira no meu conceito pelo conhecimento que ele tinha de criaturas magicas também cairá por causa de sua falta de noção. Quem em são consciência era amigo de uma aranha gigante com centenas de filhos enormes?
Quanto a mim eu estava fazendo dez matérias o que era um pouco cansativos, mas em compensação a galera da Sonserina parecia um pouco mais receptível e com menos medo já que eu vinha beneficiando a casa com pontos. Além disso eu estava treinando sempre que possível com minha Nimbus 2001. A única coisa chata era que eu não tive muito contato com Lilith, Calliz e Hermione. Lilith vivia rodeada de sua corte se tornando rapidamente a rainha do terceiro ano da Sonserina tendo súditos até em outros anos. Admito sentir um pouco de falta da Lilith pra correr pela manhã. Hermione parecia determinada a me superar nas aulas de aritmancia – serio ela me dava uns olhares as vezes como se eu fosse seu maior rival. Ela na verdade parecia estar estudando matérias demais e isso ia fazer ela surtar – não sei como ela está dando conta de duas matérias a mais do que eu. A que vinha me preocupando mesmo era a Calliz. Mais de uma vez eu vi Calliz se isolando de todos parecendo estar sentindo dor. Quando tentei falar com ela eu só recebi como resposta um ríspida “Não é nada. Só preciso descansar. Vou até a ala hospitalar se não melhorar”. Eu queria dizer alguma coisa, mas quando recebia essa reposta apenas desejava melhoras e deixava ela descansar em paz.
As matérias que eu realmente dominava eram feitiços, transfiguração, poções, aritmancia, runas e DCAT. Como eu mandava muito bem nas aulas de feitiços e transfiguração quando tinha alguma pratica eu dominava rapidamente os feitiços e era liberado. A aproveitando o tempo que tinha livre eu treinava feitiços e magias novas que os professores ainda não tinham ensinado. Quando eu debati com o professor de poções sobre os meios mais eficientes de tirar o melhor proveito dos ingredientes alguns quiseram me matar (o professor principalmente) e outros anotavam tudo o que falávamos. Já em DCAT o professor parecia gostar quando eu fazia perguntas inesperadas e as respondia dando mais informações que beneficiavam os alunos.
A única coisa que vinha me incomodando era o meu quarto. Eu não fiquei nem um pouco sentido quando alguns coletas mudaram de quarto, mas o Draco não fora um deles. Ele parecera adorar a ideia de ter mais espaço e sempre vinha me incomodar pra eu mostrar pra ele os feitiços que praticava antes de dormir. Percebi que o que ele queria aprender eram azarações novas... ele mostrara algumas pra mim em troca de outras – não quero nem imaginar ele as usando.
A matéria que vinha me decepcionando era a de Trato de Criaturas Magicas. O Hagrid parecia ter perdido todo animo e cor – diferente de seu cabelo e barba. Serio cuidar de vermes e lesmas era muito entediante. Eu só conseguia pensar neles como ingredientes para algumas poções divertidas.
Teve uma coisa que fizera com que eu sentisse um pouco de culpa. Os alunos vitimas de minha poção circense tiveram que suportar seus cabelos coloridos por mais de uma semana até a madame Pomfrey conseguir resolver o problema. Uma poção tão rápida de se fazer, mas o antidoto demorava. O ferrugem tivera que suportar sua aparência de palhaço (mais do que já era) e o Hagrid junto. Tio Dumb... o diretor me dera uma bronca por causa dessa poção, mas por sorte ele achara engraçado e também não tinha como provar nada – graças a Merlin se não minha mãe ficaria sabendo e seria meu fim.
Uma coisa muito injusta que eu descobri é que mesmo o teste para o time de quadribol estando chegando só alguns poucos da Sonserina sabiam como se a informação fosse sigilosa. Eu já achava a ideia de privar as garotas de participar do teste errada e menos ainda ao saber que garotas nunca jogaram pela Sonserina. Draco também parecia que ia ter que lutar pra continuar no time, mas não na vaga de apanhador. Parece que na temporada passada ele não vira o pomo bem acima de sua cabeça o que despertara a ira do Trasgo. Bom meu objetivo era claro e eu não poderia desviar minha atenção com os problemas dos outros. Eu primeiro iria entrar para o time depois dar um jeito de tomar a posição de capitão do Trasgo.
O dia do teste privado do time de quadribol da Sonserina chegara. Eu estava entre os candidatos em fila de frente para o Trasgo e o professor Snape. Estávamos no campo de quadribol. Tinha quatorze jogadores. Metade dos jogadores estava vestido com a cor verde e a outra metade de prata. Flint me olhava como se eu fosse o assassino de toda sua família. Ele já tinha alguém que desejava como apanhador – alguém que os pais poderiam financiar a Sonserina (mais do que já era). Felizmente ele não tentaria fazer nada ou era isso o que eu pensava.
– O que você está fazendo aqui? Esse é um teste para bruxos – dissera Flint parecendo um cão raivoso.
– O regulamento não diz que tem que ser um bruxo para jogar quadribol. Na verdade não diz nem que tem que ser humano se quer saber “Isso explica porque você joga”— disse com descaço ocultando meus pensamentos.
– Eu sou o capitão e... – dizia Flint furioso vindo em minha direção até o professor Snape bloquear seu caminho com sua prancheta.
