Herdeiros do Império - (Reylo)
22 Simbiose

"Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais.
Morrer de amor é viver dele."
(Victor Hugo)
•••
Base da Primeira Ordem, tempos presentes.
A sala do trono pareceu vazia quando Rey saiu de lá. Apenas Snoke e sua velha companhia de sempre: Kylo Ren.
O jovem mestre aproximou-se do trono, com incerteza no olhar, encarando o velho lord sombrio à espera de alguma palavra. Alguma ordem, explicação ou um conselho medíocre. Mas não o recebeu. Ao invés disso, viu-se diante de um ser indiferente, com os dedos acariciando seu queixo enquanto o olhar estava perdido no infinito.
Soube que nada viria, então perguntou:
"Está tentando me testar?" A voz era cansada mas clara. Frágil.
Os olhos do Lord finalmente atentaram-se ao rapaz, expressando-se como se apenas naquele instante houvesse percebido sua presença.
"Nem tudo gira em torno de você, Kylo Ren. Estou dando à ela tudo que dei a você." Kylo Ren baixou o olhar, descontente." Sabe que estou tornando-a mais forte."
"Sim, mestre." Ele respondeu em tom baixo, engolindo suas palavras. Por um tempo ficou em silêncio, analisando seus próprios pensamentos.
"Por que se preocupa?"
"Talvez ela não seja tão forte para aguentar."
"Não rebaixe a garota, não se compare a ela." Meneou a cabeça. "Não faz sentido se está tentando comparar a força da garota com a sua. Tem muito mais tempo de treinamento que ela, quando lhe peguei era quase um inútil. Até que aquela mestra Dana te ensinou bastante, não fosse por ela não teria um Ben Solo moldado para adentrar ao outro lado. Ela foi necessária. Teria sido alguém grande na Ordem, mas mesmo lidando com as emoções negativas a vida toda não fora o suficiente para aceitar minha oferta e se juntar a ordem. Diga Kylo Ren, o que realmente quer."
"Eu quero saber quais são os planos para Rey."
"Esme... Ren"
"Isso é ridículo, ela não é como nós."
"E você é um tolo, exala o medo."
"Medo?"
"Sim. É exatamente isso. Tem medo que ela seja como nós. Como você..."
Kylo mal pôde perceber o pequeno sorriso irônico formado nos lábios de seu mestre. Relaxou o corpo novamente e descansou as costas no encosto do trono. Os ossos da bacia ruíram, estava velho, acabado no estado físico, não fosse por toda habilidade, diria até que estava fraco.
"Ela não seria"
"Por que tem tanta certeza. Você realmente acha que a conhece?"
"Eu sinto, dentro de mim, como se fosse algo maior. Rey não parece estar em minha vida, nossas vidas, há apenas alguns meses. Parece que eu a conheço, como se fosse de outra vida. E isso é tão cruel. O que há nela? O que a torna tão especial?"
Snoke revirou os olhos e depois sorriu, contendo o riso para si mesmo, mas Kylo não era bobo, e suas emoções estavam muito ligadas à seu mestre, o que fez com que alguma chama estalasse dentro do peito. Desconfiou.
"Sabe de alguma coisa?" A feição de Snoke fechou, e ele fitou o aprendiz.
"Que besteira." Limpou a garganta.
"Eu sei que há algo, não posso estar louco. Você também deve sentir." Respondeu. Kylo então deu alguns passos em direção ao líder, quebrando a distância. "Eu preciso saber." Suplicou, ganhando uma certa atenção ao olhar de Snoke, que não houvera recebido antes.
Neste momento a fúria do velho Lord já era perceptível. Seus olhos ficaram vermelhos e ele se levantou de seu trono, descendo em direção ao aprendiz.
"Está me desafiando?" Perguntou rude a poucos passos de Ren. Ele desviou o olhar, encarou o chão e negou com a cabeça. "Como ousa questionar seu mestre? Você sabe apenas o que eu quiser que você saiba. A Força é muito maior do que você e a caçadora de Jakku, ela não é nada, assim como você também não é. Em segundos viram pó em minhas mãos, deveria se sentir honrado por eu transformar vocês em alguma coisa."
