Hello, bastard

1 Capítulo único


Notas iniciais
Minha primeira fic desse shipp que eu tanto amo, espero que gostem.

"Sonhando sobre quem costumávamos ser

Quando éramos mais jovens e livres

Eu esqueci como era antes do mundo cair aos nossos pés"
“Hello”, Adele.

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Hello, bastard!
De: Jaque Bohen
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Peter caminhava pelas ruas de Paris procurando por um bar, ele precisava beber, precisava esquecer-se de tudo que passou nos últimos meses, ou melhor, nos últimos anos, não queria se preocupar com o que poderia estar acontecendo em Beacon Hills, só queria limpar sua mente, mesmo que para isso precisasse gastar todo seu wolfsbane o misturando em sua bebida. Andou por mais algumas quadras até que achasse um bar, o qual era simples e aconchegante, ele usou seus olhos azuis para analisar a parte interior do estabelecimento, vendo que lá dentro se encontrava um velho "amigo", que ele não esperava ver, então se virou para sair do bar, mas foi interrompido.
– Peter. — Dizia a voz em um tom baixo o suficiente para que apenas o lobo escutasse e então ele se virou e caminhou até o dono da voz.
– Chris. — Disse Peter sentando-se em um dos bancos e pedindo uma dose de whisky.
– O que você está fazendo aqui? Não deveria estar em Beacon Hills? — Perguntou o caçador.
– Estava com saudades da Torre. — Respondeu. — E você? Não deveria estar de babá do Isaac? — Perguntou o Hale adicionando wolfsbane em seu copo e bebendo.
– Não é como se ele precisasse de uma, mas... Ele está com seus amigos. — Respondeu o Argent.
– Ok. — Disse Peter.
Os dois permaneceram em silêncio, apenas bebendo uma dose atrás da outra, Chris já estava bastante alterado, mas o outro não ficava atrás, as doses de whisky com wolfsbane estavam surtindo efeito.
– Você se lembra de quando nos conhecemos? — Perguntou Chris.
– Uma das primeiras vezes que vim a Paris, estava de férias com minha família. — Respondeu Peter.
– Até que entrou no elevador da Torre Eiffel e então nos conhecemos, aí as férias passaram a ser nossas. — Lembrou o caçador enquanto o lobo bebia mais uma dose.
– Você deveria parar de beber. — Afirmou Peter.
– Não, eu preciso beber mais e você também. — Disse Chris enchendo o copo dos dois.
Eles passaram mais alguns minutos em silêncio, apenas bebendo.
– Eu acho que... Eu vou pegar meu carro e ir embora. — Disse o Argent.
– Não, você não vai, você bebeu demais, vou pedir um táxi. — Afirmou o Hale.
Os dois saíram do bar, dois táxis estavam passando, um deles estava vazio, Peter sinalizou e então o motorista parou, ele abriu a porta e estendeu a mão, indicando que era para o Chris entrar.
– Vá, eu chamo outro táxi para mim. — Disse o lobo.
– Não há necessidade, ele pode fazer duas paradas. — Disse o caçador entrando no carro e puxando o outro para dentro.
Peter deu o endereço do hotel em que estava hospedado para o motorista, que partiu para o local.
– Nós éramos bons juntos, não éramos? — Perguntou Chris.
– Sim, quando não estávamos nos desentendendo. — Respondeu Peter.
– Sabe, eu nunca te agradeci. — Disse o caçador.
– Agradeceu o que? — Indagou o lobo.
– Tudo, tudo o que aconteceu. — Respondeu Chris.
– Eu queria poder dizer o mesmo. — Disse Peter.
– Chegamos ao nosso hotel. — Disse Chris.
O lobo pagou o taxista e desceu do veículo, sendo seguido pelo Argent.
– Por que não disse que está hospedado aqui? — Perguntou o Hale.
– Eu não estou. Não estava, mas vou alugar um quarto, só essa noite. — Respondeu Chris.
– Ok. — Disse Peter entrando no hotel, passando direto pela recepção e indo em direção ao elevador.
– Não me desejou boa noite. — Disse o caçador se aproximando.
– Boa noite. — Disse o lobo e rapidamente sentiu seu corpo ser tomado por ondas de calor quando os lábios do caçador grudaram nos seus, ele não resistiu, aprofundou o beijo, deu passagem para a língua que há anos não sentia em sua boca, ficaram ali sentindo o gosto um do outro até a porta do elevador abrir, Peter entrou e apertou o botão do elevador rapidamente, deixando Chris perdido no saguão.
O caçador foi até o balcão da recepção, se hospedou e então seguiu até seu quarto, chegando lá apenas tirou sua roupa, ficando apenas de cueca e se deitou.
O lobo conseguia sentir o odor de Chris, mesmo estando um andar acima, ainda estava tentando se recuperar dos efeitos causados pelo jeito e da vontade de ir até o quarto do caçador e tomá-lo para si, ele relutava incessantemente contra essa vontade, mas perdeu, quando viu estava tocando a campainha do quarto do Chris.