– Por isso mesmo deve ser o primeiro a seguir o regulamento de forma que não prejudique a Sonserina – dissera o professor Snape dando um pequeno sorriso de canto para o Trasgo que demorara pra perceber que tinha coisa ali. Ele não poderia me colocar pra fora, mas poderia usar o regulamento ao seu favor.
– Maravilha – resmunguei virando os olhos. Se eu não fosse da Sonserina teria prazer em chamar eles de cobras, mas como sou deixa quieto.
– O teste será uma partida de quadribol de uma hora. Estaremos avaliam as duas equipes e seus jogadores. Mesmo que os apanhadores peguem o pomo a partida não terá fim até o fim do tempo. Após o termino da partida faremos um intervalo de meia hora. Voltando do intervalo recomeçaremos a partida por mais uma hora. Quando a segunda partida terminar aqueles que tiverem obtido o maior numero de pontos em cada posição terá uma vaga garantida no time de quadribol da Sonserina – dissera o professor Snape com aquela voz que parecia estar entre entediado e mal humorado.
– Subam em suas vassouras. Começar – dissera Flint dando inicio ao teste.
Montei em minha vassoura e subi rápido. Eu tinha que ficar de olho aberto para qualquer armação, aos movimentos do outro apanhador e a qualquer sinal do pomo. Olhei ao meu redor procurando por qualquer sinal do pomo, mas por mais de uma vez time que me esquivar de um balaço mandado em minha direção pela outra equipe e acidentalmente pela minha. O outro apanhador um tal de Harper não estava tendo o mesmo problema, muito pelo contrario ninguém mandava um balaço se quer em sua direção. Babacas.
Quando se passara quinze minutos de jogo senti uma sensação estranha como uma formigação minha mente. Balancei minha cabeça e inspirei fundo absorvendo a azaração que estavam mando em mim. Alguém estava tentando me deixar confuso! Se eles queria brincar assim eles que se preparem. Olhei ao meu redor e vi o maldito pomo voando perto do chão. Disparei na direção dele sendo seguido pelo Harper. Tive que virar mortal pra frente com minha vassoura escapando por pouco de um balaço. Eu estava cada vez mais perto do pomo com a mão esticada quando um balaço passara a centímetros de meu rosto. Praguejei alto e peguei o maldito pomo, cretinos!
Voei com o pomo e o joguei para o professor Snape que esperara eu subir novamente para soltar o pomo de novo. Sinceramente não sei o que aquele tal de Harper estava pensando tentando competir para pegar o pomo. Tudo bem que o pomo estava enfeitiçado diminuindo a dificuldade, mas eu o peguei cinco vezes e o Harper duas. O único problema era os outros jogadores que continuavam a mirar em mim os balaços, entrar na minha frente quando ia pegar o pomo ou ficavam apenas falando besteira tentando me distrair.
A primeira partida terminara com o meu time tendo marcada cinquenta e o adversário setenta. Não acho que isso seja muito pra uma hora de jogo com três balizes. Já como apanhador eu estava na dianteira tendo pego o pomo nove e o Harper quatro. Ele era um cara sem vergonha da mesma forma que o juiz (professor Snape) que fingiu não ver o Harper segurando minha vassoura. Infeliz!
Me sentei na arquibancada perto da minha mochila sussurrando uma palavra a fazendo se abrir – regra numero um não confie em sonserinos eles podem colocar laxante na sua bebida, então enfeitice suas coisas. Peguei minha garrafa com agua e bebi pausadamente. Observei com o canto do olho os times confabulando ou conspirando – aposto na segunda. Peguei minha varinha e lancei um feitiço de proteção e por segurança alguns outros feitiços que eu sabia estarem dentro das regras.
Resolvi esticar um pouco as pernas. Ficar uma hora em cima de uma vassoura não era nada legal. Caminhei em volta do campo vendo uma coisa muito estranha em baixo de uma arquibancada. Flint e Harper juntos conversando muito próximos e bebendo alguma coisa. Serio isso? Quero dizer nada contra. Cada um cuida da sua vida, mas eu nunca pensei que eles tinham esse tipo de preferencia. Resolvi sair dali rapidinho sem chamar atenção e deixar os dois a sós curtindo o momento.
Voltei para meu lugar e esperei o teste começar. Eu sabia que teria que estar preparado para qualquer armação por isso eu tinha uma carta na manga que usaria apenas em um momento critico.
Como o esperado os balaços continuaram sendo mirados em mim na maior parte do tempo. Além disso Flint parecia ter um efeito poderoso em Harper que começara a se mover de forma mais ágil se esquivando dos balaços (o que o amor não faz hein). Vi o pomo voando alto e fiz minha vassoura voar a toda a velocidade na direção dele, mas Harper também já tinha visto. Ele trombara mais de uma vez em mim enquanto voávamos atrás do pomo dando cotoveladas em mim. Serio doía muito! O cara voltara mais forte do que nunca. O pomo mudara de direção voando em direção ao pomo fazendo a gente segui-lo. Harper voava ao meu lado parecendo meio descontrolado falando insultos e trombando em mim a todo momento tentando fazer eu cair da vassoura. Quando estávamos muito perto do chão Harper voara para cima e eu deixei para mudar de direção quando estava quase batendo no chão. Por sorte o pomo estava bem perto e consegui pega-lo.
