Herdeira Do Anjo
22 Capítulo 24
Notas iniciais
Bom, antes de lerem esse capítulo é bom que eu os prepare. Esse não será um capítulo para quem tem um coração fraco. Posso dizer que chorei ao escrever esse capítulo. Ah e gostaria muito que vocês ouvissem essa música enquanto leem o capítulo, é essencial. Ajuda muito a sentir o capítulo. Bom, espero que gostem.
(http://www.youtube.com/watch?v=Wx_xYlyqbOU)
Liu saiu de cima de mim rapidamente, vesti a blusa.
-Pai, não é nada disso que você está pensando. –eu disse. Existia uma frase mais clichê do que aquela?
-Você não tem idéia do que eu estou pensando meu anjo. –disse meu pai olhando assustadoramente para mim. –Quero falar com você a sós. –falou meu pai a Liu.
Liu assentiu com a cabeça. Eles seguiram para o escritório. Meu pai fechou a porta. Eu andava de um lado para o outro. Encontrei minha mãe na sala. Ela estava sentada no sofá. Sentei ao seu lado sem dizer nada. Ela me abraçou. Depois de aproximadamente meia hora as portas se abriram. Liu saiu de lá primeiro, eu ia abraçá-lo, mas ele fez um sinal negativo com a cabeça e saiu da casa.
-O que você disse a ele? –falei alto soando rude.
-Abaixe esse tom de voz, você ainda é minha filha, pelo menos foi o que ele me garantiu. –respondeu meu pai.
Não acreditava que ele estava falando daquela forma comigo, como se eu fosse uma vagabunda.
-Como é que é? Que autoridade o senhor acha que tem para julgar a mim ou a Liu?! –falei ainda mais alto. –O senhor também já foi um anjo caído, mais do que qualquer um nesta sala deveria entender o que nós dois sentimos! Não sou nenhuma vadia em busca de sexo, sou uma garota que iria se entregar ao homem que ama!
Ele me estapeou. Fiquei completamente em choque com aquilo. Meu pai nunca havia me batido, em toda minha vida.
-Nunca mais fale assim comigo. Eu estou fazendo o que é melhor para você.
-Não, está fazendo o que o senhor acha que é melhor para mim. A verdade é que sem ele eu não sou nada, ele é o melhor para mim.
-Não quero que você tenha que passar pelas mesmas coisas que nós passamos. Não quero que você sofra. –disse meu pai rangendo os dentes
-Não estou pedindo sua opinião sobre isso.
-Nem eu estou. –ele falou. –Seja lá o que havia entre vocês está acabado. Com ele longe, os arcanjos se afastarão. Ele os despistará. Liu já concordou com isso.
-Não acredito nisso. –eu falei sentindo as lágrimas escorrendo pelo meu rosto ainda marcado com os dedos de meu pai.
-Mãe. –eu implorei. Ela apenas abaixou a cabeça em concordância. –Emily!
Corri para fora de casa. Corri pelo acostamento da estrada, eu precisava achar Liu. Não poderíamos acabar daquele jeito. Corri para a casa de Seth. Toquei a campainha, Seth atendeu. Despenquei em seus braços, eu havia corrido 10 quilômetros. Eu estava chorando desesperadamente.
-Cadê o Liu? –disse entre soluços.
-Achei que ele estivesse com você. -ele respondeu ajudando-me a sentar no sofá. –O que aconteceu?
Contei-lhe tudo. Seth não respondeu nada, apenas me abraçou. Então a porta se abriu, Liu entrou. Olhou para mim e suspirou. Seth levantou-se e saiu do apartamento para que pudéssemos conversar.
-Você tem algo a me dizer? –falei cruzando os braços.
-Não, Patch já disse tudo.
-E você concordou com isso?!-esbravejei olhando em seus olhos.
Liu parou de me encarar e olhou para o chão. Eu já tinha minha resposta. Chorei.
-Por favor, não chore. Isso está sendo difícil para mim também. –ele disse.
-O que?! Vocês dois me proibirão de fazer isso também. Eu estou perdendo o amor da minha vida. Como acha que eu me sinto?
-E eu o motivo da minha existência. Como acha que EU me sinto?! –ele respondeu. – Mas isso é o melhor para você, posso desviar o caminho dos arcanjos.
Deixei a pose de lado e corri para abraçá-lo.
-Não faz isso comigo Emily. –ele disse me afastando.
-Não faz isso comigo Liu, por favor. –eu respondi.
Ele desviou o olhar, sai do apartamento. Seth estava na portaria, ele me viu.
-Eu te levo para casa. –ele disse.
Eu fui. O caminho inteiro eu não disse palavra nenhuma. Logo estava em casa. Desci do carro, Seth me abraçou. Entrei em casa. Minha mãe levantou-se do sofá a me ver.
-Emily, eu... –ela parou de falar ao ver meu estado. Subi as escadas sem dizer uma palavra. Fechei a porta do quarto. Comecei a quebrar abajur e tudo que fizesse muito barulho. Eu queria ouvir algo que não fosse o som do meu coração se partindo.
Então gritei. Gritei muito alto. A dor me dilacerava. Então me encostei-me à parede e deslizei por ela até estar sentada no chão.
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