Kylo rangia os dentes em ódio, encarou o mestre e pensou em rebater, no fim, era inútil. Abaixou a cabeça mais uma vez e o reverenciou, dando a entender que a conversa estava encerrada. Saiu do grande salão com as unhas encravadas nas palmas de suas mãos de tanta força que fazia em formato de punho.
Mais tarde naquele dia, Kylo estava em seu quarto, já adormecido. Havia passado o dia pensando nas palavras de Snoke, na aprendiz sendo torturada, e o pior de tudo é que ela não demonstrava o problema. Quando questionada, dizia que estava tudo bem, que tudo fazia parte do treinamento. Depois do sermão de Snoke, Kylo seguiu para seu treinamento com Rey, apenas os dois em um grande salão, e mesmo com a habilidade e agilidade da aprendiz, sentia os momentos em que sua perna cambaleava enquanto os olhos reviravam e sua mão ia em direção a testa. Em seguida encostou-se em um pilar metálico até retomar o fôlego. Ren se preocupou como de costume, mas a jovem tentou disfarçar dando-lhe um golpe que o fez cair no chão, tentando fazê-lo esquecer de se importar.
Mas os gritos e preocupação de Ren agora eram outros. Seu sono foi invadido por terríveis pesadelos, como de costume, sempre os tinha desde que juntou-se a Snoke e traiu a Ordem Jedi, mas, desde a chegada de Rey, a quantidade havia diminuído significativamente, mal se lembrava da última vez que houvera sido impedido de ter uma noite tranquila.
Mas esta noite foi diferente. O jovem agonizava na cama, estava suando como um enfermo em febre, contorcendo-se entre os lençóis enquanto tentava acordar. E essa tentativa estaria sendo em vão.
Do outro lado da parede metálica estava Rey. Ela ouviu os murmúrios e se levantou. Andou em direção à porta de seu quarto, adentrou ao corredor e foi em direção à porta do quarto do líder. Deu algumas batidas e chamou por seu nome, ele não respondeu, não demorou muito para que Rey tentasse girar a maçaneta, e para sua surpresa, ou não tanto, a porta se abriu.
A jovem respirou profundamente sabendo que aquilo estava errado, caso contrário, não estaria se sentindo uma invasora. Ela fechou a porta atrás de si e continuou ali, paralisada, apenas admirando o adormecido mestre, em seu profundo estresse, e gritos de pânico que não cessavam. Seu coração pulou, ela não o deixaria ali, daquela forma. "Ele fez tantas vezes por mim." Pensou "Eu posso fazer isso por ele." Respirou fundo ainda lutando contra os pensamentos. "Ele faria por mim. Eu farei por ele."
Então seguiu em direção ao leito, ainda sob os berros de Ren, e contemplando o sofrimento inerente. O que ele deve estar sonhando? Pensou. O que estaria fazendo aquele homem forte, arrogante e destemido gritar daquela forma, liberando lágrimas aos poucos, ela podia jurar que haviam lágrimas em seus olhos.
Então ela se sentou ao seu lado, sentindo apenas a onda de coragem lhe subindo por todos os membros. Lentamente sentou-se ao lado e, depois de mais uma vez respirar fundo, deitou-se por trás do corpo dele, aproximando-se devagar e repousando seu braço por cima do rapaz.
Seus corpos estavam tão próximos e os gritos haviam cessado. Ele estava calmo agora, ainda dormia, mas calmo. Ela sentiu o calor de seu corpo desesperado chocando-se contra a tranquilidade de seu corpo frio. Ela fechou os olhos então.
Rey sentia-se bem por poder diminuir o desespero do rapaz. Foi então que, subitamente, Ren acordou ao sentir o peso do braço de Rey sobre o seu corpo, saindo desesperadamente da cama. Ele a fitou desesperado, sem saber o que dizer. Ela se assustou com a reação do rapaz e também saltou da cama.