Voei até o professor Snape entregando o pomo. Voltei para meu lugar com uma mão sobre a lateral do meu corpo onde recebi as cotoveladas do babaca do Harper. O local estava muito dolorido depois de ser golpeado tantas vezes, mas claro que o professor Snape não daria falta para Harper. Eu queria saber o que esse professor tinha contra mim, mas não era o momento de perder meu tempo com isso.
Fiquei impressionado com a melhora que o Harper teve conseguindo pegar o pomo quase tanto quanto eu . Se isso tudo é o poder do amor, alguém bem que poderia me amar também – apenas mulheres, por favor. Estamos com uma diferença de apenas um ponto. Eu tinha pegado o pomo quatro vezes e ele três. Eu não queria ter que apelar, mas não teria escolhas.
Eu estava voando a alguns metros de Harper e ele me olhava de uma forma bizarra como se estivesse enlouquecendo. Por sorte eu já estava acostumado com os olhares assustadores que minha mãe dava e não seria os do Harper que a superariam. Eu tinha um plano um pouco sonserino demais, mas eu não me importava. Afinal eu estaria agindo dentro do regulamento respeitando as regras.
Observei tudo ao meu redor ficando de olho nos batedores ao mesmo tempo em que eu procurava o pomo. Quando vi que um dos batedores se colocara em uma posição a alguns metros atrás de mim me preparei. Ele rebatera um balaço em minha direção mirando em minhas costas. Fiz uma manobra com minha vassoura girando no mesmo lugar soltando minhas pernas erguendo meu corpo apenas com a força de meus braços no cabo da vassoura. O balaço passara entre o espaço formado entre mim e minha vassoura. Ainda girando movi minha perna direita com toda a força na direção do balaço o mandando contra Harper que tentava se esquivar. Com o balaço sendo direcionado na direção em que Harper estava indo para se esquivar ele o atingira em cheio no peito o jogando da vassoura caindo com força no gramado. Aquilo fora muito mais intenso do que eu tinha pensado. Voei até ele enquanto o professor Snape vinha se aproximando. Chequei seu pulso suspirando aliviado por ele estar apenas inconsciente.
– O que você fez, Black!? – perguntara o professor parecendo muito irritado.
– Bom nenhuma regra diz que eu não poderia chutar um balaço durante uma manobra – disse dando de ombros ainda em cima de minha vassoura – eu joguei apenas dentro do regulamento. Não foi? – perguntei fingindo inocência. Por sorte eu tinha encantado meu uniforme para ter uma proteção maior a ataques se não eu teria quebrado a canela mesmo usando caneleiras.
– Quanta impertinência. Você... espero que faça o mesmo durante as partidas do campeonato com jogadores de outras casas – sibilara a contra gosto
– Professor!? O que o senhor quer dizer? – perguntara Flint irritado.
– Quer dizer que o senhor Harper não está em condições de continuar o teste. Assim o senhor Black é o novo apanhador da Sonserina – dissera Snape de forma ranzinza.
A noticia de que eu tinha me tornado o novo apanhador da Sonserina se espalhará por toda a Hogwarts fazendo muitos alunos me olharem com uma mistura de medo e surpresa – principalmente os jogadores das outras casas. O pessoal da Sonserina tivera que dar o braço a torcer. Não era segredo que os jogadores tentaram usar as regras a seu favor para me eliminar do teste, mas eu ter conseguido fazer o jogo deles e ainda sair ganhado fora algo que eles respeitaram. Eu era o novo apanhador da casa e melhor aluno do terceiro ano da Sonserina. Não preciso dizer que alguns rapazes ficaram um pouco invejosos, mas o que trás benefícios para sua casa deve ser aceito – mentalidade de sonserinos.
Enquanto eu tomava café da manhã lendo um livro sobre “Magia rúnica mentiras e verdades” o correio coruja começara a fazer suas entregas para os alunos. Eu já tinha acostumado com aquilo tendo escrito algumas vezes para minha mãe e para Tonks. Quando uma coruja bege pousara ao meu lado fiquei um pouco surpreso. A coruja com a carta que enviei para minha mãe era cinza então porque ela mandou aquela bege?
Meu filho fico feliz em ter se tornado apanhador em sua casa. Também fico muito feliz por estar se saindo bem nas aulas. Era o que eu esperava de meu filho. Atualmente estou em Paris. Nosso apartamento parece grande demais agora que estou sozinha. O ministério da magia francesa vem tentando me recrutar, mas não sinto o menor interesse em trabalhar para eles. Acredito que gostara de saber que fiz alguns investimentos em negócios e ações no mundo bruxo e trouxa que irão nos beneficiar aumentando nossa fortuna em um ou dois anos.
Espero que esteja se alimentando direito e não tenha se metido em confusões agora que não estou de olho em você. Estou com muitas saudades suas e orgulhosa por ser o melhor aluno do terceiro ano de sua casa. Não encontrei nenhum livro que fale do uso de magia em objetos trouxa que pedira. Acredito que seria bom você procurar estudar um pouco mais de calculo e física para sua magia numérica. Já fez algum teste? Em breve estarei mandando novos livros para você. Tem algum outro livro que deseja?
A coruja que esta entregando essa carta é minha. Use ela pra enviar sua resposta. O nome dela é Glenda. Não envie mais corujas de Hogwarts elas bicam e são mal comportadas. Diga ao diretor que estarei cuidando do custo do tratamento veterinário da coruja que você enviara. O veterinário disse que em pouco tempo a asas quebrada dela estaram melhor.