– Estava te esperando. — Disse o Argent ao abrir a porta e puxar o Hale para dentro do quarto.
O toque do caçador fazia o lobo estremecer e seu membro pulsar dentro da calça sem precisar de nenhum esforço, era como se ele fosse um adolescente de novo.
Peter se desvencilhou de seus sapatos e jogou Chris na cama e se deitou sobre ele, o beijando nos lábios, um beijo quente, sensual, que transbordava desejo e saudades, passou para o pescoço, onde distribuiu chupões e mordidas, desceu lentamente até o peitoral do loiro, sem desgrudar os lábios de sua pele, ele não queria deixar de sentir aquele gosto, mordiscou um dos bicos e arranhou o outro, distribuiu beijos e arranhões por todo o abdômen, massageou a ereção do por cima da cueca e então foi puxado pelo caçador, ficando por baixo dele.
– Agora é a minha vez. — Disse Chris começando a despir Peter, beijando, chupando e mordiscando cada pedaço de pele que lhe era revelado ao abrir os botões da camisa.
– Eu pensei em você todos os dias — confessou — foi tão difícil fingir que nada havia acontecido entre nós e pior ainda, que eu te odiava. — Concluiu o caçador.
– Shhhhh, não fale, sua boca tem utilidades melhores. — Respondeu o lobo.
O Argent voltou a usar seus lábios para excitar o Hale e ao terminar de tirar sua camisa foi para os botões e o zíper da calça o deixando apenas de cueca.
Os dois se beijaram diversas vezes, cada vez com mais urgência, como se quisessem matar a saudades que estavam sentindo por mais de duas décadas em apenas uma noite. A excitação dos dois era visível, o desejo era praticamente palpável, cada um explorava o corpo do outro com as mãos e se desfizeram da última peça de roupa que havia em seus corpos, se beijaram novamente sentindo suas ereções roçarem, até que Chris se abaixou, procurando uma posição confortável para fazer o que não fazia há muito tempo, ele agarrou a base do falo de Peter com as mãos e passou a língua na fenda que já estava expelindo um pouco de líquido pré seminal, percorreu toda a extensão com a língua e depois o abocanhou, fazendo o lobo gemer descompassadamente, ele lambia, chupava e brincava enquanto o Hale parecia perder os sentidos com tanto prazer sentindo seu membro sendo engolido pela boca quente e úmida do Argent. Peter trocou de lugar e passou a sugar o membro de Chris, massageando as bolas com seus dedos, o fazendo delirar e gemer de prazer.
– Oh, você sempre foi tão bom nisso. — Constatou o caçador.
O lobo não respondeu, apenas continuou o que estava fazendo, mas logo virou Chris de bruços, separando suas pernas e o fazendo inclinar, apertou suas nádegas, lambeu e penetram sua entrada com um dedo, fez alguns movimentos e logo colocou outro dedo, recebendo uma reclamação.
– Você sabe que depois melhora. — Afirmou o lobo e não esperou por uma resposta, segurou seu membro e o aproximou da entrada do caçador e começou a penetra-lo lentamente enquanto Chris gemia sentindo um misto de prazer e de dor, aos poucos ele foi se movimentando de forma mais rápida, os corpos se chocavam e os dois gemiam coisas sem sentido, até que o lobo se desmanchou, deixando escorrer seu líquido seminal nas nádegas do caçador.
– Agora é a minha vez. — Disse o Argent e então o Hale deitou na cama, os dois se beijaram novamente, Chris começou a preparar Peter e logo o penetrou, um suspiro saiu de sua boca, ele já não estava mais aguentando de vontade de fazer aquilo, começou a entrar e sair de dentro do lobo com agilidade, sentia seu membro pulsar dentro do buraco quente e apertado, não demorou muito para que ele se desmanchasse e se aconchegasse ao lado do Hale.
– Você teve outro homem em sua vida além de mim? — Perguntou Chris olhando profundamente no belo par de olhos azuis a sua frente.
– Não, só você. — Respondeu Peter.
– Eu também não. — Disse o caçador.


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"Eu sou o maior cretino que você conheceu?
O único que te deixou partir?
O que te machucou tanto que você não consegue suportar?
Bem, nós éramos bons quando éramos bons
Quando não nos desentendíamos
Você me ajudou a amar, me ajudou a viver
Você me ajudou a aprender como perdoar
Não ajudou?
Eu queria poder dizer o mesmo
Mas quando você foi embora, você deixou a culpa
Não deixou?
Eu sou o maior cretino que você conheceu?
O único que você não consegue esquecer?
Eu sou aquele pela qual suas verdades estão esperando?
Eu estou sonhando novamente?
Alguns sonhos são melhores quando eles terminam"
“ The Greatest Bastard”, Damien Rice.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!