Herdeiros do Império - (Reylo)
1 Prólogo
Notas iniciais

LÁGRIMAS DE UM ANJO
"Can you hear Heaven cry? Tears of angel." (Tears of an angel — RyanDan)
Era tarde da noite, a criança chorava, a mãe tentava lhe acalmar, havia muito barulho lá fora. Seu esposo havia desaparecido, ela não entendia. Eram poucas horas depois do entardecer e havia muita chuva lá fora. No fundo, bem no fundo, ela sempre soube o que aconteceria. Ela pegou sua criança no colo e olhou pela janela, haviam vários, centenas de homens vestido em trajes pretos e vários sabres na cor vermelha iluminavam a noite escura. Eles estavam vindo, ela correu.
Correu, correu até tropeçar com a criança nos braços. As duas se separaram. O único som que saiu de sua boca foi o alerta para que a criança corresse.
"Corra, vá para longe, se proteja." Gritou.
Se encontrava caída de bruços no chão, sentiu uma presença estranha naquele momento, seu estomago revirava, ao longe podia ver pessoas de sua comunidade sendo mortas por esses seres e então, quando se virou, em poucos segundos pôde perceber o que estava acontecendo, um dos homens lhe tentara apunhalar pelas costas. Antes que seu bastão chegasse de encontro com a cabeça da garota, o mesmo foi perfurado, rasgado ao meio, por um oponente pelas costas, e tudo que ela pudera ver era a luz forte de outro sabre, também vermelho. Morto, ele estava morto ao lado dela, caído no chão. Por um segundo agradeceu ao universo por ter lhe poupado a vida, mas não, não era o que realmente estava acontecendo. Subitamente ela se levanta e quando finalmente em pé seu olhar se encontra com o do ser que houvera lhe salvoa vida, na verdade, tudo o que podia enxergar era a mascara que lhe cobria o rosto. Não acreditara que sua vida fora salva por um inimigo. Não esboçou nenhum gesto a não ser temor, o medo tomava conta de seu corpo. Se afastou lentamente enquanto aquele ser se aproximava dela, tentando fazer contato, não deixou...
Correu desnorteada, a chuva parecia ficar cada vez mais forte, olhou para todos os lados em busca de sua criança, mas tudo que o que pôde ver foram corpos e mais corpos espalhados pelo chão, aquilo tinha virado uma carnificina.
Mais à frente sentiu uma mão lhe segurar pelo braço, uma mão pálida e muito magra. Ela olha na face de quem lhe segurava mas não pudera compreender, nunca houvera visto algo tão assustador, tão... diferente.
Ela apagou. Acordou em uma nave, nunca na vida havia entrado em uma nave. Navegava pela galáxia, no imensidão de estrelas. Ao longe, no fim da sala, sua criança estava. Saudável, bem, porém assustada, clamando pelo pai. Ela sabia que não estava nada bem, estava entre as pessoas que fizeram o massacre em Gesin, um planeta pequeno em um sistema distante, pouco atrativo, de centro. Obedecia aos interesses daquele que mais lhe favoreceria no momento, por essa razão não entendia o porquê dos atentados.
"Onde estou?" pergunto, com em seus olhos os sinais de medo. "Meu amor!" Dizia em relação à criança. "Você está bem!"
A criança gritou seu nome com um tom alegresendo observada por um guardião. Não pôde se juntar à mãe.
"O que vão fazer conosco?" Uma voz sombra invade o ambiente e ela recebe como resposta um bom e audível "você verá."
Um calafrio sobe por sua espinha. Algumas horas se passavam, eles pegam a criança. A mãe grita desesperadamente, "não, não a levem!"
Estavam pousados em um planeta desértico que levava o nome de Jakku, a criança sendo levada da mãe, abandonada. Ela gritava, "voltem" Alguém a mandava ficar quieta, foram as únicas palavras que pôde ouvir. Antes que a mulher pudesse perceber o que estava acontecendo um sono profundo toma conta de seu corpo, ao acordar, se encontra jogada no meio de um deserto, mas dessa vez sem a criança, não se lembra de mais nada, antes daquele momento tudo era um grande vazio em sua vida.
***
A luz forte do planeta desértico, Jakku, invade a pupila da menina. Rey era seu nome, pelo menos era a única coisa da qual se lembrava. Ao longo do tempo em que permaneceu em Jakku, Rey aprendeu a se sustentar sozinha. Todas as manhãs seguia em direção do deserto central, atrás de peças que fossem atrativas para que pudesse trocar por comida. Em seu coração, todos os dias, o sentimento de culpa e solidão se tornava presente. Cada dia, cada duradouro dia em Jakku, era mais um para a lista de riscos que desenhava sob a parede de um AT AT que lhe servira de habitação, lhe mantinha aquecida durante a noite. O planeta desértico quase lhe matava pelas manhãs, e durante a noite, o frio tomava conta de todo o lugar. O frio, o frio era um antigo amigo, sua alma houvera se acostumado com tal isolamento, mas, no fundo, Rey sempre soube que não estivera sozinha por todo tempo, sempre soube que esteve com sua família em algum lugar, sempre teve visões estranhas sobre seu passado, visões que não sabia como decifrar.
Certo dia, estranhamente, um pequeno doid branco e laranja chamado BB8 encontra a instalação de Rey, o que, como sabido, lhe causa tremenda confusão. Rey, naquele tempo, aceitou o treinamento de Kylo Ren, sob acordo com a General Leia Organa, o objetivo da General era fazer com que Rey se infiltrasse na Primeira Ordem, era fazer com que Rey, de alguma forma, trouxesse Ben Solo para a luz, ela aceitou, como por um gesto nobre, mas não era só isso. Em um momento da luta entre Kylo e Rey, precisamente no momento em que Rey, com a força, apunhala o sabre de Luke Skywalker, algo lhe saiu da boca e caiu duvidosamente nos ouvidos de Rey.
"É você" foram as palavras de Kylo, o que Kylo saberia sobre Rey? No que ele lhe poderia ajudar para encontrar seu passado?
Fale com o autor