Herdeiros do Império - (Reylo)
27 Jakku

"Você provavelmente pensa que sou louco. Bem, isso está certo.
A loucura, bem como a arte, está nos olhos de quem vê."
(Layers of Fear)
•••
A medida que as horas se passavam mais difícil parecia a convivência. Eles ficaram quietos por bom tempo, sentados um ao lado do outro enquanto pilotavam a antiga nave do casal até o desértico planeta de Jakku. Ben por vezes tentava comentar alguma coisa, sobre alguma estrela próxima, sobre algum planeta no caminho que já houvera visitado com Dana, mas a ex esposa apenas sorria fracamente e continuava a encarar a imensidão de estrelas a sua frente.
Chegariam em breve a Jakku, ali poderiam então seguir o caminho em silêncio, talvez fosse mais fácil. Apesar da imensidão desértica, haviam vilarejos, destroços, pontos de referência a serem vistos. Rey foi a primeira a trocar suas roupas, agora vestia trajes leves, de seu tempo como mãe. Uma túnica clara e suficientemente fina para lhe cobrir o corpo e protegê-la o preciso do Sol. Ben usava uma camisa azul clara antiga de seu tempo como pai. Estava um pouco apertada agora em razão do tempo, e voltou ao centro de comando exibindo os músculos que delineavam seu braço, desnecessariamente atingindo o olhar de Rey.
Ela desviou o olhar no mesmo segundo, estava parecido demais com o antigo Ben para sua sanidade mental. Ela não queria pensar nessa possibilidade agora. O fato é que estavam bem disfarçados, poderiam passar-se por forasteiros e o fato de não estarem numa nave com a insígnia da Resistência ou da Ordem os ajudariam por tempo suficiente a não chamarem atenção.
Quando pousaram nas areias do planeta e a porta da nave finalmente se abriu, Rey foi a primeira a dar os passos em direção ao solo. Ela fechou os olhos e deixou que o calor lhe chocasse contra a pele, em seguida respirou fundo lembrando-se do cheiro característico do ar do planeta, algo como velho misturado a nada. A areia tinha algum tipo de cheiro, ela podia jurar que tinha.
Ben veio logo atrás: "Vou conseguir um lugar pra gente." Ele disse num tom breve e rouco, baixo o suficiente para não atrapalhar o momento dela.
Estar ali, naquele planeta, era uma ofensa à toda a sua evolução. Era uma ofensa à sua origem, a força que ela tinha, ao sangue. Como pudera um dia ter se deixado crer que ela não era ninguém?
A areia percorria o desenho do vento até se chocar com o rosto da jovem, e aquele arranhado que o solo lhe proporcionava a fez lembrar os motivos pelos quais odiava tanto a areia. Ela é áspera, irritante e entra em todo lugar, pensava.
Pouco tempo depois Ben voltou alegando ter conseguido um lugar para ficarem. "O que foi que você alegou?" Ela perguntou.
"Disse que precisava de um quarto para dois." Respondeu Ben sem dar muita importância.
"Só isso?" Perguntou.
"Sim Renesmy, não desconfiaram de nada."
"Mas é claro." Ela bufou. "Estão achando que sou sua escrava." Então ela saiu andando até que ele a segurasse pelo braço.
"É melhor que achem." Ben respondeu.
"É claro, é fácil para você, nunca teve a liberdade roubada, nunca foi um escravo!"
"Quer que eu diga o que? Acha que vão acreditar que somos um belo casal que quer tentar a vida na merda desse planeta? Ou melhor, quer que eu diga que sou Kylo Ren e estou acompanhado de uma farsante da Resistência?"
Ela o encarou, franzindo as sobrancelhas enquanto o ameaçava por não a soltar. Agora estavam no quarto. Não foi surpresa para ela que fosse um quarto de casal. Ela revirou os olhos ao comentar que aquilo lhe parecia como nos velhos tempos em que tinham de se disfarçar no planeta Gesin.