Cuide-se meu filho e se comporte. Caso qualquer coisa aconteça não se esqueça de me avisar.
Beijos mamãe.
P.S: fora um acidente o que acontecera com as asas da coruja. Diga a seu diretor que sinto muito.
– MÃEEE DO CÉU! – minha mãe quebrou as asas da coruja! Só na cabeça da minha mãe uma bicada justifica quebrar as asas de uma coruja!
Meu grito atrairá a atenção dos alunos da Sonserina que me olharam com curiosidade enquanto eu olhava com cara de assustado para a carta. Malfoy que vinha sendo um mala, mas era o que mais falava comigo (provavelmente pra mostrar ser corajoso) pegara a carta antes que eu pudesse reagir e o lera. Ele parecera surpreso e relera a carta para ter certeza do que tinha lido.
– Certeza que sua mãe não era da Sonserina? – perguntara Draco piscando algumas vezes para a carta.
– Eu acho que o chapéu seletor ficou com medo de contrariar ela. Só pode ter sido isso – disse em tom de derrota. Não fazia sentido minha mãe te ido pra Grifinoria.
– É eu ouvi umas historias dela que a teriam feito conquistar o respeito até mesmo de minha família se ela não tivesse sido da Grifinoria – dissera Draco devolvendo a carta e voltando para junto de seus companheiros. Eu acho que ele vinha falar comigo pra demonstrar coragem e ao mesmo tempo me levar para o lado sombrio da força.
– Obrigado... eu acho – disse recebendo a carta novamente.
Olhei para o resto da mesa vendo Calliz discutindo novamente com o trasgo. As garotas da Sonserina vinham fazendo muito isso ultimamente. Era uma tradição estupida que apenas homens jogassem pela Sonserina. Eu entendia que normalmente homens eram batedores por terem mais força física principalmente as almondegas anabolizadas da Sonserina, mas posições como apanhador, artilheiros e goleiros pareciam ser bem unissex na minha opinião. Infelizmente a comunidade bruxa não era um grupo que presava pela igualdade. Nem mesmo dentre dos Comensais da morte existia verdadeira igualdade entre aqueles que estavam abaixo de seu senhor. Não existia Comensais da morte mulheres e isso era um fato estranho principalmente depois de todos os feitos de algumas mulheres que simpatizavam com a causa e eram seguidoras do senhor dos Comensais da Morte. Elas eram no máximo seguidoras de Você-sabe-quem, mas nunca comensais.
– Reabra os testes! – ordenara Calliz apoiada por outras garotas.
– Quem sabe se sair comigo – dissera Flint sorrindo mostrando aqueles dentes assustadores.
– Nem que me oferecesse a posição de batedora na melhor seleção do mundo! – dissera Calliz ficando visivelmente muito irritada com aquela longa e repetida discussão.
– Então nada feito – dissera Flint cruzando os braços. Provavelmente mesmo que ela saísse com ele ainda não teria um novo teste.
– Orá seu... – dizia Calliz com sua varinha começando a sair de sua manga.
– Quantas vezes já disse que não quero discussões na mesa da Sonserina. Senhorita Grengrass os testes já foram encerrados e não serão reabertos a menos que aja um ótimo motivo – dissera o professor Snape surgindo de Merlin sabe onde.
– Mas não é justo! Ninguém nos avisou que teria um teste pro time... – dizia Calliz até ser interrompida pelo professora.
– A lista estava em meu escritório. Se algum aluno tivesse interesse bastava falar diretamente comigo e se inscrever. Se vocês não se deram ao trabalho de correr atrás do que desejavam não venham reclamar agora que perderam a chance. Mais sorte no próximo ano... e dez pontos a menos para Sonserina pela continuas discussões no café da manhã – dissera o professor se virando e voltando para a mesa dos professores.
– Que injusto – rosnara Calliz se sentando ao meu lado – você podia ter me avisado do teste.
– Você andava meio ocupada e estava escrito que era pros membros masculinos da sonserina. Olha a hora! Você perdeu muito tempo discutindo é melhor se apressar. As aulas vão começar daqui a pouco – disse segurando meu relógio de bolso. Eu pensei em dizer que não tinha falado sobre o teste porque ela não estava falando comigo direito, mas resolvi deixar quieto. Muitas vezes era uma das primas que a impedia de se aproximar.
– Ah, não acredito – dissera Calliz começando a colocar comida no prato e comer o mais rápido que conseguia.
Sai do refeitório indo para minha primeira aula do dia pensando na Calliz. Ela era meio... diferente. Quando Lilith estava me dando atenção a Calliz estava sempre por perto como se quisesse disputar quem era melhor, quem conquistava minha atenção e etc. Era como se ela fosse uma garota muito, muito competitiva, mas parecia ter algo errado. Tinha momentos em que ela parecia perfeitamente bem e até um pouco sociável, mas de repente se isolava parecendo estar com dor ou infeliz.
Vi Lilith vindo em minha direção abraçando seus livros sorrindo para mim. Antes que ela pudesse chegar perto o bastante uma multidão de alunos entrara no caminho falando sem parar com ela. Vi ela me dar um olhar decepcionado, mas apenas pisquei para ela e voltei a caminhar. Lilith era como o esperado um imã para garotos e garotas por causa de sua beleza. Ela sabia lidar muito bem com toda aquela atenção exagerada, mas também já vi ela parecendo muito cansada escondida de olhos curiosos. Ela parecia estar em forma, mas por algum motivo não tinha forças pra quase nada. Isso me preocupava bastante.
