"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
(Friedrich Nietzsche)

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Base da Resistência em D’Qar

O impulso foi muito forte, o choque em seu corpo a fez acordar de primeira. Acordou muito atordoada chamando pela mãe, e quando finalmente sua visão se recuperou ela viu uma face familiar. Leia.

Ela se levantou então em um segundo se jogando para cima da General, a abraçou forte e depois analisou a face dela como se tentando ligar os pontos para que sua ficha caísse. Estou na Resistência, pensou. Se sentia aliviada agora, um peso enorme tinha saído de suas costas e Kylo sabia que ela esteve infiltrada. Droga, então foi isso, Kylo Ren acessou todas as suas memórias reprimidas e agora também devia se lembrar de Kira, e o fato era que sua imagem com ele estava péssima, ela entendeu, ele tinha motivos para achar que ela era uma traidora, para ele ela nunca houvera se esquecido de nada.

“Eu preciso contar pra ele!” Ela disse enquanto tentava sair da maca e arrancar seus acessos intravenosos, mas os enfermeiros a seguraram tentando coloca-la deitada novamente. Ela se debatia e forçou seus dentes superiores com os de baixo, sua face agora era raivosa, ela ia explodir, só não o fez porque no momento Leia se aproximou e disse que ela precisava se acalmar. Neste momento Luke entrou no quarto e se juntou a irmã.

Rey então cedeu, deixou-se deitar e começou a respirar fundo como Leia insinuava para que ela fizesse. Aos poucos começou a se acalmar e então uniu sua mão com a de Leia. A general a apertou forte enquanto sorria pelo canto do lábio e olhava para a jovem como se ela fosse uma filha.

“Eu sei de tudo agora!” Rey sorriu. “Agora eu entendo porque vocês quiseram que eu fizesse isso.” Franziu o cenho.

Leia respondeu com um sorriso. “Tem alguém querendo muito ver você!” E então ela se levantou e pediu para que todos saíssem do recinto.

Pela porta um homem entrou. Ela soube na hora que ele era seu pai, aquele olhar, aquele olhar de Kenobi era inconfundível. Owen estava ali.

Rey sentou-se novamente na maca e ele se aproximou, sentou-se ao seu lado, ambos não disseram uma palavra, apenas se abraçaram. Arriscaria dizer que aquele fora o abraço mais longo da vida de Rey, duraram exatos 3 minutos, ali, no silêncio, apenas pai e filha, não precisavam dizer nada, ambos sabiam que aquele reencontro era tudo pelo que estiveram vivendo nos últimos tempos.

“Mal posso acreditar que está aqui. Achei que tinha perdido você de vez. Está tão grande!” Ele disse ao sorrir e se desfazer do abraço.

“Eu vi minha mãe!” Ela sussurrou.

“Como?” Ele indagou. “Onde ela está?”

Então Rey fechou sua expressão e começou a encarar o lençol até que uma lágrima caísse de seu olho. Ele entendeu. Ela explicou que teve algum tipo de experiência extracorpórea e que infelizmente Kendalina estava vivendo em Hosnian Prime e que o planeta havia sido destruído pela Primeira Ordem. Owen por um momento sentiu uma tristeza profunda, mas logo o sentimento deu lugar à raiva. Seus dedos se fechavam com força e estava com o punho apoiado no lençol, Rey aproximou-se e segurou o pulso de seu pai, em seguida repousou a testa em seu ombro pedindo que ele se acalmasse.

“Eu sabia.” Ele disse. “A Primeira Ordem, Snoke, os Ren...” Ele bufou e olhou para ela, “Aquele monstro...” Referiu-se a Ben. “Primeiro ele roubou você da gente e agora roubou sua mãe de mim.”

“Pai!” Rey o interrompeu. “Isso não faz mais sentido agora, preciso encontrar minha filha. É só o que importa.” Ele franziu o cenho engolindo em seco. “E além disso Ben é pai de minha filha, não Kylo Ren, aquilo não é ele.”

“Se ilude demais sobre isso, Renesmy.” Ele negou com a cabeça. Não conhecia Ben mas sabia que muito de seu sofrimento advinha do fato dele ter aparecido na vida de sua filha.

“Por favor, não faça isso.” Ela disse. “Eu o escolhi, eu o amei e o amo. A culpa não é apenas dele pois eu quis que fosse assim, eu desisti de tudo por ele. Vocês me deixaram com Luke e acreditaram que era a melhor opção e não é por isso que estou culpando vocês pela minha solidão. O amor que sinto por você, meu pai, ele é mais forte que tudo isso. Se concentre, sua neta, ela é a coisa mais importante agora. Quanto a Kylo Ren, eu não sei o que fazer mas preciso tentar.”