"O que está fazendo aqui?" Esbravejou, ainda tonto.
"Me desculpe, eu..." ela gaguejou. "Você estava gritando então eu achei que..."
"Achou o que?" Gritou a interrompendo. "Acha que tem o direito de entrar assim e fazer o que bem entende?"
O olhar de Ren sobre ela estava tão furioso, ela ficou tão assustada. Ela lutou fortemente contra as lágrimas que queriam se formar em seus olhos.
"Quantas vezes entrou no meu quarto sem permissão, apenas pra tentar me livrar da dor?" Sua voz e expressão agora eram ríspidas. Enquanto isso, Kylo tentava controlar a respiração, e então olhou para baixo como se tivesse percebido o erro. "Me desculpe, Kylo, eu apenas quis retribuir o favor que me faz quando tenho pesadelos."
"Favor?" Ele a interrompeu de novo, agora se aproximando. Ela se locomoveu para trás. "O que faço por você não é um favor, é apenas uma obrigação!" Respondeu com o rosto bem próximo a Rey, ela fechou os olhos e virou o rosto. Ren estava tão irritado e estava quase a tocando quando percebeu que ela estava com medo. "Eu... me desculpe... Eu não quis... apenas... vá embora." Ele disse já não olhando em seus olhos e então Rey seguiu em passos lentos em direção à porta destrancando-a quando notou que Ren estava lutando contra lágrimas que insistiam em se fazer em seu rosto.
"Me desculpe..." seu olhar se encontrou ao dela e ela pôde confirmar que ele realmente estava lacrimejando.
"Tudo bem." Ela sussurrou aproximando-se da porta. "Quer mesmo que eu vá embora?" Ela lhe deu a última chance de escolher. Não sabia de onde tirava forças para falar aquelas coisas, mas só o fazia. "Quer mesmo, Ren?" Tornou seu rosto para o mestre.
Ren sentiu o frio subir por seu corpo e entao respondeu o que ela queria mas tinha receio de ouvir:
"Não."
Aproximou-se lentamente da garota e ela pôde sentir a medida que o calor se tornava mais forte. Ele apenas seguia seus impulsos, sem se importar com as consequências. Rey tirou a mão da maçaneta ao sentir as duas mãos de Ren envolver sua cintura por trás. Ela fechou os olhos e respirou fundo a medida que o rosto do rapaz se aproximava de sua nuca. Rey pôde sentir a respiração abafada e quente de Ren se chocar com a porção desnuda de seu pescoço. Ela entrou em choque por dentro.
Seu coração bateu mais forte enquanto Ren afastava mechas que caiam sob seus ombros. Ele inclinou-se em direção ao pescoço de sua aprendiz e pressionou seus lábios contra o mesmo. Ela arfou.
A outra mão seguia em direção ao ventre de Rey, acariciando-o. A garota estremeceu quando ouviu a tranca da porta ser acionada apenas pelo pensamento de Ren, e logo eles estavam sozinhos naquele quarto. Seu corpo se esquentou de tal maneira que ela pensou por um segundo que iria explodir.
"O que quer que eu faça então?" Ela sussurrou com a falta de ar.
"Quero que fique."
No mesmo segundo o rapaz começou a se deslocar lentamente em direção à porta. Ela o analisava enquanto isso. Quando próximo, olhou em direção à mão da jovem. Segurou-a com delicadeza entre suas mãos e levou até seu peito, no centro, onde seu coração batia em ritmo acelerado.
"Pode sentir?" Perguntou. Rey pôde sentir. Estava acelerado, pulsava forte. "Por que eu me sinto assim toda vez que estou perto de você? Por que meu coração acelera? Por que eu sinto?" Ele desviou o olhar e encarou o chão. "Eu não queria, eu não podia sentir, mas eu sinto tanto!"
Neste momento o olhar da jovem já estava perdido encarando sua mão enlaçada pelos dedos de Ren. Estava acontecendo, ele sentia. Ela já deveria saber.