Por mais preocupado que aquelas duas me deixassem eu não poderia perder meu foco. Eu tinha que ser o melhor fosse em estudos ou esporte. Aquele povo das outras casas ainda não tinham aprendido a respeitar Anthony Sirius Black, mas iriam fosse por bem ou por mal.
Quando fui liberado mais cedo de minha aula de feitiços sai para o pátio do castelo avistando Hermione sentada em um banco de costas para mim parecendo ler um livro. Dei um leve sorriso de canto e me aproximando lentamente. Quando estava bem próximo abaixei meu rosto ao lado da orelha esquerda dela e falei com uma voz levemente rouca.
– Oi Hermione – disse sobrando de leve a orelha dela fazendo ela ter uma reação toda atrapalhada quase jogando o livro longe.
– N-Não faz isso garoto – disse Hermione se virando irritada estando com a face corada.
– Então por que está sozinha? Onde estão o Potter e o Ferrugem? – perguntei sentando no banco ao lado dela ignorando sua reação anterior.
– Estava tentando relaxar um pouco. O Harry e o Rony estão tendo aula agora. E você o que está fazendo aqui fora? Não deveria estar tentando se exibir em alguma aula? – perguntara Hermione com uma pouco de irritação na voz.
– Eu? Quando foi que eu fiquei me exibindo? Sou apenas um aluno modelo amado pelos professores que fora liberado mais cedo da aula de feitiços por concluir com facilidade os feitiços da aula – disse de forma teatral fingindo estar sendo caluniado.
– Que bom pra você. Talvez devesse gastar seu tempo livre estudando algo em que você não vá bem – dissera Hermione abrindo seu livro novamente.
– O que por exemplo? Mesmo não gostando de herbologia eu ainda vou bem nessa matéria o suficiente pra não correr nenhum perigo quando voltar para casa. Agora deixando de lado meu belíssimo desempenho acadêmico fala pra mim por que está tão irritada hoje? – perguntei olhando para ela com interesse.
– Não é nada... – dizia Hermione até eu pegar o livro de suas mãos.
– Vamos me diga – disse segurando o livro de runas antigas.
– É bobeira... apenas o Rony que tem sido um pouco estupido comigo por causa do rato dele – dissera Hermione enquanto tentava pegar o livro de mim sem sucesso.
– Ham? Ele tem sido rude com você por causa de um rato? O que você fez? Deu um queijo que o rato não gostou? – perguntei rindo enquanto Hermione tentava pegar o livro de minhas mãos.
– Devolve seu bobo – disse Hermione sorrindo. Sei que aquilo era coisa de criança, mas minha mãe sempre dizia que eu só ia perceber o quão bom fora ser criança quando eu não pudesse mais ser – ele diz que o Bichendo tá perseguindo o Perebas e que tem algo errado com o meu gato como se ele fosse mal.
– Bichento perseguindo perebas? Quase faz sentido – disse virando os olhos – convenhamos esses nomes são horríveis. Agora deixando os comentários sobre esses nomes estranho de lado. O que tem de incomum em um gato caçar um rato? É isso o que eles fazem.
– Eu sei, mas o Rony não consegue entender que são os extintos do Bichento falando mais alto. Ele não é um bichinho mal. Eu entendo o lado do Rony, mas ele não entende o meu – dissera Hermione parecendo chateada – se você estivesse no lugar do Rony e a Raijuu estivesse sendo caçada pelo Bichento... você também ficaria assim comigo?
Aquela pergunta quase fizera com que eu risse. Eu acharia muito engraçado ver o Bichento tentar caçar a Raijuu depois ter que fugir de um enorme tigre negro quase do tamanho de um hipogrifo.
– Bom Raijuu provavelmente colocaria Bichento pra correr, mas eu entenderia que ele estava seguindo seus instintos – disse ainda imaginando aquele gato com cara de psicopata fugindo desesperado – vocês são bruxos existem muitos feitiços que podem ajudar, não é?
– Talvez, mas nenhum em nosso nível. Eu teria que pesquisar bastante. De qualquer jeito duvido que o Rony permitiria que eu lançasse qualquer feitiço no Perebas ele anda muito ranzinza comigo – dissera Hermione parecendo sentida com o amigo. Aquilo estava começando a fazer com que eu fica-se irritado por algum motivo.
– Você da muito valor pra alguém que fica te dando patadas – disse devolvendo o livro dela assumindo uma expressão seria.
– Claro, ele é meu amigo desde o primeiro ano – disse Hermione parecendo confusa.
– Deixando isso de lado. Você vai pra Hogsmeade esse final de semana? – perguntei tentando mudar de assunto.
– Acho que vou só eu e o Rony o Harry não tem permissão para deixar o castelo e mesmo se tivesse não deveria por causa... – dissera Hermione até sua voz morrer e ela desviar o olhar.
– Por causa do meu pai. Entendo. Espero que se divirta com o Ferrugem – disse ficando de pé e deixando o local.
– Espera eu não... – dizia Hermione, mas já estava bem longe.