“Tentar o que, Renesmy?” Ele se aproximou um pouco agressivo. “Você não desiste dele?”

“Não.” Respondeu.

Nisso os dois ficaram em silêncio e perceberam a presença de Leia na porta. Ela estava com um sorriso embaraçado no rosto, sabia de todos os problemas que seu filho houvera causado, mas lhe doía ouvir Owen falar isso sobre ele. É claro, ele tinha seus motivos, e ela gostava muito de Owen, mas Kylo Ren não era Ben Solo, e enquanto essa verdade existisse em sua vida, ela também não desistiria.

Owen olhou para Leia então, a repreendeu por tudo que Rey passou. Como podia ela ter deixado tudo aquilo acontecer? A verdade era que Leia só soube quem Rey verdadeiramente era quando Luke voltou e disse que ela era a jovem mãe do filho de Ben. Desde o início Leia soube do destino do filho, mas não houve tempo o suficiente para intervir, não chegou a conhecer a neta. Ben isolou a família de tal forma que nem mesmo Han, que era, de certa forma, o mais provável de estar perto deles, conseguiu conhecer a face da nora.

Foi num dia em que Han tentou convencer Ben a trabalhar com ele, talvez pilotar a falcon, na realidade Han o queria recrutar para lhe ensinar seus serviços, e Rey naquela ocasião houvera se reunido com as moças Maverins para fazer a colheita. Kira acompanhou o pai neste dia, e então Han a conheceu. Ela já estava até que bem crescida naquele tempo.

“Kira, este é seu avô, meu pai!” Ben disse à filha mas quando o avô se aproximou ela agarrou na perna do pai e enterrou sua face ali, envergonhada. Ben então abaixou-se a abraçando. “Não precisa ter medo, ele é uma boa pessoa!” Ben quase engoliu a própria língua ao admitir. Então Kira encarou o avô finalmente e deixou que ele se aproximasse. Ben naquela ocasião pediu desculpas a Han, explicou que Kira não estava acostumada com tanta gente diferente.

Ele abaixou-se então e sorriu para a neta tentando faze-la se sentir confortável, falou algumas coisas enquanto fazia careta até conseguir fazer a garota rir. Depois disso ele a abraçou, abraçou como se estivesse abraçando seu próprio filho ainda pequeno. Doeu tanto.

Ora, de certo Han nunca foi muito favorável a ver Ben como um jedi e privado de todos os prazeres mundanos, em seu interior ainda tinha esperanças de que o filho levaria uma vida normal, contrário de tudo que Leia temeu que o acontecesse.

Han então perguntou quem era a mãe, Ben disse apenas o nome, explicou que era uma das aprendiz na academia jedi, houveram desertado, e Luke não estava nada feliz com isso. Que bela encrenca. Han pensou. Então Han naquele dia não conseguiria conhece-la e no fim morreu sem ter certeza de que Rey, aquela Rey, era a mesma garota da qual seu filho falava.

Por outro lado, quando voltou a se encontrar com Leia lhe disse que houvera conhecido a neta. Ela já estava de certa forma grande, Luke houvera escondido toda a realidade sobre Ben por um tempo significativo, Leia entrou em choque. Seu filho agora tinha uma família e como ela não sabia disso? Isso rendeu um belo desentendimento entre ela e seu irmão, passaram um tempo sem se falar, mas no fim, quando a ordem ruiu e Ben se perdeu não houve outra opção, eles precisariam se unir por um propósito em comum. Kira estava sozinha pela galáxia.

Voltando ao presente, Leia então sorriu para Rey, e naquele sorriso trocaram confidências. Rey agora sabia quem realmente era, e Leia podia finalmente trata-la como quem ela realmente era, sua nora. Leia deixou o silêncio continuar e depois Owen a olhou e pediu desculpas pela forma como ele havia tratado ela. De fato, aquilo não importava, ela entendia.

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Alguns meses depois

Kylo agora se lembrava das coisas, aos poucos algumas memórias voltavam a ele. Coisas específicas, sinais de que tudo estava dando errado. Ele estava perdido agora, caçando em sua mente memórias que pudessem lhe explicar como tudo se perdeu. Houve um dia, talvez um dos primeiros dias em que Rey começou a se chatear com o fato de ele estar se distanciando da família. Lembrou-se daquele dia, há um bom tempo atrás.