Rey pegou suas coisas e as organizou em uma das porções do guarda-roupas. Tirou algumas coisas para deixá-las em fácil acesso até que encontrou o colar com a insígnia da Resistência e com a foto de Ben ainda pequeno que Leia houvera lhe dado para ajudar com os pesadelos. Enquanto isso Ben abria lentamente os botões da camisa amarrotada de areia.
"O que está fazendo?" Ela perguntou com certa raiva.
"Não há nada que não tenha visto." Respondeu rude. "Estou apenas trocando de roupa."
"Se cubra logo." Ela respondeu jogando uma peça de roupa em direção ao torso dele, ele soltou uma leve risada, incrédula, e Rey agora sentia mais raiva. Por que ele era tão ignorante?
"Vamos lá, pode começar por me dizer como chegou aquele nível na Força no dia em que foi resgatada pela Resistência."
"Eu não sei, eu só senti... ódio..." Respondeu até que parou e o analisou de novo. "Quer saber, por que eu te devo satisfações? Quem me garante que você não tem planos de me entregar a Snoke, entregar a mim e Kira assim que a encontrarmos?"
Ele revirou os olhos e sorriu novamente. "Eu o chamei de traidor, Renesmy, quando descobri tudo que ele fez, e você ainda tem coragem de dizer que eu entregaria minha filha. Eu não quero saber da Primeira Ordem, pelo menos não por agora."
"Então qual seu plano?"
"Encontraremos Kira e então daremos um jeito."
"Precisamos levá-la para a Resistência, é o único lugar seguro."
"Não!" Ele disse num tom agressivo. "Eu não quero essa escória rebelde usando a minha filha!"
"Minha filha!" Rey enfatizou. "Ela é mais minha do que sua!" Disse agressivamente se aproximando.
"O que faz você pensar isso?" Agora Ben estava irritado.
"Eu não a abandonei!"
E nesta hora Ben baixou a guarda, voltou em passos lentos para trás e desviou o olhar. Ele se sentou na ponta da cama e cruzou os dedos enquanto fitava o chão. Ao vê-lo assim Rey aproximou-se e pediu desculpas.
"Kira é tudo pra mim, Renesmy."
"Tudo bem se me chamar de Rey." Ela respondeu.
"Estava pensando em levá-la para algum lugar distante, onde pudéssemos dar uma boa vida a ela, onde ela pudesse se desenvolver longe da Ordem e não tivesse contato com tudo isso."
"Ben!" Rey se aproximou e abaixou-se em frente ao homem. "Sabe que isso só seria possível com o fim da Ordem. Eles iriam nos caçar pela galáxia toda, e eles nos encontrariam."
"Daríamos um jeito." Ele respondeu. "Você e eu, tenho certeza que daríamos um jeito. Podíamos criar novas identidades e nos isolarmos em alguma aldeia pequena como em Gesin, mesmo vivendo uma vida simples, não me importa, só Kira me importa agora."
Rey franziu o cenho pois não queria admitir, mas no fundo de sua alma ela queria que não apenas Kira importasse para ele. Os sentimentos de ambos agora era uma confusão, ela sentia algo, sabia que sentia, mas ao mesmo tempo que era amor, era ódio. Era como algo inesperado e desejado ao mesmo tempo.
A noite chegou então, e Ben dividiu o leito com Rey, nada de novo sob o Sol. Ela se deitou no lado direito enquanto encarava a parede, e ele o mesmo, mas ao lado esquerdo. Não deram boa noite um ao outro.
Ben Solo avistou os aprendizes na academia jedi começarem a correr quando as naves adentraram ao planeta. Claramente isso não era normal. Nunca antes Alfheimr houvera presenciado algo como aquilo.
Quando a nave pousou e as comportas se abriram, os Cavaleiros saíram de lá em plena euforia. Ben foi o último a se apresentar. Logo quando saiu pôde ver Mera e Aquil correndo em direção às primeiras crianças, em segundos o sabre de Aquil se cravava no torso dos pequenos, o rapaz era sádico, e isso assustava Ben de certa forma. Ele não se importava com as mulheres e crianças.