"Estou perdido." Neste momento ele estava em lágrimas. "Eu não posso, e eu nem quero mais imaginar um mundo em que você não seja parte da minha vida." Uma lágrima então caiu do olho dela também. Ele se aproximou, embalou ambas as mãos de Rey em formatos de um punho entre seus dedos e olhou em seus olhos. "Eu não quero que vá. Eu..." ele gaguejou.
"O que?"
"Eu nunca quis."
Mal acreditou naquilo que seus olhos viam. Um Kylo Ren, mestre dos cavaleiros de Ren tão indefeso, com a guarda tão baixa e que possuía toda sua atenção, toda sua pulsão de vida, focada nas sensações e nos olhos daquela jovem garota, um nada, uma sucateira, uma catadora de lixo de Jakku. Por que? Perguntou-se. Parecia impotente, embriagado pelo desejo de render-se àquela moça. Era quase como se ele implorasse pela sua atenção, era como se pedisse que ela o possuísse ao mesmo tempo que não lutava mais contra seus anseios.
Foi então que ela cedeu, ela não iria impedi-lo, afinal ela também o queria, demorou a perceber, mas agora sabia. Seus olhares permaneceram ali, congelados, explorando os detalhes da face um do outro. Cada detalhe, cada sarda, marca de expressão, os desenhos irregulares dentro da íris avelã de Rey, era tudo tão novo mas tão... familiar. Afundaria-se naquele olhar, e ela seria o fim dele. Ele queria que fosse.
Seus dedos foram em direção à tempora da jovem, acariciando a pele delicada de sua face. Ela fechou os olhos enquanto sua mão seguia em direção ao toque de Kylo, fazendo com que seus dedos se cruzassem com os dele. Ele delineava toda a face de Rey, acariciava suas bochecas e analisava a pelagem de sua sobrancelha. Seu polegar direcionava-se para a boca dela, levemente deslizando por entre os seus lábios levemente avermelhados.
Então a distância entre ambos começou a diminuir de um modo tão natural que não poderiam dizer o momento exato em que seus lábios se tocaram. Ele se curvou em direção a ela, baixando o rosto, entregando-se e submetendo-se a existência dela.
Era tudo tão silencioso que pensavam poder ouvir seus corações bater em sincronia. E que perfeita sincronia... O gosto dos lábios de Ren sobre os seus, a confundindo tanto, a luz, as trevas, o que significavam agora? Um eterno vazio, apenas eles existiam. Os dedos do mestre percorreram suavemente desde o cotovelo até o ombro direito de Rey, dando-lhe um calafrio forte que lhe subiu à espinha.
Não acreditava no que estava acontecendo, mas gostava daquilo. Era como se algo estivesse crescendo dentro dela. A energia, a força, seja lá o que fosse, era maior que tudo.
Ela retornou a beija-lo, lutando contra seu próprio receio. Ela o queria e nada os faria parar agora.
Ele direcionou sua mão com todo cuidado para a cintura de Rey, sempre analisando seus movimentos pedindo permissão para toca-la.
A jovem, por sua vez, ainda se sentia bloqueada. Kylo resolveu então ajudá-la com suas ações. Enquanto ela o permitia tocar em sua cintura, ele trazia as suas mãos para seu peito na tentativa de mostrar que ela não precisava teme-lo ao se aproximar.
Em seguida ele enlaçou o corpo de Rey entre seus braços e os dois lentamente seguiram em direção ao leito, como uma dança. Ela deitou-se, o ar saiu rasgando seus pulmões. Observou o teto, era tudo que podia ver antes que seus olhos recebessem a imagem de seu mestre aproximando-se.
Então Ren a beijou com toda ternura que possuía ao mesmo tempo que acariciava suavemente a face de sua companheira. A medida que os beijos se intensificavam Rey puxava a gola da camiseta de Kylo tentando fazer com que ele se aproximasse, como se quisesse fundir-se com seu corpo.
Foi aí que ele cedeu. Deixou o peso de seu corpo envolver o de Rey, e ao mesmo tempo sentia o corpo da jovem arder. Ele resolveu arriscar, sabia que talvez não fosse certo, mas queria.