Rey ouviu o barulho da maçaneta girando e logo em seguida o rugir da porta se abrindo. Imediatamente pegou Kira em seu colo e seguiu em direção à cozinha onde deixava guardado os sabres de luz. Ela apanhou o seu sabre e o acendeu, esperando para ver quem passaria pela porta.

Quando Ben entrou e avistou a luz azul forte do sabre de Rey, imediatamente sorriu.

"Uma leoa!" E então Rey desativou o sabre imediatamente trancando a porta com a força. "Uma leoa protegendo a cria!" Sorriu apertando uma das bochechas da bebê.

"Chegou cedo pro almoço de amanhã!" Rey comentou entregando a filha aos braços de Ben. "Por favor, pode trocá-la pra mim?"

"Claro." Respondeu dando um beijo na testa de Rey, que logo encarou o chão em desgosto.

Ele sentou-se no sofá com a bebê no colo. Seus olhos escuros herdados do pai brilhavam enquanto ela sorria para o mesmo. Ele lhe sorriu de volta sem trocar alguma palavra e então brincou com os dedinhos da garota enquanto ela tentava não o deixar trocar sua roupa.

"Kira, se comporte, não quero que sua mãe ande dizendo por aí que você herdou o gênio ruim do pai!" Ele riu esforçadamente e Rey deu de ombros, estava muito irritada com o fato de Ben ter chegado após quatro dias de viagem.

"Não sabia que vinha então não fiz tanta coisa para comermos. Na verdade, nem estou com fome." Ben levantou-se com a criança no colo e dirigiu-se à cozinha, colocando a menina em um cadeirão de madeira impovisado encostado à mesa.

"Não pode ficar sem comer, está amamentando."

"Kira já consegue comer os pastosos, já está fazendo quase dois anos e está rejeitando meu leite, saberia disso se passasse mais tempo em casa."

Rey se sentou enquanto Ben fez o mesmo, servindo-se do pouco de sopa que Rey houvera preparado no dia anterior.

"Por favor, coma. Estou conseguindo ver que não está se alimentando direito."

"Vamos, Kira, meu amor, coma. Não me deixe exausta!" Rey insistia em enfiar a colher na boca da bebê enquanto ela rejeitava firmemente. "Vamos, Kira, olhe para a mamãe."

"Parece que o gênio é forte!"

"Ben, se continuar rindo do que ela faz, Kira não irá parar de rejeitar a comida. Por favor pare."

O clima estava bem tenso entre os dois. Ele pegou a colher da mão de Rey e começou a alimentar a filha, com todo o carinho e paciência que ele tinha.

"Vá descansar, meu amor, deixe que eu cuido da nossa pequena princesa."

O silêncio tomou conta do ambiente, apenas as risadas de Kira eram escutadas.

"Senti sua falta." Rey falou baixo, esperando alguma reação. Ben continuou quieto a princípio. "Não é fácil cuidar dela sozinha! Não é fácil sem você comigo, não é fácil.” Ele parou de alimentar Kira num instante, encarando a mesa, preparando-se para o impacto da próxima frase: “Prometeu que nunca mais me deixaria sozinha.”

"Acha que eu não sinto a sua falta?" A indagou. "Acha que gosto disso? De estar ausente?"

"Então por que faz isso?" Levantou a voz.

"Sabe que preciso, Rey, pela força! Vocês merecem uma vida melhor, um lar melhor em um planeta mais desenvolvido."

"Sua mãe lhe ofereceu ajuda, até te ofereceu um cargo no Senado e você recusou! Mal conhecem Kira, só viram por fotos porque você os proíbe de se aproximar!”

"Eu não preciso da ajuda dos meus pais, muito menos conselhos sobre a minha relação com eles, Rey!" Ben deu um soco na mesa. "Eu sinto muito em ter que deixá-la cuidado de Kira, sabe que alguém precisa trabalhar aqui."

"Eu não estou acreditando!" Rey riu ironicamente. "Sabe que eu iria preferir mil vezes estar indo em missões com você do que presa nesse lugar."

"Me desculpe se destruí sua vida lhe dando uma família!" Rosnou.

"O que?" Ela bufou. "Não! Ben! Pela força, não me arrependo nem um dia sequer em ter tido Kira com você. O problema é que não me confidencia mais nada. Desde que deixamos a academia você nunca mais me levou com você a lugar nenhum, não me deixa participar de sua vida totalmente!"