É obvio que Ben teria de fazer aquilo também, mas Aquil fazia de um jeito tão pessoal que claramente não era normal para ninguém. Por Ben, poderiam chegar apenas atirando bombas no planeta e matando a todos de forma rápida, mas Snoke queria uma provação. Ben Solo se tornaria Kylo Ren, e para isso ele precisava ter o sangue frio e assassinar todos os membros do Conselho. Com este dizimado, não haveria chances para uma nova ordem Jedi crescer.
Ben começou a andar pelo local então, avistando os antigos companheiros da ordem. Naquela altura Ben ainda não possuía uma máscara, perguntava-se como de fato conseguia ter a coragem de olhar nos olhos daquelas pessoas sem algo para se proteger.
Não havia muito o que fazer, ele precisava cumprir sua missão. Seguiu logo em direção ao centro, entrou no Conselho. Quando avistou o lugar as memórias de sua condecoração como mestre vieram a sua mente. Lembrou-se de Dana cortando sua trança. Lembrou-se dos elementos da natureza dispostos na bancada e de quando elegeu Rey para ser sua primeira aprendiz. O início do fim.
Os membros do Conselho pareciam prontos para Ben. Mas o rapaz estava tão sedento pelo poder, estava tão treinado no lado sombrio por Snoke que matar os jedi sozinho foi coisa fácil. Ali Luke não estava, então ele saiu do local e voltou até o centro do campo de treinamento.
Foi ali que Ben a viu depois de tanto tempo, acuada, sozinha, com os olhos cinzentos e frios em desespero, os cabelos louros despenteados, numa fragilidade nunca vista antes por ele. Avaline era forte, ela era incrível, nunca se colocava na defensiva, sempre tomava iniciativa em tudo, mas ali, naquele dia em especial, todo seu brilho parecia ter sido sugado por algo impiedoso.
“Avaline.” Ele disse se aproximando dela. “Tenho grande apreço por você, sabe disso!”
“Por que está fazendo isso Ben?” Ela se encolheu mais ainda, em choque.
“Você quer viver, eu posso te levar comigo, teria uma chance conosco.” Ela o olhou desconfiada. “Deixe eu levar você! Tudo ficará bem, se lembra sobre a ideia do cinza Ava, estamos chegando nisso!”
“Por que está matando todo o Conselho?”
“Para o Equilíbrio começar, Ava. Não se pode existir os jedi, os sith. Apenas o meio. Venha comigo, eu te peço.”
Então ela segurou na mão dele, que logo acionou um Cavaleiro a seu comando para levar a jovem, Kendrick, antigo membro da Academia também, que àquela altura já tinha comprado a ideia de Ben.
Ao seu redor agora havia fogo e muitos corpos no chão. Ao fundo alguns cavaleiros fazendo suas belas obras. Alguns seguidores da ordem de Ren também no chão, e num breve segundo, num suspiro que deu, seu coração se acelerou e ele pulou ao olhar para trás. Era Janus vindo correndo em sua direção com o sabre ativado e pronto para golpeá-lo. Seria o fim de Ben, mas antes que ele pudesse o fazer, seu corpo foi impedido pelo calor de um sabre purpura que o atravessou.
Quando o corpo de Janus caiu no solo de Alfheimr, ali jazendo, foi Dana quem Ben avistou. Ela havia matado Janus ali, possivelmente para que ele não matasse Ben. Neste segundo ambos começaram a se encarar. Dana, a antiga mestra de Ben, agora o fitava com o rosto incrédulo ao mesmo tempo que já tinha entendido tudo. Ben tinha sucumbido ao lado sombrio, continuaria matando toda aquela gente até que não restasse um resquício dos jedi naquela galáxia, e Dana não seria exterminada, não mesmo.