Os dedos da jovem seguiram em direção às mechas escuras do cabelo de Ren, segurando-as com tanta força que Ren poderia jurar que de fato ela as arrancaria dali. Soltou um gemido de dor de forma suave para que ela não se assustasse, apenas advertindo-a. Ela então diminuiu a pressão e voltou a atenção aos lábios do rapaz.
Com o passar do tempo naquela simbiose, Rey então sente os dedos de seu parceiro envolverem o fino tecido de sua camiseta, seguindo para a porção superior de seu torso com o objetivo de tirá-la. Ela não protestou, em contrapartida fez o mesmo com a de Ren. Em seguida foram as calças e o resto.
De fato não entendiam sobre aquilo, seguiam apenas os instintos, como se uma voz os guiasse e dissesse exatamente o que deviam fazer. Então Ren repousou seus lábios na porção desnuda do pescoço dela, depositando um suave beijo em sua pele enquanto sentia a carótida pulsar. Nesse segundo ela suspirou e um calafrio atravessou seu corpo inteiro, rasgando-a em desejo.
"Como pode ser tão bela?" Ele perguntou fitando-a enquanto seus dedos delineavam o ventre e seguiam em direção ao seio de Rey, que já não protestava. Seus olhos escuros agora pareciam carvões, as pupilas dilatadas em direção ao objetivo. Bem como ela.
Rey não respondeu à pergunta, apenas sorriu e continuou a beija-lo. Agora era sua vez de explorar o corpo de Ren. Suas mãos seguiram em direção ao peito do rapaz, em seguida foi em direção ao abdome. Após isso ela o segurou pelos ombros e aproximou seu corpo ainda mais do dela, ele então ajeitou-se entre suas pernas, agora distanciadas.
Fitou-a por uma última vez como se para pedir sua permissão e então deslizou para dentro dela lentamente. Ela fechou os olhos e os apertou enquanto suas unhas encravavam-se na pele das costas de Ren. Ele soltou o ar preso de seus pulmões e deu continuidade a ação.
Continuaram trocando beijos e carícias e agora estavam um dentro do outro, fisicamente. Estavam completos, fundidos num só. Eram fogo e gelo. Yin e yang, claro e o escuro. O equilíbrio, a vontade da força. Eram trevas.
Continuaram naquele movimento tão caloroso até que Rey decidiu colocá-lo abaixo dela, tomando controle da situação. Agora ele estava deitado e suas mãos eram enlaçadas por Rey acima da cabeça dele, presos ao lençol. Ela movimentou-se como podia, como achava que sabia, então ele soltou-se das garras dela e levou as mãos em direção à cintura de Rey, segurando-a com tanta força que a pele ficara vermelha em segundos. Parecia agressivo mas ela não o impediu. Em seguida ele engoliu em seco e parecia conter dentro de si uma pulsão destrutiva e incontrolável. Ela o abraçou e então ele voltou a sua consciência, as trevas não iriam alcançá-lo agora.
Permaneceram nessa enorme troca de energia, sentiam a fluides de seus sentimentos. A força, ela fazia aquilo. Tudo era maior, tudo era sentido mais intensamente. Era como se cada célula de seus corpos houvesse sido desenhada para combinar umas com as outras. Rey continuou o processo até que não demorou muito para Kylo atingir seu prazer máximo, algum tempo depois Rey conseguiu o dela.
Rey deitou-se no peito de Kylo, tentando de alguma forma recuperar o fôlego. Antes que pudesse dizer ou pensar qualquer coisa, seus olhos já haviam pesado, agora ela dormia sob o peito de seu amante, enquanto ele, decididamente, não a repulsaria dali. Aproveitou para sentir o aroma de seu suor misturado ao perfume do cabelo tentando se agarrar naquele único e tão desejado momento feliz. Uma raridade na vida de Kylo Ren. Ele estava certo agora, havia sim um motivo para viver, e o motivo era seu amor por Rey.
•••
Fale com o autor