Notas iniciais
É... Espero que entendem que é apenas um '' sonho'' mesmo... Nada demais aconteceu ,sffdhfsdjf

Era o que faltava, mais um sonho ridículo para minha coleção. O motivo por saber que estou sonhando? Não sei, mas sei que é.

Estou trêmula, confusa e não tenho a mínima ideia de onde estou, pra variar. Minhas mãos estão escorregando e eu não posso me soltar, não vou me perdoar morrer por tão pouco e de uma maneira tão banal. Estava a ponto de cair de um penhasco, maldito penhasco. Sério que não tem outro jeito de começar um sonho? Minha nossa. Enfim, levantei com dificuldade, recuperando o fôlego. Depois de muita tentativa. Acho que estou sozinha. Suspiro quando olho ao redor. É que parece...

— Quê?! Fala sério...—falei enquanto andava pela floresta, desviando dos buracos para não tropeçar.

— Está me ouvindo?''— uma voz desconhecida tentava me dizer algo, mas distante.

— Alguém está aí?! Apareça!— Gritei para o desconhecido, afastando os cipós da minha vista.

—Você tem que se preparar... Em breve... Eu irei...— A voz dizia repentinamente e repetidas vezes. Parece que está com defeito, minha nossa.

''Trinity, me ajude... Onde está você?'' Era tudo que eu poderia escutar, até escorregar em algo e parar na lama, paralisando. Mal consigo me mexer, assim não dá. Preciso fazer algo... Comecei a me debater, o que foi inútil. Droga! Podia ouvir risadas consecutivas quando cada centímetro meu que afundava na merda da lama... Será uma maldição? Um pesadelo qualquer, é provável. Que mania a minha de achar que tudo tem que ter um motivo especifico. Antes de está completamente engolida, segurei em um dos cipós que estava ao meu lado. Usei toda a minha força para subir nele e assim, consegui. Sorrir vitoriosa, porém, algo me puxava para baixo. Foi aí que tudo mudou.

— Que sonho bizarro.— Falo como se alguém estivesse me ouvindo, caminhando para o nada.

Olho para o lugar que é totalmente amplo. O calor aqui não está dando certo, estou soando, droga. Ergo minhas mãos, ajeitando meu cabelo, fazendo um rabo de cavalo com um elástico que sempre deixo comigo. Ainda bem que estou de shorts, o que me deixa mais confortável. Não há sinal de vida, pelo jeito. O céu, apenas negro, com uma certa névoa. Andei para analisar todo o ambiente em que estou, apenas pilares de concreto moldurados em formas desconhecidas. Paro em frente ao que parece ser uma fonte, avistei uma de minhas espadas cravadas sobre um dos pilares, imediatamente o retirei dali, alertando-me em seguida. Por reflexo, desviei de um ataque de uma flecha, essa foi raspando...

—Mais uma flecha e vou cravá-la em seu coração, garota.— A voz que já ouvi no começo surgiu. Fico em posição de defesa. Que mulher bipolar.

—Seja quem você for... Pode vim!—respondo, riscando sobre o chão com gramas extremamente secas.

— Oh! Pelo jeito... É bem corajosa. É apenas o início, espero que aguente!— Apenas disse e o dobro de flechas surgiu em minha direção.

—Sério que só será isso? Francamente... Esperava mais.— Retruco, facilmente desviando das flechas.

—Não se gabe, garota. Você não me conhece, nem sabe ao menos quem sou como e onde! Estou na vantagem... —Começou a rir, freneticamente. De duas flechas, mais três surgiram e assim foi aumentando.

— Apareça! Se quiser ter uma luta digna. Eu não tenho medo, seja lá que criatura maluca você seja...— Indaguei, confiante. Olhando para todos os lados.

Eu tenho que saber qual a direção que está vindo os ataques. Pelo que notei, é aleatório, as flechas surgem de um intervalo de segundos, no qual posso apenas respirar para consegui esquivar sem problemas. Não que eu esteja reclamando... Afinal, faz um tempo que não sonho. Mas isso está muito bizarro. Eu só queria saber quem está por trás destes ataques. Parece que o inimigo quer acabar comigo mesmo, hein?! É claro que eu não irei permiti isso. Nem sonhando! Até que esta parte faz sentido, certo? Foi boa. Mas sem enrolação, meu foco foi aos ataques que agora, estão por todos os cantos. Tive que optar por correr para que o inimigo se distraísse e não conseguisse mirar bem, o que deu muito certo. Subi em um dos pilares, tendo uma boa visão e nada vi. Droga... Onde está? Olhei a cima, havia um par de olhos amarelos me encarando.

— Eu achei que ia demorar para me achar, hein?!— Murmurou o par de olhos, movendo-se para perto.

— Merda... O que é você? Um par de olhos mágicos que cria flechas múltiplas?— Comecei a rir do que eu mesma disse, me distraindo, o que resultou na minha queda por uma mão gigante.

Como pude dá risada de uma coisa tão estúpida dessa? É totalmente a minha cara. Tive que correr. Para onde? Eu não sei. Tenho que saber qual o seu ponto fraco dessa criatura... Teremos uma boa luta pela frente e eu não quero ser a perdedora. A chuva voltou com tudo, me refrescando. Agradeço por ter vindo em uma boa hora, já não aguentava este calor. Aqueles olhos não desistiram, me alcançava facilmente, apesar de ter corrido muito, o suficiente para achar que estava tudo certo e que não precisaria me preocupar. As flechas já haviam dezenas... É óbvio que não me dei o luxo de ir observá-los, fui protegida por um dos pilares, mas o mesmo foi totalmente destruído. Droga... Lá se foi a minha proteção temporária, vou nem tentar nos demais.

— Acha que vai escapar? Você realmente não sabe...''— Fui jogada para longe por aquelas mãos malditas. Droga! Eu devia está concentrada...

—Eu já estou farta desta brincadeira!— Consegui me soltar e ainda infincar fortemente minha espada em sua mão, a voz passou a rir do que havia dito. O que é engraçado? Não contei nenhuma piada, ainda.

— Deve ser difícil para você... Ser a perdedora... O bom é que eu nunca sei como é se sentir assim. — Gargalhava alto, havia parado de mandar as flechas na minha direção. Não sinto meu braço... O quê?

Eu fui ferida? Sim, de fato. Uma flecha me acertou, mesmo que ela tenha sido lenta, o que me irritou por não ter desviado dela facilmente. Eu estou sangrando. Sinto o vermelho em minhas mãos, escorrendo em meu braço direito lentamente como se quisesse ser visto. Ok! Isso foi... Inesperado. Não consigo mais me mexer, ela conseguiu me atacar? Mas como? Eu não vi, não senti, nem esquivei, seja de onde foi o ataque... Eu fracassei. Fui tomada por uma dor que repentinamente tomou força, fazendo com o que eu me curvasse. Neste momento, despertei, pisco meus olhos instantaneamente e certifico-me de que estou certa, ufa. É a minha casa, meu quarto, minha cama, que alívio. Respirando ofegante, ainda deitada, escuto o barulho da chuva pela janela. É só mais um sonho maluco... Não há nada de tão importante. Lembro-me daqueles olhos. Daquelas mãos gigantes que me atacavam... Aquela voz, sei que já escutei de algum lugar.... Ás vezes eu me pergunto: O que há de errado comigo?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.