"São assuntos meus, Rey! Você não pode ajudar!" foi como se o coração de Rey houvera sido cortado aos pedaços

"Sinceramente, me parece que é você quem não está feliz com a nossa família."

"Rey!" Ele exclamou quando viu Rey seguir em direção à seu quarto deixando Ben sozinho com a filha.

Ele levou Kira até o quarto dela a colocando para dormir, lhe deu um beijo na testa e cobriu a menina, fechou a porta quando saiu e apagou todas as luzes.

"Rey!" Ele sussurrou ao entrar no quarto. "Rey, por favor!"

Se aproximou da noiva que repousava em seu lado da cama com a face enterrada no travesseiro, soluçando.

"Cadê Kira?" Ela se virou abruptamente saindo da cama e indo em direção à cozinha.

"Eu a coloquei para dormir." Exclamou Ben parando o corpo de Rey com suas mãos antes que ela saísse do quarto. Ela o fitou enquanto permaneciam calados e parados. A porta do quarto fechou-se atras do rapaz com a ação do pensamento de Ben.

"Achei que tinha dito nada de truques em Gesin."

"Estamos dentro da nossa casa, aqui podemos ser quem realmente somos." Ben deslizou a mão para o pescoço de Rey, acariciando-o. Ela fechou os olhos em resposta. Por mais que por dentro sentisse raiva, por fora seu corpo respondia aos toques de Ben sem que ao menos ela pudesse pensar em evitá-lo.

"Droga, Ben."

Ele virou o corpo de sua noiva, a abraçando por trás. A seda lisa da camisola branca que Rey usava deslizava por seu corpo a medida que Ben a tocava. Ela pôde sentir a respiração quente do rapaz abafar sua nuca, então ele sussurrou:

"Eu só quero dar uma vida melhor às duas pessoas mais importantes da minha vida."

Ela engoliu a saliva presa em sua garganta, permaneceu em silêncio apenas sentindo seu corpo responder às ações de Ben. Ela arrepiou-se quando seus dedos delinearam a parte traseira de sua coxa, puxando levemente a barra do vestido que batia pouco abaixo de seu traseiro. As unhas de Ben deixaram marcas rosadas na pele pálida, ainda naquele tempo, de Rey. Mais tarde ela ficaria levemente dourada por conta do Sol de Jakku.

"Seu cheiro é entorpecente!" Sussurrou ao pé de seu ouvido. Ela estremeceu.

"Droga, Ben!" Murmurou novamente, ainda com os olhos fechados e o coração batendo ardentemente.

Ben continuou a subir a barra do vestido de Rey até que conseguisse tirá-lo por cima de sua cabeça, a deixando apenas com a roupa íntima inferior. Fez um traço entre as costelas de Rey seguindo em direção aos seios já enrijecidos, apertando-os delicadamente.

"Tão bela!" Sussurrou e Rey virou-se para ele, tocando na parte inferior de sua camiseta preta e a puxando para cima e jogando-a em algum lugar do quarto que não deu tempo de pensar, revelando a extensão delineada de seu abdômen.

"Droga Ben! Eu não posso ficar sem você!" Sussurrou mordendo o lábio inferior. Ela fixou seus dedos nos gomos do abdômen do rapaz traçando a linha de seus músculos, depois fez o mesmo nos braços. "Sinto falta do seu cheiro, dos seus lábios, do seu toque..." Ele tomou seus lábios em um beijo, um beijo tão quente, tudo que ele precisava depois de quatro dias fora. Ela puxou os cabelos de Ben o fazendo sorrir entre o beijo.

No momento seguinte ela pegou em sua mão e o induziu até o lavabo. Ligou a torneira e deixou que a água quente fosse preenchendo a banheira. Enquanto a água não completava o volume, Rey levou suas mãos até as calças de Ben e o ajudou a se despir, enquanto ele fazia o mesmo com a roupa íntima dela.

Ele se aproximou, a puxou pela cintura. Sua mão estava fria e o choque térmico entre esta e o corpo quente da esposa a fez sentir o arrepio subir por toda a extensão de sua coluna. Ela ficou na ponta dos pés e levou seus lábios até os dele, mesmo assim ele teve de baixar um pouco o rosto, por muitas vezes houvera esquecido a diferença de tamanho entre eles.

Continuou a beija-la e então deslizou uma de suas mãos em direção a parte posterior da coxa dela e a outra agarrou em suas costas, a segurando em seu colo enquanto ela repousava a face em seu peito. Ela deixou escapar um leve sorriso, adorava as vezes em que Ben a pegava no colo, com tanta facilidade e leveza, ela era toda dele.

