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37 Capitulo trinta e seis (June)
Eu estava saindo da aula de francês. Estudava em um complexo de idiomas e música muito conhecido no país inteiro.
– Au revoir — falei saindo da sala.– Au revoir madame Souza — respondeu a professora sorrindo enquanto guardava seus livros.Saí pelo corredor repleto de panfletos até escutar um som conhecido, uma música que eu estava escutando há muitos dias.– Que música é essa? — perguntei.– Não sei o nome — disse minha professora passando por mim.– Chama-se Moonlight Sonata. Eu quero saber de onde vem.– Ah — disse ela rindo — Da sala do piano, provavelmente. O professor gosta muito de tocar mesmo quando os alunos não estão presentes.– Onde fica a sala de música?– É aquela sala de porta preta bem ali.– Merci.– De rien.Caminhei até a porta. Sentia a música passando por mim e quase fechei os olhos, mas me segurei.Então abri a porta e a música parou.Ao piano estava um homem alto e um pouco velho, mas muito charmoso. Ele tinha os cabelos castanhos e olhos bem azuis, que me olhavam. Então ele sorriu (meu coração bateu incrivelmente forte e eu não pude deixar de me sentir estranha sentindo isso por um homem com idade de ser meu pai).– Boa tarde, senhorita. Gostaria de ter aulas de piano?Olhei para aquele lindo piano bege e senti uma vontade muito grande de tocar. Lembrava de ter sentido a mesma sensação no dia que Felipe tocou no auditório da escola.– Acho que sim. Como faço para me matricular?– Venha aqui, vou te ensinar o básico.– Mas eu não sou aluna ainda.– E eu estou sem alunos para ensinar pelas próximas... — ele olhou o relógio — Duas horas. Venha! Conhecimento não deve ser retido.Me aproximei. – Sou Ricardo.– June.– Sente-se aqui senhorita June — disse ele afastando um pouco para abrir espaço para mim.Ele começou a me ensinar o básico, como o nome das teclas, a ordem, alguns termos e as musicas mais fáceis, como dó ré mi fá.– Você é muito boa, June! Aprende muito rápido.– Obrigada — falei sorrindo — Acho que vou me matricular.– É uma ótima ideia — disse ele sorrindo.Meu celular vibrou. Eu o peguei com pressa, com medo de que fosse minha mãe, mas era Caio.CaioSarazate: e aíCaioSarazate: fazendo o que de bom?– Oh — exclamou Ricardo.Olhei-o.– Desculpe — começou ele — Não quis ser intrometido, mas esta conversando com Caio Sarazate?Encarei o homem assustada.Ele riu.– É meu filho.Exclamei surpresa.– Fala sério?– Sim — disse ele sorrindo — Embora não goste de piano, o irmão dele toca muito bem.– Eu já vi Felipe tocando — exclamei — Toca muito bem mesmo.Ele sorriu.– Então você conhece meus dois filhos. Que coisa boa.A porta se abriu e Felipe apareceu, não parecendo muito feliz, com uma mulher loira alta é muito bonita. Então ela viu Ricardo e soltou um gritinho como um criança feliz.– Meu amor, meu amor, meu amor! — ela correu o mais rápido que pode em seus saltos gigantescos e abraçou o professor, dando um beijo em sua boca e deixando-a vermelha.– June? — disse Felipe surpreso.– Oi Felipe.– Vocês se conhecem? — disse a mulher com uma vozinha fina.– Sim — disse Felipe — Somos da mesma escola.– Que legal! — disse ela batendo palminhas.Olhei para Felipe e ele apenas balançou a cabeça, como se pedisse para eu não perguntar nada.Meu celular começou a vibrar. Dessa vez era minha mãe.– Tenho que ir — falei — Tchau professor! Vou com certeza me matricular!– E quem vai dar as aulas é Felipe!– Sério?Ele ficou um pouco rosado nas bochechas.– É, eu estou começando hoje.Sorri.– Vai ser legal. Tchau.– Tchau.Então corri para que minha mãe não ficasse muito estressada com a demora.
Notas finais
Gostaram? Mandem reviews!!! :D
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