Eu realmente não tinha problemas com a Hermione ou o Harry, mas não gostava do ferrugem. Talvez fosse implicância pura e simples. Agora sobre meu pai... eu queria acreditar na versão da minha mãe. Eu queria acreditar que ele era um homem bom e inocente das acusações que sofrera como ela descrevia. Mesmo assim eu ainda tinha duvidas e... ressentimento. Minha mãe passara por muita coisa para me criar sozinha e garantir que eu tivesse o melhor. Ela fora quem sempre estivera comigo e a quem eu devia minha lealdade. Já ele... eu não o conhecia e tinha medo do que ocorreria se eu o conhece-se fosse para o bem ou para o mal.
Depois que minhas aulas do dia terminaram fui para a sala precisa que estava parecendo um amplo campo de arco e flecha tendo diversos alvos com distancias diferentes de onde eu estava. Fechei meus olhos e quando os abri Void estava de pé ao meu lado sorrindo de canto estando com as mãos atrás da cabeça. Ele era apenas uma projeção da minha mente, não um ser real ou algo que qualquer um pudesse ver.
– Huuu vai tentar aquele seu feitiço novo de novo? Pensei já ter lhe dito que ainda não tem poder magico o suficiente para fazer algo desse tipo. Além disso sua manipulação de mana é um vergonha – dissera Void em tom de deboche como sempre. O pior que ele estava certo.
Nós nos referíamos a magia que habitava em meu corpo como poder magico ou mana como nos jogos que jogava em casa. Quanto mais poder magico eu tivesse mais poderoso eu poderia ficar. O único problema era o consumo de energia que os feitiços levavam. Eu tinha um controle bom o suficiente para ser melhor que meus colegas nas aulas de feitiços e transfiguração, mas ainda não era o suficiente – era uma vergonha Hogwarts não ter aulas de manipulação e controle de poder magico nem no primeiro ano. Eu queria poder usar feitiços de alto nível sem ter que gastar muita energia. Eu também precisava aumentar meus poderes se quisesse virar alguém importante algum dia.
Com as aulas de Void eu sabia muito sobre poder magico, níveis de magia e etc. Mesmo assim ainda tinha dificuldade de criar meus próprios feitiços. O consumo de energia ainda estava mais alto que o desejado, a manipulação de energia estava longe do desejado e os resultados eram uma vergonha. Sim sou muito autocritico ao ponto que nem precisava que o Void cita-se meus fracassos.
O ignorei pegando minha varinha e erguendo minhas duas mãos. Minha mão esquerda estava deitada na horizontal apontando para os alvos e minha varinha na mão direita estava colada junto a palma de minha mão esquerda também apontada para os alvos. Respirei fundo tentando controlar perfeitamente minha energia enquanto recitava as palavras “Sagitta magica!” fazendo minha mão e minha varinha ficarem cobertas por uma fraca aura branca a disparando como um feixe de luz. O feixe voara um metro antes de começar a cair e desaparecer. Outro fracasso.
Depois de meu treino estava deitado no chão arfando. Me sentei e passei a meditar (não sou muito fã disso). Pelo que Void me dissera em algumas escolas de magia japonesas a meditação era algo obrigatório e era a melhor forma de obter um controle maior sobre sua própria magia. Isso ajudava os jovens a terem mais controle e não realizarem magia acidental ou emissões de magia involuntária – soube que o Potter transformara a tia em um balão não controlando seu poder. Minha Sagitta magica conseguira chegar a três metros de distancia o que foi uma pequena melhora, meus feitiços padrões tirados de livros e da mente de alguns professores vinham melhorando aos poucos. Eu acreditava que a magia era classificada em três níveis sendo “baixo, médio e alto”. A diferença que classificava a magia em cada um desses níveis era a dificuldade de execução e o gasto de energia necessário. Eu podia classificar minha Sagitta magica em médio ou alto sendo que exigia uma manipulação de energia muito boa e um gasto de energia um pouco maior que alguns feitiços usados para duelar, desarmar e se proteger.
Quando terminei de meditar eu sentia que minha energia interna tinha voltado ao normal o que me permitiu treinar alguns feitiço muito importantes para esse final de semana em Hogsmeade. Peguei a maleta preta que tinha encomendado e a coloquei no chão passando a lançar os feitiços que vinha treinando. O feitiço indetectável de expansão era muito complexo e mais ainda com todas as proteções que eu vinha praticando. Tendo terminado e garantido que a senha numérica estivesse memorizada coloquei a primeira combinação girando os botões até ouvir um pequeno “Click”. Abria a maleta vendo apenas escuridão em seu interior. Joguei uma pena dentro dela e fechei a maleta colocando outra combinação e a abrindo vendo uma simples maleta com forro cinza, suporte para canetas, documentos e etc. Fechei novamente a maleta e coloquei a senha anterior. Quando abri vi apenas escuridão novamente. Peguei minha varinha e bati duas vezes na latera da maleta dizendo “pena” o que fizera a pena sair flutuando da maleta.
– Parece que esse final de semana em Hogsmeade vai ser muito vantajoso – disse sorrindo fechando a maleta e dando dois toques com a varinha em cima e dois do lado o que fizera a maleta tremer e virar uma simples carteira de couro preta que coloquei em meu bolso.