Caminhou então em direção a banheira e agora ambos estavam de frente um para o outro enquanto a água quente alcançava toda a extensão de seus corpos. Rey não ficou parada por muito tempo, logo quebrou a distância e voltou a beija-lo enquanto enlaçava seus dedos nos cabelos negros criando o nó entre as juntas, puxando com certa agressividade, uma agressividade que ele apreciava.

Continuaram a partilhar os beijos, a entrelaçar suas línguas até que Rey se encaixasse por cima dele, com certa resistência ao atrito da água ele conseguiu finalmente entrar nela, e neste segundo ela esticou o pescoço para trás, soltando o ar preso em seus pulmões, sentindo uma leve pressão em seu baixo ventre a medida que seu corpo aproximava-se mais e era completo pela extensão do membro de Ren. Não havia mais espaço entre eles. Então os movimentos começaram, devagar no início até que se sentissem confortáveis o suficiente para acelerar o ritmo.

Todas as vezes em que se amavam era como se voltassem à primeira vez que o fizeram. Tornavam-se confidentes e apenas eles existiam naquela imensa galáxia. Ninguém poderia explicar o amor entre eles, nem mesmo os próprios, e Kylo Ren, em sua memória, podia sentir o quanto era feliz quando sentia o amor de Rey, quando deixava que ela se aproximasse, quando ela ainda era tudo que ele tinha. Desejou voltar no tempo e nunca ter feito o que fez.

E então abriu os olhos num impulso, contendo-se para que não atingisse sozinho um orgasmo por conta das lembranças. Kylo estava no planeta Gesin. Era uma mera tentativa. Voltou ao povoado de Maverins, onde hoje não existia nada além das cinzas e ossos enterrados com a força do tempo. Tentou voltar até o local onde se lembrava que era sua antiga casa. Lá dentro não sobrou muita coisa também. Ele abriu a porta do quarto de Kira e logo viu o seu antigo berço. Ali havia uma pequena coberta, ele a pegou e sentiu o cheiro. Pôde jurar que sentiu o cheiro de sua filha. Ele sentia tanta falta dela, agora que sabia, e sua saudade lhe rasgava o peito. Era encontra-las, Rey e Kira, ou ele preferia morrer.

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De imediato Rey quis ir atrás da filha, mas ambos Luke, Owen e Leia não deixassem que ela fizesse isso sem antes se cuidar. Ela então concordou em passar um tempo na base, se fortalecendo, fazendo seus planos de busca depois que explicaram a ela que já haviam enviado Poe e Finn a Jakku para procurar por Kira.

A angustia de Rey apenas crescia. Rey estava aprontando suas coisas, vestiu-se com seus antigos trajes cinza e preparou seus pertences. Reencontrou seu bastão e o cabelo fora aprontado com os três coques. Kira a reconheceria dessa forma. Então Leia entrou no quarto. Ela se aproximou em silêncio e a jovem a abraçou, faziam muito isso. Leia de fato era uma segunda mãe para ela.

“Te desejo toda a sorte do mundo.” Leia sussurrou. “A Força, ela fará com que encontre sua filha, eu tenho certeza.” Rey sorriu em resposta e agradeceu, “Você foi um presente em minha vida, na vida de Ben, e tenho certeza que na de Han também, ele sabe disso onde quer que ele esteja. E saber que você me deu uma neta, que definitivamente somos uma família, eu não poderia estar mais feliz.”

Rey agora estava lacrimejando e realmente muito feliz em ouvir tudo isso, finalmente tinha uma família, e ela era bem grande por sinal.

“Você vai seguir em direção a Jakku?” Leia perguntou por último.

“Sim, mas tenho que passar em um lugar primeiro. Preciso primeiro passar em Gesin.”

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Notas finais
Oi pessoal! E ai, o que estão achando do rumo da história? Gostam das lembranças? Digam-me o que gostariam de ver nos próximos capítulos, mais cenas íntimas entre Ben e Rey, lembranças de Kira, mais cenas entre a caça à menina... Deixem-me saber o que vocês preferem! No mais, não sei se isso ajuda vocês a idealizarem ou se preferem criar uma imagem na cabeça de vocês, mas se quiserem saber a principio a inspiração para os pais de Rey, enquanto jovens Kendalina e Owen são imaginados pelos atores Liv Tyler e Viggo Mortensen em suas versões em O Senhor dos Anéis, já Owen mais velho eu o imagino como o ator Sean Bean, meu querido e amado Ned Stark em GOT. Se cuidem!