Então ambos começaram a lutar. Agora Ben possuía um sabre de luz vermelho, ele ardia em cor de sangue, um vermelho escarlate, tão brilhante na imensidão noturna e que Dana logo pareceu se tratar de um sabre improvisado e irregular. Em sua base haviam duas aberturas para a saída de luz. O sabre formava uma cruz invertida, e aquilo era tão assustador quando pensar na possibilidade de que a qualquer momento poderia explodir.
Contrastando com o vermelho, vinha o sabre púrpura de Dana. Eles se chocaram diversas vezes, Dana era bem agressiva, era uma oponente a altura de Ben, não seria fácil sair um vencedor dali, mas aos poucos Ben passou a perceber que Dana não estava tentando exatamente mata-lo pois quanto mais próximos chegavam um do outro, mais ela o tentava impedir de fazer o que estava fazendo.
"Eu não vou ceder!" Ben disse a ela. "Você deveria se dar uma chance também, Dana, você, melhor do que eu, sabe que o lado sombrio é um caminho possível."
Ela o empurrou para longe fazendo seus sabres deslizarem um no outro, ele quase caiu para trás. Ela ainda estava com muito ódio, mas conseguia tirar forças de seu interior para pedir que ele parasse de assassinar os inocentes.
"Já matou Janus, um membro do Conselho, pode me ajudar a extinguir a ordem jedi e ascender conosco na Ordem de Ren."
"O que está fazendo? Você está louco Ben Solo?" Ela gritou o empurrando novamente. "O que Snoke prometeu a você? Ãh? Está entregando a herdeira do Império para a Primeira Ordem de graça!" Ela voltou a se aproximar, os sabres ainda se chocando. "O que você acha? Que Snoke está apenas ajudando a família imperial, que vai ajudar Rey e sua filha? Sim, ele deve ter feito muitas promessas pra você, sobre poder e segurança. Falado sobre a grande linhagem que dominará a galáxia." Ela riu sem humor. "A neta de Sidious e o neto de Vader. Mas você sabe que ele vai apenas os usar e quanto tiver tudo que deseja irá dar um jeito de se livrar da sua família. Principalmente a criança."
"Não sabe o que está dizendo!" Ben rebateu. "Snoke ainda não sabe que ela é uma Palpatine, nem Kira. Eu sei o que estou fazendo, e o Líder Supremo é sábio!"
"E você é um babaca!" Dana respondeu em profunda fúria. "Não consegue enxergar? Pela Força! Quer mesmo destruir o futuro de sua filha? Pense nela Ben, pense em Rey, o que Rey irá pensa sobre tudo isso?" Ele deu de ombros e desviou o olhar desativando seu sabre. "Ela não sabe..."
"Já chega. Eu não vou matar você, Dana." Rebateu Ben. "Então se quer que isso tudo acabe sugiro que me mate, pois eu não irei parar."
Dana não tinha coragem o suficiente, ao contrário, ela tentou salvar o máximo de crianças possíveis das mãos dos seguidores da Ordem de Ren enquanto Ben deixava o planeta após ter cumprido a missão de dizimar a maior parte do Conselho, só faltava Luke.
Foi então que Ben acordou de um súbito pesadelo ao lado de Rey em Jakku, na verdade aquilo era uma lembrança. Até Rey fora acordada por aquilo, e agora estava chorando por ter entrado na mente dele e ter visto tudo o que ele fez. Ben olhou para ela, percebeu as lágrimas e então perguntou se ela estava tendo pesadelos. Ela disse que não, que de alguma forma ela conseguiu ver através do sonho dele. Tinha destruído tudo, e como podia Rey ainda não odiá-lo?
Isso era algo que por hora Ben não iria entender, mas no fundo sentia-se grato pela compaixão de Rey. Como podia existir alguém na galáxia tão piedosa como ela? Como podia alguém ser tão luz? Ela irradiava bondade, e isso acabava com ele.
