Hell o T here
1 A Cor Purpura de Seus Olhos
– Jessica! Volte aqui! Onde você pensa que esta indo? Volte já aqui! De repente uma luz intensa e clara se aproxima fazendo os olhos cerrarem diante da claridade radiante e hipnotizante, seu corpo é atingido também seu peito com extrema violência jogando seu corpo quente e inconsciente num baque sonoro contra o asfalto frio e úmido. Com ferimentos e cortes o corpo permanece instável, mas ainda vivo os sons da cidade e da vida ao seu redor se faz silencioso numa fração de segundos que parece durar uma eternidade, sem cerimonia o corpo permanece paralisado por medo e pavor da luz brilhante que engoliu a imensidão das sombras que guardam as vidas da cidade. Nesse mesmo instante Jessica acorda num único movimento rude e levanta que fazendo seu corpo nu e ainda quente descolar dos lençóis que a envolviam numa viagem de paranoias nostálgicas a amargas. Suando frio o liquido salgado e puro escorre por entre os fios de seus negros cabelos até sua larga e pálida testa agora corada pelo calor do momento, suas pupilas dilatadas e íris purpuras arregaladas pareciam ter visto um fantasma se materializar em seu quarto escuro iluminado apenas pela fresta de luz da lua que vinha da janela enferrujada e gasta pelo tempo. Mas o fantasma não era algum incomum ou sobrenatural, era de carne, osso, sangue e fumaça purpura. Era humano. Era mistico. Era alguém que um dia foi amado. Era KillGrave.
Jessica recobra a consciência depois do pesadelo indesejado, passa a mão por entre as madeixas negras fazendo a posição de seu corte se inverter, tornando-a uma figura caricata e divertida. Mas seus olhos mostravam cansaço, era a segunda vez na mesma semana, o mesmo pesadelo, a mesma figura, o mesmo dialogo. Por quanto tempo mais isso persistirá? Já se tornará algo nauseante e incomodo. Ela levanta tremula em direção á sua escrivaninha localizada ao centro do comodo empoeirado pelo desuso e descaso da mesma. Acima de móvel há uma garrafa de Whisky escocês barato, papeis, um copo com marcas de digitais impressas nele, papeis e um computador ainda ligado. Ao se sentar na cadeira que integrava ao móvel principal puxa o copo e a garrafa para si enchendo o copo até seu bocal, terminando num gole seco, passa o antebraço nos lábios, limpado-os, enche mais um copo e mais e mais um, até o liquido cor de cobre se esvair da garrafa por completo. Faz uma pausa entre um copo e outro e finalmente finaliza, ao seu redor só o vazio e o medo lhe cercam. Ela pensa estou melhor assim, volta para sua cama em passos curtos e pouco apressados, deita-se e pensa, lá vamos nos de novo, fecha os olhos e se afunda novamente em nostalgias bizarras sobre um passado oculto e sombrio.
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