Tendo terminado o jantar pedi para a professora McGonagall ver se o diretor estaria disponível – se eu pedisse para o professor Snape com certeza receberia uma resposta irritante. Ela voltara minutos depois pedindo para que eu a acompanhasse. Fomos até uma grande estatua que eu já conhecia e ela dissera o nome de algum doce no qual não prestei atenção. Quando em fim chegamos a sala do diretor a professora abrira a porta e entrara fazendo sinal para que eu a acompanha-se. O diretor estava sentado atrás de sua mesa e sorrira para mim.
– Em que posso lhe ajudar hoje, Anthony? – perguntara o tio... o diretor Dumbledore sorrindo gentilmente – seria sobre o Hallowen?
– Ah, não está tudo certo. Os outros garotos vem trabalhando comigo escondidos nisso. O que eu queria era permissão para revender alguns produtos de Hogsmeade aqui no castelo em épocas que não houvesse visitas a Hogsmeade. Com isso os alunos poderiam usufruir dos produtos que gostam e relaxarem um pouco diminuindo a tensão causada pelos estudos – disse de forma natural e seria como se estivesse tentando fechar um negocio.
– Comercializar produtos dentro do castelo? De onde tirara essa ideia, rapazinho? – perguntara a professora demonstrando sua contrariedade.
– Veja bem a horários e dias em que a reclusão dentro do castelo afeta o psicológico dos alunos os deixando irritadiços e atrapalhando em seus estudos. O quadribol alivia um pouco esse estresse, mas ainda é preciso de algo mais pessoal como comerem algo que só podem ver raramente em Hogsmeade. Eu só preciso de permissão para não ter que fazer algo pelas costas dos professores e monitores. Aqui está minha proposta por escrita – disse tirando um pergaminho de minha mochila e entregando para o diretor e uma copia para a professora.
– Vejo que pensara arduamente nisso – dizia o diretor lendo o pergaminho. Claro que eu tinha pensado bastante nisso depois de ter comercializado na sonserina os doces que comprei no expresso de Hogwarts e ter um pequeno lucro – se lhe fosse permitido como iria trazer esses produtos para o castelo? Eu não poderia permitir que estranhos adentrassem o castelo constantemente para reabastecer seu estoque.
– Assim – disse colocando minha carteira sobre a mesa dando três toques na lateral e dois em cima fazendo ela girar virando uma maleta preta com senha – dentro dessa maleta coloquei alguns feitiços que venho praticando para expandir seu espaço interno entre outras coisas.
– Vejo que fizera muito bom uso de suas habilidades com transfiguração. Um trabalho impressionante para alguém que não podia usar magia a muito tempo atrás – dissera a professora dando um leve sorriso.
– Tenho uma boa professora – disse a fazendo dar um sorriso que me parecera ser de orgulho não sei se dela ou de mim.
– Realmente parece ser um trabalho exemplar. – dissera o diretor analisando minha pasta colocando sua varinha sobre ela – Feitiço indetectável de expansão, alguns feitiços de proteção, algumas azarações e... alguns feitiços próprios imagino?
– Sim, senhor. Venho praticando feitiços, magias de transfiguração e até mesmo magia numérica básica arduamente. Apliquei o máximo possível dentro dessa maleta nos últimos dias. Essa fora a que eu obtive sucesso completo – disse com orgulho. Não queria lembrar das sete que explodirão ou das cinco que pegaram fogo.
– O que acha Minerva? – perguntara o diretor com seriedade.
– Contanto que os produtos sejam fiscalizados não acredito ter problemas. É melhor que os gêmeos Weasley que peguei vendendo produtos não aprovados de suas próprias autorias para alunos do primeiro ano. Tive que os colocar em detenção novamente por vender aquele tipo de produto e por usar os alunos mais jovens como cobaias – dissera a professora com seriedade. Esses gêmeos são um perigo.
– Muito bem. Tem nossa permissão. Estaremos informando os professores e monitores – dissera piscando para mim – mas sua maleta deve ser fiscalizada toda vez que adentrar Hogwarts com ela.
– Muito obrigado diretor Dumbledore, professora McGonagall. Não trarei nada de perigoso para a escola podem ter certeza – disse sorrindo apertando a mão dos dois antes de fazer minha maleta virar uma carteira e a guardar. Claro que eu traria algumas coisas da Zonko’s que aposto serem bem vendidos para alunos da sonserina.
– Antes de ir, Anthony. Se for possível gostaria de checar algo – dissera o diretor contornando sua mesa.
– Sem problemas... eu acho – disse dando de ombros. Ele erguera sua mão direita em direção ao meu peito e fechara os olhos abrido em seguida parecendo um pouco surpreso.
– Seu poder magico veem aumentando mais rápido do que o normal – dissera o diretor. Estranhei aquilo porque pra mim parecia que eu estava obtendo resultado muito insignificantes.
– Sr. Black tome cuidado para não perder o controle de sua magia e tente não se sobrecarregar muito nos estudos individuais que vem fazendo de feitiços e transfiguração. Seu poder magico deve aumentar naturalmente enquanto cresce para que não cause nenhum dano a seu corpo ou seu núcleo magico – dissera a professora com seriedade.
– Farei meu melhor. Acho que ser um warlock tem esses benefícios, mas se for para ter certeza que tudo está em ordem posso pedir para madame Pomfrey realizar um check-up mensalmente? – perguntei com seriedade. Eu sabia que no oriente os bruxos praticavam meditação depois de esvaziarem suas reservas de energia para ficarem mais forte. Mesmo assim não iria contrariar abertamente a professora e o diretor depois de já ter obtido sucesso negociando com eles.