Virou-se de lado e voltou a dormir. Cada dia tornava-se mais difícil estar com Rey. Não sabiam em que tipo de relação estavam, não sabiam se eram inimigos, estrelas cruzadas, se ainda existia algum amor. O fato era que Ben se dava ao luxo de se sentir traído pela mentira dela sobre a Resistência, mas ao mesmo tempo Rey tinha muito mais motivos para se sentir traída. No fim preferiram não falar mais sobre isso.
No outro dia quando acordaram com o forte nascer do Sol de Jakku adentrando à janela de vidro, eles se reuniram num café da manhã como faziam nos tempos da base. Não trocaram uma palavra. Conversaram apenas quando era extremamente necessário.
Estavam há alguns dias hospedados em um um albergue de Jakku. O local era improvisado, com alguns quartos pequenos mas confortáveis, o quarto deles inclusive era o mais amplo, mas mesmo assim tiveram de dividir a cama. Alegaram que eram casados como na vez em Gesin para que ninguém desconfiasse sobre eles, era melhor não arrumar encrenca.
Quando o dia chegava eles fechavam a conta do local e voltavam a explorar os vilarejos. Iam de vila em vila, aldeia a aldeia. Em relação ao dinheiro, tinham mais do que o suficiente contando com as aquisições da Primeira Ordem que Kylo levou com ele.
Foi em uma dessas noites dormindo ao lado dele que ela acordou de madrugada. Perdera a contagem dos dias, mas poderia arriscar dizer que estavam há mais de uma semana em Jakku. Ela estava bem cansada, e a falta de conversa com ele era exaustivo.
Então ela fora acordada pelos gemidos de agonia dele. Parecia estar tentando se debater, mas era como se seu corpo não o permitisse. Então Rey o vislumbrou, estava com o torso descoberto, de costas, e ela pôde ver as cicatrizes em suas costas, eram parecidas com as dela, eram as cicatrizes que Snoke colocara neles.
Se havia algum culpado naquilo tudo esse alguém era Snoke. Ele abusava deles, abusava de todos os que o seguiam, a Ordem toda era corrompida por ele. Ben era só mais um, o escolhido, o que ganhou mais importância ali, mas não era só isso, não era como se o controle de Snoke sobre sua mente pudesse ser facilmente ignorado e fazê-lo decidir o que faria. Você faria qualquer coisa que ele mandasse uma vez que ele tivesse acessado sua mente e te torturado. Você se tornaria aquilo, seria mais uma parte de Snoke entre tantas que o compõem.
Então ela aproximou seu corpo dele, e a agonia que ele sentia fluiu para a mente dela, agora ela podia sentir sua dor. Era a Força, era tudo o que eram. Dois lados se uma coisa só, a luz e a escuridão, ambos os tinham. Havia luz em Ben Solo assim como havia trevas nela.
Seus dedos direcionaram-se até as cicatrizes e ela as contornou levemente. Estava de costas para ela e sentiu que a agonia por um breve momento havia diminuído. Então ele acordou num susto clamando pelo nome de Renesmy e a envolveu com seus braços apertando o corpo da ex noiva contra o seu. "Não me deixe Rey." Ele dizia ainda entre o sono e a vigilância, com os olhos fechados e sem parecer estar consciente. "Por favor, eu preciso de você." E apertava ainda mais o corpo dela contra ele até que ela se sentiu sufocada.
Nisso ele finalmente despertou. O olhar de Rey sobre ele, o calor dela chocando-se contra o seu, o cheiro familiar lhe rasgando o olfato. Era bom. Foi então que ele se soltou dela num impulso, afastando-se, mas ela não o deixou quebrar o momento. Ela voltou a se aproximar até que o abraçou em silêncio.
"Eu também preciso de você, Ben Solo!" Sussurrou ao pé de seu ouvido permitindo-se sentir o amor. "Não consigo. Eu posso tentar odiar você, mas eu não consigo!"
Então Ben a tomou em seus lábios e a puxou para mais perto ainda, colocando-se em posição superior a ela. Ali Rey se entregou novamente, se amaram não mais como Kylo Ren e Esme Ren, mas sim como Ben Solo e Rey Kenobi.
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