Herdeiros de Wonderland.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Não se deixem levar pela sinopse, a história é boa! Ou não... Rs '
Ai conseguiriam me convencer que eu era diferente. Que tinha algo de errado comigo. Que uma pessoa em sã consciência jamais faria aquilo.
- Eles só querem o seu bem querida — disse aquela mulher com um caderno na mão. — estou aqui para te ajudar, você tem algo que queira compartilhar comigo?- Não. — Eu não suporto a voz dela, a maneira como ela fala comigo, como se realmente se importasse — não tem nada me incomodando.- Colabore, quanto mais você se negar a falar mais isso vai demorar, ajude a si mesma. — Falou a mulher que está usando um sapato que mais parece uma bota de açougueiro, quem ela pensa que é? alguma médica importante? ela não assa de uma psiquiatra falida e frustada, quem precisa de ajuda é ela, não eu. — Você tem que entender que só vai pra casa depois que eu dar seu diagnóstico.- O que você quer dizer com isso? Eu não estou maluca.- Querida, não é isso, eu e seus pais andamos conversando e... — quem ela pensa que é para me chamar de querida? — Ei Alice preste atenção no que estou lhe falando!- Sabe de uma coisa? Vocês são todos loucos, todos vocês, eu não vou fazer teste algum!E lá estávamos nós de novo, chegamos naquela mesma conversa de sempre, eu já havia passado por isso antes, a diferença é que não existiam dois guardas na porta preparados para atacar caso eu tentasse algo.- Eu não quer... Eu não vou falar nada! Vocês querem me internar? Façam isso logo! Eu me recuso a ouvir mais uma palavra sua sequer!- eu não tinha notado mas já estava de pé e gritando.- Desculpe querida, não queria isso, você pode não acreditar, mas não há nada que eu queira mais do que apenas te auxiliar nesse momento difícil pelo qual você está passando.Se ela me chamar de querida mais uma vez, vou fazer ela engolir aquele caderninho junto com a sua maldita " boa vontade". Ela mandou os guardas entrarem.- Acompanhem a senhorita Alice até a sala 3, e não saiam de lá até que tudo tenha acabado. — Que diabo ela quis dizer com " até tudo acabar " ? — Alice, sinto muito e tome cuidado minha flor.Eu já não lutava mais havia tempos. Eu apenas fui até a tal sala 3. Por fim, a sala 3 era uma sala como qualquer outra ali. Talvez a única diferença é que essa tinha um espelho como decoração. Não era um espelho grande, mas consegui ver quase todo o meu corpo. eu sempre ouvi que meus olhos eram lindos, e de fato eram. eles tinham um tom de violeta em volta da pupila e iam ficando um azul piscina conforme a iris ia aumentando. Eu estava horrível, não tive tempo de me trocar. Olha essa saia curta, " curta de mais para uma moça de família " foi o que o meu pai disse, eu gritei dizendo que era minha saia favorita. Não era, era apenas uma saia preta e de couro, aliás, a primeira que eu achei. Reparando agora, essa camiseta não tem nada haver comigo, eu odeio roxo, meu tênis talvez tenha sido minha única escolha boa. Eu tinha aquele tênis fazia 2 anos, era um Converse de cano longo com cadarços verde fluorecentes. Pra que essa maquiagem pesada? Eu sempre detestei usar delineador, faz meus olhos arderem. Eu pareço um panda. Meu cabelo está preso, eu sempre preferi ele assim. Alguns cachos insistem em cair no meu rosto. E essa era eu, ou no que eu me tornei. Uma adolescente rebelde de 17 anos, com um nome de patricinha, Alice, que porra de nome é Alice? Meus pais sempre quiseram uma garota, ai eu nasci. - Senhorita Alice? — Uma mulher que estava parada na porta falou.- Eu mesma. Pra onde vão me levar agora? — Sempre me levavam para algum lugar. — Espero que para um lugar onde eu possa tomar banho. E quem é você mesmo?- Sou Diana LockWood, dona e diretora do Hospital Psiquiátrico Saint Germain, e é para lá que você está indo. — PORRA UM HOSPÍCIO! — por favor senhorita, me acompanhe.Diana era uma mulher razoavelmente bonita. Tinha uma pele clara e cabelos que pareciam ceda negra. Era alta e magra, seus olhos eram quase tão escuros quanto seu cabelo.- Nem Ferrando ! — Ela está louca se acha que eu vou para um lugar de malucos.- Não quero ter que fazer isso a força, então por favor, me acompanhe. — Agora é que eu quero ver ela conseguir me obrigar. — Você tem um minuto. — Perdeu mesmo o juízo se acha que irei com ela. — Seu minuto acabou. Então ela se virou e saio da sala.- Foi o que eu imaginei, o que você faria? — Falei com a voz mais debochada possível.Ela não respondeu. Um homem entrou na sala. Ele era alto. Veio na minha direção. Meu Deus! O que é aquilo na mão dele?- O que você vai fazer comigo? Saia de perto de mim imediatamente! Socorro! Tarde de mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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