– Ótimo, ótimo. Minerva por favor marque um horário para o Anthony com a madame Pomfrey para amanhã se possível – disse o diretor voltando para seu lugar – Acredito que isso seja tudo, certo Anthony?
– Sim, senhor. Obrigado por ter me recebido e desculpe pelo imcomodo. Com sua licença – disse de forma educada antes de sair.
Quando o dia da visita a Hogsmeade finalmente chegara eu pode organizar algumas coisas. Ainda teria a festa de dia das bruxas bruxa em seguida o encontro dos warlocks para homenagear os warlocks do passado, pagar tributos, comemorar o encontro com os fantasmas do passado e festejar depois da meia noite.
Quando cheguei ao vilarejo não o achei tão impressionante. Ele era um pouco medieval demais para mim, mas parecia ter algumas coisas muito boas. Eu acho que chamava um pouco de atenção por estar vestido completamente como um trouxe e bem vestido (diferente de uns e outros). Eu estava usando uma calça preta, cinto preto com fivela doura, camisa branca, colete preto e um blazer igualmente preto. Eu gostava de me vestir bem, mesmo não gostando muito de usar sapatos. Eu estava usando óculos de sol preto o que protegia meus olhos do sol e permitia eu olhar disfarçadamente e notar que estava chamando atenção das garotas.
Não era muito comum os alunos de Hogwarts se vestirem bem como trouxas, mas tinham exceções. Vi que Lilith estava sendo seguida por um grupo de garotas pra um lado e Calliz andando com suas primas Daphne e Astoria para outro. Segui primeiro para a doceria Dedos de mel onde comecei a negociar com a gerente a compra em grande quantidade de produtos por um preço mais baixo. Tendo terminado a compra fui para a Zonko’s onde fiz novamente uma negociação comprando muitos de seus produtos. Visitei alguns outros pontos fazendo algumas compras que eu não tinha certeza absoluta que venderiam. Por fim visitei o famoso Três vassouras – que estava lotado.
– Anthony – chamara o Draco sentado com os alunos da sonserina sinalizando para mim. Graças a Merlin ele tivera o bom senso de não usar meu sobrenome. Eu e ele éramos bem diferentes, mas como dividíamos o mesmo quarto nossa relação como primos melhorara um pouco. Fui até eles me sentando ao lado de Pansy cara de buldog – o que está achando da famosa Hogsmeade?
– Esperava muito mais. É meio medieval demais para meu gosto. Se eu fosse um velho no final da vida provavelmente acharia ser um bom local – disse apoiando meu braço esquerdo na parte de trás da cadeira. Sei que eu parecia um pouco arrogante devido ao jeito que eu estava sentado, mas a temível Marlene Black Mckinnon está bem longe.
– Veem o que eu digo. Meu primo não nega o sangue totalmente. Também acho esse lugar um final de mundo. Interiorano demais pro meu gosto – dissera Draco de forma arrogante (como sempre).
– Já vi quase tudo o que tinha pra se ver nesse vilarejo em pouco tempo... – dizia até ouvir alguém ofegar atraindo minha atenção.
– S-Sirius? – perguntara uma mulher loira um pouco mais velha do que eu teria desejado com um corpão violão, tendo um grande par de... tendo uma bela comissão de frente olhando para mim parecendo chocada.
– Desculpe a senhorita deve estar me confundindo. Prazer me chamo Anthony – disse me levantando e oferecendo minha mão direita em um cumprimento.
– Rosmerta... desculpe, mas você é tão parecido com... – dizia Rosmerta até eu a interromper.
– Com um conhecido? Isso acontece muito. Sou um aluno de Hogwarts visitando o vilareja. Eu estava achando o local bem sem graça, mas agora ele parece muito charmoso – disse dando meu melhor sorriso. Ouvi Draco e alguns sonserinos abafando os risinhos irritantes observando tudo. Ela parecera um pouco surpresa, mas mexera nos cabelos e sorrira.
– Nada mal, nada mal. Vai tomar o que Anthony? – disse Rosmerta obviamente já estando acostumada com cantadas.
– Por hora gostaria de provar sua famosa cerveja amanteigada a não ser que tenha algo melhor para mim – disse sorrindo. Eu adorava essas brincadeiras de dar cantadas em desconhecidas, ver diferentes reações e aprender com as experiências. Não podia fazer isso em Hogwarts por diversos motivos, como ter que aguentar algum problema se desse certo, ter o povo morrendo de medo de mim e etc.
– Queridinho enquanto for menor de idade o máximo que vai ter é isso ou devo trazer leite pra você e seus amigos? – dissera Rosmerta fazendo o maldito Draco rir.
– Só a cerveja amanteigada mesmo, mas mal posso esperar pra ver o que terá pra mim quando eu for de maior – disse me sentando de forma bem convencida sorrindo.
– Isso está muito longe, queridinho – disse Rosmerta indo para trás do balcão. Serio o andar dessa mulher...
– Quase que fica no leite, primo – dissera Draco rindo com os demais.
– Vocês também, gênio – disse dando de ombros. Pelo menos tinha um motivo a mais para vir a esse vilarejo. É como dizem a pratica leva a perfeição.
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