Heróis
2 II - Harry
Toc, toc, toc. Batidas carregadas ocupavam meu quarto, ou melhor dizendo, ocupavam o armário embaixo da escada. O que significava que tinha que levantar e fazer o café da manhã para os Dursley. Claro, claro a apresentação: sou Harry Potter, o garoto esquisito, com a cicatriz em forma de raio, os óculos redondos e que mora com os tios insuportáveis. Meus pais morreram há muito tempo, um acidente de carro, me disseram. Mas no fundo, eu sabia que aquela não era a verdade.
Aquele era para ser mais um dia comum: iria fazer o café da manhã, ser chateado pelo Duda, ir à escola, voltar para casa e dormir. Mas o destino quis brincar um pouco comigo.
Eu e Grover, meu único amigo da escola, estávamos no lanche, quando a professora Dodds me chamou na sala dela. Veja bem, eu nunca fui muito bom na escola, tenho déficit de atenção, dislexia e hiperatividade. Praticamente todos os professores me odiavam, a única exceção era o sr. Burnner – professor de latim. Eu era razoavelmente bom em latim, o que para os Dursley era um total desperdício de tempo. “O que se faz com o latim em Londres nos dias de hoje?” diziam eles.
Voltando a Sra. Dodds, Grover não achou boa coisa ela me chamar tão repentinamente. Ficou nervoso. Tremia suas pernas mancas. Segui minha professora à uma sala desocupada. O que eu não esperava é que ela se transformaria numa criatura horrenda, com assas e garras. O grito não saia. O medo me paralisou.
Num relance, vi o Sr. Burnner jogando uma caneta esferográfica para mim, que noutro relance se transformou numa espada de bronze e assim que tocou a professora/monstro a despedaçou e não sobrou nada. Grover entrou na sala e disse que precisávamos ir. Precisávamos ir para um lugar seguro. Um tal Acampamento Meio Sangue.
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