"Perdi a morte e a vida,

E, louco, não enlouqueço...

A hora foge vivida,

Eu sigo-a, mas permaneço..."

Mário de Sá-Carneiro

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O mundo não é tão grande quanto dizem. Pelo menos, não o meu. Meu mundo se consiste em tudo que eu posso ver, tocar, ouvir e sentir.

As pessoas, todas com as quais já conversei, mesmo que tenha sido um mero pedido de desculpas ao esbarrarmo-nos, até mesmo as que somente observei de longe, ou o sorveteiro do parque que fui quando tinha cinco anos de idade. Todas elas me pertencem. Fazem parte do meu mundo, onde eu dito as regras. É claro que dependendo de minhas escolhas haverá consequências, mas isso não importa quando elas fazem parte de quem se é.

O problema é quando dois mundos se cruzam e se colidem de uma forma impactante. Não dá para desviar, só ir em frente, se chocando cada vez mais com o próximo. Você conhece e aprende a amar esse novo mundo, esse invasor que bate de frente com você. Mas quando tudo que você acredita e protege passa a ameaçar a existência do outro, o que se faz?

Eu o amei mais do que deveria.